Various paths, one direction
5 Atitude
Notas iniciais
P.O.V Ayla
Ainda era 12:00 e eu e o Peter já tinhamos nos divertido pra caramba, primeiro eu tinha levado ele pro meio do "meu" mundo, ou seja, fomos ao shopping.
Andamos por várias lojas mas não entrei em nenhuma porque se eu entrasse iria acabar fazendo uma compra absurda e eu sei que essa não é muito a praia do Peter, não queria que ele me achasse uma louca compulsiva e com certeza não queria que ele inventasse uma desculpa e fosse embora, ficar longe daquele garoto era a ultima coisa que eu queria, então fiz tudo o que uma pessoa normal faria, tomamos sorvete, jogamos jogos de fliperama, entramos numa cabine de fotos e fizemos um monte de caretas divertidas, as fotos ficaram horríveis mais eu nunca me senti tão bem.
Depois assistimos um filme no cinema do shopping mesmo, era filme de comédia, rimos muito mas só Deus sabe o quanto eu queria que o filme fosse de terror.
–E agora? eu to com fome!, falei enquanto saíamos do shopping e entravamos no carro.
–Então vamos comer!, Peter sorriu simples, que sorriso encantador, sacudi minha casa, (sua idiota, amor é coisa de criança, sai dessa), falei comigo mesmo mas ficou meio difícil pensar assim quando Peter correu e abriu a porta pra que eu entrasse antes de mim, ai que fofo.
–Obrigada senhor Parker!, falei rindo enquanto ele se curvava me reverenciando.
–Por nada mi laide!, ele brincou e deu a volta ligando o carro.-Quer comer onde?
–Ah, eu conheço um restaurante super.....!, eu ia falar de um restaurante luxuoso e caríssimo que eu amava, mas fala sério, eu não podia fazer isso, iria constranger o Peter. -Quer saber, escolhe voce algum lugar!, falei e ele sorriu sem me olhar, com certeza ele percebeu porque eu havia mudado de ideia.
–Então vou te levar num lugar legal, simples, mas legal!, ele falou e ligou o carro.
Conversávamos e riamos muito enquanto o Peter dirigia pro tal lugar "legal" que ele conhecia, o que eu achava diferente era isso, com o Peter nunca nada ficava sem graça, ele sempre tinha um assunto.
.............
P.O.V Peter
Tava curtindo muito cada minutinho com ela, a Ayla era demais e por mais que eu, no fundo, quisesse fugir de um sentimento, era quase que impossível, até o sorriso daquela menina me deixava sem chão.
Levei ela num restaurante simples que eu costumava comer com tia May, tava com muito medo dela odiar o lugar mas eu vou tentar a sorte.
–Bem vinda ao melhor restaurante de Nova York!, brinquei abrindo a porta do carro pra que ela saísse.
–Muito fofo Peter, tão colorido!, ela ria admirando o lugar que realmente era bonitinho.-Para tudo, é comida mexicana?!, ela perguntou espantada, (ela é alérgica, fiz merda), foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça.
–É isso ai, porque?, perguntei já num tom preocupado.
–Eu adoro comida mexicana!, ela falou super animada e tirou um super peso das costas desse super herói aqui.
–Que ótimo, pensei que já tinha pisado na bola!, falei estendendo a mão pra ajudar ela a sair e ela colocou suas pequenas mãos que eu estava louco pra tocar mas aquelas luvas não deixavam.
–Eu quero um taco, um não, quero uns três!, ela brincava enquanto saia andando pra entrada do restaurante.
Fizemos os pedidos e diferente do que eu pensava a Ayla comia feito uma loba e ela realmente detonou com 2 tacos e meio, eu tive que terminar com a outra parte.
–Voce come muito pro seu tamanho!, Falei e ela parou de beber o refrigerante na hora.
–Voce ta me achando gorda?, ela perguntou olhando pra ela mesma com cara de preocupação.
–Não, não, claro que não, voce é linda, seu corpo é perfeito, eu só acho muita comida pra pouca pessoa!, gaguejei nervoso e ela começou a rir.
–Pouca pessoa?!, ela perguntou ainda rindo.
–Não, eu não to te chamando de pouca, tipo, sem graça, não, eu disse pouca, tipo, pequenininha!, tentava me explicar e ela se acabava de rir.
–Eu sei, eu entendi!, ela falava com um sorriso enorme. -Voce também como muito Peter Parker, mas ao contrário de voce eu sei exatamente pra onde tudo isso vai!, ela falou passando a mão pelo meu braço, cara, será que eu to louco ou ela realmente ta me olhando com um certo desejo? será que a gata mais gata ta afim de mim? eu to pirando.
