Víctimas Del Pecado
39 Poncho - 21
Poncho
Minha vontade de mandar Maite para o inferno ou procurar algo melhor para fazer ficou maior depois do sms que eu recebi dela.
Está vigiando ela não está?
Ela tinha me chamado para almoçar num restaurante indiano perto da agência, mas eu recusei, agora ela me mandar esse sms para me provocar como ultimamente vem fazendo desde que eu quase explodi ao ver que Dulce continuava com sua vida devassa, saindo com homens e o pior continuando seu caso com Eugênio.
Eu estava sim vigiando ela.
Não nego, apesar de ser totalmente ridículo. Tudo era ridículo. Eu, meus sentimentos e minhas ações, não ficava assim desde muito tempo. Não consegui realmente me controlar eu sempre fui muito envolvido por Dulce, desde a Universidade mesmo que eu não quisesse admitir e que fosse enfeitiçado por Angelique. Claro que agora com a nossa vingança eu fiquei ainda mais alucinado em conhecer essa mulher que ela se tornou depois da prisão.
Tão alucinado que eu queria sempre mais do que ela me dava, o meu desejo por ela cada dia crescia até que finalmente ela cedeu minhas inúmeras investidas e de tão cego que eu fiquei não notei que estava caindo numa armadilha. Eu estava me apaixonando.
Maite estava certa ao dizer que sentimentos como a paixão consume você e tira o seu foco, que é justamente a vingança. Eu fui tão entregado a minha vingança e a minha gana de ter Dulce que hoje estou só.
Talvez eu esteja sendo injusto por Maite, mas ela tem os seus próprios interesses sei que quando tudo acabar ela tomará o seu rumo e quem sabe nunca mais a veja.
Além do que ninguém se comparava com Dulce e isso era um fato. Eu não sei o por que, mas eu talvez nunca tenha me sentido tão traído depois que descobrir que Dulce estava com Eugênio, nem no passado. Não fiquei tão destruído como agora era como se a história se repetisse em vez de Angelique, agora era Dulce. Será que Eugênio quer roubar todas as mulheres a quem eu amo? Não, isso não ficaria assim.
Por que como tudo que eu sentia por Dulce era intenso. Agora o meu ódio era intenso também, não só por ela como e principalmente por Eugênio. Estava concentrado no que eu nunca deveria ter desviado, a vingança. Afinal foi o que me restou.
Por pensar na minha vingança, me lembrei de Gonzalo, aquele verme estava foragido sumiu depois que contei tudo a Dalton, tínhamos um esquema perfeito Gonzalo seria preso na minha antiga casa e logo seria julgado e condenado, mas quando chegamos lá, não havia ninguém. Ele fugiu como covarde que era.
Logo penso na raiva que eu senti quando descobri que meu irmão tinha feito das minhas propriedades pontos de drogas. Ele nunca teve respeito nenhum com a memória dos meus pais, nunca. Outro acontecimento que eu tinha que descobrir era o que Gonzalo tinha a ver com a morte dos meus pais como Jorge deu a entender, ele não falaria aquilo a toa para mim. Não mesmo.
Mas, ele parecia ter dado o seu ar da graça pelo o que parece. Ele estava perto, disso eu tinha certeza por isso estava com Dalton investigando para descobrir onde ele estava escondido, faz alguns dias que eu estava tomando café no hotel quando um dos garçons me contou do que havia acontecido com Dulce ela saindo apressadamente atrás de alguém e da sua conversa estranha com Rodrigo.
Imediatamente fui ver as imagens das câmeras e tudo estava ali e era intrigante demais, um homem misterioso entrega o bilhete para Dulce e ela de alguma forma descobre quem foi o autor e o segue, eu não tinha a sequência das imagens, porém pelos relatos que escutei do Chef do restaurante o homem fugiu.
O que queria entender era o que Dulce tinha conversado com Rodrigo, por que ele tinha voltado. Por que aquele homem misterioso só poderia ser Gonzalo mesmo sem ver seu rosto dava para ver que eram do mesmo porte, mas o que ele estava aprontando e ainda mandando bilhetes para Dulce. Isso era arriscado para ele que estava agindo impulsivamente para um caçador tão controlado como antes, que se comportava que se escondia.
