Víctimas Del Pecado
23 Poncho - 13
Poncho
Fazia exatos três dias que eu cometi um equivoco, eu pressionei Dulce sem deixar que ela se explicasse direito. E por isso faz 72 horas que não a via, nem mesmo na agência ela aparecia. Descobri que estava na casa de sua irmã Ceci, me evitando obviamente.
Eu estava conversando com Tony quando recebi um telefonema no meu quarto de hotel e só de escutar a sua voz eu fiquei irritado.
Alfonso, aqui é Gonzalo! Houve uma mudança nos meus planos e eu voltei a fazer contato, sabe eu passei na universidade para ver se te encontrava por lá, já que na sua empresa não estava e nem tinha noção de onde te encontrar e vi por lá algo interessante. Vi Dulce com Eugênio, pensei que vocês estivessem juntos ou vocês gostam de um relacionamento aberto? ~ele riu no meio da sua mensagem de voz~ Logo entrarei em contato com você, preciso falar sobre nossa casa na praia, quero minha parte.
E sem se despedir ou indicar que a mensagem de voz acabou sua voz ficou muda eu fiquei ali esperando para saber se escutaria aquele voz que me irritava de novo, mas não.
Ele teve a coragem de ir à Universidade? E ainda por cima viu Dulce e Eugênio juntos? Eu não me contive, sabia que disse aquilo pra me ferir sabia que eu não suportava Eugênio. Maldito.
Se ele pensa que vai conseguir o que quer, a casa na praia de papai e mamãe, facilmente não vai mesmo que ele tenha os seus direitos.
O que passou dali foi Tony tentando me controlar, eu bebendo, Dulce chegando e eu descontando minha raiva nela. Até saber mais tarde por Maite que elas saíram. Como eu fui idiota.
Eu tinha que encontrar Dulce de alguma forma, não poderíamos ficar daquele jeito, mesmo que eu tenha que pedir desculpas, eu o faço. Por ela.
Tirei meu celular do bolso e vi que era uma mensagem de voz, se fosse Gonzalo que conseguiu meu telefone por algum meio eu tacaria o aparelho na parede.
Alfonso, eu preciso que venha imediatamente a casa de Ceci. Imediatamente, aconteceu algo horrível.
Dulce.
Era Dulce e sua voz estava estranha demais, só poderia ser algo horrível mesmo para ela chegar ao ponto de me mandar um mensagem, ela não faria isso normalmente com raiva só em último caso. E eu sai da empresa rapidamente dirigi feito um louco até chegar na casa de Cecília, estranhei quando encontrei policiais ali presentes.
Estefan abraçava Cecília que chorava desesperada enquanto falava com o policial e eu estava confuso, além do que ninguém notava minha presença até sentir alguém tocar no meu ombro e eu ver que era ela.
Estava com olheiras, não tinha dormido, perguntei com os olhos o que estava acontecendo. Ela me puxou para dentro da casa até chegar em algum cômodo vazio e que poderíamos conversar.
:- O que aconteceu Dulce?
Ela não falou nada e me entregou um bilhete.
Vamos jogar um pouco mais pesado agora?
Caçador.
Lendo aquele bilhete temi pelo pior, Ceci chorando desesperada com o marido a amparando, Dulce com olheiras só poderia ter acontecido alguma coisa com...
:- O caçador sequestrou Nicole, Alfonso. – escutei sua voz soar estrangulada, como se nem ela acreditasse no que estava dizendo. Em seguida os olhos encheram de lágrima e a puxei para um abraço era o mínimo que poderia fazer.
Me lembrando como foi da primeira vez que revi Gonzalo, do quanto fragilizado fiquei e agora via ela assim. Sabia que estava sendo forte na frente dos outros, mas comigo ela poderia ser ela mesma, por que eu não a julgaria.
:- Se acalme Dulce, vamos encontrá-la. – eu sussurrei para que só ela escutasse e a reação foi na mesma hora, ela me apertou no abraço e escondeu o rosto no meu peito e o senti a ficar molhado. Ela estava chorando. Meu Deus eu nunca vi Dulce chorar! Não, desde que era uma adolescente.
