Velhas Pessoas, Novas Historias
17 Capítulo 16
Notas iniciais
Espero q gostem.
16º Capitulo: Desconfiança, beijo e uma confisão de amor.
Ouço vozes no coredor, me concentro e percebo que e a voz de Chistina.
— Tenho que ir querido. — diz ela seguido de um estalo de beijo.
Eu não acredito que ele a beijou...
Volto para a janela e de repente vejo uma forma negra voar em direção ao mesmo beco que a pouco vi Nath, quando os pés tocam o chão ouço barulho de salto, então e uma mulher, tem uma altura comum, não da para ver nada pelo seu capuz negro, e então a forma encapuzada some em direção a cidade, que interessante.
Para onde será que ambos foram, tenho que descobrir e a única forma mais fácil e interrogar Nath de uma foram que nem ele vai perceber, bem vai seu um pouco difícil já que não posso simplesmente ler sua mente ou fazer perguntas até sua mente gritar a verdade, e depois sair por ai lendo a mente de todos pelo castelo, tarefa também nada fácil, afina quantos vampiros deve ter aqui, fora os humanos que podem ter visto algo de útil , acho que se trata de espiões, mas será que Nath seria capaz, afinal mais uma vez o velho ditado se mostra verdadeiro:
"Quem vê cara, não vê coração"
Volto para minha estante e pego mais um livro, já esta quase amanhecendo e é hora de andar pelos castelos para ver se dou sorte e encontro Nath voltando ou descubro quem era aquela mulher misteriosa de capuz, parece que estou deixando algo escapar, enquanto penso ando pelo castelo e resolvo começar a ler, abro o livro, "memória que quero esquecer", eu tinha apreciado tanto a leitura que resolvi ler de novo.
De repente ouço passos, me concentro mas nenhum pensamento, so pode se Nath, mas era um jovem de cabelos pretos com uma roupa comum da guarda, um terno preto e a capa vermelha, nunca tinha notado ele antes, mas um escudo mental, tenho que conversar urgente com Aro, aqui não é mais confiável, quando viro para ir a sala do trono tombo em um enorme corpo que me faz recuar um passo, olho para cima e vejo que e apenas Nath.
— Oi, tudo bem? — diz ele com um enorme sorriso.
Ele não pode saber que eu desconfio.
— tudo bem e você? — eu digo de forma tranqüila.
— tudo bem, onde esta indo?- ele pergunta de forma desconfiada.
— Só andando. — digo e volto a andar.
— Posso te acompanhar? — perguntou ele ainda parado no mesmo lugar.
— Claro que sim. — eu disse e ele veio ao meu lado e começamos a caminhar, e eu voltei a minha leitura.
— O que você fez a noite inteira que não conseguiu ler esse livro? — perguntou de forma desconfiada.
— Só achei-o interessante e resolvi ler de novo. — eu disse sem tirar os olhos de livro a minha frente.
— Vamos para o jardim? — perguntou ele meio inseguro.
— Pode ser. — eu disse me dirigindo para lá.
Ao chegar notei que estava vazio, nenhum ruído por perto, me concentrei e não ouvi nenhum pensamento por perto.
— Sente-se aqui ao meu lado. — ele me chamou se sentando encostado em uma árvore.
Sentei-me e continue lendo sem prestar muita atenção.
— Como foi sua noite? — perguntei de forma mais despreocupada que consegui.
— Normal, por que? — perguntou ele um pouco brusco.
— Só estou tentando conversar com você, só isso. — eu disse fazendo cara de envergonhada e depois de ressentida.
— Desculpe agir desse jeito, e que não estou acostumado que se preocupem comigo, minha noite foi bem eu fui a biblioteca e peguei mais livros e li a noite inteira no jardim. — disse ele de forma envergonhada por sua atitude.
Ótimo ele ia mentir pra mim, tudo bem eu vou ter que ser mais sentimental com ele, me encosto mais nele.
— E então gostou da leitura? — pergunto acariciando sua mão que estava em sua perna , mas continuei com os olhos no livro.
— Sim, foi inspiradora e reveladora. — disse ele de forma enigmática.
Fiquei quieta por um tempo, afinal não podia parecer um interrogatório, fiquei quieta ate que ele quebrou o silencio.
— Charlene, posso te fazer um pergunta? — perguntou ele de forma vibrante.
— Claro. — eu disse parando minha leitura e olhando para ele de forma intensa.
— O que você sente pelo Alec? — perguntou ele sem desviar os olhos.
O que, era isso, vou ter que mentir de uma forma bem convincente já que não posso ler a mente dele e nem controla — lá, certo respira e se concentra.
— Eu e Alec tivemos uma atração física, bom pelo menos pra mim foi isso, mas ele confundiu com algo mais, e então na primeira oportunidade que tive eu fui embora. — eu disse olhando ainda em seu olhos.
— Então por que voltou? — perguntou ele com um olhar de confusão.
— Pelo meu irmão. — disse simplesmente.
E então ele me olhou nos olhos cada vez mais fundo, mas não tive medo que ele visse minha mentira, afinal era impossível, eu sabia blefar como ninguém, afinal tive que aprender a muito tempo a me infiltrar no meio dos inimigos, mas eu pelo menos podia ler suas mentes, aqui eu so podia torcer para estar tentando o seduzir de forma certa.
De repente ele começou se aproximar, e agora a prova que eu tenho que suportar, fiquei parada até que seus lábios encostaram nos meus e sua língua pediu passagem, por um momento eu resisti até que percebi que eu tinha que ceder, e foi o que eu fiz, eu deixei que sua lingua explorasse minha boca e percebi que seu beijo era frio, sem gosto, sem graça, sem afeto algum, mas eu resisti até que suas mão tocaram minha cintura e me puxaram para mais perto, meu corpo estava em modo morto, tudo que ele fazia eu correspondia, mas não sentia nada, apenas um frio e vazio dentro do meu peito, até que ele parou e olhou no fundo dos meus olhos.
— Eu te procurei tanto, mas finalmente eu te achei, estava ficando com medo de ter que ficar a eternidade sozinho. — disse ele com uma voz melosa que ficou melancólica no final me fazendo apertá-lo mais.
— Aqui estou eu agora. — foi tudo que consegui dizer.
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