Notas iniciais
Oi meu povo e minha pova! Tudo bem com vocês? Quanto tempo não? Rsrs... Mas enfim, nosso querido Nyah voltou!!! s2 rsrs... Tomara que gostem do retorno da - Velvet Touch - e pra compensar o tempo fora do ar, capítulo enorme e recheado de amor pro cês, rsrsrs... =)

As mãos de Clara deslizavam pelo corpo de Marina, delineando na ponta dos dedos cada uma de suas curvas. Distribuía apertões em seus braços, costelas, cintura e pesava seu corpo sob o da outra, explorando aquela proximidade com uma curiosidade mais íntima do que o habitual. A assistente estava encantada com tudo o que Marina havia lhe proporcionado há poucos minutos ali naquela cama, e queria poder dar o mesmo prazer que sentira vibrar em seu corpo para a mulher que agora começava a ofegar, baixinho, no pé do seu ouvido.

Sua boca encontrou a da fotógrafa, dando início a um beijo lento, intenso e teoricamente despretensioso. Marina ainda vestia aquela lingerie vermelha com a qual saíra do banheiro mais cedo, e não havia como negar o quanto a peça ficava realmente deslumbrante nela. Afastou um pouco seus corpos, e sentiu as mãos delicadas segurarem-se em sua cintura, como se pedissem para que continuasse encaixada ali. Contemplou e admirou o corpo da fotógrafa deitado embaixo de si, e resolveu que estava pronta para se perder em toda a novidade que era viver aquela relação com a chefe.

Encaixou-se por entre as pernas de Marina e sentiu as mãos da outra prenderem-se delicadamente em seu quadril. Os beijos de Clara passaram a desfilar pelo pescoço da fotógrafa, descendo com certa pressa para seu peito.

_Clarinha... O que você tá fazendo? – perguntou Marina, quando sentiu as mãos da assistente apertarem suas coxas.

_Shhhh... Fica quietinha aí... Quero conhecer melhor o corpo da minha mulher – disse mordendo seu lábio inferior – Não posso?

_Você pode tudo, Clara! – respondeu Marina, respirando fundo e soltando um suspiro baixo.

Clara voltou a deixar com que seus beijos se ocupassem do peito da fotógrafa, deixou sua língua passear por ali e foi descendo um pouco mais seus lábios, até encontrarem a renda do sutiã vermelho. A assistente olhou para a amada com uma carinha de pidona, e Marina sorriu, reproduzindo um riso baixo e inclinando-se para cima, indo de encontro ao corpo de Clara e deixando as costas livres para que as mãos da assistente deslizassem por elas. Mesmo com um pouco de dificuldade, a assistente abriu o fecho de seu sutiã tirando-o de onde estava e substituindo-o por suas mãos quentes e cada vez mais curiosas.

Marina achava graça no jeito inexperiente e impreciso com que as mãos da assistente lhe desvendavam, e não podia negar o quanto aquilo tudo a excitava. Saber que era a primeira mulher na vida dela, e que Clara a desejava daquela forma era realmente enlouquecedor, e permitiu-se saborear e curtir cada momento e cada toque de sua amada. Sentiu os dedos da dona de casa ganharem firmeza e agora apalpavam seus seios com mais vontade, mais rápido e mais forte. Fechou os olhos e foi surpreendida pela língua quente da assistente lambendo seu mamilo direito, provocando um pulsar latente em seu sexo e sentindo sua calcinha molhar um pouco mais do que já estava.

Apesar de ainda estar um pouco insegura quanto ao que e como fazer para devolver o prazer que ganhara de Marina, a assistente permitia-se descobrir o corpo da outra aos poucos. Sua boca agora se ocupava dos seios da fotógrafa, imitando os movimentos que a outra lhe fizera minutos atrás. Passava a ponta da língua de cima para baixo nos mamilos rígidos, alternando entre movimentos circulares lentos e sugadas intensas e profundas, sentindo o corpo de Marina reagir abaixo de si arrepiando-se a cada investida úmida de sua língua. Deixou suas mãos escorregarem pelas pernas brancas da fotógrafa, passando suas unhas de cima para baixo nas coxas da outra, arrancando gemidos baixos dos lábios de Marina.

Permitiu que seus dedos escorregassem até a virilha da amada, brincando com o tecido molhado de sua calcinha, ameaçando invadi-la, porém, desistindo todas às vezes no último segundo. A fotógrafa suspirava profundamente todas as vezes que sentia os dedos de Clara afastando-se de onde estavam, e nesse momento, mais do que apenas desejar ela precisava desesperadamente sentir aquele toque mais íntimo da assistente.

_Clarinha... Não faz isso comigo... – pediu completamente ofegante e descompassada – Preciso sentir você. Preciso! – declarou.

