Notas iniciais
Oi. Falei que não ia postar todo dia né? Mais como já está pronto resolvi postar, pois em dia de semana tenho outra fic. Gente, amei os comentários! É bom saber que gostaram. P.S: não falei no outro capítulo mais eles tinham 12 anos (Berita e Mosli) e a Bia 10. Espero que gostem!

Seis Anos Depois

Brasil

– Abra essa porta, Mosca! – exclamou Clarita, que estava segurando uma das caixas de sua mudança.

– Calma, eu estou segurando uma caixa pesada – disse ele.

– Eu também! – disseram Clarita e Mili.

Mosca abre a porta do apartamento que Mili e Clarita irão morar. Em seguida, ele coloca a caixa em um canto do apartamento que até então, estava vazio.

– Só pra saber, vocês colocaram pedra nessas caixas? – pergunta Mosca.

– São as nossas coisas, Mosca! – diz Mili.

– Mais vocês têm bastante coisa para serem órfãs, sabiam?

– Pare de reclamar e nos ajude a pegar as nossas coisas que estão lá em baixo – disse Clarita, e os três saíram do apartamento.

Estados Unidos

– Está bem – dizia Júnior, ao homem que estava conversando com ele, ao telefone. – Iremos o mais rápido possível – e finalizou a ligação.

– Qual é a novidade, pai? – pergunta Beto, que estava deitado no sofá da sala e também mexendo no celular.

– Seu avô acaba de falecer, Beto – disse Júnior. – Teremos que voltar para o Brasil – anunciou.

– Como é que é? – questiona o jovem.

Brasil

Depois de pegarem várias caixas pesadas Clarita, Mili e Mosca estavam organizando o apartamento onde as garotas irão morar juntas.

– É uma pena que a Bia não pode sair do orfanato como nós – resmungou Clarita.

– Nós já temos dezoito anos, ela ainda tem dezesseis – Mili falou.

– Tente não pensar nisso – disse Mosca. – Agora que saímos do orfanato, devemos pensar em organizar o apartamento, pois amanhã já começamos a trabalhar.

– Verdade. Estou animada em ser independente! – exclamou Mili.

– Sabe de nada inocente – sussurrou Clarita.

– O que disse? – Mili questiona.

– Nada, não – e Clarita entra no quarto dela, com sua mala.

Estados Unidos

– Iremos pegar o primeiro vôo para o Brasil – avisa Carol.

– E a Érica? – Beto questiona.

– Liga pra ela depois, filho – disse Júnior. – Agora vá arrumar suas malas.

Beto bufou e foi em direção ao seu quarto. É uma pena que o avô José Ricardo falecera, mais era preciso ir sem mesmo se despedir de sua namorada?

No dia seguinte

Ao abrir os olhos, Beto percebe que já estava em solo brasileiro.

– Como é bom estar de volta – sussurrou ele, olhando pela a janela do avião.

– Beto, vamos? – Carol disse, quando o avião aterrissou.

– Não tenho outra escolha.

No Café Boutique

Depois de atender um cliente, Clarita foi falar com Mili que estava no caixa do café.

– Reparou que aquele Francis não para de me olhar? – pergunta a loira.

– Depois você se importa com isso, Clarita.

– Tá mais...

– Está sabendo da novidade?

– Qual Mili?

– O senhor José Ricardo faleceu, não é?

– Sim. Isso não é novidade, afinal, ao invés de nos dar folga, nos fizeram trabalhar bem na morte do velho.

– Sabe por quê?

– Porque são pessoas chatas, sem noção que...

– O filho do seu José Ricardo virá dos Estados Unidos pra cá e estão falando que ele será o novo dono do Café Boutique – contou Mili.

(...)

O doutor José Ricardo Almeida Campos já tinha sido enterrado quando Júnior foi com sua família até a mansão onde seu pai morava. Afinal, o advogado lerá o testamento da família.

– Por que vão ler o testamento agora? O homem mal morreu! – disse Beto.

– Cale-se Beto – ordenou Júnior. – Foi um pedido de meu pai, respeite.

– Ok – disse o rapaz, e ficou em silêncio.

(...)

Logo após de atender um casal, Clarita foi falar com Mili novamente.

– Isso está me irritando.

– O que?

– Esse Francis – sussurrou. – Se ele quiser uma foto, eu darei. Mais isso de ficar me olhando, está me irritando.

– O que é bonito, tem que ser admirado – disse Mili. – Fica a dica! – e piscou para a amiga.

Clarita sorriu.

(...)

– Agora que o senhor Júnior chegou com sua família, irei ler o testamento que o doutor José Ricardo fez antes de falecer.

Beto olha em sua volta. Seu pai estava com os olhos inchados de tanto chorar, sua mãe estava séria. Já a sua tia-avó estava tão triste com a morte do irmão que de longe percebia que tudo não passava de encenação.

Beto a odeia. Ela também não vai com a cara dele, afinal ele era um órfão. Carmen até hoje não aceita que o seu querido sobrinho Júnior adotara um garoto desprezado pelos pais, para ser seu filho.

Como se adivinhasse os pensamentos de Beto, Carmen o olha. Ele faz uma careta pra ela. Pode ter dezoito anos agora, mais o jeito de tratar a dona Carmen Aparecida Almeida Campos nunca mudará.

O jovem volta a prestar atenção nas palavras do advogado. As palavras que poderiam mudar sua vida.

– As propriedades que tenho em outros estados do país, e também a casa no litoral, deixo para minha estimada irmã Carmen Aparecida Almeida Campos – anunciou o advogado.

Carmen sorri triunfante, depois pergunta:

– E o Café Boutique? Meu amado irmão deixou quantos por cento das ações?

– Nenhuma, senhora – responde o homem.

Foi a vez de Bento sorrir.

– Mais como? – gritou a mulher, levantando-se.

– Foi ordem do senhor José Ricardo, não posso fazer nada sobre isso – diz o advogado.

– Mais é uma lastima!

– Sinto muito, dona Carmen. Agora senta-se para eu continuar lendo o testando do senhor José Ricardo.

Carmen sentou-se novamente. E o advogado continuou:

– 10% do dinheiro da herança serão para Valentina, que sempre esteve comigo.

– Pra Valentina? – questiona Carmen.

– Daria pra calar a boca uma vez na vida? – gritou Júnior. – Ninguém aqui quer ver suas ceninhas dramáticas.

– Isso é maneira de tratar sua tia, Júnior? – Carmen finge chorar. – Depois de amá-lo, cuidá-lo é isso que recebo como agradecimento?

– Eu mereço – resmungou Júnior, passando a mão sobre o rosto.

– Dona Carmen, se a senhora continuar desse jeito terei que mandar os seguranças tira-la daqui.

O silêncio voltou para a sala da casa dos Almeida Campos.

– Para meu filho, José Ricardo Almeida Campos Júnior deixo 70% das ações do Café Boutique e 30% para meu neto, Alberto Almeida Campos. Para meu neto também deixo a mansão a qual eu morava até então. Já o orfanato Raio de Luz que antes tinha como diretora minha namorada Cíntia Werner, passará a ser administrada por minha nora Carolina Correia da Silva Almeida Campos – ao ouvir as palavras do advogado, Beto olha para os pais e questiona:

– Então, ficaremos definitivamente no Brasil?

Notas finais
Mereço comentários? rsrs Não sei quando irei postar o próximo, mais não pretendo demorar muito. Beijos!