Maite comentou comigo que tínhamos que considerar todas as possibilidades e ela tinha quase certeza que Rodrigo e Gonzalo tinham alguma ligação. Eu também não duvido, mas para saber melhor eu precisaria de Dulce. Afinal ela que conversou com ele antes dele sumir, por que Rodrigo saiu do hotel naquela noite. Agora eram dois suspeitos e foragidos. Gonzalo e Rodrigo.
Eu fechei a janela na qual eu tinha a visão das câmeras da agência, estava vendo Dulce no andar do planejamento conversando com os funcionários, desde que ela chegou hoje eu não conseguia me concentrar no trabalho só mudava a câmera para ver onde ela estava no prédio a menos na sua sala por que lá, assim como a minha não tinha câmera. Não que eu não tenha tentado instalar, mas Dulce estava esperta demais e desinstalou. Chega disso por hoje se não me voltaria louco.
Eu tinha outra pessoa para vigiar que nesse momento era mais importante.
Eugênio.
Liguei no meu note um outro programa e abri as câmeras que estavam funcionando da casa de Eugênio, quando eu subornei Olívia para instalar as câmeras eu tinha a certeza que com elas descobriria algo importante.
Porém, até agora não tinha um resultado considerável, além de imagens do cotidiano de quando Angelique, Alma e Enzo moravam com ele e de Olívia limpando a casa, antes quando eu achava que Enzo era meu filho costumava ficar olhando o garoto fantasiando que ele tinha características minhas só que tudo não passava de coincidência até por que ele parecia com Eugênio também pela convivência. As imagens mais recentes eram dele sozinho, isso até era divertido, mas chato de ficar vendo. Então deixei de lado as câmeras como tudo era tão monótono.
Entretanto o mundo da voltas e agora eu não tenho muito que fazer, além de ver a vida patética que Eugênio tinha sozinho.
Quando eu comecei a ver as imagens de imediato fiquei entediado até algo me chamar à atenção um relógio de pulso estava no centro de mesa da sala de Eugênio, estranhei por que por mais que aquilo parecesse normal, já que pelas imagens que eu tinha de Eugênio ele tinha a mania de quando chegasse em casa depois da Universidade, tirar o relógio e colocar na mesa e só pegá-lo no dia seguinte para ir novamente ao seu trabalho. Quase num ritual.
O fato intrigante era que hoje de manhã eu levantei cedo para malhar e quando estava saindo da academia e chegando ao hotel vi Dulce chegar de carro era o de Eugênio, disso eu tinha certeza. Me escondi para espionar melhor, eles ficaram um tempo conversando e depois ela saiu do carro deu a volta e chegando a calçada do hotel, como despedida Eugênio deu um aceno com a mão deu para ver claramente o seu relógio no pulso. Ele nunca tinha chegado tão perto do hotel dessa forma eles até pareciam um casal.
Mais o que era importante mesmo e estranho eram as imagens que eu estava vendo, por que eram recentes e o relógio estava no centro de mesa, procurei nas outras câmeras da casa nem sinal de Eugênio. Isso era estranho demais por que ele não saia sem o relógio dele tinha esse apego a relógios desde adolescente, eu mesmo já dei presentes de aniversário relógios de pulso.
Peguei o telefone da empresa para tirar essa história a limpo e disquei os números como código para que o meu número ficasse restrito e por fim os números de verdade. Liguei para a Universidade e esperei até transferirem para a secretária dele.
:- Emanuelle falando. – assim que ela atendeu e eu forcei minha voz antes de começar a falar também.
:- Boa tarde, Emanuelle aqui é Augusto amigo de Eugênio.
:- Sim senhor Augusto, no que posso te ajudar?
:- Ah eu estava pensando com minha esposa vamos dar um almoço brevemente e quero convidar Eugênio, eu posso falar com ele?
:- Lamento, mas ele está em reunião com todos os professores tomando decisões acadêmicas.
:- Poxa, é uma pena faz tempo que não nos falamos, poderia me fazer o favor de lhe fazer o convite?
:- Claro, Senhor Augusto.
:- Obrigada, só posso te pedir mais um pequeno favor?
:- Sim.
:- Sabe estão chegando mais um linha de relógios aqui da Mondaine, acha que Eugênio gostaria de ver?
:- Suponho que sim, Senhor Augusto, ele gosta muito de relógio como sabe. O último que o senhor o presenteou ele tem o maior cuidado.