Clara sentiu seu corpo inteiro se arrepiar ao ouvir Marina dizer aquelas palavras, daquele jeito, com aquela voz, com toda aquela necessidade, todo aquele desejo, toda aquela entrega. Foi impossível resistir mais, e rapidamente invadiu o sexo da fotógrafa, penetrando-a de imediato. Sem conseguir conter um gemido mais alto, Marina agora segurava nos cabelos de Clara com uma das mãos, enquanto a outra tratava de grudar-se aos lençóis ao seu lado. Tinha esperado, ansiado e fantasiado muito aquele toque, porém, a sensação do vai e vem dos dedos da assistente dentro de si eram mais deliciosas do que ela poderia ter sonhado algum dia.

_Nossa Clara! – arfou e gemeu seu nome, arqueando o corpo na cama em resposta ao movimento intenso que Clara disparava contra seu sexo – Você me deixa louca! – A assistente sorriu, quase que triunfante, e procurou os lábios de Marina com os seus arrebatando-a em um beijo que traduzia todos os sentimentos e sensações de uma para a outra naquele momento. Marina estava com os cabelos bagunçados e jogados assimetricamente pelos lençóis brancos, sua fisionomia mudara, seu sorriso mudara, sua respiração era muito mais intensa, e seus lábios gemiam colados nos de Clara. Aquilo era o retrato mais realista possível da personificação do pecado!

Ao perceber todas as mudanças em Marina, a assistente intensificou a velocidade com que seus dedos entravam e saiam da amada, e sentiu as duas mãos da fotógrafa grudarem-se em sua nuca – Repete o que você disse agora pouco Marina. Repete aqui no meu ouvido – Pediu Clara, inclinando-se até deixar seu ouvido na altura da boca da fotógrafa – Você me deixa louca! – repetiu Marina no tom de voz mais descarado que conseguiu fazer, gemendo profundamente em seguida, e mesmo já sabendo disso, foi ali que Clara descobriu o quanto os gemidos da outra lhe excitavam.

_Goza pra mim! – foi à vez da assistente sussurrar, tomando os lábios de Marina em seguida. A fotógrafa a agarrava com força e logo ficaram sem fôlego – Eu... Vou gozar amor! – falou já sem forças e sentiu Clara parar tudo o que estava fazendo. Olhou para ela, confusa.

_Quero sentir o seu gosto Marina – disse com firmeza, encarando a outra nos olhos. A fotógrafa sentiu seu corpo fraquejar, e não conseguiu dizer nada, arrumando forças apenas para sustentar o olhar de Clara – Você vai me avisar se eu fizer alguma bobagem? – a pergunta era boba, mas foi feita de forma tão sensual que Marina não conseguiu achar graça dessa vez – Você não vai fazer nenhuma “bobagem”, meu amor – respondeu sorrindo e terminando de encorajar Clara a consumar suas vontades.

Sua língua desceu úmida pelo corpo de Marina, deixando um rastro de saliva por onde passava. Brincou com seus seios e voltou a descer e explorar seu corpo até encostar no tecido vermelho que cobria o sexo da outra. Instintivamente, a fotógrafa puxou os joelhos para cima, facilitando para que Clara terminasse de lhe despir. A assistente por sua vez, não se fez de rogada e logo arrancou a peça do corpo de sua amada, deixando-a completamente exposta a sua frente, pela primeira vez. Encarou os olhos castanhos e sentiu os dedos finos da outra se entrelaçarem aos seus por cima dos lençóis, como se a encorajasse a continuar. A expectativa nos olhos de Marina era contagiante e agora Clara salivava de desejo.

Lentamente, a assistente começou a beijar a virilha da outra, deixando sua língua escapar por entre os lábios e passear por ali vez ou outra. Marina gemia e apertava os dedos de Clara com força, quando finalmente sentiu o toque da língua insegura da assistente lhe invadindo. A dona de casa seguia os mesmos movimentos que havia recebido antes, passando a ponta de sua língua vagarosamente por sobre o clitóris da amada, indo para a esquerda e para a direita, para cima e para baixo, como numa espécie de dança. Sentia o corpo da outra contorcer-se sob seus toques, e imaginou estar indo pelo caminho certo.

Assim como fizera com os mamilos de Marina mais cedo, agora alternava os movimentos de sua língua entre intensos e lentos, provocando gemidos cada vez mais involuntários e mais altos da fotógrafa – Clara... Eu... Vou gozar! – revelou, segurando-se mais uma vez aos lençóis. Ao ouvir a declaração de Marina, Clara intensificou as investidas de sua língua contra o sexo da outra, voltou a penetra-la com seu dedo médio e jamais poderia ter imaginado o quão prazeroso aquilo seria para ela mesma, quando ouviu o grito de prazer de Marina ecoar em seus ouvidos e sentiu o líquido quente que escorria em sua boca.