:- Eu vou matá-lo! – eu disse negando com a cabeça dando alguns socos no meu peito. – Eu vou matar esse caçador! – levantou a cabeça e vi os olhos marcarem aquela promessa feita a mim. Com lágrimas escorrendo eu coloquei a mão em seu rosto limpando cada uma delas, ela tinha razão o caçador tinha que pagar por aquela dor que ele estava causando.
:- Eu vou encontrar Nicole! – Prometi a ela ainda abraçados.
:- Dulce? Dulce? – Estefan apareceu e nos viu abraçados, estava abatido. – Pode ficar com sua irmã por um momento enquanto eu converso com os policiais?
Ela se afastou de mim. Limpou as lágrimas e saiu acompanhada por Estefan, eu os segui na sala junto com um copo de água e com um brinquedo favorito de Nicole, estava Ceci destroçada, Dulce sentou-se junto com ela e a abraçou fazendo o seu papel de irmã forte.
Acompanhei Estefan não tinha tempo a perder eu tinha que ser frio, se não perderia Nicole.
:- Este senhor quem é? Você está autorizado a ficar aqui? – Policial me encarou de cima a baixo como se eu não fosse bem vindo ali. Era baixinho, pelo visto marrento, olhos e cabelo raspado castanho e tinha uma tatuagem no pulso, escorpião, notei antes dele cruzar os braços.
Aprendi a ter aversão a policiais, ainda desse tipo, esse era que se deixava ser levar pela corrupção, não fazia o seu trabalho direito, ainda por cima estava ali de má vontade estava na cara. Passei muito tempo preso para descobrir características de muitos policiais.
:- Ele é da família. É namorado da minha cunhada. – Estefan explicou ao policial sem perceber o clima pesado que ficou.
:- Entendo. – o policial deixou de me encarar para olhar Estefan. – E onde você estava até agora rapaz?
:- Senhor! – fiz questão de ser arrogante exigia respeito. – Senhor Herrera! Estava trabalhando. – respondi a altura tinha que colocar aquele policial no lugar dele.
:- Por Deus, não está desconfiando de Poncho, policial?! Isso é um absurdo ele não faria nada com Nicole, foque no seu trabalho. Parece que desde que chegaram não fazem nada. – Estefan me defendeu já nervoso.
:- Calma! Calma! Antes que te prenda por desacato. – o policial que identifiquei por Jorge, tenente em seu crachá, mostrou suas asinhas era sempre assim.
:- Eu sou advogado e como testemunha sei que isso está longe de ser desacato, Tenente. – chamei sua atenção de novo e ele ficou bravo pela interferência. – Estefan apenas está nervoso por ter sua filha sequestrada, como qualquer pai está com os nervos a flor da pele.
:- Que isso não se repita. – disse a mim. Mesmo se referindo a Estefan. – Agora vou conversar com os outros agentes e veremos quais serão os nossos próximos passos. – dito isso se retirou indo para o jardim onde estavam os outros policiais.
:- Estefan há quanto tempo chamaram a policia? – perguntei a ele enquanto observava discretamente Jorge, policial medíocre.
:- Faz mais ou menos meia hora, eles chegaram pouco antes de você Poncho.
:- Como aconteceu, me diga, talvez seja melhor eu conversar com os policiais em vez de você, está nervoso demais.
:- Ok, certo. No fim da tarde, decidimos ir ao shopping para passear com Nicole um pouco, Dulce não estava muito animada, mas Ceci a convenceu. Foi um fim de tarde agradável comemos por lá e tudo mais, não havia nada de anormal. Até agora a noite quando voltávamos para casa, Dulce ficou estranha de repente. – eu deixei de olhar para a roda de policiais para olhar Estefan, ficando mais atento.
:- Por quê?
:- Ela nos disse que algo estava errado, que estávamos sendo seguidos, eu não dei bola disse que isso era bobagem da cabeça dela. Mas, dez minutos depois enquanto esperávamos num semáforo fomos cercados por motos e foi tudo muito rápido levaram Nicole e deixaram um bilhete com Dulce.
O estado de Estefan piorava de acordo ele contava o que havia passado com eles, eu só tinha que força um pouco mais.
:- Uma última pergunta, como eram essas motos? Conseguiram ver rostos?
:- Eram quatro motos, das mais velozes e caras do mercado impossível não reconhece-las, tinham cores fortes, azul, amarelo vermelho e laranja. Os homens estavam encapuzados, mas os homens das motos de azul e laranja eram baixos e gordos e das motos mais altos e magros. Isso é tudo que eu me lembro.
