Velhas Pessoas, Novas Historias
15 Capítulo 14
Notas iniciais
14º Capitulo: Boa vizinhança, suspeitas e meu novo par.
De repente a porta foi aberta e percebi que tudo tinha sido fruto da minha imaginação, Alec estava de cabeça baixa e nem olhou quem estava entrando, que por sinal era uma moça muito bonita, ela usava uma calça jeans clara, uma blusinha cheia de desenhos de cereja, um bolero de manga comprida preto e uma sapatilha preta com uma rosa vermelha na ponta, ela veio e se curvou na frente dos três líderes, neste momento Alec olhou diretamente para ela, e ela como resposta abriu um enorme sorriso, Nath saiu da janela e veio para o meu lado com cara de pidão, mas não disse nada.
Começaram a chegar mais vampiros de diversas nacionalidades e estilos, mas ela continuava lá olhando para Alec de três em três minutos, e ele de cinco em cinco, o pior e que quando os olhos deles se cruzam ambos abrem um enorme sorriso, mas que droga, por que eu me importo.
Aro começou a falar eu voltei ao momento em que entrei na mente daquele vampiro mais cedo.
"sua memória começava em uma sala escura onde tinha vários vampiros, todos sentados olhando para um palco, o vampiro se senta em uma cadeira na primeira fila, então entra uma forma encapuzada, e começa a falar, pela voz e mulher, mas seu rosto e uma incógnita.
O plano e o seguinte: vai um pequeno exército para que pudesse nos distrair, mas o exercito de verdade vinha pelos portões de trás, eles nos pegariam com a guarda baixa, principais alvos são Aro, Marcus, Caius, Jane, Charle e Alec."
Ao lembrar dessa memória meu coração se aperta, os dois últimos da lista, foram como um soco na minha cara, meu mundo giro e agora estou vendo isso em minha frente, quem e aquela garota.
A reunião em finalmente acabou, hora de ir para o meu quarto.
— Charlene, acho que não conhece Chistina. — disse Aro assim que sobrássemos os três que ocupam o trono, Jane, Charle, Nath, Ele e pelo visto Chistina, neguei com a cabeça, e olhei para Nath em busca de socorro.
— Bom agora que já se conhecem vamos Charlene? — falou rapidamente Nath.
Acenti com a cabeça e ele colocou suavemente sua mão em minhas costas me guiando para a porta, fomos para os quartos, mas não entramos, caminhamos ate uma parte que era rodeada de árvores no jardim e sentamos no chão e ficamos olhando para o céu, a lua se fazia presente e era rodeada de varias estrelas deixando a noite clara.
O que era aquela sensação que eu tinha de algo estava errado naquela garota, tentei ler a mente de Nath em vão, que estranho, será que ele e algum tipo de escudo.
Vi Chistina passar pelo corredor sendo acompanhada por Alec, me concentrei em sua mente, mas nada, que estranho ela e Nath são escudos mentais, o que mais de curioso tem esses dois, olho para Nath que me observa com olhos maravilhados que me prendem como uma luz para a mariposa, ele se aproxima, Deus eu sei o que vem a seguir, eu não sei se quero, abaixo os meus olhos e olho de volta para ele que parece perceber minha hesitação, ele coloca suavemente sua mão em meu rosto.
— Eu sei ser paciente. — disse ele em timbre baixo olhando diretamente nos meus olhos.
Ele se levanta e estica sua mão enorme para mim, eu a pego e ele me leva para meu quarto segurando minha mão com uma expressão de serenidade, me deixa na porta do meu quarto e deposita um pequeno beijo nas costa dela.
Eu o observo indo para seu quarto e olhando para mim uma última vez antes de entrar em seu quarto, olho ao redor e vejo Alec vindo sozinho, ele para em frente um porta do lado oposto ao quarto de Nath e olha para mim com interesse, eu desvio o olhar para o outro lado e ouço ele entrar, olho rapidamente e vejo seu braço terminando de entrar no que parecia ser seu quarto, olho ao redor mais uma vez com medo de agora encontrar Chistina, mas nem sinal dela, e finalmente entro em meu quarto.
Troco-me e resolvo andar pelo castelo e acabo na biblioteca que Nath me levou hoje cedo, começo novamente a ler quando já estou quase terminando o quarto a luz do sol entra pela janela, come se me mostrasse que era hora de eu ir embora, olho o número da páginas do livro e o coloco de volta na estante onde ele estava, vou em direção ao meu quarto e vejo Nath entrando por uma passagem subterrânea que eram espalhadas pela cidade, ele estava com uma capa preta e quando olhou para mim eu fingi que não o vi e segui meu caminho, chegando ao meu quarto tomei um longo banho, esse castelo não tinha muita aventura e eu pra não ficar enfiada na biblioteca eu vinha para meu quarto tomar banho.
