Vampira

16 A bruxa caça vampiros em uma convenção de vampiros


Notas iniciais
Voltei alguns meses para dizer o que a Liana foi fazer antes dela voltar para casa

Liana foi para Las Vegas onde aconteceria a convenção dos vampiros, detestava essas convenções onde centenas de fãs viciados em filmes tentavam se convencer de que tudo o que estava nos livros, filmes e internet era real o pior era o fato dela sempre discutir sobre vampiros, lobisomens e bruxas com pessoas que só os conhecia graças a lendas, historias e supertições passadas de gerações á gerações.

Já fora em convenção de bruxas, extraterrestres, lobisomens, vampiros e toda criatura que existia escondido nas mentes criativas dos humanos agora estava em outra convenção de vampiros onde os fãs acreditavam saber mais sobre vampiros que uma vampira de 5 séculos. Quando entrou na sala de eventos do shopping não conteve um sorriso de escárnio ao ver tantas pessoas com capas pretas, dentes postiços, maquiagem branca e roupas escuras.

– Ei bruxa esta no lugar errado – disse uma garota passando por ela, Liana se virou para a garota e seus olhos pretos ficaram suavemente vermelhos e suas presas apareceram em seus lábios delicados e pretos.

– Disse algo humana? – perguntou de forma seca. A garota sorriu e fez uma rápida reverencia seguindo caminho.

Liana sorriu estava vestida de forma um tanto inadequada para estar em uma reunião de vampiros. Usava um vestido azul escuro longo simples de gola alta um modelo do século 17 com manga longa rendada, bota de cano longo e salto alto e o cabelo estava preso em um chapéu pontudo preto, para completar o visual portava uma vasoura de palha com cabo longo e grosso de madeira escura. Era inevitável não chamar atenção principalmente pelo modo que olhava com repulsa pra as pessoas.

– Ei gata já percebeu que aqui é uma convenção para vampiros? – perguntou um garoto de camisa azul, lentes douradas e cabelos espetados.

– Já percebeu que não dou a mínima? Por que está tão maquiado?

– Por que sou um vampiro não me reconhece bruxa?

– Não – disse dando a costa para o garoto... Três... Dois... Um

– Ei bruxa – chamou o garoto se aproximando dela– qual seu nome?

– Liana — curioso como ela havia suposto

– Não me lembro de nenhuma bruxa chamado Liana que qual historia é?

– Nenhuma que você conheça

– Pelo vestido sei que é de antes do século 19 e de depois do século 15 e pelo formato curvo do cabo da vassoura é americana, mas Liana.

– Um vampiro especialista em bruxas, fascinante.

– Eu sou Edward, meu nome é Brian e o seu?

– Não deveria dizer seu nome a uma desconhecida Brian.

– Então não vai me dizer o seu nome?

– Já disse, sou Liana, Liana Helsing

– Belo nome, Helsing igual do Van Helsing caçador de vampiros que caçou o conde Drácula. Mas acho que o nome está errado para se usar em uma convenção de vampiros.

– Para o azar dos vampiros sou descendente daquele mesmo caçador

– Legal – o garoto riu – criou uma caça vampiros que não esta nas historias deixa só o pessoal ouvir isso, mas você devia ao menos ter usado uma roupa de vampiros e...

– Brian pode me fazer um favor?

– Vai me mandar calar a boca, todos fazem isso, que favor quer de mim caça vampiros?

– Quero saber se tem por aqui algum membro de uma sociedade de adoradores de vampiros chamado Ozone.

– Ozone que nome mais idiota para uma sociedade de vampiros

– Pode me ajudar?

– Claro, em cinco minutos e a convenção toda estará falando sobre os Ozone e se tiver um deles aqui logo saberemos.

Ela acompanhou o garoto com os olhos, o viu falar com varias pessoas em poucos minutos como ele havia dito varias pessoas estavam comentando sobre uma Helsing procurando por membros de uma sociedade chamada Ozone. Os rumores vibravam apresados nas bocas daqueles jovens curiosos enquanto ela observava cada pessoa ali presente na busca de um sinal que traísse um possível membro da seita. Brian se juntou a ela depois de um tempo.

– Já encontrou seu alvo bruxa?

– Não – ela continuou a caminhar entre as pessoas e Brian a seguia falando sem parar sobre vampiros e suas sociedades. Liana encostou-se a um pilar de sustentação e ficou esperando enquanto respondia com respostas curtas e vagas as perguntas de Brian.

– Você é a senhorita Helsing que esta procurando por membros do clã Ozone? – perguntou um garoto loiro pálido de capa vermelha, junto dele estavam duas garotas e outro rapaz todos devidamente trajados de vampiros.

