Vainglory

19 Capítulo 19


Notas iniciais
Vejo vocês lá embaixo!

prelúdio
pre.lú.dio
sm (lat praeludiu)1. Ato ou exercício preliminar;2. O que anuncia, o que precede; prenúncio; sinal ou indício de coisa que há de acontecer, precursor.

Logo após a melhora completa de Annabeth, física e emocionalmente, as peças do quebra cabeça voltaram ao seu devido lugar: Frederick e seus comparsas foram condenados culpados pelo crime de sequestro e venda ilegal, e pegaram pena de prisão perpétua. Annabeth ainda possuía sentimentos confusos com relação ao pai, mas sabia que a justiça fora feita: Que os deuses permitissem que ela conseguisse perdoá-lo, mas por hora, se contentaria com a calmaria da vida em Casa do Tridente que voltara aos eixos. Para que Casa de Coruja não ficasse sem um comandante e desaparecesse, Maura, a irmã mais velha de Annabeth, seu marido comerciante e a filha dos dois, Keira, haviam mudado para o local para administrá-lo na honra da Família Chase.

Pelos próximos dois anos, tudo fora paz: Perseu e Annabeth estavam satisfeitos e inundados por uma felicidade genuína como nunca, e Zachary crescia forte e contente: o menino era realmente uma cópia de seu pai, com os mesmos cabelos negros e olhos verdes, apenas com o sorriso de Annabeth. Zachary já cativara todos a sua volta, e não havia dúvida de que seria um ótimo herdeiro no futuro. Logo depois que o pequeno comemorara seu segundo aniversário, que trouxe grandes festividades ao redor do reino, Annabeth adoecera com que o médico de Casa do Tridente pensara ser uma virose que causou preocupação aos servos e principalmente a Perseu. Após diversas visitas do médico aos aposentos do casal, este concluiu que Annabeth estava prenha novamente. Tal notícia fora uma surpresa, como da primeira vez, mas ainda mais festas foram dadas em comemorações ao segundo filho de Perseu e Annabeth Jackson. O pai estava felicíssimo: Não havia tido a oportunidade de participar da primeira gravidez da mulher por questões de segurança, mas agora estaria perto dela a cada segundo, acompanharia sua barriga inchar e sentir o bebê chutando sobre suas mãos. A futura mãe também estava inundada de felicidade: Sabia que, desta vez, poderia cuidar de seu bebê como possuía direito, e não seria tirada da vida dele como acontecera com Zachary, que passara seus primeiros meses de vida sem Annabeth. Os amigos do casal e até mesmo os servos também estavam ansiosos, já que os Jackson eram tão queridos que sua felicidade era cativante.

- O bebê nascerá em Junho. – Annabeth comentou numa tarde em que tomava chá com algumas amigas nobres que residiam na própria Casa do Tridente, acariciando a pequena barriga que já se formava sobre seu vestido.

- Acha que vai ser menino ou menina? – Clarisse Rodriguez, esposa de Christopher Rodriguez, um nobre ascendente, perguntou. Clarisse já tinha cinco filhos e tinha má fama de “saltar a cerca” e trair o marido, já que cada um de seus filhos tinham aparência muito diferente, deixando evidente a traição.

- Não sei dizer. – Annabeth respondeu, dando um gole em seu chá. – Quando estava grávida de Zachary, tinha certeza que seria menino. Dessa vez, ainda não senti nada. – Sorriu. – Mas eu certamente agradeceria se fosse uma menina. Zachary mal completou dois anos e já me cansa com sua energia. Uma mudança de foguetes e planetas para vestidos e ursinhos também não seria nada mal.

Nico di Ângelo logo foi nominado o padrinho do bebê que ainda não havia nascido, já que, se não fosse ele a confessar o paradeiro de Annabeth a Percy, o tal bebê não existiria. O jovem ficara envergonhado e agradecera o título, quando interiormente, lhe significava muito.

Pouco sabiam os Jackson, no entanto, que numa casinha de campo ao Oeste, longe de Casa do Tridente, na paz e calmaria que uma minúscula vila e um campo grande de girassóis oferecia, Nico cuidava do bebê rejeitado de Luke Castellan, uma menina ruiva de um ano de idade, nomeada por ele de Leona. Nico, no entanto, também não fazia ideia de que a menina era filha de Castellan e da prostituta Rachel Dare: Havia encontrado o bebê abandonado em um dos cantos do enorme quintal de Casa do Tridente enrolado em um pano cor-de-rosa. Assumira que fosse filha de alguma serva que não tinha condições de tratar de um bebê, e repleto de pena e de um instinto paternal que sempre soube que tivera. No entanto, não queria criar a menina na loucura política de Casa do Tridente, portanto, comprara a casa no campo e contratara diversas sinhás para que cuidassem de Leona, e fazia visitas sempre que podia. A amava como se fosse realmente sua filha, e esperava que, quando Leona crescesse um pouco, pudesse vir morar ao seu lado em Casa do Tridente.