:- Ah sim, eu lembro lhe dei um modelo de uma linha exclusiva, mas não lembro realmente qual. – deixei no ar ela daria a resposta o que eu queria.
:- Eu sei qual é, Senhor Eugênio está usando hoje. É preto com um designer suíço e detalhes prateado, um modelo sublime.
:- Sim esse mesmo é um modelo singular de fato. Minha querida Emanuelle agora eu tenho que desligar tenho muito trabalho pela frente deixe o recado com Eugênio sim?
:- Perfeitamente, senhor Augusto, darei e tenha uma ótima tarde.
Não respondi e esperei ela desligar. Augusto um dos pais mais influentes que tinha o filho matriculado na Universidade, fora de ser um amigo de Eugênio ele era um dos maiores fabricantes de relógios do país atualmente.
Então Eugênio estava usando o seu relógio, como explica o fato de eu ver a imagem desse relógio no centro de mesa na casa dele?
Voltei a olhar a imagem ela estava lá. Aquilo estava errado, muito errado. Comecei a procurar as imagens anteriores elas só poderiam ter falhas. E de acordo eu via as imagens mais antigas conclui que ou Eugênio estava deixando muito em casa o seu relógio favorito, fora que repetia suas roupas ou a sequência estava equivocada, as imagens era muito semelhantes. Só poderiam ser repetidas e não atuais.
Abri a janela com a imagem de hoje e localizei a cozinha e lá estava ela supostamente trabalhando. Mais uma traidora para a minha coleção, mais uma que estava me enganando só poderia ser ela que tinha feito algo com as minhas câmeras, mas ela teria uma lição antes do que esperava, isso não ficaria assim. Cansei de ter mulheres achando que pode pisar em mim.
Olívia teria muito que me explicar e eu faria uma visita a ela brevemente.
‘– ● –’
Era a primeira vez que ela estava numa cidade tão grande, dizer que não estava assustada e receosa era uma mentira. Porém, principalmente estava focada dessa vez ela estava perto e sabia disso.
Chegou ao endereço que conseguiu com muito custo, aquela era a hora da verdade. Pensou antes de caminhar para a porta da casa, olhando a entrada rapidamente era uma casa que parecia ser comum, não levantava suspeitas de nada e de ninguém, mas era totalmente ao contrário.
Atrás daquela porta e dentro daquela casa estava o momento da sua vida.
A garota sequer bateu na porta sabia que ninguém escutaria nada ainda mais pela música alta que estava rolando, ela entrou sem ser convidada tinha vindo de muito longe para se importar com isso. Entraria mesmo assim era sua vida que estava em jogo, e faria de tudo para recuperá-la.
:- Nossa da onde você surgiu anjo? – alguém a tomou pela cintura e falou no seu ouvido, nem precisava virar para trás para comprovar que estava bêbado o bafo de álcool era sentido de longe.
Usando uma força maior que ela pensava ter antes, saiu dos braços masculinos e olhando para ele com desprezo saiu da sua vista entrando na festa, o cara que ela tinha deixado para trás comprovou o que ela suspeitava era uma festa universitária. A maioria presentes era jovem.
Era mais que uma festa. Tudo aqui era liberado pelo que ela pode comprovar, havia casais se pegando em vários pontos da casa, pessoas bebendo loucamente, dançando alucinados por cima de tudo tinha drogas espalhadas por todos os pontos da casa.
Quando chegou na cozinha ela encontrou um grupo de garotas que pareciam ao menos ter alguma consciência ou memória para responder o que ela desejava saber.
:- Meninas estão se divertindo? – ela chegou sorrindo forçando uma intimidade que não tinham, como se fossem conhecidas.
:- Claro, como sempre essas festas são as melhores. – uma delas sorriu bêbada.
:- Você é nova? – a outra perguntou.
:- Sim. – respondeu a penetra receosa por ser descoberta e expulsa sem terminar de fazer o que tinha que fazer.
:- Ahh seja bem vinda!! – A terceira do trio respondeu, já se atirando nos braços da garota única lúcida e lhe dando um abraço.
:- Pode ficar a vontade ainda está acanhada, é sempre assim na primeira vez não liga, com o tempo você vai desfrutar do melhor dessas festinhas. – a mais bêbada foi falando.
