Várias Fics
8 Fic Caçadores de Vampiros - Parte oito
Notas iniciais
Ele estava deitado do meu lado da cama. Estávamos debaixo das cobertas. Ele se virou para mim com uma expressão calma no rosto. Seus lábios estavam um pouco vermelhos. Eu tentei me levantar, mas estava meio tonta. Passei as mãos pelo meu pescoço. Ele havia me mordido.
-Deite-se — disse ele -Você está cansada demais.
Fiz o que ele mandou. Deitei na cama. Ele se debruçou em cima de mim.
-Estou faminto -confessou.
-Alimente-se — disse eu, tombando a cabeça para trás.
Ele tocou as feridas com seus dedos, me fazendo tremer. E me mordeu no pescoço. Essa sensação era tão boa... Ele removeu o lençol de cima de nós dois, e se deitou inteiramente em cima de mim, depois puxou o lençol pra cima de nós dois. Continuou com a tortura por algum tempo, até que eu acordei. Ainda estava de noite. Lou respirava devagar ao meu lado, ainda dormindo. Eu não queria acordar tão cedo. Peguei o celular, que se encontrava no criado mudo, e digitei uma mensagem para Andrew:
Não vamos tomar café hoje. Podem ir sem nós. Vamos ficar dormindo até muito tarde. Nos encontramos no almoço.
Mandei para o celular de Andrew e Depois, devolvi para o criado mudo. Me aninhei de volta em Lou, e adormeci.
Quando acordei novamente, Lou estava acariciando meus cabelos.
-Bom dia -disse eu
-Bom dia -respondeu ele. -Não íamos tomar café?
-Não, mandei uma mensagem para Andrew, dissendo que iríamos apenas para o almoço -disse eu, me levantando e me inclinando sobre ele.
-Vamos tomar um banho? -perguntou Lou
-Claro -respondi, sorrindo e levantando com ele da cama. Lou amarrou um lençol na cintura, e eu, no corpo todo, parecendo um vestido. Estávamos parecendo uma dupla de deuses egípcios.
Andamos até um banheiro -não aquele que tomei banho- no mesmo apartamento, e Lou ligou a banheira, com água morna, e um conjunto de espumas. Ele estava para entrar na banheira quando eu ouvi o celular tocar. Disse a ele que ele poderia entrar lá, enquanto eu via a mensagem, ou ligação. Era uma mensagem de Andrew. Abri o telefone.
Obrigada por nos avisar. Até o almoço.
Voltei sorrateiramente para o banheiro, onde Lou estava dentro da banheira, de olhos fechados. A espuma estava na parte de cima da água. Retirei o lençol do meu corpo, deixando-o cair no chão, e entrei na banheira, que era um pouco profunda.
-Era quem? -perguntou Lou, olhando para mim.
-Andrew -resmunguei.
Lou chegou mais perto de mim devagar.
-Não se preocupe -disse ele, me beijando.
Foi aí que nos agarramos na banheira. Éramos apenas uma pessoa. Nossas mãos passeavam pelo corpo do outro, indo até os lugares mais improváveis possíveis.
Depois de nos agarrarmos na banheira por mais tempo, nos enxaguamos em uma água limpa, nos secamos e depois voltamos para a cama, onde continuávamos a nos agarrar.
-Você tem... Um cheiro... Maravilhoso... -ia dizendo Lou, entre beijos.
Ele beijava o meu pescoço e ombros, enquanto suas mãos seguravam meu quadril. Eu agarrava as suas costas, tanto, que eu acho que até sangrou. Nós nos virávamos na cama, nos remexíamos... Em segundos outro pacote de camisinhas era rasgado, e a penetração começava novamente.
Era um dilema minha vida: Eu havia perdido a virgindade com Andrew, creio que foi por isso que ele havia começado devagar. Ele era o tipo romântico, cavalheiro, até demais.
Já Lou, era mais o tipo bruto, sistemático, mas também sabia ser carinhoso quando queria.
Eu e Lou estávamos cansados. Fazer sexo com ele de noite era complicado. No dia seguinte... Nem queira pensar.