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Silena soltou um grande suspiro quando se dirigia de volta ao casebre de madeira que dividia com Thalia logo ao lado da enorme tenda do Sultão Oslo, aonde trabalhavam como garotas de programa para sobreviver noite e dia. Não sabia o porquê, mas o Sultão havia lhe dado o dia de folga, e tamanho milagre devia ser aproveitado, já que ser possuída por um homem cheio de desejo com ele e ainda satisfazer seus amigos nobres não era dever fácil. O coração de Silena se enchia de tristeza quando pensava que havia feito tudo aquilo por Peter, que já não se encontrava mais no mundo dos vivos e mortais. O efeito dos remédios que Luke Castellan fornecera duraram pouco, e logo, Peter ficou completamente cego. Depois da cegueira, a criança apenas adoeceu mais até que morreu em seu sono tranquilo.

Já haviam se passado dois anos desde que os deuses haviam levado a vida do pequeno Peter, mas desde o momento em que enterrara o filho para as larvas da terra comerem, Silena havia se tornado dormente: trabalhava dia e noite para o Sultão, dormia nas horas vagas. Nem mais chorava. Já havia derramado muitas lágrimas, e era quase como se o seu corpo não permitisse mais a produção delas. Ainda não havia tido forças para visitar o simples túmulo de Peter no cemitério da vila, e perguntava-se constantemente quando o faria.

As notícias sobre a segunda gravidez de Annabeth Jackson se espalhavam pelo reino, e, de certa forma, ela sorriu quando escutara as informações pela primeira vez. A moça sempre merecera ser feliz. Quando lhe falavam sobre Charles, no entanto, ela sentia imensa tristeza, não por só ela mesma, mas por Peter, também, e pelo próprio Charles, que nunca teriam a chance de se conhecer como pai e filho.

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- Finalmente... – Luke Castellan murmurou, abaixando a cabeça e cuspindo ranho no chão antes de olhar novamente para o céu com orgulho. Admirou o dragão-serpente vermelho como sangue que se contorcia facilmente contra o céu azulado e contra as nuvens e cuspia feixes de fogo alaranjado e potente. Depois de dois meses de espera para que o ovo eclodisse e mais dois anos de treinamento intensivo, o dragão vermelho, nominado por Luke de Focus, “fogo” em latim.

Logo depois que Luke gastara grande parte de seu dinheiro no ovo, havia utilizado o resto dele para fugir para o Norte (já que as tropas de Jackson e do Rei procuravam por ele e pelos crimes que cometera), onde comprara um esconderijo subterrâneo perto de uma grande pradaria silenciosa e vazia onde poderia treinar o dragão. Comprara de um senhor quaisquer diversos escravos que o ajudaram com o treinamento do voraz animal, mas vários dos escravos acabaram que servindo de alimento a Focus, o dragão, que devorara os homens como se fossem pequenos bifes. Tamanha teimosia do dragão ao treinamento fez com que Luke se irritasse, mas depois de diversos escravos comprados e dois anos depois, ele já aprendera a rodopiar no ar, atacar e se alimentar de qualquer coisa que Luke ordenasse. Agora que o animal havia atingido um tamanho muito grande para viver no subsolo com seu dono, Focus dormia escondido dentre a densa floresta, se alimentando de qualquer animal que conseguisse encontrar.

Quando um dos antigos mensageiros de Luke encontrara a pradaria e lhe comunicara que Annabeth Chase, agora segura no seio de Casa do Tridente estava grávida de seu segundo filho, Luke queimara com tanta raiva que sabia que o momento havia chegado. Havia treinado Focus meticulosamente para poder fazer uso dele quando lhe parecesse apropriado, já que, uma vez que a fera fosse instruída e liberada, não havia corrente ou muralha que a segurasse. Daí para frente, anotou em meticulosos calendários as possíveis datas do parto de Annabeth, querendo que, quando seu dragão aparecesse, levasse tudo que Perseu Jackson amasse.

Notas finais
Espero que tenham gostado!
Tentei estender a fofura pelo maior tempo possível, mas cap que vem as coisas já vão pegar fogo... Ai ai ai...
Beijos,
Ju