Clara lambeu toda a extensão do sexo de Marina, e a partir daquele momento teve a certeza de que estava completamente viciada nos novos prazeres que a fotógrafa podia lhe proporcionar. Subiu pelo seu corpo distribuindo beijos, lambidas e apertões em cada pedacinho de pele que encontrava, e em pouco tempo estava beijando seus lábios novamente. O gosto de Marina estava em sua boca.

_E aí, como me sai? – perguntou Clara animada – Nota de zero a dez? – Marina a olhou nos olhos, aquele olhar que arrebentava todas as estruturas que a assistente ainda pudesse ter na vida, e levou seu dedo a boca, chupando-o sensualmente e mantendo seus olhos nos de Clara – Você definitivamente é deliciosa, em todos os sentidos!

Marina tomou os lábios de Clara e abraçou-a bem apertado – Eu te amo! – as duas disseram ao mesmo tempo.

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Ivan não conseguia mais dormir. Tinha acabado de acordar de um pesadelo estranho, e somente a ideia de fechar os olhos novamente, enquanto estava sozinho naquele quarto já o apavoravam por completo. Respirou fundo e levantou-se, decidindo que o melhor a fazer seria correr para a cama do pai ou arrasta-lo até a sua própria. A noite deles não tinha sido muito divertida, principalmente depois que ele havia decidido ter aquela conversa sobre a mãe e a Marina. Mas, afinal de contas, o que é que ele podia fazer? Só estava sendo sincero e honesto, assim como o próprio pai lhe ensinara a ser e agir. Deu de ombros para todos os pensamentos que rondavam sua cabecinha e rumou para sala.

Assim que chegou à sala tomou um susto. O pai estava lá, largado e roncando todo torto no sofá. Uma perna e um braço sob o estofado e outro braço e perna caindo para fora. Olhou para aquela cena e não entendeu muito bem o porquê do pai ter deitado ali já que tinha seu próprio quarto com uma cama enorme a disposição. Mais uma vez, deu de ombros para seus pensamentos e foi tentar acordá-lo. Ao se aproximar do corpo de Cadu, Ivan percebeu que ele adormecera abraçado com dois objetos: uma garrafa de bebida e um porta-retratos que carregava um foto dele próprio sorrindo e abraçado com sua mãe na orla da praia.

O menino balançou a cabeça negativamente, e naquele momento se entristeceu. Não queria que seus pais estivessem passando pro nada daquilo, e menos ainda queria que para que a sua mãe sorrisse mais, o seu pai tivesse que sofrer ou chorar. A verdade era que não entendia muito bem o porquê dos adultos sempre complicarem tudo, menos ainda entendia o porquê seu pai sofria tanto se sua mãe estava tão feliz, e pela terceira vez em menos de meia hora, lá estava o garoto dando de ombros mais uma vez, tentando dissipar seus pensamentos.

Sacudiu o pai no sofá, mas ele apenas resmungou qualquer coisa e não fez nem menção de acordar. Tentou mais algumas vezes, mas como não conseguia nada além de alguns resmungos ininteligíveis, decidiu ficar por ali na sala com o pai mesmo. Voltou para o quarto e pegou duas cobertas, a sua e uma extra para poder cobrir o corpo de Cadu. Jogou a coberta por cima de seu corpo e deitou-se ao seu lado, ali no chão mesmo. Tentou fechar os olhos, mas mesmo com a proximidade do pai não conseguia parar de pensar no sonho que tivera, e ao invés do sono, a única coisa que lhe ocorria era o medo.

Levantou-se e foi até a cozinha tomar um copo de leite. Andou de um lado para o outro, tentando descobrir o que faria para conseguir dormir em paz, e foi ai que se lembrou do que a mãe lhe dissera mais cedo e mesmo já sendo madrugada, resolveu ligar para o seu celular. Pegou novamente sua coberta e correu de volta para o quarto e apesar de achar muito improvável que isso fosse acontecer, principalmente pelo jeito que o pai roncava lá da sala, encostou a porta para não correr o risco de ele lhe ouvir e acordar.

Depois da separação de seus pais, ambos haviam concordado que era importante que o menino tivesse um celular próprio, para que pudesse contatar qualquer um dos dois em casos de emergência. Bom, definitivamente essa era uma emergência, e como seu pai estava completamente fora de combate, pegou o aparelho em sua mochila e discou o número da mãe. Ouviu o toque de chamada algumas vezes, mas nada de ninguém atender. Esperou mais um pouquinho e quando já estava quase desistindo, ouviu uma voz sonolenta do outro lado da linha.

_Alô?! – atendeu Marina ao ver que Clara não havia despertado ainda, e ler o nome de Ivan piscando no visor do aparelho – Ivan? Tá tudo bem?

