Notas iniciais
Oi! Não demorei tanto dessa vez, não é? rsrs. Muito obrigada pelos comentários, vocês me animam a continuar a fanfic =) Espero que gostem do capítulo. Boa leitura!

– Qual o problema de eu andar com “essa gente órfã”? – questiona Beto, fazendo o sinal de aspas com as mãos.

– Meu filho, eles são diferentes de você – justifica Carol. – Você devia andar com pessoas iguais os amigos da Érica.

– Pessoas que só se importam com o dinheiro que herdam dos pais? Pessoas que só pensam em si mesmo? – fala Beto. – Eu não gosto de pessoas assim, pois não sou uma delas.

Carol cruza os braços e Beto percebe que ela não estava gostando do rumo que a conversa estava tomando, porém ele não ia se calar.

– Será que a senhora se esqueceu de onde eu vim? – pergunta ele. – Aquele Orfanato foi meu lar até vocês aparecerem, todos que moram lá ou já moraram, era minha família! Não vai ser porque sou filho da dona daquele lugar ou filho do dono do café onde meus amigos trabalham que irei deixar de falar com eles. Posso ser de outra classe social, mas jamais irei esquecer de onde vim.

Beto vê sua mãe revirar os olhos e bufar.

– Você que sabe – fala ela. – Mas eu não acho que seja bom para nós, você se aproximar dessas pessoas. Eles podem tirar aproveito por você ter mais dinheiro.

– Eles são crianças! – gritou Beto.

– Mas aquela Mili, Mosca e principalmente a Clarita não são mais crianças!

Beto riu debochadamente.

– Eu conheço os amigos que tenho – fala ele. – E saiba que prefiro eles do quê os amiguinhos da Érica.

– Amigos? – questiona Carol. – Cuidado com essas amizades!

– Carol, o nosso filho já está grande – diz Júnior. – Sabe muito bem tomar decisões e escolher suas amizades. É até bom ele se relacionar com pessoas de classe social diferente dele.

Beto sorriu com as palavras do pai. Pelo menos, uma pessoa o entende.

– Até você, Júnior? – fala Carol, visivelmente decepcionada.

– Boa noite para vocês – disse Beto, se dirigindo até a porta.

– Aonde você vai? – pergunta Júnior.

– Dormir fora de casa.

– Nem pense em ir à casa daquela garçonete! – gritou Carol, mas foi ignorada e apenas ouviu a batida da porta.

(...)

Clarita estava deitada em sua cama, porém não conseguia dormir. Seu pensamento estava longe, mais uma vez ela estava pensando em Beto. Não podia esconder que estava feliz em saber que eles voltaram a serem amigos. Todavia no mesmo momento em que pensava em seu amigo, pensando na sua paixão de infância.

– Clarita, não misture as coisas! – disse ela, em voz alta. – Ele é seu amigo, A-M-I-G-O; não uma cara para você se apaixonar. Ok, mas eu já me apaixonei por ele. Ai Clarita, ele tem namorada! O que você está pensando? – Clarita fala, sozinha.

– Tudo bem com você, Clarita? – pergunta Mili, com voz meio distante, estava na cara que a amiga estava dormindo.

– Sim, está – responde a loira. – Só estava pensando alto, alto demais como sempre.

(...)

Depois de tocar a campainha umas duas vezes, Érica finalmente abre a porta.

– Beto! Que surpresa te ver aqui há essa hora – disse ela.

– Será que posso dormir aqui essa noite? – pergunta Beto.

– Essa e quantas você quiser – responde Érica e logo o puxa para dentro do seu apartamento.

Na manhã seguinte, Beto acorda cedo para ir ao Café Boutique. Gostaria de conversar com o seu pai – o único de sua casa que parece lhe entender. E também vai lá para conversar com seus amigos, ou melhor, com Clarita.

Durante o trajeto até lá, Beto acaba encontrando Clarita. Logo, ele dá uma carona para ela e eles vão ao Café Boutique juntos.

– Desculpa a pergunta – fala Clarita. – Mas já perguntando, por que veio em uma direção contrária a da sua casa?

– Eu dormi na casa da minha namorada – respondeu.

– Hum – ela resmunga.

Eles ficam em silêncio, até que Clarita diz:

– A vi na capa de uma revista, quando estava vindo para o Café.

– A famosa modelo internacional que está no Brasil – disse ele.

– Isso mesmo – Clarita ri. – Você se incomoda com a fama dela?

– Não, eu também sou famoso.

Clarita riu mais ainda.

– Sério? Nunca te vi em capa de revista.

– Sou filho do dono de uma das empresas mais importantes do Brasil e ainda namoro uma modelo famosa internacionalmente. Eu sou conhecido por isso.

– Grandes coisas – ela dá de ombros.

Foi a vez de Beto rir.

– Não se importa em andar no carro de alguém famoso?

– Pra mim você não é famoso e depois, se te importa tanto à fama acho melhor eu sair desse carro.

– Calma, estou brincando.

– Deixe pra falar de fama quando estiver com a sua namorada.

– Pode deixar – responde ele, sorrindo.

Quando eles chegaram ao Café Boutique, Clarita vê alguns jornalistas tentando falar com Beto.

– O que é isso? – questiona ela.

– Viu como sou famoso – resmunga ele.

Clarita vê os jornalistas perguntarem sobre o namoro com Érica, sobre como ele se sente com a volta para o Brasil e chegaram a falar dela.

E quem é essa linda jovem que te acompanha?

Clarita é uma amiga de infância – responde Beto, a abraçando.

Beto continua respondendo as perguntas dos jornalistas e nem percebeu quando Clarita entrou no Café Boutique.

(...)

– Está atrasada – ela ouve Francis dizer.

Ela o ignora e vai colocar o uniforme do Café.

– Por que demorou hoje? – pergunta Mili, quando Clarita já estava pronta.

– Peguei carona com o Beto e agora ele está dando entrevistas lá fora.

– Entrevistas?

– Filho do dono do Café, namorado de uma modelo famosa. Quer o que?

– Nem parece o Beto de antes.

– A vida dele mudou completamente depois que ele foi adotado – fala Clarita.

– Por que não me esperou? – ela ouve Beto perguntar, enquanto a abraça pela cintura.

– Tá maluco Beto? Me solta.

– Não fique nervosa – disse ele, se distanciando dela.

– Eu tenho que trabalhar, não posso ficar como sua segurança enquanto você dá suas entrevistas.

– Está perdoada – responde Beto. – Vou falar com o meu pai, depois a gente conversa.

– Ela tem que trabalhar – fala Francis.

– Alguém falou com você, cara? – diz Beto. – Até depois, pequena.

– Pequena? – repetiu Francis.

Clarita pega o tablet e começa a atender alguns clientes depois quando voltou ao balcão, Mili pergunta:

– Que aproximação é essa com o Beto?

– Nós voltamos a ser os mesmos amigos de antes.

– Só amigos?

– Claro, ele tem namorada.

– Hum – resmungou. – E você já esqueceu que antes de ele ir embora do Brasil, você o beijou se declarando para ele? – questiona Mili.

Notas finais
Não foi um dos meu capítulos preferidos, mas espero que tenham gostado. Até mais, beijos!