Notas iniciais
-General! Estatísticas de batalha! Perdemos grande contingente na fronte sudeste, o exército liderado pelo marechal Leopard foi todo destruído e Samplória está avançando por esta falha!

Mais um dia terminava na monótona rotina de Hoyes, um pescador que morava numa casa a beira da praia com sua esposa e seu filho. Estava quase anoitecendo, e como fazia toda tarde, chegava do trabalho e ia se sentar a beira da praia, com sua inseparável cadeira. Eis que passa, quase na linha do horizonte um objeto, luminoso, parecia estar em chamas, caindo a uma velocidade extrema, Hoyes não deu muita importância pensou que era um meteoro, que era praticamente normal cair um naqueles lugares em determinados meses, já que o planeta Asagh estava circundado por um cinturão de meteoritos.

Já era de manhã quando se levantou e foi em direção aos rochedos onde estava amarrado seu barco de pesca, foi aí que encontrou um corpo boiando, se mexendo somente com o vai e vem das pequenas ondas que chegavam a areia, correu rapidamente para ver se o mesmo estava com algum sinal vital, aproximando — se, notou um machucado na altura da testa que sangrara sem parar, era um garoto de, aparentemente, 11 ou 12 anos, meio desidratado e desnutrido. Hoyes gritou:

-Jurya! — sua esposa — Venha me ajudar!!!

Sua esposa, espantada com a altura do grito veio apressadamente ao encontro do marido, que estava com o corpo do menino nos braços, Jurya logo retrocedeu à casa para preparar algum lugar para o menino se acomodar e ela poder fazer alguns curativos se fossem precisos. Hoyes chegou e o colocou na cama, já arrumada por Jurya, que lhe perguntou:

-Onde o achou?

-Estava indo pegar o barco e o vi boiar na praia, peguei e o trouxe pra cá.

-Tem alguma idéia de onde possa ter vindo? — Perguntou a mulher apreensiva.

-Pelas vestimentas deve ser de uma área muito ao norte ou nordeste, muito ao sul, ou de outro planet... Espere! — exclamou ele, parecendo ter descoberto alguma coisa — Ontem quando eu estava sentado na praia, vi alguma coisa cair no mar, pensei ser somente um cometa, mas é bem provável que seja uma nave ou coisa do tipo!

Ele saiu rapidamente da casa, e a mulher o indagou:

-Onde vai com tanta pressa?!

-Ir ver se tem alguma pista sobre este menino! Volto rápido...

A mulher se conformou e o respondeu desejando boa sorte na busca, e voltando para cuidar do menino. Enquanto isso, Hoyes pegava o pequeno barco de pesca para a busca. Rapidamente chegou ao "provável" local da queda. Tinha alguns pedaços de objetos flutuando, coisa normal, mas o que lhe chamou a atenção foi a grande mancha de óleo que agora ele se encontrava no meio. Voltou à praia, e foi logo ao encontro da mulher que o esperava anciosa. Ele chega e diz:

-Encontrei um pedaço de metal no oceano...

E a esposa, nada surpresa, responde:

-E daí? Isso é fácil de se achar...

-Não esse pedaço de metal... É um metal... — ele olha por trás do ombro da mulher, a cama em que o menino estava deitado, e continua — É um metal que não se encontra aqui em Asagh...

-E...?

-E existe uma data neste pedaço de metal!

-Larga de suspense e me diz logo o que achou, homem! — responde ela, já impaciente

-Datado de Três Mil Novecentos e Setenta e Seis!

-Mas isso é de muitos anos... — é interrompida pela mão do homem que lhe tapa a boca.

Os dois se viram e olham para o menino desacordado...

Notas finais
Já se passou uma semana desde o achado do garoto e...