Verbena
1 Prologo
No começo, antes mesmo do Choro das Mil Lágrimas, foi concedido a Lir, o Deus do Mar, pelo Senhora do Tempo, Danu, o poder de romper o selo virgem da vida e criar os primeiros seres a habitar na criação de Cailleach, aquela mais velha que o tempo.
Lir, conseguiu reunir o que mais possuia de precioso em seu reino, as três virtudes: Humildade, Generosidade e Sinceridade. E com a ajuda de Parald, ele criou os seres mais perfeitos que se poderia habitar nas profundesas do mar: Selkies.
Mas, assim como seu lar, as Selkies possuiam um coração frio, profundo e vivam a deriva, nas espumas e ondas do mar, pelo controle dos Silfos, criaturas plenas de ar e luz.
Lir, percebendo a dor no coração de sua criação, pediu ajuda ao Deus Duir e a Deusa Saille, para que criassem seres que pudessem completar o coração de seus amargurados e vazios filhos.
De dentro de Nemeton, foi-se buscar na casca forte do Amieiro, com a força, o Primeiro Homem. Do tronco da Sorveira,com perseverança, nasceu a Primeira Mulher.
Juntos, assim, teriam a função de criar irmãos e companheiros para os filhos de Lir.
Mas, diferente dos filhos de Lir, as novas criações dos Deuses Arvorés não possuiam as três virtudes principais que habitavam no coração das Selkies. Isso os levou para os três pecados: A Ganância, A Luxuria e o Orgulho.
A maldição do coração das Selkies não seria quebrada, jamais. A não ser que um humano, em meio a todo o caus instaurado no reino de Cailleach, encontra-se as virtudes para completar seu coração e o verdadeiro destino de uma selkie.
Para aliviar a dor de seus filhos, Lir, lhes concedeu a chance de há cada mil anos, no Plenilúneo, quando a Terra se alinha perfeitamente com o Sol e a Lua, eles teriam a chance de ir a margem e por uma noite, uma noite apenas, serem completos.
A criação do mundo seguiu seu devido rumo, com a benção dos Deuses e das Nereides, cresceu e se tornou um filho devotado. Em suas canções exaltava o poder dos deuses, em suas vitórias ofereciam seus espóilos e eram bem aventurados em inteligência e poder.
Por vaidade, os Deuses esqueceram completamente da sina triste das Selkies, criação dos filhos de Lir, e por isso, ofereceram ainda mais poder para os os filhos de Duir e Sellie.
Os Selkies, aprenderam a seguir com seu coração vazio e construiram o imponente Reino do Mar, pelas graças de Mac Lir, filho de Lir.
Na era do grande Mago e Oráculo Iweret. Mabuz, um incrível feiticeiro e filho de Gwragedd Annwn, andando por uma praia deserta, avistou Aine, a Grande Deusa das flores, das fontes de água, do Sol e do Verão. Sem pensar, se apaixonou perdidamente, pela filha adotiva de Mac Lir.
Em sua arrogância, como feiticeiro, ele construiu um escudo do Álamo e uma lança pela fibra da Aveleira. Aine, em sua curiosidade, concedeu a Mabuz, uma única noite, em que ele pudesse contemplar sua beleza e entregar seu amor, mas com apenas uma condição: Assim que o sol nascesse e Aine fosse ao encontro de Grian,sua irmã gêmea e Deusa do Sol crescente, ele teria que aceitar ter sua memória sobre aquela noite, destruida.
Combinaram de se encontrar e Mabuz, fingiu concordar com a condição da da Grande Deusa, mas, assim que Aine se preparava para o encontro, o feiticeiro, ludibriando a Deusa Airmid, conseguiu um erva para uma poderosa poção de memória, que nem um Deus poderia destruir.
Pronto para o encontro com sua amada, Mabuz preparou a poção e a tomou para si, indo ao encontro de Aine nos limites de Sídhe.
Aine, entregou todo o seu poder nas mãos de Mabuz e o fez um amante muito feliz na noite em que passaram juntos, mas o amanhecer se aproximava e chegava a hora de Mabuz se desfazer de suas memórias. Enquanto se preparava para dizer adeus ao seu mais novo amante, Aine percebeu que fora enganada e em sua fúria sentenciou Mabuz em uma terrível maldição.
Daquela união, nasceria uma criança, que viveria sem pai ou sem mãe. Nunca teria o mar ou a terra. Seria para sempre sozinha e vagaria pelos dois reinos, sem nunca se pertencer.
E Mabuz sofreria o castigo de Iweret, por seus três pecados. Nunca seria feliz, nunca seria completo sem o amor da Deusa que lhe deu aquela única noite.
Assim nasceu as Ondinas, nunca pertencentes a terra, nunca pertencentes ao mar. Vagando em busca de um lugar que as possa oferecer o amor que perdido.
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