Notas iniciais
Tive um tempo extra então conseguir escrever dois capítulos.
espero que gostem!!!

15º Capitulo: Casais, festas e duvida de vestidos.

Todos os olhos que entraram se viraram para mim e eu me senti um novo animal no zoológico onde todos querem ver a novidade, eu simplesmente abaixei a cabeça e fingi nada perceber.

— Que bom que estão aqui, espero que meu convite não tenha atrapalhado em nada. — disse Aro.

Olho em sua mente para saber exatamente do que ele esta falando, é claro, o baile de São Valentin esta chegando e em Volterra sempre tem uma grande festa, e mesmo tendo uma guerra eminente Aro se negava a quebrar a tradição, ele tinha mandado os convites e os convidado começaria a chegar hoje para a festa daqui dois dias, como sempre Aro era muito materialista, mas será bom esquecer um pouco essa bagunça que agora ocupava minha cabeça.

— Claro que não Aro seu convite na verdade foi muita gentileza. — disse Marcos.

— Concordo, foi bom poder descansar um pouco do cotidiano. — disse Carlie.

— Que ótimo que apreciaram meu convite. — disse Aro.

Entrou então novamente Dimitri e permaneceu do lado da porta.

— Dimitri os leve aos quartos deles. — disse Aro se virando para as famílias a nossa frente. — Espero que apreciem as acomodações.

Dimitri saiu guiando-os pelos corredores sem nenhuma palavra.

— E então Charlene algum problema futuro? — perguntou Aro.

Mostrei para ele o futuro incerto e minhas teorias para ele, ele franziu o rosto porém permaneceu quieto, achei melhor não dizer em voz alta, já que eu não confio em todos dessa sala.

Aro nos dispensou e eu fui direto para a biblioteca peguei o livro que eu não tinha acabado e me dirigi para o meu quarto, lá tem alguns livro que Aro tinha colocado para mim e eu ainda não tinha chegado perto.

Encostei na cama e comecei a ler, era um romance policia, no livro a mocinha era acusada por todos de ter matado o irmão para poder ficar com a herança da família, mas o detetive que era o mocinho se negava a aceitar os fatos, tinha inúmera provas contra ela, mas mesmo assim ele continuo acreditando nela, e estava certo, ela sofre uma tentativa de morte e descobrem que e o advogado que tinha roubado toda a herança e não queria que ninguém descobrisse, então ele resolveu dar um fim na família, o detetive salva a mocinha de receber um tiro, mas o que ninguém sabia e que a mocinha foi envenenada junto com o advogado e o detetive, e o que ninguém desconfiava era que o verdadeiro vilão era o filho do advogado que herda tudo e se casa com uma mulher que desde o começo do livro pegava no pé da mocinha.

Ao terminá-lo me levantei para pegar outro, olhei para a estante que tinha mais do que um pouco de livros, peguei um drama, que tinha uma capa preta com um corpo ensangüentado, seu titulo era "memórias que quero esquecer", me pareceu promissor, voltei a encostar na cama e comecei a ler o prólogo.

Toc, toc, toc...

Alguém bateu na minha porta, ponho o livro em cima da cama e vou ver quem é, e me surpreendo com Nath parado olhando para mim.

- Eu estava preocupado com você, vim aqui te procurar e não te achei então fui a biblioteca e você não estava lá. — disse ele com alivio na voz.

— Devemos ter nos desencontrado, vem entre, eu fui a biblioteca pegar um livro para terminar de ler aqui, e fiz outro caminho, só de curiosidade. — disse voltando para a cama e pegando o livro, Nath entrou e fechou a porta e se sentou na ponta da cama.

— Posso te fazer companhia? — perguntou ele um pouco inseguro.

— Mas e claro que sim, por que não pega um dos meus livros naquela estante e me faz companhia. — eu disse apontando a estante atrás dele e depois batendo na cama ao meu lado.

Já que era uma cama de casal, não tivemos problema de sentar um do lado do outro, ele tinha pegado um livro de poesia, e parecia que estava gostando porque vez ou outra ele recitava uma para mim.

"Por mais diferente que possamos ser, meu coração encaixa ao seu como um quebra cabeça que um artista muito detalhista fez, como o sol e a lua que apesar de nunca compartilharem o mesmo céu compartilham a beleza de se completarem, porque o que seria do mundo sem o brilho do sol e o encanto da lua"

Charlene B.

Olhei a capa do livro que ele segurava com mais atenção e percebi que eram poesias românticas, me senti de um jeito estranho como se gostasse de ve-lo tentando me paquerar, sim, sim de fato eu estou ficando louca, louca não insana.

Toc, toc, toc...

Quem deve ser agora, me levantei e coloquei o livro em cima da cama, mas Nath foi mais rápido e parou entre mim e a porta, ele a abriu e eu fui um pouco para o lado para ver quem estava lá, e para minha surpresa era Charle.

— Aro esta chamando a guarda pessoal dele para conversar sobre a segurança da festa de São Valentin, e pediu para que chamasse você e Charlene. — disse ele secamente.

— Claro já estamos indo. — e então Charle se foi e eu o ouvi batendo na porta e dizem a mesma coisa que disse para nos só que ele estava falando com uma mulher, no quarto de Alec, essa voz era de Chistina, então ela estava no quarto de Alec.

Ouvi Alec responder que já estavam indo e fecharam a porta, e Nath também fechou a porta.