_Oi... Sou eu sim Marina! Tudo meio mais ou menos. Ai, eu te acordei né cara?! – respondeu sentindo-se um pouco culpado.

_Não tem problema nenhum me acordar. O que aconteceu garotão? – perguntou preocupada.

_Eu tive um pesadelo dos bravos, Marina! Mas assim, dos bravos mesmo cara! – a voz do menino saia aflita, e a fotógrafa soltou um suspiro baixo de alívio ao perceber que não era nada mais grave.

_Jura?! Mas, o que foi que rolou nesse pesadelo ai meu anjo?

_Ai Marina, parecia que eu estava no filme do Godzilla ou no Monstro do Lago Ness, cara! Eu tava lá na praia, e tinha um bicho enorme que saia do mar e começava a correr atrás de todo mundo. Eu corria dele, e corria pra sempre, mas toda vez que olhava pra trás ele tava lá, pertinho de mim, quase me pegando. Nossa! Foi horrível! – o medo era evidente no relato do garoto, e Marina quis poder abraça-lo naquele momento.

_Nossa Ivan, pesadelo barra pesada hein?! Mas, foi só um sonho garotão. Nenhum monstro teria nem coragem de fazer mal pra você. Sabe por quê?

_Por quê? Aquele lá parecia bem disposto!

_Porque se qualquer monstro fizesse mal pra você, eu ia caçar ele até o fim do mundo e ele se arrependeria profundamente disso! Tá pensando o que?! Que pode chegar e ir devorando o meu melhor amigo desse jeito? Que palhaçada é essa? – Marina tentava passar algum tipo de segurança e proteção para o menino.

_Seu melhor amigo? Eu sou seu melhor amigo? – perguntou animado.

_Mas é claro que é! Você é o amigo mais legal que eu tenho. Só não conta isso pra sua mãe, você sabe como ela é ciumentinha né?! – brincou a fotógrafa tentando descontrair Ivan.

A esta altura da conversa Clara já tinha acordado, mas decidiu ficar de olhos fechados e espiar a conversa que a namorada levava com seu bichinho, sorrindo a cada tentativa dela de amenizar o medo do filho.

_Verdade, melhor não deixar ela saber – riu – Ela tá dormindo aí hoje?

_Tá sim. Não queria dormir sozinha lá no apartamento de vocês, sabe?! Você quer que eu acorde ela?

_Hum... Entendi. Não, não precisa acordar ela não! Mas... Olha, vou te contar um segredo, e nada de falar pra minha mãe. É coisa de melhor amigo, sacou?! – disse sério.

_Claro! Melhores amigos não contam os segredos um do outro. Pode falar tranquilo – afirmou, utilizando o mesmo tom de voz sério que o menino usara.

_Eu acho que meu pai bebeu um pouco, sabe?! Ele tá dormindo lá na sala, até roncando, e não acorda por nada nesse mundo. Então... Bom, já que nós somos melhores amigos... Será que você não podia ficar falando comigo até eu dormir não?! Não que eu esteja com medo, mas... Ah, você sabe como é né?! – pediu Ivan, tentando disfarçar o quanto ainda estava grilado com o pesadelo que tivera.

_Mas é claro que eu fico falando com você! Mesmo se não pedisse eu ficaria... Ah, e nem passou pela minha cabeça que você estivesse com medo, ainda mais um menino tão corajoso quanto você. Imagina! Mas, me diz do que você quer falar melhor amigo?

_Hãn... Você gosta de revista em quadrinhos?

_Adoro... Quem é seu preferido?

_Putz! Um monte... Mas, eu curto muito o homem de ferro! Você sabia que...

Marina ajeitou-se na cama, deitando-se para o lado oposto ao de Clara e começou a debater a história dos personagens favoritos de Ivan. A conversa rendeu durante um tempo, mas logo os dois adormeceram. Percebendo o silêncio da fotógrafa, Clara virou-se, tirou o celular de seu rosto, e depositando um beijo no topo de sua cabeça, abraçou suas costas e com um sorriso que não cabia mais em seu rosto, ajeitou-se para voltar a dormir.

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A caminho da casa de Melissa, Vanessa estava visivelmente ansiosa e Victória divertia-se secretamente com o nervosismo da ruiva. Não que fosse uma exímia praticante de jogos ou brincadeiras sexuais, tampouco participava de situações como aquela com frequência, mas, permitia-se a liberdade total na pauta sexo de sua vida, e isso fazia com que sua segurança permanecesse ali, sempre inabalável.

O Ford Fusion preto que Victória havia alugado para se locomover na cidade do Rio de Janeiro durante sua estadia no Brasil estacionava agora em frente a uma mansão, mesmo considerando a diferença de estilo de uma para a outra, a casa era tão grande e pomposa quanto à de Marina. Fachada branca, paredes laterais de vidro levemente escurecido em alguns cômodos, dois andares, design clean, moderno e contemporâneo.

