Notas iniciais
Olá! Alguém lendo essa fanfic? Demorei pra caramba, não é? Desculpa da tia Tay aqui, mas aconteceu um probleminha em relação a história, mas pretendo continuar postando ela. Espero que gostem, boa leitura!

– Por que não me esperou? – ela ouve Beto perguntar, enquanto a abraça pela cintura.

– Tá maluco Beto? Me solta.

– Não fique nervosa – disse ele, se distanciando dela.

– Eu tenho que trabalhar, não posso ficar como sua segurança enquanto você dá suas entrevistas.

– Está perdoada – responde Beto. – Vou falar com o meu pai, depois a gente conversa.

– Ela tem que trabalhar – fala Francis.

– Alguém falou com você, cara? – diz Beto. – Até depois, pequena.

– Pequena? – repetiu Francis.

Clarita pega o tablet e começa a atender alguns clientes depois quando voltou ao balcão, Mili pergunta:

– Que aproximação é essa com o Beto?

– Nós voltamos a ser os mesmos amigos de antes.

– Só amigos?

– Claro, ele tem namorada.

– Hum – resmungou. – E você já esqueceu que antes de ele ir embora do Brasil, você o beijou se declarando para ele? – questiona Mili.

– Garçonete! – um cliente chama Clarita.

– Tenho que ir – sussurrou ela para a amiga.

Mili bufou ao ver a amiga se distanciar.

– Só não quero que você sofra – sussurrou para si mesmo.

(...)

– Não adianta, papai – fala Beto. – Parece que a mamãe nunca entenderá meu lado.

– Você tem que ter paciência com ela.

– É tão difícil ela entender que eu nunca vou esquecer de onde vim?

– De um tempo pra ela.

– Seis anos não foi o suficiente?

– Beto, não vamos discutir por causa disso. Acho melhor você ir conversar com sua mãe, com calma e explique para ela a situação.

– Ela nunca vai entender, sempre ela é certa da história – reclama o rapaz. – Por que é tão difícil de ela entender que eu tenho amigos de classe social diferente da minha? Por que ela é contra eu me aproxime deles? Eles são melhores do que aquela gentinha que ela vai tomar o chá da tarde.

Júnior segura o riso.

– Eu não tenho nada a ver com isso – diz o empresário. – Trate isso com ela, pode ser?

Beto o encara.

– O senhor podia me dar uma forcinha, não é?

– Tenha coragem e enfrente a fera – fala Júnior dando alguns tapas na costa de Beto.

– Pai!

– Boa sorte, Beto. Agora me deixe trabalhar.

Beto bufou e saiu da sala, contra a sua vontade.

(...)

– Finalmente acabou mais um dia de trabalho – comemora Clarita.

– Verdade – Mili concordou.

– Clarita! – Francis a chamou.

Ao ouvi-lo, Clarita revira os olhos.

– Eu mereço – murmurou.

– O que vai fazer hoje a noite? – pergunta o barista.

– Dormir e você?

– Estava pensando em nós sairmos juntos.

– Desculpa cara, mas ela já tem compromisso – todos ouvem uma voz familiar dizer.

– Beto? – todos disseram, ao verem ali.

– Boa noite pra todos – ele diz, olhando para Clarita e sorriu.

– Então, você irá sair com o filho do chefe? – questiona Francis.

– Eu o quê? – pergunta Clarita desviando o olhar de Beto para Francis.

– Nada – Francis olha para o chão. – Sei que de qualquer maneira você irá com ele – e ele sai dali.

– Mosca, finalmente! – disse Mili ao vê-lo se aproximar. – Vamos pra casa? Estou cansada.

– Espera eu conversar com o Beto... – Mosca começa a dizer.

– Vamos de uma vez, Mosca! – Mili e o puxa e deixa Beto e Clarita sozinhos.

– Posso saber que compromisso eu tenho, e nem sabia? – pergunta Clarita.

– O compromisso de voltar pra casa com o seu melhor amigo.

– Compromisso? – ela segura o riso.

– A verdade é que eu não via a hora de te ver de novo – disse ele.

Clarita fica séria durante um tempo.

– Vamos entrar no carro? – Beto pergunta.

Ela não interfere, mas quando está dentro do carro, diz:

– Só acho que a Érica não vai gostar nadinha quando souber que você está dando carona para sua velha amiga de infância.

– Estou pouco me importando com o que a Érica pensa – Beto diz e acelerou o carro.

(...)

– Eu sinto muito pelo o que está acontecendo com a sua mãe, Beto. – Clarita disse, quando desceu do carro.

– Não sinta – fala Beto. – Ninguém tem culpa de ela ser uma cabeça dura que só vê as pessoas conforme a classe social delas.

– Isso é muito ruim...

– Pois é – resmungou Beto.

– Agora precisa entrar pra dentro, amanhã tenho que levantar cedo para trabalhar.

– É mesmo. Então nos vemos por ai – fala Beto se distanciando da melhor amiga. – E não esqueça de me convidar para o casamento.

– Que casamento?

– O seu com o Francis – falou, entre risos.

– Idiota! – ela também começa a rir.

– É só uma brincadeira, até porque você só se casaria com ele por baixo do meu cadáver.

– Ah é assim? – questiona Clarita. – Digo o mesmo sobre você e Érica – brincou ela.

– Que baixinha ciumenta eu fui arranjar como melhor amiga.

– Cala a boca, idiota! – Clarita começa a dar tapas em Beto.

– Está nervosinha – provocou.

– Beto! – gritou ela, não conseguindo parar de rir.

Algum tempo depois, eles param de rir e ficam se encarando. Beto se aproxima de Clarita.

– Está na hora de eu ir, Beto – disse ela, se distanciando. – Boa noite! – e saiu deixando Beto, pensativo.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Comentem pra mim saber. Beijos.