Ele colocou o livro na estante da onde ele o tinha tirado, abriu a porta novamente e voltou em menos de dois minutos com uma calça jeans escura uma camisa pólo preta e uma sapatênis preto.

— Você se importa se eu tomar banho aqui, juro que vou me comporta. — disse ele com cara de pidão de novo.

— Claro, o banheiro e ali, fique à-vontade. — eu disse voltando para a cama e pegando o meu livro.

Ele se dirigiu para o banheiro e ouvi ele abrir o chuveiro.

— Sua toalha. — eu disse entrando no banheiro dois minutos após ele ligar o chuveiro e pendurei a toalha ao lado do box.

— Obrigada. — disse ele antes que eu saísse de lá rapidamente.

Fui ao meu guarda roupa e peguei uma camiseta soltinha preta com uma faixa cinza na cintura, uma calça preta e um Wall Star preto com caveirinha cinzas.

Sentei na cama e esperei que ele saísse do bainheiro, pois ele já tinha desligado o chuveiro, depois de um minuto ele saiu só com a calça.

— Desculpe demorei? — disse ele se aproximando.

— Não. — eu disse pegando minha roupa e entrando no banheiro.

Deus, ele era mais lindo do que eu pensava, seu corpo era perfeito, agora sim eu estava insana, liguei o chuveiro e tirei o vestido rapidamente e deixei que a água quente caísse sobre o meu corpo relaxando os meus músculos, me ensaboei e me vesti o mais rápido que pude, ao sair do banheiro dei de cara com Nath deitado na minha cama, quando ele me ouviu meus passos se levantou rapidamente e me olhou de cima a baixo.

— Você esta muito linda. — disse ele se levantando e pegando minha mão.

— Obrigada. — eu disse, enquanto ele me guiava para a porta.

Ao sairmos demos de cara com Alec e Chistina saindo do quarto.

— Oi. — disse Nath de forma educada.

— Oi. — respondeu Chistina.

Eu apenas fiz um sinal com a cabeça.

— Oi. — disse Alec.

— Vão para a sala do trono? — perguntou Nath.

— Sim, por que não vamos todos juntos. — disse Chistina cortando Alec.

— Ótima idéia. — disse Nath olhando para mim e eu acenti.

Começamos a andar sem dizer nada, na verdade nem parecia uma caminhada entre amigos, Nath apertou mais minha mão como se quisesse dizer que estava ali comigo.

— E então, estão namorando? — perguntou Chistina.

— Não e da sua conta. — respondeu Nath e pela primeira vez vi ele agressivo.

— Que pena, pois eu e Alec estamos. — disse ela toda felicinha, quase me fazendo tropeçar, mas eu fingi que nem ouvi.

— Já estou sabendo da ótima noticia, parabéns. — disse Aro assim que entramos na sala dos tronos, mas mesmo sua voz demonstrando alegria seus olhos se voltaram para mim com pena.

Como eu odeio isso, pena, desde quando eu preciso de pena, acho que sei, desde quando eu me apaixonei, ótimo.

— Bom acho que em questão de pares já estamos formados, mas as roupas terão que ser de outra cor ou seja nada de preto. — disse Aro a todos. — É claro exceto os homens, mas quero que vocês mulheres vão mais do que bonitas, vocês tem que estar deslumbrante, pra isso vocês terão que ir comprar seus vestidos fora do limite do castelo, Charlene amanhã estará sol? — disse Aro olhando para mim e todos os seguiram.

Me concentrei e vi que amanhã a tarde ia ter céu nublado.

— Depois da uma da tarde vai ter céu nublado. — eu disse enquanto todos se voltavam para Aro.

— Essa será a hora que saíram, vocês quem decidem se vão juntas ou não, toma esse cartão, as roupas será um presente meu. — dizendo isso Aro saiu distribuindo os cartões para todos da sala.

— Nós também temos que comprar roupa Aro? — perguntou Charle ao receber o seu cartão.

— Se quiseram sim, ao fim do dia de amanhã os cartões não valeram mais nada então não deixem para a última hora, já podem ir. — disse Aro e todos saíram da sala em silêncio.

Eu e Nath fomos para o meu quarto, eu entrei primeiro e encostei no travesseiro, e Nath entrou e fechou a porta e se sentou nos meus pés.

— Já sabe o que vai comprar? — perguntou ele tirando meus tênis e fazendo uma massagem que eu estava apreciando muito.

— Tive um vislumbre de dois vestido, mas ainda não sei onde vou encontrá-lo ou qual procurar. — eu respondi fechando meus olhos.

— Você quer que eu te ajude amanhã? — perguntou ele parando as mãos.

— Conto com você. — eu disse e ele voltou a massagear os meus pés.

Quando já era quase meia-noite Nath se despediu recolocando o livro que ele havia pegado após a massagem.

Me deu um beijo no rosto e se apressou para seu quarto, peguei meu livro e me sentei na janela já que hoje era noite de lua cheia e estava muito claro, depois de meia hora que Nath saiu de meu quarto o vejo sair do seu pela janela, ele pulou para o muro me fazendo sair da janela rapidamente pois tive uma visão de que ele ia olhar para as janelas dos quartos para ver se alguém tinha o visto pular.

Olhei novamente e o vi seguir agora o beco para a cidade, com a mesma capa preta de hoje de manhã, mas aonde será que ele esta indo?

Notas finais
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