_Ainda podemos dar meia volta e ir para qualquer outro lugar, linda – disse a loira, acariciando o rosto da outra.

_Tá tudo bem Vic – respondeu à ruiva, sorrindo e dando-lhe um selinho rápido nos lábios – Qualquer coisa eu saiu correndo e gritando por aí e deixo vocês duas sozinhas!

_Como você é engraçadinha, né?! Até parece que sai daqui sem mim – Vic sorriu de volta, devolvendo também o selinho que ganhara.

As duas rumaram jardim adentro até alcançar a porta de entrada da casa. Assim que o leve toque da campainha soou, a mesma foi aberta por uma moça simpática que logo lhes informou que Melissa estava à espera de ambas na área externa, e guiou-as até a italiana. A iluminação noturna ali na região da piscina compunha uma instigante combinação de luzes refletidas pela água límpida e calma, e Vic teve certeza de que aquilo era obra de Melissa e seu olhar sensível para os tons e nuances que só a perspectiva visual pode causar.

_Boa noite meninas! – cumprimentou-as animada.

_Boa noite! – responderam ambas ao mesmo tempo, enquanto deixavam seus queixos caírem levemente ao captar a imagem da morena vestida com um roupão de cetim preto, escondendo apenas uma lingerie por debaixo dele.

Melissa captou o olhar das duas e sorriu, quase que vitoriosa ao perceber que ambas lhe desejavam naquele momento. Convidou-as para que sentassem e pediu para que a moça que lhes havia acompanhado até ali chamasse seu chef de cozinha para servir suas convidadas. O jantar das três seguiu tranquilo, descontraído, mas ao mesmo tempo em que conversavam sobre arte, vinhos e como as noites de Paris eram lindas, uma tensão sexual permanecia latente e presente à mesa.

As três mulheres agora bebericavam suas respectivas taças de vinho tinto, enquanto Victória e Melissa trocavam olhares de tirar o fôlego. Vanessa que até então estava tímida, decidiu entrar naquele jogo pra valer. Apertou a coxa da loira sentada ao seu lado no mesmo instante em que tocou a perna da italiana a sua frente com a ponta do pé, provocando um arrepio em ambas e trazendo tanto os olhos azuis quanto os verdes em sua direção. Sorriu maliciosamente para ambos os olhares e teve seus lábios inesperadamente tomados pelos de Victória, num beijo intenso e sensual.

A italiana apreciou a cena e não pode evitar que o tecido que cobria seu sexo umedecesse levemente.

_Porque não subimos para que conheçam o meu quarto, hein meninas?

Victória sorriu nos lábios da ruiva e esperou que ela respondesse. Gostava realmente de Vanessa, e não queria de jeito nenhum força-la a fazer algo que não quisesse, ou não se sentisse a vontade para fazer.

_Acho uma ótima ideia! – respondeu à ruiva, sorrindo para Vic e em seguida para Melissa, que a observava com uma expectativa indisfarçável do outro lado da mesa.

Melissa colocou-se de pé e foi imitada pelas outras duas. Pegou sua taça de vinho e colocou-se no meio delas passando um braço pela cintura de cada, que rapidamente devolveram o gesto passando cada uma um braço por seu pescoço. A italiana guiou-as escada acima e as três subiram trocando sorrisos, e beijos no pescoço da morena. Assim que chegaram ao quarto, a anfitriã não perdeu tempo, desvencilhou-se delas, pousou a mão de uma na cintura da outra e deixou as possibilidades abertas entre elas.

_Porque vocês não começam sem mim? Sempre gostei de assistir a bons espetáculos – sugeriu Melissa, alternando seu olhar entre Victória e Vanessa.

A loira sorriu com toda a malícia existente no mundo e segurando o rosto da ruiva com uma das mãos, atacou seus lábios com vontade. Sua língua era exigente, porém, explorava a boca de Vanessa de maneira cadenciada, lenta e suas mãos subiam pelas costas da outra na mesma velocidade, até que alcançaram sua nuca. Como se tudo mudasse em um clique, Vic entrelaçou os dedos nos cabelos encaracolados da ruiva e colou seus corpos com força. Puxou seus cabelos, fazendo-a inclinar a cabeça para trás e disponibilizar toda a região de seu pescoço, que passou a ser rapidamente explorada pela língua quente e úmida da fotógrafa.

