Notas iniciais
"-Será que ele está mesmo vivo? - perguntou Jurya com um tom de voz angustiante." O capítulo 2 se desenrola com a narração de Akta Christy.

"-Será que ele está mesmo vivo? — perguntou Jurya com um tom de voz angustiante."

Essas foram as últimas lembranças de quem eu chamo de pais. Já se faz 4 anos que não os vejo, eles eram atenciosos e carinhosos. Agora restou somente eu e meu possível irmão. Temos que nos virar para sobreviver, esse planeta apesar de ser totalmente desigual, tem uma parte política ligada a isso. Não que eu seja contra tudo isso, mas sim, por que eu vivenciei isso, a brutalidade do totalitarismo oriental, a angustia de quem eles me separam está gravada em mim, dentro de mim, em todos de Hansen, a pobre e fraca civilização isolada além das montanhas. Eu irei mudar isso, eu irei revolucionar o mundo, eu dominarei este mundo.

Pouco antes de Samplória e seus exércitos gigantesco invadirem o pequeno vilarejo de meus pais, meu pai me disse, confiante:

- Amanhã, sairemos pescar, eu e seu irmão, iremos aprender as técnicas de pesca milenares de seu pai — disse ele colocando a mão sobre meu ombro. Eu respondi alegremente:

- Claro, papai! Quero aprender tudo! — eu disse cerrando os punhos.

- Mas antes de tudo, quero que fique com isso. Um dia eu e sua mãe iremos partir, e você terá de cuidar de seu irmão mais novo. — me disse, entregando uma espada negra totalmente trabalhada, cume dos dois lados, era perfeita que, mesmo ao sol escaldante de meio-dia sobre ela, não soltava um reflexo se quer.

- Mas papai... — eu disse — ...nem usar isso eu sei...

- Um dia você irá precisar e irá usar, e quando usar, saiba que estaremos com você. — ele disse confiante.

Foi neste dia, à noite em que todos já estavam dormindo, que Samplória invadiu Hansen... Eram gritos angustiantes de medo, de terror, os poucos homens de reuniram e mataram alguns cavaleiros, o que fez pouca diferença. Dentro de casa meu pai disse, apressado e abrindo um pequeno galpão que ficava debaixo de uma mesa:

- Entre aqui, não saia por nada! Espere um dia inteiro, depois vá pedir ajuda! — ele disse colocando meu irmão dentro também e se movimentando procurando a espada para também colocar.

- Mas pai... e você e a mamãe? Para onde vão?

- Não se preocupe, apenas cuide de seu irmão e se proteja. — ele disse fechando a portinhola do galpão.

Após isso eu só escutei gritos e barulhos estranhos, que logo pararam, e uma luz azul veio pelas fendas da portinhola, e logo foram embora, meu irmão me perguntou baixinho:

- Cadê o pai e a mãe? Eu quero eles... — disse fazendo cara de choro.

Eu logo lhe tapei a respiração, pois a luz azul voltara a iluminar as entranhas do assoalho, e sumiu de vez. Eu respondi ao meu irmão:

- Talvez nunca mais vejamos o pai e a mãe, então, agora eu cuido de você e você me obedece, ok?

- Ok.

Ficamos lá trancados durante todo um dia, como meu pai dissera. Saímos de lá com um golpe que eu dei com a espada na portinhola. Após sairmos de casa, que já não restava muita coisa em pé, vimos a rua principal, algumas chamas ainda teimavam em queimar, flechas, manchas negras, e armaduras. A que mais me chamou a atenção, foi uma roxa, muito roxa. Parecia um tipo de armadura diferente, que se diferenciava das outras, que eram cinzas. Outra também, foi uma parte da armadura em que se encapava o braço, era vermelha. Pelo visto era de um general, de alguma alta patente, coloquei no braço do meu irmão, que o cobriu quase todo, peguei o capacete roxo e o coloquei embaixo do braço, encapei a espada negra na bainha dela, e partimos rumo a Sinlix, um outro vilarejo próximo de Hansen, no intuito de que lá haveria alguma pessoa viva.

Notas finais
Chegamos lá...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.