Verdade Nua e Crua
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Notas iniciais
Deusa? Só se ele for o Diabo.
– Como assim "deusa", Tobias? — pergunto ele continua me arrastando pelas ruas de Chicago.
– Preste atenção. Um homem se guia pelo visual. — Ele diz e me olha. — Você já é gostosa, só falta umas roupas que te valorizem.
Ele fala isso e olho para mim mesma. Calça preta. Alcinha branca. Blazer preto. Meus saltos. Cabelo preso. E meus óculos, que infelizmente tenho que usar, já que tenho astigmatismo. Pelo menos não tenho que usar sempre, só me esqueço de tirar. Costume.
– O que tem de errado com minhas roupas? — Falo pegando meu estojinho da Ray Ban para guardar os óculos.
– De errado não tem nada. Mas tudo pode ficar melhor, certo? — Ele fala me examinando.
– Tobias, eu não quero um banho de loja. — Falo cansada só de imaginar.
– Tudo bem, só não diga que eu não avisei quando esse Peter te der o fora. — Ele fala e começa a dar meia volta.
– NÃO! Não... — Falo me rendendo. — Tudo bem, Tobias.
– É assim que se fala! — Ele sorri e vem até mim e deposita um tapa em minha bunda.
– Tobias! — repreendo-o.
– O que? Não gostou? — Fala rindo. — Se acostume porque quem vai fazer isso futuramente vai ser o Peter.
– Eu acho adorável como você acha que todo homem é pervertido como você. — Falo olhando para ele.
– Ah.. Eu não sei. — Ele da uma pausa. — Eu sei. — Ele fala convencido e paramos em uma loja e me puxa pela mão.
Tobias fica olhando as roupas e me sento em uma poltrona. Se eu fosse lá e ajudar ele a achar alguma coisa eu iria acabar escolhendo algo que ele discordaria. Melhor já ficar sentada. Uma vendedora vem até ele com um sorriso do tipo "nossa, me usa"
– Posso ajuda-lo? — Ela fala com sua voz mais sensual e solto uma risada. Tobias se vira e sorri para ela.
– Em muitas coisas. — Tobias fala e ela abre um sorriso esperançoso. — Começando por carregar estas roupas até o provador e chamar a uma de suas colegas que não seja oferecida assim como você. — NOSSA. Doeu em mim essa. Ele dispensa a garota e volta sua atenção as roupas. Fico observando tobias e chego em uma conclusão: Tobias além de ser um tremendo gostoso se veste bem. (N/A: Ai gente assim não dá mesmo Tobias delicinha vemk. link da roupa do Tob: www) Não tenho argumentos bons o suficiente para negar isso. Um senhora vem e para ao lado de Tobias e sorri gentilmente.
– Olá. Como posso ajuda-lo? — A senhora fala sutilmente.
– Tris! — Tobias me chama e vou até lá. — Nós precisamos de um sutiã que façam os amiguinhos da minha amiga aqui derem uma buzinada.
– Tobias! — Falo constrangida. Reflito sobre o assunto por um momento. — Mas... tem algo de errado com eles?
– Eles são realmente muito bons. Só precisam de um chek up. — Tobias fala sorrindo e olhando meus seios. Sorrio sem saber exatamente o porque.
– Toma. — Ele fala e me entrega um sutiã preto de renda. — As roupas estão no provador.
Vou até o provador e encontro um mundo de roupas. Eram bonitas. Ele tem muito bom gosto. As roupas iam de vestidos e saias até calças e saias, camisetas de bandas e flanelas (N/A: cliquem aqui www para ver o guarda-roupa da Tris). Eu experimentava e mostrava a Tobias. Ele sorria e eu correspondia ele com outro. Depois de experimentar todas as roupas ele chegou perto de mim e sussurra perto de meu ouvido.
– Se você não fosse tão orgulhosa eu te jogava na minha cama e não deixava nunca mais você sair. — Fico completamente arrepiada e sem resposta. Ele sai dos provadores e vai até o caixa. Me arrumo e vejo que ele já pagou tudo.
– Tobias... não precisava pagar. — Falo.
– Quando eu digo que vou ajudar alguém, eu ajudo de todas as maneiras possíveis. — Ele fala sem olhar para mim e o canto dos meus lábios se levantam formando um pequeno sorriso. Ele termina de pagar, pega as sacolas e olha para mim. — Vem. Vamos almoçar. Vou te levar ao melhor restaurante!
– Não existe melhor restaurante que o Applebee's.
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– Puta. Que. Pariu! Essa comida é dos deuses! — Falo, estou realmente muito impressionada.
– Eu disse. — Tobias fala rindo. Ele me encara sorrindo. O encaro de volta. — Me fale sobre você.
– Beatrice Prior. Produtora a dois anos. 27 anos. Filme favorito: Quase Famosos. Livro favorito: Alta Fidelidade e Alice no País das Maravilhas. Autor favorito: Ernest Hemingway, Shakespeare e Nick Hornby. Banda favorita: Arctic Monkeys e The Black Keys. Cantora favorita: Lana del Rey. Seriado: Lost. Passatempo: Desenhos. Acho que é isso...
– Interessante. — Ele fala.
– E você? — Rebato.
– O que tem eu?
– Me fale sobre você. — ele semicerra os olhos e concorda.
– Tobias Eaton. Apresentador a-não-me-lembro-quanto-tempo. 29 anos. Filme favorito: Goonies. Livro favorito: Sherlock Holmes. Autor favorito: Tolkien e Hemingway. — Ele pausa e pisca para mim. — Banda favorita: Arctic Monkeys, The Black Keys, OneRepublic e Beatles. Não me faça escolher.
