Vale do Ninguém

3 Capitulo 02 - Klaus Albuquerque


Faz uma semana que Derek achou eu e Rebekah na floresta, e faz apenas três dias que estou consciente nesse hospital. E tenho que confessar que naquele dia tive medo de aceitar a ajuda de Derek, mais sei que quando Rebekah me diz que a pessoa é confiável, não há nada que possa mudar essa ideia.

Sei que ter aceitado ajuda dele foi a melhor opção que tínhamos no momento. Mas tudo tem seu lado ruim, com por exemplo, os policiais que em apenas três dias de consciência, já me “visitaram” no mínimo umas trinta vezes. Mais nós tivemos sorte de nossa força acabarem em uma cidade pequena, pois os policiais delas são mais fáceis de enganar.

Mas em fim, só espero que Derek não tenha decidido remexer nossas mochilas. Pois temo que se alguém de maior alteridade descubra nosso segredo, e acabe com essa confortante hospitalidade.

Hoje mais cedo Melissa, a mãe de Derek e também enfermeira responsável por mim e Bekah, veio até meu quarto e perguntou se eu e Rebekah aceitaríamos morar com ela, mesmo que temporariamente.

Eu falei que não sabia e que a decisão não era só minha, mais disse aceitava ficar na casa dela até Rebekah ter alta. Ele na hora se animo, disse que arrumaria o quarto de hospedes para mim, e que seus filhos me ajudariam a acostumar com a cidade, se eu e Rebekah decidirmos ficar.

O engraçado que eu estava certo, na primeira vez que vi ela, ela estava com um colar que o pingente que continham três criancinhas, e logo supus que ela tinha três filhos. E enfim, hoje descubro que ela tem mais dois filhos além de Derek, a Branca e o Lucas, que são um ano mais novos que Derek.

E agora, quase dez horas da manhã, do meu terceiro dia de consciência. Ouço batidas na porta, e logo Melissa entra pedindo licença.

— Podemos ir? – Ela pergunta, e eu fico meio receoso em deixar Rebekah, mais penso em algumas horas da madrugada que passei escondido na sala de segurança do hospital, fazendo com que todas as filmagens fossem para a minha nuvem. Mas apenas assim fico um pouco tranquilo e afirmo para ela.

Nos saímos do quarto, e ao longo do percurso várias pessoas me encararam. Umas como se ficasse felizes por eu estar melhor, mais outras simplesmente me olham com desprezo, como se tivesse medo de mim, como se a qualquer momento eu tentaria matar um deles.

Mais isso acabou no momento em que saímos do hospital, e entramos no carro. Onde A partir dali decorrei cada esquina que Melissa vira para que a noite eu possa sozinho traçar o caminho mais perto para eu ver Bekah. Até por que, a messe não consigo dormir uma noite inteira.

Melissa para, e acho que já chegamos, mais não. Estamos apenas parados em frente a uma escola do tipo de Ensino médio, o tipo de escola que a anos não frequento.

— Se vocês decidirem ficar, irei matricula-los nessa escola! – Do jeito em que ela fala, ela nem imagina que as chances de ficarmos é de 1,1%.

Tenho até pena dela, cheia de esperanças, pensando que existe alguma possibilidade de ficarmos em sua casa. Mas se ela está nos dando essa opção, acho que alguém já veio entregar nossas cartas de emancipações, dizendo que temos total escolha de permanecer ou não no local. Porem vendo por esse lado, acho que de algum jeito ela sabe que existe possibilidade de não ficarmos.

Vejo que essa cidade não é tão grande assim, eu pensava que fosse maior. E agora olhando daqui de forra a casa da família McCall é bem maior do que eu imaginava. De ter no mínimo uns três ou quatro, quartos de hospedes.

— Vamos, entre! – Fala Melissa meio que afirmando e Ordenando.

Eu entro, ela de primeira me leva para o quarto que seria “meu”, e para isso passamos pela sala de estar e por um pedaço da cozinha que ceve de sala de jantar.

Quando chegamos no quarto, vejo que se aceitarmos ficar. Algo que a algum tempo não nos era proporcionado, ali seria proporcionado, mordomias e amor materno.

Enfim eu deixo o pouco que tenho, que na verdade é uma mochila que Melissa me deu com algumas roupas básicas e duas caixas que também fora Melissa que me dera. Só que sei que uma era de minha irmã pois está escrita seu nome nela. Depois eu descubro o que tem nelas.

— Nicklaus, vem comer algo! – Grita Melissa que provavelmente está na cozinha.

Eu saio do quarto e vou, até porque comida não se pode recusar, né? Quando chego lá tem como se fosse uma mesa de café da manhã, só que quase onze horas da manhã.

— Pode me chamar de Klaus, senhorita McCall! – Falo enquanto lavo as mãos e vou em direção a mesa.

Ela afirma, tremida de mastigar algo e fala:

— E trate Klaus, de me chamar de Melissa.

Depois disso ela pergunta coisa sobre mim e minha irmã, coisas como: “Vocês têm alergia a alguma comida? ”; “Você gostaria de comer algo em especial? ”; “Do que vocês gostam? ”. E eu apenas respondia elas com sim, não, talvez ou não precisa.

Depois de comer, tenho o habito de recolher as louças e lava-las. Ali tive que insistir muito para ela deixa, mas depois de eu falar muitas vezes, que para mim já era costume ela deixa. Depois que terminei de lavar a louça, falo para ela que vou para o quarto ver se conseguia dormir, porem eu tinha certeza que eu não conseguiria, mas foi só eu deitar naquela cama, que em instantes adormeci.

Notas finais
Próximo capitulo na segunda feira (12/12)