As mãos de Vanessa trabalhavam em tirar a blusa de Victória e não falhavam em sua missão, deixando-a com os seios a mostra. Apalpava os seios da loira com a ponta dos dedos, e gemia baixo toda vez que sentia os puxões se intensificarem em seus cabelos. Enquanto a assistente de fotografia desenhava o corpo da outra com os dedos brancos e finos, a loira descia a mão livre até sua nádega direita, apertando-a com força e provocando um gemido que saiu abafado dos lábios da ruiva, novamente colados aos seus. Deslizou seus dedos pela nádega da outra, indo em direção ao meio de suas pernas e pressionou seu sexo por cima do tecido jeans do shorts que ainda vestia.

Victória tirou a camisa da outra, abrindo botão a botão enquanto sua boca ocupava-se ora dos lábios, ora do pescoço de sua amante. Atirou a camisa em direção a Melissa, que assistia a tudo sentada em uma poltrona no canto do quarto, e de frente para os corpos das duas belas mulheres já seminuas por ali. A morena pegou a camisa atirada em sua direção, e aspirou o perfume da ruiva impregnado no tecido branco, mordendo o lábio inferior e deliciando-se com a cena que se desenrolava em seu quarto. Assim que se desfez da camisa de Vanessa, a loira não perdeu tempo e tirou seu sutiã do caminho, permitindo que seus seios se tocassem, provocando uma espécie de corrente elétrica que percorreu ambos os corpos.

A química entre as duas era inegável, e Melissa sentia seu sexo latejar por entre as coxas ao assisti-las. Usava uma lingerie azul marinho, estava descalça e seu corpo estava coberto pelo mesmo roupão de antes. Ainda segurava a taça de vinho em uma das mãos quando se levantou, e graciosamente deixou que o cetim preto que escondia suas curvas caísse aos seus pés. Voltou a sentar-se, subiu um de seus joelhos e o apoiou no braço da poltrona ajeitando seu quadril um pouco mais de lado no estofado, deixando as pernas abertas e sua intimidade escondia-se apenas pelo tecido molhado de sua calcinha. Passeou com a mão que estava livre pelo seu próprio corpo, até chegar à altura de seu sexo, pousando-a ali e voltando a assistir a loira e ruiva que se tocavam e gemiam sensualmente a sua frente.

Vanessa agora beijava o abdômen liso e bem definido de Vic, enquanto sentia suas mãos pressionarem delicadamente o topo de sua cabeça, como se a encorajando a continuar descendo os lábios molhados por seu corpo. A língua da ruiva brincou em seu umbigo antes de seus dedos abrirem o botão da calça e puxarem-na com força para baixo. Suas unhas subiam pelas coxas da loira e os olhos de Victória estavam completamente vidrados em Melissa e no movimento cadenciado com que seus dedos massageavam o próprio sexo. Sentiu a boca de Vanessa tocar sua intimidade, depositando um beijo demorado por sobre o tecido branco de sua calcinha, deixando seus dentes roçarem levemente por ali e gemeu. Voltou a entrelaçar os dedos nos cabelos ruivos, e com um olhar lascivamente autoritário que encontrou e acertou em cheio os olhos da outra, Vic lhe puxou para cima, voltando a tomar seus lábios vorazmente.

Em meio à loucura que era o beijo que trocavam, Victória livrou-se do shorts que a outra usava e num impulso, soltou seus lábios e virou o corpo branco de costas para si, deixando agora ambas de frente para a figura de Melissa. As mãos da loira exploravam o corpo de Vanessa, que assim como ela, vestia apenas sua calcinha. Pousou suas mãos nos pequenos e firmes seios da outra, sentindo seu corpo inteiro tremer e tendo a satisfação de ouvi-la não conseguir abafar um gemido mais ousado. Enquanto as mãos ocupavam-se de apertar e massagear os seios da amante, sua língua descia quente por sua nuca, escorregando até a clavícula e fazendo todo o caminho do pescoço até o ouvido. Mordiscava sua orelha e sussurrava palavras sacanas, fazendo Vanessa perder completamente a noção de tempo e espaço.

Todos os movimentos de Vic eram intensos e precisos, pareciam ir direto aos principais pontos de excitação do corpo da outra, sua voz rouca e baixa lhe dizendo aquelas obscenidades ao pé do ouvido, era sem dúvida o ponto alto do momento, e por alguns minutos a ruiva se esqueceu de que Melissa estava no quarto. No entanto, a presença da italiana não saia da mente da loira, que a encarava lascivamente ao longo de todas as investidas que dedicava ao corpo da mulher entregue em seus braços. O olhar da loira era carregado de um tesão tão intenso que Melissa começou a arfar, ainda sentada em sua poltrona. Uma das mãos da loira deixou o seio da outra e passaram a deslizar abdômen abaixo, fazendo com que Vanessa se esquecesse completamente de como se fazia para puxar e jogar o ar de volta a seus pulmões.