Fui ao meu guarda roupa e peguei um vestido preto de manga comprida e uma sapatilha preta, arrumei meu cabelo e sai do quarto sem olhar para os lados, segui para a sala dos tronos e pra isso tinha que passar pelo quarto do Alec, quando estava prestes a passar ele abre a porta.
— Bom dia. — diz ele como sempre educado e muito bem arrumado.
— Bom dia. — digo e volto a andar.
— Vai a sala dos tronos. — disse ele quando passei pela sua porta, onde ele continuava parado.
— Sim. — respondo olhando para ele.
— Posso te acompanhar? — pergunta ele desviando o olhar para baixo.
— Claro. — disse e ele foi ao meu lado e começamos a andar.
Não dissemos nada no começo do caminho, e estava começando a ficar constrangedor.
— E então esta gostando do castelo. — disse ele, acho que para puxar assunto.
— Mais ou menos, e muito parado, o que mais gosto daqui e da biblioteca do lado leste no subsolo. — eu disse de vagar, acho que para prolongar a conversa.
— Gosta de ler, que legal. — disse ele mais animado. — O que você gosta de ler? — perguntou agora interessado.
— De tudo um pouco. — eu respondi olhando para ele que agora me olha de um jeito estranho.
— Por onde você esteve por esse tempo todo? — disse ele indo na minha direção me fazendo encostar na parede.
— Oi Alec!!! — disse Chistina aparecendo do nada, fazendo com que ele se afastasse de mim.
— Oi Chistina. — disse ele olhando para mim, mas eu desviei os olhos.
— Há, e você e quem mesmo... Charlene? — disse ela com cara de inocente, mas com os olhos cheio de deboche.
Acenti com a cabeça e sai de lá rapidinho, eu não a suportava, tenho certeza que ela tem algo a esconder, mas o que?
— Bom dia Charlene. — disse Aro assim que adentrei a sala do trono.
— Bom dia Aro, como vai? — disse indo para seu lado.
— Muito bem e você? — disse ele de bom humor.
— Bem. — eu respondi e voltei a ficar quieta.
— Bom dia Aro, Caius, Marcus, Jane, Charle, Charlene. — disse Nath de bom humor.
— Bom dia. — disse todos juntos menos eu.
Ele se aproximou e olhou para mim com aqueles olhos de pidão.
— Bom dia Nath. — eu disse sorrindo minimamente.
E então ele abriu um enorme sorriso.
- Como foi sua noite, você gosta mesmo de ler não é. — disse ele.
— Foi ótima e sim eu adoro ler, mas como você sabe? — eu perguntei desconfiada.
— Vi você vindo de lá pela manhã, infelizmente acho que você não me notou. — disse ele com uma voz um pouco triste.
— Me desculpe, depois de uma boa leitura fico um pouco distraída. — eu disse um pouco envergonhada.
Ele parou ao meu lado e ficamos quietos até que...
— Bom dia.- quase berrou Chistina pulando para dentro da sala rebocando Alec que olhava para o chão.
— Bom dia Chistina como está?. — disse Aro educadamente.
— Ótima e você como está?. — perguntou ela vindo para o meu lado e do de Nath acompanhada de Alec.
Que ousadia aqui não era o lugar dela, mas pelo que parece ela acompanhava Alec, assim como percebi com espanto que Nath me acompanhava, aqui não era o lugar deles, mas por esta com os que ficam ao lodo do trono eles tem permissão para fazer o mesmo.
Espera então quer disser que consideram Nath meu par e Chistina par de Alec, isso e um desastre, como pude deixar isso acontecer, só posso estar louca.
— Com licença. — disse uma rapaz loiro que entrada devagar na sala.
— Pode entrar Dimitri. — disse Aro, e ao que me pareceu de bom humor novamente. — Há algum problema? — perguntou preocupado.
— Não só vim avisar que a família Cullen e a família Blomfild acabou de chegar e espera sua permissão para entrar. — disse ele de forma polida.
— Claro que tem minha permissão, são os reforços que disse que viria. — disse ele olhando para mim quando Dimitri saiu. — Charlene tem algum problema eles estarem aqui?
Me concentrei e nos vi no campo de batalha mas não conseguia avançar mas além, como e possível, e como se o fim fosse imprevisível ou não estivesse determinado, que estranho, o vampiro que li a mente ontem já tinha recebido informações da grande batalha, e como se o inimigo soubesse que já sabemos do seu plano e o tivesse mudado ou o tivesse invalidado e não tivesse bolado mais nenhum.
Permaneci quieta, até que começamos a ouvir passos no corredor e as portas foram abertas e entraram a família Blomfild e Cullen.
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