Vampira
15 O tempo voa
Notas iniciais
Os dias viraram semanas e logo dois meses havia passado Rafael estava cada dia mais focado em suas aulas já era capaz de atirar de longa distância em alvos em movimento sem desperdiçar munição.
Pensava em Liana e como ela ficaria surpresa ao vê-lo não seria mais um tolo ela queria que ele se tornasse um assassino assim ele faria, seria forte e rápido capaz de fazer coisas que ela jamais imaginaria que um humano fosse capaz de fazer. Teve um acesso de risos enquanto pensava nisso seria incapaz de matar alguém como ela fazia, mas ao menos se tornaria um bom atirador.
Cinco meses haviam sido deixados para trás quase imperceptíveis. Rafael estava sentado na cozinha jogando xadrez com Sophia, era curioso o modo com que eles viviam naquela casa enorme e ainda assim passavam a maior parte do tempo na cozinha, talvez fosse porque os empregados passavam mais tempo ali. Sophia era boa jogadora o vencia quase sempre era paciente e lógica, estava esperando o próximo passo dela para dar um xeque mate.
– Vou perder, jogaremos amanhã? – perguntou Sophia se levantando da cadeira
– Sim jogaremos amanhã – respondeu Rafael a observando mover a peça preta e em seguida a peça branca pertencente a Rafael
– Xeque mate venceu, até amanhã Rafael, mamãe tenha uma boa noite – dirigiu-se a Marisa que estava imóvel os observando encostada ao fogão.
– Ela parece com a Liana no modo de falar – comentou Rafael para Marisa olhando para Sophia que saia da cozinha cantarolando.
– Infelizmente a menina tem grande admiração pela demônio vadia plastificada da mãe.
– Por que fala assim? Liana deu a você uma boa vida e Sophia como você diz é mais filha sua que dela.
– A garota não tem sangue dela, tem meu sangue com sangue de algum pobre coitado cujo nome ela se recusa a se citar, mas isso não faz de Sophia minha filha apenas a carreguei meu ventre e a amamentei.
– Sophia a tem como uma mãe e vê Liana como uma protetora
– A menina é só um projeto de ciências daquela louca e eu fui só um gerador de óvulos e uma burra de carga, nem deveria me chamar de mãe, mas sua amada Liana acha que o monstrinho dela deve ter um vinculo materno com alguém que não passe tanto tempo por ai ferrando com a vida de gente descente. E já que eu carreguei aquilo por nove meses, nada mais correto na cabeça dela que eu dê amor para sua filha...
– Licença – disse Sophia entrando na cozinha ela correu até a mesa e pegou sua boneca olhou para Marisa chorando e falou com firmeza – assim que senhora Elizabeth retornar pedirei a ela que me leve para longe assim não serei incomodo para você mamãe.
Rafael se levantou para falar com ela quando ela deu as costas para eles e saiu com passos rápidos da cozinha, mas Marisa o segurou pelo braço, puxou ele para si e se beijaram. Rafael não evitava pensar na imagem de Sophia olhando para Marisa com medo e mantendo a voz firme enquanto chorava, era só uma criança, mal tinha nove anos completos e ainda assim se mostrou capaz de causar arrepios no modo de agir tão parecido com Liana e ao mesmo tempo terna inocente e meiga como toda criança de nove anos em sua opinião deveria ser.
– vamos subir querido? – perguntou Marisa o puxando, subiram para o quarto de Liana onde tiveram outra prazerosa noite de paixão selvagem na cama daquela que lhes deu teto e proteção.
Fale com o autor