–A conta!, eu falei, que furo, eu tava tão nervoso que não achei nada pra falar, a Ayla tinha terminado de acariciar o meu muque e me olhou com aquela cara de "me beija" e eu, feito um idiota, só conseguir pedir a conta, ela ficou toda sem jeito, provavelmente pensou que eu tava evitando ela, era pra eu ter puxado ela pra perto e lascado um beijão de cinema, eu tenho que me lascar mesmo, sou um tapado.
O garçon trouxe a conta e eu disse pra Ayla que "não precisava" quando ela se ofereceu pra pagar a conta, claro que não, eu to meio lascado mas fiz questão de bancar tudo, ela é tão incrível que parece que já sabia que eu iria querer pagar as contas e só foi em lugares que cabiam no meu orçamento, ela é demais.
Paguei a conta e sai encontrando com a Ayla que estava me esperando encostada no carro, com certeza ela tinha ficado meia confusa com minha atitude de maluco la dentro.
–E então? pra onde vamos agora?, perguntei pra quebrar o gelo enquanto abria a porta do carro.
–Sei la, eu já te mostrei meu mundo, porque não me mostra o seu?, ela falou com um sorriso olhando pra mim e depois pro skate.
–Demoro!, falei e seguimos com o carro pra pista de skate mais maneira de toda Nova York e ela ficou bestificada quando viu.
–Peter, isso é demais!, ela falava boquiaberta olhando pro que os caras faziam nas pistas, não gostei disso. -Voce sabe fazer isso?
–Sei, na verdade eu faço melhor!, brinquei e ela riu.
–Mas fica mais fácil com seus talentos especiais?, ela sussurrou e eu sorri.
–Talentos?, fingi que não tinha entendido.
–É, voce sabe, o homem aranha!, ela falava baixinho parecendo uma criança contando um segredo pra outra.
–Ah sim, voce fala dos poderes araquinídeos né?, eu falei alto deixando ela um pilha de nervos.
–Menino fala baixo, é segredo!, ela brigava baixinho comigo e eu me acabava de rir.
Estacionei e saimos do carro, coloquei minha bolsa nas costas e caminhamos pra dentro da area de lazer.
–Respondendo o que voce me perguntou, sim!
–Sim oque?, ela perguntou sem entender.
–Sim, os poderes, com eles tudo fica mais fácil, ter poderes é uma grande responsabilidade mas também é muito irado!, brinquei mas ela ficou pensativa.
–É, deve ser muito legal!, ela falou meia sem graça.
–E voce? será que tem algum super poder escondido por ai?, falei despreocupado mas na verdade estava louco pra que ela me falasse sobre as luvas, essas coisas já estavam me incomodando.
–Ah não, quer dizer, eu como muito e não engordo, isso conta?, ela brincou e eu ri.
–É, a mulherada com certeza deve achar isso o melhor super poder de todos!, brinquei e por um segundo me perdi de novo no sorriso dela, que mané.
–Voce me mostra o que sabe fazer?, ela pediu meio que querendo sair daquele assunto de super poder e eu entendi.
–Claro, observe o mestre o aprenda!, brinquei e sai.
Olhei pra ela mais uma vez antes de mandar ver no skate e ela estava sentada sorrindo e balbuciou um "arrasa" mudo que me fez sorrir, ta legal, eu nunca precisei tanto mandar bem em alguma coisa como agora, eu tinha que arrebentar.
Respirei fundo e foi natural, madei ver, arrasava com manobras iradas e quando terminei olhei pra ela e ela estava em pé me aplaudindo eufórica.
–Isso foi incrível!, ela correu e me deu um abraço, eu correspondi de imediato puxando ela mais forte contra mim, que abraço bom e o cheiro, não quero nem falar o que aquele cheiro causou em mim.
–Voce me ensina?, ela pedia animada, ou seja, um "não" estava fora de cogitação.
–Claro, vem!, puxei ela pela mão, ou melhor, pela luva e a levei pra uma área que era própria pra iniciantes, só que ela era bem iniciante mesmo, provavelmente nunca tinha subido num skate.
–Eu nunca subi nisso!, ela falou rindo enquanto colocava o skate no chão.
–Eu já tinha pressentido isso!, brinquei. -Com eles voce não vai conseguir subir!, falei apontado pra sandália de salto alto que ela usava. -Posso?!, perguntei me ferindo a tirar a sandália e ela fez que sim com a cabeça.
Me abaixei, caramba ela tava de shortinho, que loucura, encostei no pé dela pra abrir a sandália e pude ver ela se arrepiar, ta legal, as minhas mãos causavam alguma coisa nela, tirei carinhosamente uma das sandálias e depois a outra.