– Beatles. — Falo com os olhos brilhando, já que Beatles é uma banda épica que sempre viverá no meu coração.
– Cantor ou cantora? Não tenho. Seriado: House. — Ele pausa e sorri mostrando seus dentes perfeitos. — E Lost. Passatempo? Sexo.
– Tinha que ser. — Falo rindo.
– E família? — Ele pergunta.
– Ahh... Eu tenho o melhor irmão do mundo, Caleb, mas ele está em Dublin. Viajando. Meu pai morreu quando eu era pequena. — Falo sentindo um pontada no peito.
– Sinto muito. — Ele fala.
– Todos sentem. — Respondo. — Enfim...
– E sua mãe? — Ele pergunta.
– Depois da morte do meu pai ele percebeu que a gente vive só uma vez e saiu para viajar pelo mundo todo. Ela de vez em quando me manda postais e cartas. — Falo lembrando da última vez que Natalie falou comigo.
– Quantos anos você tinha quando ela saiu para viajar?
– 11. — Respondo.
– Nossa. E quem cuidou de você e do seu irmão? — Ele pergunta interessado.
– Susan. Uma amiga da família. Atualmente ela é minha vizinha e é quem arruma toda a minha bagunça.
– Ela é legal? — pergunta novamente.
– É, pode se dizer que sim. Ela é meio louca. Tive uma adolescência intrigante. — Falo, agora, rindo das lembranças que tenho.
– Como assim? — Ele sorri quando vê que estou rindo.
– Vou contar uma história para você. Baseada em fatos reais!
Flashback on
O que leva uma pessoa a pensar que levar uma adolescente de 15 anos ao supermercado iria ajudar com as compras? Eu e Susan estávamos no caixa à 8 minutos. O sistema caiu. Eu devo ter salgado a Santa Ceia mesmo. Susan estava irritadíssima, batendo pé.
– Ah, eu não acredito... Ô GORDA! — Fala uma voz feminina no meio da fila do caixa. Ih, fodeu. Vai dar merda. Susan não vai deixar barato. Ninguém nunca desafia Susan desse jeito.
– Tá falando comigo, é?! — Susan se vira e fala com escárnio para a mulher. Nossa ela era estranha. Estranha é apelido na verdade. Ela era um esquilo. Os dentes eram uma desgraça. Eram idênticos, iguais, clones, almas gêmeas aos dentes de um coelho.
– TÔ SIM! GORDA, PEGOU TANTA COISA QUE O CAIXA ESTRAGOU! — A coelha grita e a essa altura todo o mercado esta prestando atenção. Essa altura também Susan já chamou Hitler como seu fiel escudeiro.
– MAS TÊM GENTE BURRA SOLTA POR ESSE MUNDO! — Susan começa a gritar também. Eita porra. — NÃO TÁ VENDO QUE O SISTEMA SAIU DO AR NÃO, HEIN?!
– TÔ VENDO SIM, E É POR SUA CAUSA, SUA GORDA!
– ESCUTA AQUI, Ô RIDÍCULA. – Ela fala a palavra 'ridícula' bem devagar. Agora desandou a porra toda. — OLHA PARA TUA CARA, OLHA PARA O TEUS DENTES, COISA RIDÍCULA. TU NÃO PRECISA DE UM DENTISTA, TU PRECISA DE UM ARQUITETO PARA REBOCAR TODA ESSA TUA CARA DE CRUZ CREDO. — A essa altura estou tendo contrações de tanto rir.
– E AGORA VOCÊ VAI OFENDER A MINHA PESSOA? — A coelha tem donw, olha que interessante.
– EU NÃO TO TE OFENDENDO NÃO, FOFA. EU TO É TE AJUDANDO PARA NÃO PASSAR VERGONHA! EU HEIN. — Susan rebate e acho que a coelha foi num cantinho chorar.
– Senhora, é só isso? — Fala a moça do caixa.
– Senhora é o cacete. — Susan se vira para olhar a moça. — É, é, só isso sim minha querida.
Flashback off
– Eu acabo de declarar que eu A-M-O esta mulher. — Tobias fala morrendo de rir e eu não estou muito atrás.
– Tá, tá. Só não leve ela para a cama. — Falo ainda rindo.
– Não é ela que eu quero levar para a cama. — Ele fala parando de rir e me encara sorrindo maliciosamente.
– Tobias... não estrague a coisa toda. — Falo a ele.
–Tudo bem então... Vamos ao que interessa. Eis aqui o que você deve saber. Três passos. Primeiro passo: encube a bibliotecária e a stripper. Quando a coisa esquentar, deixe o seu lado perigoso falar mais alto. Um cara se amarra numa mulher assim. Segundo passo: nunca seja crítica e não tente controlar tudo. Não tem coisa mais chata que mulher controladora.
– Mas... — Começo a reclamar.
– Não, Tris. Lembre-se, regra número um. Bom, terceiro passo: ria de tudo que ele fala. Isso dá um tesão... Uma risadinha falsa é igual a um orgasmo falso. — Ele fala.
– Um orgasmo falso não é nenhum orgasmo. — Comento.
– Só para você. – Tobias fala sorrindo e dou uma risadinha. — Isso foi perfeito! Verdadeiro ou falso? — Ele pergunta sorrindo e sei que se refere a risada em que dei.
– Você nunca irá saber. — Falo sorrindo.
LEIAM AS NOTAS FINAIS.
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