Lou havia ido no banheiro, e depois voltou. Nos deitamos na cama embaixo dos lençóis e ficamos lá, grudados. Do nada, eu começei a rir.
-O que foi? -perguntou Lou com um sorriso leve no rosto.
-Eu agora estou me lembrando daquela vez em que você tentou me levar as forças para a cama -disse eu
-É, eu me lembro. Eu tinha te encurralado contra a parede e te beijado, mas você não gostou, né? Até me deu um soco no rosto -falou ele.
Eu havia estado com raiva de Lou aqueles dias. Ele havia me pego de surpresa quando eu estava distraída, e me prendeu contra a parede, e ainda por cima, me beijou e me agarrou. Ele estava quase tirando minha bermuda quando eu lhe acertei um soco no rosto.
-E que isso sirva de lição -eu disse para ele, jogando um saco com gelo em sua testa.
Agora, estando deitada com ele... Se alguém me dissesse, que seis meses após aquele quase-sexo, eu e ele estaríamos juntos assim, eu não acreditaria.
Perto da hora do almoço, decidimos vestir as roupas, o que foi difícil, por que não parávamos de se beijar. E depois que todas as roupas estavam nos devidos lugares, ficamos nos olhando, prontos para atacar e rasgar todas as roupas. Mas nos contivemos. Nos beijamos algumas vezes enquanto arrumávamos a cama e outras coisas que havíamos desarrumado e descemos para almoçar. Andrew e Rose estavam numa mesa perto, e fomos nos sentar ao lado deles.
Rose ia abrir a boca para falar alguma coisa, mas eu a interrompi.
-Demoramos?
-Não, acabamos de chegar -respondeu Rose, de olhos semicerrados.
O garçom veio entregar o cardápio, e eu pedi uma lasanha de queijo, e um copo de suco de laranja.
-O que vamos fazer de tarde? -perguntou Lou, enquanto a comida não chegava.
-Vamos ver como está a casa. -respondeu Rose
-Casa? Que casa? -eu disse. Andrew e Rose fizeram uma careta para Lou.
-Recebemos o apoio de outros caçadores de vampiros, e estão reconstruindo a nossa casa. E também, estamos recrutando novos caçadores. -respondeu Andrew.
-Novos?
-Isso mesmo. Pessoas que descobriram involuntariamente sobre nós, e algumas que resolvemos contar nossos segredos. — dessa vez Lou respondeu.
-Incrível! -eu disse. — A casa agora é onde?
-É claro, né, sua tonta? No mesmo lugar que a antiga!
Rose havia me dito isso, quando a comida chegou. Comi rapidamente, pois estava faminta. Depois, chegaram mais duas pessoas na mesa.
-Grace, esses são Teddy e Ian. São dois dos nossos companheiros de caçada. -disse Andrew. Eu apertei a mão dos dois.
Infelizmente, quando fui apertar a mão de Ian, tive que me inclinar um pouco, e nisso percebi que o olhar dele se foi para meus seios. Recuei rapidamente e vi um Lou quase se estourando de raiva, mas segurei na mão dele por baixo da mesa e isso já havia passado.
-O que vamos fazer hoje de tarde? -perguntou Ian.
-Ver a casa, e quem sabe, treinar. Os nossos outros três companheiros irão aparecer na casa hoje de tarde. Se chegarmos a tempo... -resppondeu Rose.
Só agora eu percebi a semelhança entre Teddy e Ian. Ian tinha os cabelos lisos e pretos, e olhos escuros, já Teddy tinha os cabelos castanhos e encaracolados, e olhos profundamente verdes. Ian as vezes dava uma espiada em mim, mas eu mantinha o meu olhar o mais afastado possível dele.
Voltamos para os quartos e pegamos umas sacolas com armas, e fomos de apé em direção a nossa nova casa. Fazia um dia fresquinho, então eu troquei os shorts pelas calças jeans. Me arrependi de não ter pego um casaco, pois estava um pouco frio, mas havia um no quarto do hotel, então eu o coloquei.