:- Quer se soltar um pouco? – A loira ofereceu cocaína para a novata que olhou para a droga imparcial, não poderia demonstrar que não era usuária, seria expulsa.
:- Agora não, eu vou beber um pouco e depois uso o que eu tiver que usar.
:- Está começando devagar. Eu entendo, mas se quiser nós podemos te apresentar os melhores caras para você ir para cama.
A conversa entre elas continuava.
O que a garota não sabia era que estava sendo observada desde que entrou, não era apenas uma festa onde estavam se divertindo, ali estava acontecendo uma reunião também, os donos da festa sabiam quem era cada um dos convidados que estavam ali e quando tinham algum penetra logo era descoberto. Ainda mais alguém como ela tinha ido longe demais.
Os dois jovens que estavam a observando se entreolharam e mesmo sem dizer nada, sabiam o que fariam, um deles o moreno sumiria e o outro loiro abordaria a jovem.
O loiro chegou no grupo das garotas e cortou a conversa entre elas.
:- Meninas, vocês não estavam me pedindo mais de vodka e maconha? – ele chegou sorrindo se lembrando da encomenda inicial delas. – Por que não vão se divertir lá perto da piscina. – ele sugeriu.
:- Estávamos conversando com a novata dando dicas para ela. – tentou até piscar para o loiro, mas estava tão bêbada que nem isso conseguia direito.
:- Pode deixa que eu me encarrego dela. – ele sorriu.
E as garotas se entreolharam para depois cair na gargalhada, olhando para os dois com segundas intenções, elas sabiam bem aonde terminaria tudo isso. Assim que as três foram embora. A morena ficou encarando o loiro.
:- Você quem é? – ela perguntou.
:- Sou um dos donos da festa. – ele mentiu, estava ali como qualquer um para se divertir mais para ajudar o amigo ele enganaria a moça.
:- Hmmmm. – ela resmungou contente por encontrar alguém que realmente poderia ajudá-la. – Eu sou Maite, sou nova aqui como pode ver. – ela sorriu.
:- Sim, eu sei. Meu nome é Eugênio. – ele estendeu a mão para ela que a apertou. – O que você deseja aqui, Maite? Sabe que aqui só podem entrar universitários do Elite Way, você não está matriculada.
:- Você tem razão eu não sou universitária. Mas, eu não vou ficar.
Eugênio levantou a sobrancelha esperando que ela fizesse justamente a pergunta que estava pensando, ela estava ali para buscar seu amigo que numa hora dessas Rodrigo estava bem longe.
:- O que faz aqui então?
:- Estou procurando alguém.
:- Quem?
:- Rodrigo Nehme.
Os dois ficaram se encarando, ele estava preste a expulsá-la da festa de Rodrigo, ele contou o tipo de mulher que era Maite ele tinha conhecido numa viagem, não queria mais saber dela depois que conseguiu o que queria, porém ela o perseguia como agora que tinha chegado a capital para encontrá-lo.
Maite ficou esperando que o tal Eugênio contasse onde estava o maldito Rodrigo, ela tinha vindo de muito longe para acertar as contas com ele, sabia que ele estava naquela festa. Era o tipinho de lugar que ele frequentava.
Antes que qualquer um dos dois falasse algo foram interrompidos pelo verdadeiro dono daquela festa que percebeu que deveria intervir antes que acontecesse alguma bobagem. Era o manda chuva, era o maior fornecedor de drogas dali.
:- O que está acontecendo?
Os dois olharam para o homem.
:- Essa garota está aqui procurando por Rodrigo. – Eugênio contou com uma cara de poucos amigos, nunca gostou dele e nunca gostará.
:- Vá se divertir Eugênio, eu resolvo o problema dessa jovem.
Eugênio saiu dali para se livrar do problema que estava na sua frente, pelo olhar da garota ela não acreditaria em nenhuma mentira que ele estava prestes a contar sobre o sumiço de Rodrigo, mesmo assim teve pena dela não desejava que ela ficasse sozinha com aquele homem que ele tinha o desprazer de conhecer. Ele tinha métodos torturantes para tirar as pessoas do seu caminho. Porém, no final das contas isso não era mesmo um problema dele.