:- Tudo bem cara, vão encontrar Nicole, cedo ou tarde. Você disse isso aos policiais? Eles chegaram logo?
:- Sim eu já falei tudo o que lembrava, assim como Dulce e Ceci, eles nos disseram que estão com um esquema e já estão na busca dos sequestradores, mas olhe só para eles. – ele mostrou a roda de policias que pareciam despreocupados ou frios demais. Era normal para o policial agir assim ainda mais nessas situações, não estava tão surpreso, o que me intrigava era Jorge. – Chegaram rápido mais do que adianta se for para ficar parado?
:- Tranquilidade, Estefan, você tem ser forte para Ceci.
:- Não sei se consigo, é minha filha, Poncho. Eles tomaram ela dos meus braços brutalmente e até agora não entraram em contato, eu dou o que eles quiserem só a quero de volta, não é pedir muito. – Eu vi aquele homem chorar feito um menino e me abraçar para que sua esposa não visse o abracei por compartilhar certa pena dele, ainda mais por pensar em Enzo.
Não eu não podia deixar isso ficar assim. Não poderia me desviar do objetivo, pensar em Enzo não adiantaria em nada aquele momento, eu tinha que ser frio e calculista como um sequestrador.
:- Eu tenho que fazer uma ligação agora, Estefan, deixei a agencia sozinha. Quero saber como estão as coisas por lá, qualquer informação me avise? – ele se soltou de mim e escondeu o rosto para limpar as lágrimas antes que alguém o visse.
Busquei meu celular e liguei imediatamente para Maite e fui caminhando para dentro da casa para algum cômodo vazio.
:- Bueno?
:- Maite. Temos que agir eu preciso da sua ajuda.
:- Pode falar, Poncho. – Maite nunca me negou ajuda, nunca.
:- Caçador mostrou suas asinhas, só que dessa vez foi pior que um bilhete, ele pegou pesado demais Maite. – disse descontrolado, começando a vazar minha raiva, mesmo sabendo que isso me atrapalharia.
:- O que ele fez?
:- Sequestrou Nicole. A sobrinha de Dulce.
:- E no que você quer que eu o ajude?!
:- Quero que reúna todos os meus homens e se possível os seus também, precisamos de toda ajuda disponível, quero montar uma operação para encontrar Nicole. – expliquei meu plano. – Os policiais aqui estão esperando que oferecemos nosso dinheiro para fazerem a porra do trabalho deles. – comentei irritado.
:- Não me diga que mandaram logo os corruptos? Esses talvez sejam os piores.
:- Pois é e ainda por cima o Tenente deles, cismou comigo.
:- Poncho, não vá fazer besteira, provavelmente você seja o mais calmo daí. Sabe como funciona nessas situações.
:- Eu sei. Por favor Maite, faça o que eu te pedi?
:- Claro. Já pensei num esquema mais tem algo mais específico?
:- Sim, quatro motos de ultima geração, sofisticadas, com essas características deve ser das mais caras também, uma azul, vermelho, amarelo e laranja, homens encapuzados, 2 altos e magros e 2 baixos e gordos. Isso que eles lembram.
:- É muito vago, mas acredito que seja mais fácil assim. Ainda mais com um bebê com eles, vou falar com o chefe de segurança da cidade, ele me deve favores e tem acesso a todas as câmeras de ruas da cidade. Vamos encontrá-los.
:- Faça isso e me mantenha informado.
:- Claro, Poncho?
:- Sim.
:- Seja frio. Sem emoções, assim pensaremos com mais clareza e quanto antes Nicole volta, caçador não vai cometer alguma bobagem, só quer mostrar as asinhas e jogar conosco.
:- Dulce está fora de si. Não aparentemente para os outros, mas ela está com ódio do caçador.
:- Claro sequestrou sua sobrinha. Deve está acuado por conta do caso ser reaberto, ele tem alguma fonte muito segura, já deve saber da chegada de Dalton.
:- Não tinha pensado nisso, você tem razão.
:- Isso, agora vou desligar e tomar minhas providências o quanto antes.
:- Mantenha-me informado.
Desligamos.
E eu fiquei um tempo ali me acalmando, ela estava certa tinha que manter minha calma.