Os dedos seguiam lentamente pelo umbigo, cintura, quadril, virilha. A ruiva delirava nos braços da amante e sentia seu sexo latejar, suplicante pelo toque já familiar das mãos de Vic, que respirava pesadamente com o queixo apoiado na curva de seu pescoço. Jogou uma das mãos para trás, sendo sua vez agora de puxar os cabelos da outra e inclinando a cabeça, pediu — Por favor! Vic... — sua voz saia entrecortada, como se falhasse em cada sílaba de cada palavra — Por favor, o que, Vanessinha? — respondeu à loira, com o mesmo tom sacana que usara antes — Preciso de você! — disse num fio de voz — O que você precisa de mim, gostosa? — pronunciava cada palavra pausadamente, ainda encarando a morena nos olhos, como se direcionasse as suas perguntas para ambas ao mesmo tempo — Preciso de você dentro de mim Vic, por favor! – suplicou.

O sorriso que estampava o rosto de Victória era o mais puro retrato do desejo, e sem aviso prévio invadiu a calcinha de Vanessa, ouvindo a ruiva e a morena gemerem alto pelo quarto. Os dedos de Vic subiam e desciam vagarosamente pelo clitóris da outra, em uma massagem alucinante e enlouquecedora – Porque você não chama a nossa anfitriã pra cá?! Adoraria ver essas duas bocas se beijando – sugeriu Victória, e mesmo sentindo-se já sem forças, a ruiva conseguiu levantar um dos braços e com um gesto do dedo indicador, chamar a italiana para se juntar a elas.

Melissa levantou-se sensualmente, lambendo os dedos que até um segundo atrás tocavam o próprio sexo por baixo do tecido azul de sua calcinha. Caminhou confiante até a figura das duas, sem desviar seus olhos dos de Victória por um mísero segundo que fosse. Aproximou seu corpo ao de Vanessa, levando os lábios a altura de sua orelha. A morena colou seu corpo ao da assistente de fotografia, e passou sua língua úmida pelos lábios rosados de Van, mordendo o cantinho de seu lábio inferior de leve. Vanessa suspirou e Melissa aproveitou esse momento para atacar seus lábios com fervor, num beijo carregado de desejo, malícia e pouco fôlego.

Involuntariamente, Victória gemeu ao ver as duas bocas devorando-se a sua frente, mas achou que o espartilho que a morena usava cobria coisa demais do seu corpo — Van, tira isso do caminho — a voz de Vic voltara a soar sensualmente autoritária e sendo extremamente disciplinada em cumprir ordens dessa natureza, Vanessa não perdeu tempo e sem interromper o beijo que trocavam, abriu o zíper que descia escondido por entre os seios e prendia a peça ao corpo da morena. Arremessou a lingerie para algum lugar no quarto e sentiu as mãos da italiana tirarem a sua dos cabelos de Vic e guia-las até seu quadril fazendo com que a abraçasse. Os cabelos loiros da outra, contudo, não ficaram livres por muito tempo, e agora a mão que se entrelaçava em sua nuca era a de Melissa — Tira a calcinha dela Van, agora — a ruiva estremeceu, e não contestou a amante.

A língua de Vanessa brincava agora pelo corpo de Melissa. Descendo lentamente pelo pescoço, ombros, colo, e demorando-se ao encontrar e abocanhar o seio direito da morena. A italiana gemia com uma sensualidade ímpar, encarando initerruptamente a boca da francesa que lançava mais um de seus sorrisos obscenos. Melissa inclinou a cabeça para frente, puxando os cabelos loiros com força e trazendo a boca de Victória de encontro a sua. O beijo que trocaram era um misto de tesão e desafio. Ambas tinham personalidades e preferências bem dominadoras, mas o que a morena não sabia, tampouco esperava, era que Vic a renderia tão rápido e facilmente.

Os lábios da ruiva continuaram seu percurso pelo corpo da italiana, e com a ajuda dos dentes, tirou a calcinha que ela usava, deixando a língua tocar em seu sexo rapidamente. Voltou a ficar em pé e incluiu-se no beijo que as duas trocavam. As línguas e os corpos das três tocavam-se e arrancavam suspiros cada vez mais intensos e profundos de todas. Melissa desvencilhou-se do beijo e voltou a assistir as duas trocarem carícias, pegando uma mão de cada e levando-as até a sua cama. Jogou os dois corpos entre os lençóis ali e deixou-se cair por entre elas.

_ Vamos ver se vocês são tão gostosas quanto parecem – sussurrou no ouvido de ambas.

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O final de semana passou rápido. Clara e Marina praticamente não saíram do quarto, e mal se deram conta de que o dia que raiava já indicava o início de uma nova e corrida semana. Era segunda-feira, e a fotógrafa corria para lá e para cá arrumando suas malas, e checando os últimos detalhes para a exposição que aconteceria em São Paulo. Clara a ajudava com o que podia, mas Marina era a pior pessoa do mundo para escolher o que levar em uma viagem, e arrumar suas malas parecia uma missão impossível.