Felipe ficou olhando a garota e até pensou se Rodrigo tinha dito a verdade, por que não parecia em nada com a jovem que ele descreveu. Eugênio ao contrário de Felipe só sabia o que Rodrigo tinha falado a ele. Felipe sabia de tudo, absolutamente tudo o que havia passado entre Maite e seu aluno Rodrigo. Ela não tinha nada de ingênua e inofensiva se assim o fosse não estava ali. Ela era uma ameaça.
:- Lamento lhe informar mais Rodrigo não está aqui, está viajando. – ele começou a falar sem se importar com os olhos desafiadores dela.
:- É mentira. Sei que está mentindo, ele só pode está aqui. Estou seguindo o rastro dele fazem meses desde a última vez em que nos vimos.
:- Está equivocada, ele não esta aqui.
Ela ficou o encarando começando a sentir raiva daquele homem, se lembrou de algo importante de quando tinha conversado uma das últimas vezes com Rodrigo. Ele só poderia ser a peste que arruinou a vida dela junto com o jovem rapaz.
:- Você só pode ser Felipe! – ela concluiu dando voz a suas suspeitas.
Ele sorriu começando a admirar a inteligência da jovem que havia acabado de conhecer pessoalmente, ele sequer se apresentou e com poucas palavras dessa conversa já conseguiu adivinhar quem era ele, isso só a tornava mais perigosa pessoas como ela tinha que ser tirada do seu caminho o mais rápido possível.
:- Bingo! – ele disse ainda sorrindo.
:- Você vai me dizer onde está Rodrigo! Está me escutando? – ela começou a falar num tom de ameaça. – Eu vou encontrar aquele filha da puta, o meu acerto de contas é primeiramente com ele.
:- Pode está ser, mas cuidado com o seu tom de voz.
:- Falo como eu quiser, tenho como acabar com toda essa palhaçada daqui. Posso denunciar você e toda a sua gangue para a polícia e você vai ser preso. – ela disse sem dó crimes era o que não faltava no currículo dele, ameaçando.
:- Faça isso e nunca saberá notícias de quem está procurando. – ele também ameaçou. Ele colocaria a jovem em seu devido lugar e surgiu efeito ela imediatamente se calou, sabia que ele era um homem perigoso tão perigoso quanto Rodrigo.
:- Se você fizer algum mal a... – ela ficou nervosa só de imaginar algo de ruim acontecendo. – Eu mato você.
:- Meça suas palavras, garota, aproveite que estou de bom humor. – ele se aproximou dela a puxando pelo braço até a entrada da casa e por fim para fora. – Escute aqui, acho bom você ficar com a sua boca bem fechada, não sabe como é que está você sabe quem? E se estiver em perigo? Talvez precisando da sua ajuda.– ele riu ao ver pavor nos olhos dela só de imaginar tudo o que ele está falando. — Quer saber de uma coisa eu sei onde está.
:- Você é uma das pessoas mais repugnantes que eu acabo de conhecer.
:- Obrigado, vou fazer o seguinte, lhe darei a informação que você mais quer agora e você vai embora dessa festa e não aparece mais, para o seu próprio bem. Não vai abrir a boca e falar qualquer denúncia para a polícia esta entendendo o que estou falando? – ele voltou ao seu tom ameaçador.
:- Eu vou embora se você me disser onde está Rodrigo.
:- O seu passaporte está em ordem? – ele perguntou.
:- Seja mais direto e explícito. – ela não queria enrolação.
:- Você já foi a Califórnia? – ele fez uma perguntou num tom sarcástico de humor.
Humor este que ela não compartilhava, ela tinha uma viagem pela frente, tinha que fazer toda uma busca e estava sozinha nessa. Tinha que encontrar Rodrigo era o que mais ela desejava aquele momento, decidiu acreditar em Felipe e aceitar sair daquela festa.
:- Para o seu bem e de toda sua gangue você esteja certo se eu chegar ao Texas e não encontrá-lo, eu volto e acabo com a sua festa. – ela olhou para trás para a casa e depois saiu andando indo embora.
Felipe ficou a observando até ela desaparecer pela madrugada, ainda tinha a audácia de ameaçá-lo mais de uma vez. Teria que colocar essa garota em seu devido lugar, já tinha tudo arquitetado na sua cabeça só precisava entrar na casa e encontrar Rodrigo em um dos quartos, provavelmente com alguma das universitárias e falar de seu plano para que o jovem o execute.
Brevemente ele calaria de uma forma bem dolorosa a boca de Maite Perroni.
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