Vale do Ninguém
5 Capitulo 04 - Rebekah Albuquerque
Notas iniciais
Acordo aparentemente sozinha em um quarto branco, provavelmente um quarto de hospital. Não me lembro, como vim parar. Só me lembro de estar no carro com meu irmão, depois de estar na floresta, quase não conseguindo andar. Quando.... Há! Nos encontramos Derek!
Cadê o puto do meu irmão, que prometeu sempre estar comigo? Arranco uma agulha que está em meu braço, visto uma roupa que está na poltrona do lado da cama e por fim saio do quarto, indo na direção das que indicam saída.
Ando, até que vejo um elevador. Então vou em direção a ele, e dele sai uma enfermeira, que não me é estranha.
Continuo andando tentando disfarçar a dor do meu corpo ao andar, e tento fingir que de algum jeito é para eu estar ali. Passo pela enfermeira, que parece não notar minha presença. Mas quando o elevador está prestes a fechar, a mesma enfermeira entra no elevador perguntando:
— Por que está fora da cama Rebekah? – como ela sabe meu nome? Não gosto da ideia de outros saberem meu nome.
Como já apertei o botão do primeiro andar é só enrolar ela com algumas perguntas.
— Desculpa-me! – Falei como uma cara de Desentendimento – Mas quem é a senhora?
— Sou Melissa McCall, mãe de Derek, o rapaz que encontrou você e seu irmão a duas semanas. – Merda! Se for verdade o que ela está falando fiquei desacordada por duas semanas – Em suas condições você não deveria estar passeando pelo o hospital, querida, já que você não vai sair daqui antes de falar com os policiais.
— Policiais? – Agora sim, tenho que sumir daqui e achar me irmão.
O elevador abre, e eu saio em disparada. Pois não posso ficar nem mais um minuto aqui, se não daqui a pouco eles estarão à aqui e eu estou sem qualquer armamento para me proteger.
Já estou saindo, com a enfermeira na minha cola, quando vi dois rapazes saindo de um carro, rindo entre si. Mas espera, um deles é meu irmão?
— Nick? – Mas, será que dessa vez ele perdeu o juízo de vez? Ele sabe que nessas horas devíamos estar longe dessa cidade.
— Rebekah colabora! E volta para o quarto! – A enfermeira grita a traz de mim sendo seguida por dois caras, que imagino que os policiais.
Tento ir até meu irmão o mais rápido que consigo, mas infelizmente aqueles policiais conseguem me segurar. E por mais que eu me esperneio, não consigo me livrar deles. E nisso tudo o troxa do meu irmão, continua envolvido em sua conversa.
— Calma moça, só queremos fazer algumas perguntas. – Fala o policial muito mais novo do que o outro – Depois você vai para onde quiser!
Assim que ele termina, grito por meu irmão e ele finalmente me vê e vem correndo. E assim desisto de me espernear, deixando eles levar, mas sabendo que meu irmão vai parar eles antes de entrar no elevador.
— Esperem! Deixem eu conversar com ela! – Os policiais olharam para a tal Melissa, e ela afirma com a cabeça e depois eles me soltam.
Nick me puxo, junto com aquele rapaz que tanto conversava, para um canto um pouco afastado dos policiais e da enfermeira e começa:
— Rebekah vê se não banca a neurótica, querendo fugir daqui. – Ele fala, como se aquele lugar aceitaria dois adolescentes, que se quer tem documentos. – Responda as perguntas dos policiais, fale que sofremos um acidente de carro, que andamos sem rumo por horas até que chegamos aqui e Derek nos achou!
— Mas... – Tento falar, porém ele não deixa.
— Rebekah colabora! Nós merecemos um tempo longe de tudo. Mas para isso preciso que a polícia não fique nos nossos pés, e assim podemos nem que seja por um tempo curto ser apenas adolescentes normais.
Esse papo de adolescentes normais, simpatizar com a polícia, e tudo mais, já está me enchendo. Nick deve ter batido a cabeça e enlouquecido de vez.
Saio andando em direção aos policiais para responder às perguntas e me livrar deles de uma vez, e tudo sem responder nada para Nicklaus, já que não estou com a mínima vontade de discutir agora.
Chego nos policiais, que estão ao lado do elevador, e aperto o botão chamando ele. E assim que ele chega eu entro, e espero que os dois e policiais entrem, mas apenas o mais novo entra e se posiciona ao meu lado.
Pelo jeito que me olhava, está na cara que ele que ele que me fazer uma pergunta, então me adianto:
— Faça logo a pergunta que quer tanto fazer! – De primeira ele fica confuso, mas logo fala.
— Primeiro como sabia que queria fazer uma pergunta? — Ele deu uma pausa para ver meu na reação, só que eu ainda estava com o olhar fixo no espelho do elevador — E segundo você é bipolar?
Nossa! Ou ele pretende um dia ser psicólogo, ou ele é um burro. E com certeza e a segunda opção.
— Não! Não sou bipolar – Começo respondendo sua última pergunta – E policial Stiles. Na cara de qualquer pessoa que seja novata em sua área, tende a deixar a mostrar sua curiosidade, e você com certeza é um policial novato.
— Como você tem tanta certeza que sou novato? – Como é patético esse ser na minha frente.
— Pelo simples fato de que funcionários na sua área, que estão a algum tempo já não se importam em serem corretos, que nem aquele cara lá em baixo. E você está tentando ser o mais correto e simpático comigo, ao contrário de muitos que já conheci.
Falo e ele se surpreende com a última parte, onde eu falei em uma tonalidade meio triste. Amo mexer com a cabeça das pessoas. O elevador chega no andar que fica o quarto, que a poucos minutos fugi, e o policial Stiles me conduz até o quarto
Quando entro no quarto, vou direto me sentar na cama, mas eu percebo o colchão é de mola, e enquanto isso o tal Stiles continuava com uma postura militar na porta.
— Vai, para com essa postura toda e senta logo na poltrona! – Nessa hora eu fico de pé na cama e começo a pular. – Ou sobe aqui comigo, vai!
Ele dá um soriso, como se fosse subir aqui comigo. Logo em seguida ele vem em minha direção, só que ele se senta na poltrona e começa a fazer um monte de perguntas, enquanto eu continuo pulando na cama e respondendo com reposta simples como: sim, não e talvez.
E como imaginei ele começou a contar sobre ele, e acabo descobrindo que ele ainda estuda – e isso na única escola da cidade – e que estava fazendo um estágio na polícia.
— E aí, se você for ficar aqui, vai estudar senhorita Albuquerque? – Pergunta ele.
— Pode acreditar que isso é meu maior desejo! — Falo usando o maior nível de sarcasmo que tenho.
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