–Pronto!, falei assim que me levantei voltando a olha-la e ela estava corada.
–Valeu!, ela me olhou com o sorriso de um anjo.-E então, o que eu faço agora?, ela perguntou me despertando dos meus pensamentos.
–Ah sim, primeiro voce tem que subir no skate!, brinquei.
–Assim?, ela tentou subir de vez e se não fossem meus reflexos super demais ela teria se esborrachado de costas no chão, mas pra sorte dela eu estava lá e a segurei na hora.
–Não, tem que ser devagar!, falei calmo enquanto ela se equilibrava.
–Ta bom, obrigada por salvar minha vida meu super-herói!, ela brincou mas não vou negar que ouvir as palavras "meu super herói" sair da boca dela me deixou meio que "no céu".
–Ta, agora vem, eu vou te ajudar!, segurei no braço dela com cuidado enquanto ela colocava seus lindos pezinhos em cima do skate e eu a empurrava devagar.
–Isso é demais!, ela falava eufórica.
–Quer que eu solte?, perguntei.
–Se eu cair?, ela perguntou aparentando um pouco de medo.
–Eu to aqui, não vou deixar voce cair, só precisa se equilibrar!
–Ta certo, eu fico em pé em cima de um monte de garota, acho que tenho equilibrio pra isso também, vamos tentar!, ela falou e eu a soltei.
No início ela deu umas cambaleadas como se fosse cair mas não caiu, ela conseguiu se equilibrar até certo ponto e depois colocou um dos pés no chão parando o skate.
–Ae, arrasou!, brinquei e ela sorria feliz.
–Foi bom mesmo?
–Foi, foi show, pra uma novata!, brinquei e ela riu mais fomos interrompidos pelo toque do meu celular.
–Pode atender!, ela falou serena já que eu a olhava com cara de "posso atender?".
–É rapidinho!, falei e ela sorriu se virando e voltando a tentar subir no skate.
Ligação On
–Oi!
–Parker, está desocupado?
–Fury? não, na verdade eu to muito ocupado!
–Mas eu preciso de voce pra ajudar o capitão, só tenho voces dois e estou com um maluco fantasiado com uma armadura de escorpião no centro de Nova York destruindo tudo!, Fury falou e eu suspirei irritado.
–Que droga Fury, não tem mais ninguém? eu to num encontro!, soltei de uma vez.
–Foi mal Parker, depois eu te recompenso mas agora eu preciso de voce, o capitão também já esta chegando lá!
–Fury, é sério, eu....!
–Conto com voce!, ele falou e desligou a chamada, mas que droga, tava tudo tão bom mas a praga do Fury tinha que soltar a bomba dele, que droga.
Ligação Off
–O que houve?, Ayla me perguntou provavelmente por causa da minha cara de nervoso.
–O Fury me ligou, eu vou ter que resolver um problemão no centro de Nova York, me desculpa!, falei e o sorriso no rosto dela sumiu, eita merda, tinha pisado na bola de novo.
–Tudo bem, vai salvar o mundo!, ela sorriu compreensiva me deixando ainda mais mole.
–Eu prometo que.....!
–Xiii!, ela me interrompeu colocando o dedo na minha boca. -Não prometa nada, eu gosto de ser surpreendida!, ela brincou e me entregou o skate, eu sei muito bem o que eu devia fazer e não ia vacilar de novo, dessa vez eu ia fazer, puxei a Ayla pra perto de mim e a tomei num beijo completamente apaixonado, a joguei pro lado tombada sobre meus braços e aprofundei o beijo.
–Me deseja boa sorte!, sussurrei com os olhos ainda fechados com os lábios praticamente encostados nos dela que sorria.
–Boa sorte, por mais que voce não precise!, ela falou e nós rimos e a beijei novamente, mas agora foi um beijo rápido, me separei e com muita dificuldade a deixei ali e fui andando toda hora olhando pra trás feito um bobalhão até que ela se setou colocando a sandália incrivelmente sexy fazendo eu quase tropeçar num canteiro.
–Ayla!, eu gritei e ela me olhou.-Pensa rápido!, falei e joguei a chave do carro dela que estava comigo e ela segurou rapidamente sorrindo e me deu um xauzinho lindo.
Me virei e finalmente sumi da visão dela, entrei num beco qualquer e coloquei o uniforme saindo voando pelos prédios de Nova York.
Eu tinha uma luta grande me esperando no centro mas só uma coisa se passava pela minha cabeça agora "Ayla", eu acho que fui picado pelo mosquitinho do amor, pensei e ri.
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