Voltei para a sala, não sei o que Dulce e Estefan fizeram, mas Ceci estava mais calma ela se levantou e veio ao meu encontro me abraçando, disse palavras de consolo a ela, nós encontraríamos Nicole.
Se passaram duas horas desde que liguei para Maite, estávamos nos comunicando por mensagens me contava cada passo que dava, ela estava a frente de tudo. Como eu suspeitava os policiais abordaram Estefan e pediram dinheiro para que suas ações fossem mais rápidas e eficazes, mas sobre minhas instruções ele não cedeu e ainda ameaçou a denunciá-los.
Jorge nesse momento me encarou feio, sabia que eu estava atrás de tudo não desviei o olhar, não fiz nada apenas o encarei devolvendo.
:- Poncho? – acho que aquela era a primeira vez que ela falava comigo desde que entrei naquela casa.
:- Sim? – me virei de costas para a janela que eu estava olhando. O movimento de qualquer coisa lá fora.
:- Você está procurando Nicole?
:- Sim. Eu e Maite. Vamos encontrá-la.
Eu não sabia o que dizer para ela, não tinha passado por alguma dor como aquela eu ficava de mãos atadas sem saber o que fazer para que ela pudesse se sentir mais confortável. Ver Dulce sofrendo daquela forma me fazia sofrer também, droga por que eu sentia aquilo?
:- Dulce? – lhe chamei depois de ficarmos calados e ela me olhou esperando para que eu dissesse o que eu queria. – Você quer... Um abraço? – eu perguntei tímido por que nessas horas que estava consciente do que sentia por ela, não sabia como agir. Ou era confiante demais ou inexperiente demais.
Ela não me disse nada e me abraçou, ainda bem que ela me poupou de perguntas, não saberia que resposta lhe dar.
Acomodei ela nos meus braços da melhor maneira que pude, passando a mão no seus cabelos ou em suas costas dependia do momento, nem eu nem ela não falávamos nada, nos poupávamos de falar sobre algo que antes nunca fizemos, não dessa forma.
Senti meu celular vibrar e me afastei apenas para pegá-lo.
Chefe, encontramos a bebê, Maite irá de ligar.
Jack.
Me afastei mais de Dulce desacreditado, foi então que Maite me ligou.
:- Poncho? Está me escutando?
:- Sim, Maite.
:- Preste atenção, os homens deixaram Nicole no hipermercado do norte da cidade, longe da onde a sequestraram, ela está com um bilhete e eu estou chegando, Jack está lá a mantendo segura.
:- Meu Deus! – exclamei alto sem me conter, chamando atenção não só de Dulce como também de Ceci e Estefan e um policial que estava ali conosco.
:- Poncho o que está acontecendo? – Ceci me perguntou, parecia saber que era de sua filha, por que se levantou esperançosa.
:- Isso, agora vamos fazer uma pequena encenação, um dia Dulce saiu com Nicole e eu a conheci, eu e Dulce somos amigas. Por isso eu estava indo fazer comprar no supermercado e encontrei Nicole e a reconheci. Temos que fazer com que saia natural, caçador deve está nos vigiando.
:- MAITE NÃO PODE SER VERDADE? – minha voz saiu alta e eu me afastei completamente de Dulce. – VOCÊ A ENCONTROU?!!!
:- Minha filha! – Ceci deixou escapar algumas lágrimas. – Minha filha, onde ela está?
:- Perfeito, soou desesperado e natural. Continue a encenação eu acabei de chegar hipermercado. – escutei ela saindo do carro e caminhando apressada.
:- MAITE ONDE ELA ESTÁ, DIGA EU VOU BUSCÁ-LA! – Estefan abraçou Ceci sem dizer nada, outros policiais apareciam na sala, nada de Jorge. Dulce apenas me olhava e abraçava o próprio corpo.
:- Poncho me ponha no viva voz. – Maite me pediu. E eu o fiz. – PONCHO? PONCHO? ESTÁ ME ESCUTANDO? POR DEUS PONCHO É A NICOLE, ESTOU COM ELA NOS BRAÇOS. – todos escutaram o choro da pequena Nicole ecooar.
:- É minha filha, Estefan!