– Sou e vocês quem são?

– Vlad – o garoto fez uma rápida reverencia – estes são Tamara, Lilith e Dimitri – ele olhou para Brian esperando o tratamento adequado de respeito.

Brian curvou a cabeça e falou como alguém que tenta se mostrar superior

– Edward III...

Liana suspirou, havia se esquecido de como era chato as regras de cordialidade e jogos de palavras entre as pessoas nas convenções um grupo sempre estava tentando se provar superior a outro. Notou o olhar de desagrado de Vlad e ignorou podiam ao menos escolher nomes mais originais para seus personagens, ao que se lembrava Tamara era uma possuída e não uma vampira. Eles a olharam em silencio ela sorriu não entraria naquela brincadeira de nomes e títulos.

– Posso ver sua identificação, Vlad Ozone?

– Identificação?

– Insígnia, brasão, marca sinal, símbolo, ou seja, lá o que você usa para se identificar perante outros clãs como um Ozone.

Vlad olhou para os colegas eles deram de ombro, a garota de capa preta Lilith sussurrou algo para ele, Vlad olhou para ela e suspirou.

– Identifique-se perante nós para que sejas digna de tal demonstração de confiança.

– Quem os mandou vir até aqui me fazer perder tempo? – perguntou séria e sem rodeios.

– Ninguém, nós...

– Não são Ozone diga quem são ou quem os mandou vir até mim.

O garoto ficou vermelho e deu de ombros.

– Nos desculpe, mas o cara ofereceu uma boa grana pra nós virmos te fazer algumas perguntas.

– Que perguntas?

– Quem é você e o que quer com o clã dele.

– Diga a ele que sou Liana Helsing e venho em nome de um amigo de seu clã. E que se ele for mesmo um Ozone que se apresente devidamente.

O garoto olhou para ela com curiosidade fez uma reverencia rápida e saiu á passos largos com os amigos tagarelando em seus ouvidos.

– Impressionante – disse Brian – até pareceu uma encenação de um convite para duelo.

– Sou muito grata por sua ajuda Brian, mas creio que seja melhor você não estar próximo a mim nas próximas horas.

– Por quê?

– Por que se for mesmo um Ozone que vier falar comigo não quero que ele te conheça, eles são mais que fãs de vampiros em uma convenção eles tentem a ser realmente cruéis quando encontram um inimigo.

– E você é inimiga deles?

– Ainda não sei, mas se for é melhor que você quanto Brian não esteja por perto, mas se for amigo terei prazer em apresentar o vampiro Edward III a ele.

Com um sorriso e uma reverencia o garoto se afastou. Ter uma briga ali com tantas pessoas não seria bom nem para os Ozone muito menos para ela, mas se não pudesse evitar um confronto seria melhor manter o maior numero de pessoas possíveis longe deles. Esperou pelo Ozone que só se apresentou a ela pouco antes do encerramento do evento no fim da noite, durante sua espera teve que suportar a passagem constante de Brian com um ou outro amigo por ela sempre acenando ou fazendo uma suave saudação com o queixo, aquilo a irritava.

– Senhorita Liana Helsing, um nome peculiar para uma – o homem a analisou com uma expressão de curiosidade – bruxa caça vampiros?

Se ele esperava por uma resposta não teve sucesso, pois Liana não moveu nem um músculo o olhando. Sorriu e continuou.

– Sou Lord Murden – fez uma reverencia e mostrou a ela o anel que trazia no dedo anular da mão esquerda, um anel de níquel com um oank gravado nele virando a mão revelou a palavra Ozone rabiscado em letras turvas e apagadas – e a que clã pertence minha cara feiticeira caçadora?

– MacLaine

O homem a olhou de forma irritada e pediu para que ela se identificasse melhor, Liana se virou levantou um pouco a longa aba de seu chapéu pontudo e baixou a orelha com o dedo atrás da orelha havia um curioso desenho tatuado parecia um rosto sorrindo de olhos em formato de duas interrogações. O homem ficou tenso ao ver a tatuagem, Liana detestava quando esboçavam aquela reação diante da Marca dos Lobos pertencente ao clã Izvah.

– Ian Rodriguez – apresentou-se o homem a ela de modo formal deixando claro que não estava mais interessado em uma conversa de convenção.

– Eliza Smith– respondeu ela no mesmo tom formal que ele.

Notas finais
Marca do clã de lobisomens Izvah: http://www.sobrenatural.org/upload/conteudo/25767/imagem_thumb_25767_250x195.jpg