Various paths, one direction
4 Correndo atrás
Notas iniciais
P.O.V Ayla
Ta legal, eu ia caminhado pelos corredores ao lado da chata da Mia que tinha ido me tirado dos braços do Peter e minha ficha definitivamente ainda não tinha caido, eu não acredito, to pegando o homem aranha, fala sério, eu já era popular mas se a galera soubesse disso iria simplesmente me endeusar, pena que é um super segredo e eu jamais ousaria contá-lo a ninguém.
Entramos na festa e todos chamavam minha atenção e perguntavam porque eu tinha sumido mas eu só conseguia pensar nele, eu sorria feito uma imbecil.
–Ayla!, Mia me chamou, oh garotinha chata.
–Fala!, falei meia impaciente caminhando até ela que estava num cantinho afastado como se fosse me contar um segredo.
–Me diz ai, eu tava vendo coisa ou voce tava pegando o Peter Parker quando eu cheguei na sacada?!, ela me perguntou e eu gelei, não queria que ninguém soubesse.
–Voce ta vendo coisa!, falei seria num tom ameaçador.-E se alguem souber da sua visão eu acabo com a sua raça!
–Ta bom, foi só uma pergunta, eu não vi nada!, ela riu.
–Isso ai!, falei e nós rimos.
–Uma coisa acabou de entrar!, ela brincou e eu não consegui evitar olhar imediatamente pra porta, era ele, o Peter, meu coração acelerou, eu heim, cada coisa, voltei a olhar pra Mia como se nem tivesse ai.
–To nem ai!, falei com ela e sai indo numa direção totalmente oposta a do Peter, passei o resto da festa conversando com meus amigos e rindo sem nem se quer me perguntar onde o Peter estaria, eu não queria ser a garota enjoada que fica no pé do cara e também não queria que ninguém me visse babando nele.
As horas se passaram e finalmente decidi dar uma chance pro que eu queria realmente fazer e fui procurar o Peter e como eu já esperava, ele tinha ido embora, como eu era burra, no mínimo ele arrumou alguma garota e saiu dali com ela, tava me odiando.
Passou mais algum tempo e todo mundo foi embora, fui pro quarto, tomei um banho e deitei na cama, eu não sei que merda ta acontecendo, só sei que não paro de pensar naquele garoto e com quem ele saiu da festa.
Passou algum tempo e dormi sem nem perceber.
..........
O sol entrava pela enorme sacada do meu quarto me fazendo despertar, olhei no relógio e eram 07:10 da manhã, então eu decidi não ficar deitada, decidi sair, eu iria atrás do Peter, iria passar o dia com ele.
Levantei, tomei um banho rápido, coloquei um short jeans escuro, uma camiseta rosa, uma jaquetinha de coura preta por cima e uma sandália gladiadora preta de salto agulha, coloquei joais simples e delicadas e amarrei o cabelo num rabo de cavalo, estava demais, como sempre.
Fui até a garagem, peguei meu poshe prata conversível e sai em direção a casa do Peter, ta certo que eu tive que ligar quase pra Nova York inteira mas finalmente achei a casa do Peter, era uma casa simples, nada comparado com a minha casa mas parecia aconchegante, desci do carro e subi os poucos degraus que davam acesso a porta dele e bati.
Demorou alguns segundos e a porta se abriu, uma senhora, não parecia muito velha abriu a porta me encarando com um sorriso.
–Bom dia, posso ajudar?!, ela me perguntou já que eu entrei em "estado de choque" e fiquei parada igual a um 2 de paus, como eu sou idiota.
–O Peter, ele está?, perguntei assim que sai do transe usando de toda a minha boa educação.
–Sim querida, eu vou chamá-lo, quer entrar?, ela perguntou, que mulher simpática, já gostei dela.
–Ah não, tudo bem, eu espero aqui!, estava tão nervosa que parecia uma garotinha apaixonada, que mico.
–Tudo bem então!, ela falou notando meu mal jeito e entrou deixando a porta entre aberta e eu ri de mim mesma, o mico do ano.
.............
P.O.V Peter
Eu tinha terminado de acordar, ainda estava pensando na festa da noite passada e ainda tinha raiva do Fury que tinha me mandado sair da festa e ir pegar um bandido, filho da mãe, estragou minha noite, tive que deixar a Ayla sozinha com aquele bando de abutres, provavelmente ela nem tinha pensado em mim e eu aqui me lamentando por ela, sou um idiota.
Tava lavando meu rosto quando ouvi tia May batendo na minha porta e me gritando.
–Onde é o incendio?!, brinquei assim que abri a porta.
–Eu nem gritei!, ela reclamou com as mãos na cintura.
–Imagina, a senhora quase derrubou minha porta!, impliquei com ela, adorava ver ela com raiva me batendo.
–Ah, como voces "jovens" dizem, foi mal, eu só vim te chamar porque tem uma baita "gatinha" lá na porta te procurando!, ela falando com deboche imitando um jeito malandro.
–Gata? que gata? qual o nome?, eu perguntei muito curioso e por um segundo pensei que pudesse ser a Ayla.
–Eu nem perguntei, vai logo que a coitadinha está la fora!
–O que?tia porque voce não deixou ela entrar?!, perguntei perplexo colocando uma camisa e saindo do quarto.
–Ela que não quis, tava toda sem gracinha tadinha!, Tia May vinha falando atrás de mim até que eu cheguei na porta e tive a melhor surpresa da minha vida.
–Ayla!, falei e fiquei ali sorrindo feio um babacão.
–Fui!, Tia May falou atrás de mim percebendo o clima ali e saiu.
–Oi Peter!, ela sorriu e estava divinamente linda com um sorriso enorme.
–Veio visitar meu bairro?, brinquei.
–Não, vim visitar voce!, ela falou direta e eu provavelmente correi, ai que imbecil, pensei comigo mesmo. -Pensei que talvez agente podia, sei la, passar um tempo junto, voce podia me levar pra andar de skate!, ela brincou me deixando ainda mais vermelho.
–Eu ia gostar!, falei e agente ficou uns 10 segundos em silencio, situação constrangedora.
–Então, voce vai assim mesmo ou vai se trocar?, ela quebrou o silencio me olhando e eu me olhei também vendo que ainda estava com a calça do pijama.
–Ai que droga, eu vou me trocar!, como eu sou imbecil, paguei o maior mico na frente da maior gata, que mancada.
–Eu espero aqui!, ela falou antes que eu a convidasse pra entrar, eu concordei e entrei, coloquei uma calça jeans, uma camisa preta, um moleton preto por cima, um tenis all star e coloquei minha mochila com o skate acoplado nas costas e sai, ela estava encostada no carro sorrindo, que garota linda.
–Assim ta bom?, perguntei e ela riu fazendo que sim com a cabeça.
–Voce dirigi?, ela perguntou e eu fiz que sim com a cabeça. -Então toma!, ela jogou a chave na minha direção e eu segurei.
–Mas porque?, perguntei parado enquanto via ela dar a volta e se sentar no banco do carona.
–Porque eu odeio dirigir!, ela falou abaixando o óculos de sol e caiu na risada.
Joguei a mochila no banco de traz e entrei no carro e pra fazer uma gracinha eu sai queimando pneu enquanto Ayla ligava o som alto e gritava "vamo nessa".
...............
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