:- ELA ESTÁ AQUI NO HIPERMERCADO NO LADO NORTE ABANDONADA NUM CESTO QUALQUER. MEU DEUS! – a voz de Maite soava desacreditada na situação, foi esse momento que vi Jorge entrar na sala. Como sempre, me encarando. – QUANDO VOCÊ ME AVISOU QUE FIZERAM AQUELA MALDADE COM A MENINA, EU NÃO ACREDITEI E AGORA ELA ESTÁ AQUI COMIGO SÃ E SALVA. VENHA LOGO BUSCÁ-LA.
:- Maite, me escuta? – eu coloquei o celular mais próximo a minha boca ainda no viva voz.
:- Sim!
:- Estamos indo aí com a policia buscá-la, me dê o endereço por favor, estamos indo para aí. – Eu tirei do viva voz e coloquei o aparelho na orelha.
:- Saiu do viva voz?
:- Sim.
:- Certo, Jack já te enviou um sms com todo o endereço, Poncho. Estarei esperando por vocês, não se preocupe eu fiz uma encenação para encontrar Nicole. Se caçador tiver acesso de alguma forma as imagens de segurança do hipermercado, verá que eu encontrei ela por acaso.
:- Obrigado! Obrigado! Estamos indo, qualquer coisa, qualquer coisa mesmo me ligue. – após ela me confirmar e eu escutar mais um choro controlado de Nicole de fundo senti que tudo estava bem.
:- Ela vai me passar o endereço agora por sms. – falei meio desajeitado fingindo desespero. Mais eu estava feliz por que consegui encontrar Nicole.
:- Vamos Estefan tire o carro, eu quero minha filha nos meus braços. – Ceci já o estava empurrando Estefan para fora de casa e ele saiu apresado.
:- Como encontraram a garota? – Jorge me perguntou desconfiado.
:- Enquanto estava aqui avisei o acontecido a meus amigos de confiança e pedi para que eles ficassem atentos, por sorte minha amiga Maite encontrou Nicole e graças a Deus está bem.
:- Não importa agora como Nicole foi encontrada, só temos que ir até onde ela está. – Dulce cortou um provável inicio de discussão, ela percebeu o clima pesado entre eu e o policial.
Em menos de vinte minutos depois estávamos em dois carros, o primeiro de Estefan, comigo, Dulce e Ceci e a viatura da Policia com todos os policiais. Chegamos no hipermercado Maite estava ninando a menina com zelo, era um perfeita atriz, logo entregou Nicole a mãe.
:- Nicole, minha filha me perdoa, isso nunca mais irá acontecer com você, não vou me afastar de você. Não vou. – Ceci dizia acariciando a filha que aquele instante dormia sem se importar com o mundo a cerca dela.
Estefan foi falar com os policiais sobre como prestaria queixa do crime. Dulce estava com Ceci e Nicole, dando apoio para a irmã e também se certificando da segurança da sobrinha, Dulce deixou sua fragilidade de lado e voltou a ser a onça que era.
Vi que alguns homens estavam distantes vendo a cena, metade deles trabalhava para mim. E a outra para Maite, entre eles estava Jack, dei um aceno para ele discreto. Saberia que nós conversaríamos melhor depois.
:- Me conte como aconteceu tudo? – sussurrei para Maite.
:- Por incrível que pareça tivemos dificuldades para encontrar os motoqueiros sequestradores, eles são profissionais Poncho, mas mesmo assim humanos vi pela câmera de segurança que eles foram para a rodovia principal, meu receio fosse que eles saíssem da cidade. Porém, por sorte não. Mudaram o caminho a abandonaram aqui do jeito que a encontrei.
Estávamos lado a lado conversando baixinho observando Estefan falar com os policiais.
:- Eles são muito rápidos, antes de irem para rodovia para despistar provavelmente, eles pararam em algum lugar e mudaram os homens só esqueceram de colocar homens do mesmo porte e altura.
:- Entendo eles tinham que ter alguma falha, eu preciso ver essas imagens Maite.
:- Já tenho uma cópia, amanhã sem falta lhe envio.
:- Obrigado. Não sei o que faria sem você hoje, quase perdi a cabeça. – Eu comentei e de repente tive um estralo me dando conta de algo tão importante que passou desapercebido no momento de desespero.
:- Me da um abraço Maite! – comentei sério e ela estranhou minha mudança, mas ainda assim fez o que eu pedi.