_Amor, você vai mesmo pra São Paulo depois de sair do cartório amanhã, não vai?!

_Vou meu amor. Só hoje eu já te confirmei isso umas vinte vezes. No mínimo! Tá acreditando em mim não? – perguntou abraçando-a.

_É que eu quero muito você lá comigo, ué! Me deixa perguntar, que coisa! – brincou Marina, dando um selinho rápido em seus lábios – Agora nada de me agarrar, preciso recepcionar a Melissa lá no estúdio com a Vi e já estou atrasada.

O nome Melissa atingiu Clara em cheio. Ela não havia contado nada do que acontecera da outra vez em que se encontraram, e apesar de não acreditar muito nisso, segurava-se na esperança de que aquilo tivesse sido um momento pontual, e que não teria nenhum problema com ela. Terminou de se arrumar junto com Marina, e ambas desceram de mãos dadas em direção ao estúdio, onde todas as meninas já haviam chego.

_Bom dia meninas lindas! – disse Marina, esbanjando bom humor – Tudo bem com vocês?

O bom dia foi respondido em coro, e Vic logo tomou a frente para fazer as devidas apresentações.

_Mari, essa é a Melissa. Minha parceira aí nesse projeto da exposição em Sampa. E Mel, essa é a famosa Marina Meirelles, uma das melhores fotógrafas desse planeta – disse sorrindo.

_O exagero não tem nada a ver com o fato de eu ter aprendido tudo o que eu sei com você, né cara de pau?! – devolveu o sorriso e deu alguns passos à frente indo cumprimentar a italiana.

_Imenso prazer em te conhecer Marina! Sempre ouvi muitos elogios a respeito da sua arte, e é claro que a Vic fala muito em você – apertou sua mão e depositou dois beijos mais demorados do que o necessário em seu rosto.

_Fico feliz que já ouvido falar de mim, mas Melissa, a famosa nesse estúdio aqui é você. Eu simplesmente AMO suas obras. Tenho dois quadros seus na casa do meu pai em Angra, são telas realmente fantásticas. De uma sensibilidade absurda! Fico honrada demais em te conhecer, e poder proporcionar o espaço que vai te ajudar a ilustrar mais uma de suas exposições! – declarou Marina, sendo ridiculamente sincera – Ah, e deixa eu te apresentar, essa é a Clara, minha namorada.

_Oi Clara! – disse cumprimentando-a com os mesmos dois beijinhos que lhe dera da primeira vez em que se viram, e percebendo que a assistente não havia contado a Marina que já lhe conhecia, completou – Nós já nos conhecemos.

_Ah... Já?! – falou confusa com a mudança de clima que pairou o ambiente, com a surpresa de não saber daquela informação, e principalmente com o fato de Clara ter ficado levemente corada. Antes que alguém pudesse falar alguma coisa, o celular da fotógrafa tocou. Era o dono da galeria em que aconteceria a exposição em São Paulo, e pedindo licença a todas achou por bem atender.

_Hum... Não contou pra namorada que nos conhecemos? Por quê? – provocou Melissa.

_Por que não sou tua fã igual a ela, querida. Não achei importante! – respondeu de pronto, irritada com a insinuação da morena.

_Não achou importante, ou achou importante demais? – continuou com as provocações, encarando-a de maneira intensa e aproximando-se muito mais do que o necessário.

Antes que Clara pudesse rebater novamente as provocações da outra, Marina voltou a aparecer do seu lado, alternando olhares confusos e desconfiados entre Melissa e a namorada.

_Clara, meu voo foi antecipado. Você ainda consegue me levar até o aeroporto, ou devo pegar um táxi? – perguntou arisca.

A assistente percebeu a mudança no tom de voz de sua amada, e um estranho frio tomou conta de seu estômago.

_Claro que eu te levo, meu amor.

_Certo. Bom, as malas já estão no carro, então, vamos?! – perguntou seca, e Clara respondeu com um aceno positivo de cabeça.

_Boa viagem Marina – desejou Melissa.

_Muito obrigada! Cuidem bem do meu estúdio, e espero vocês todas quarta-feira lá em São Paulo. Você recebeu meu convite Melissa?

_Recebi. Muito obrigada! Eu não perderia uma exposição sua por nada nesse mundo! – respondeu olhando Clara nos olhos, sem se importar com a presença de Marina – Estarei lá sim.

A fotógrafa sorriu e despediu-se de todas no estúdio. Olhou nos olhos de Clara, nitidamente tentando buscar respostas para as perguntas que nem mesmo sabia quais eram, e rumou em direção ao carro, sendo seguida pela assistente.

Notas finais
Comentários, sugestões, críticas?! Beijos e SAUDADES dos coments de vocês!!! rsrs...