:- As alturas e os portes dos policiais, você reparou? – lhe perguntei e ela me respondeu com a boca próxima a minha orelha, mantendo nossa conversa mais íntima.
:- Dois altos magros e dois baixos e gordos! São das mesmas características dos sequestradores, dos primeiros, Poncho.
:- Você está entendendo aonde eu quero chegar? Isso explica a forma que chegaram rápido e também o por que de não fizerem nada para encontrar logo, Nicole, eu só preciso confirmar algo com Dulce. – ia me afastar dela.
:- Não! Não! – ela me apertou, parecia prever que eu faria uma besteira ali na frente de todos, me subiu uma raiva. Estava ali o tempo todo com o inimigo debaixo do nariz. – Não deixe notarem que descobrimos, confirme com Dulce depois, pense em algo melhor Poncho, aproveite nossa vantagem.
Eu a abracei mais, eu precisava pensar em um bom plano. Olhei toda minha volta, os falsos policias falavam com Estefan talvez tentando convencê-lo a não fazer a denúncia e Dulce estava concentrada em Ceci e Nicole, estava alheira o que estava acontecendo comigo e Maite, um pouco distante os meus homens ainda estavam ali. Era isso.
:- Jack e outros vão segui-los eu tenho certeza que trabalham para o caçador, talvez sequer policiais sejam. – falei em seu ouvido. – Vou levar Dulce, Estefan e Nicole para casa deles e dormir por lá. Dividimos os homens, dois vem comigo, dois com você e o resto seguem os policiais.
:- Perfeito, eu concordo isso é o mais sensato a fazer agora.
:- Eu preciso das imagens do sequestro o quanto antes, Maite. Eu vou pegar esse maldito caçador. – ela percebeu meu tom de voz.
:- Você vai ter, mas nós temos a vantagem. Veja só.
Ela me mostrou o bilhete do caçador discretamente, talvez ainda estejamos sendo vigiados. Eu olhei e o guardei no meu bolso antes que eu me descontrolasse e rasgasse ali em frente a todos. No mesmo instante Jorge olhou diretamente para mim. Nos meus olhos e depois os policiais começaram a ir embora.
Maite já estava mandando sms para todos com as novas coordenadas do plano, discretamente nossos homens se dividiram.
:- Vamos para casa? – Estefan se aproximou falando alto.
:- Se não se importa Estefan eu vou para sua casa para acompanhar Dulce. – eu me ofereci. E ela me olhou se conta naquele instante que alguma coisa séria ainda estava acontecendo ainda mais por Maite está do meu lado, aparentemente nervosa.
:- Não tem problema, quanto mais pessoas em casa, melhor. – Ceci sorriu para mim. E eu retribui.
:- Maite? Aonde vai? – Dulce a perguntou tentando entender o que estava acontecendo conosco.
:- Foi uma noite de muitas emoções, eu vou para casa descansar, ainda bem que Nicole está salva.
:- Por você! – Estefan disse. – Não temos como lhe pagar isso, Maite. Muito obrigada. – Ceci continuou.
:- Eu fiz o que faria por qualquer um.
Naquele momento a entendi estava fingindo nervosismo para dar realismo para sua encenação a Ceci e Estefan, eu conhecia aquele olhar de Maite ela estava ansiosa para saber como estava o nosso plano, a adrenalina de jogar estava alta. Ela queria encontrar esse caçador, tanto quanto eu e Dulce.
:- Então nos vemos amanhã na nossa reunião Maite. – eu abracei ela me despedindo. – Me mantenha informado, provavelmente não conseguirei dormir.
:- Claro! – ela falou para duas coisas.
Maite se despediu de Dulce, Estefan e Ceci logo foi para o seu carro, notei que um de seus homens a seguiu em uma moto, os outros homens já estavam preparados para nos seguir.
Estávamos no caminho de volta para casa de Estefan, quando Dulce que estava sentada na frente do carro, já que Ceci decidiu ir atrás, para o conforto de Nicole. Me olhou interrogativa.
Deixei claro que só conversaríamos quando chegássemos na casa de sua irmã. E lhe mostrei o bilhete, ela então soube. Tudo o que estava acontecendo ainda era por causa do caçador.
Este é o preço por vocês reabrirem o caso, parece que não se dão conta de que eu sou mais poderoso que vocês. Essa foi apenas uma amostra! Uma ação, uma punição!
Caçador.
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