A casa estava já na sua fase final. As paredes estavam colocadas, rebocadas e pintadas. Os azulejos dos pisos, colocados, e o que mais me surpreendeu foi o banheiro: era simplesmente maravilhosos. Minutos depois, os outros caçadores chegaram. Giuseppe, era um homem alto, de uns 24 anos, cabelo enrolado e claro. Tania, era loira e tinha lindos cabelos loiros lisos. Aparentava ter uns 16 anos. Jessica, tinha cabelos pretos, bem pretos e pele clara. Pelo seu tamanho, eu julguei que ela tinha 15.
-Não vai ter problema de lutarmos aqui? -perguntou Jessica, nervosa.
-Nenhum problema -disse Andrew.
-Os construtores sabem do nosso segredo -falou Rose.
-Que bom -Jessica disse isso, suspirando.
-Teremos um novo arsenal? -sussurei para Lou, enquanto fomos pegar as armas.
-Sim, mas vai ser diferente -respondeu ele, baixinho.
Voltamos para a companhia dos outros, que já estavam posicionando atrás da casa. Isso me deu um flashback da explosão. E do meu beijo com Andrew.
-Muito bem, pessoal, vamos nos dividir em grupos para treinar nossas habilidades -disse Andrew.
-Quem vem na luta corporal? -perguntou Rose. Nenhuma resposta. -Lou? Você vem?
Lou olhou para mim antes de ir. Eu dei um aceno com a cabeça para encorajá-lo. Rose estava me provocando.
-Quais são as suas habilidades? -perguntou Ian para mim, quando eu fui pegar uma espada. Ele já estava com uma na mão.
Eu levantei a cabeça e olhei ao redor. Andrew estava em uma batalha contra Jessica e Tania. Lou estava atacando Rose (e apanhando muito). Giuseppe e Teddy, estavam lutando corporalmente também.
-Sou boa em tiro com arco. Entendo um pouco de espadas. Sou mais ou menos luta corporal, e assim vai -respondi, rotacionando a espada.
-Aceita um duelo contra mim? -perguntou Ian
-Por que não? -respondi, e ataquei, levantando a espada.
Ian era bom nos movimentos, mas era um pouco mais devagar do que eu. Eu havia deito um corte em seu braço, lhe dado um soco com o punho da espada ( isso sem querer ) e alguns chutes. Ele havia feito um corte na minha blusa, por sorte na parte do estômago. Quando eu me distraí, olhando para Andrew, que quase fez um corte em Tania, Ian me encurralou contra uma árvore, prendendo minhas mãos e pés, jogando minha espada longe e chegando perto de mim -perto demais. Nossos rostos estavam quase se colando. Eu respirava depressa.
-Bela luta- disse ele, chegando mais perto de mim.
-Boa mesmo -disse eu, soltando minhas mãos do aperto dele, e passando-as pelo seu rosto.
O que aconteceu nos minutos seguintes, foi muito rápido. Eu toquei meus lábios nos dele, afrouxando o aperto. Lou estava olhando, com puro ódio. Eu passei a mão pela espada de Ian e me apoderei dela, empurrando-o e fazendo-o recuar. Ele caiu no chão umas duas vezes, e pegou a minha espada, mas não foi muito rápido. Eu atirei ela longe e o derrubei no chão. Me agachei sobre ele e coloquei a ponta da minha espada contra seu pescoço desprotegido.
-Nunca, em uma batalha, deixe o inimigo lhe distrair -disse eu, tirando a espada do pescoço dele, e me levantando.
Giuseppe e Teddy tinham parado no meio de um golpe para ficar olhando. Jessica e Tania, cada uma estava segurando um braço de Andrew atrás de seu corpo, Lou e Rose estavam olhando, perplexos. Ian estava vermelho de tanto apanhar, e eu, estava quase me ruborizando, quando Tania falou:
-Fantástico!
-Como você fez isso? -perguntou Teddy.
-Essa é mesmo uma boa técnica de luta? -interrogou Giuseppe
-Vocês se beijaram mesmo? -indagou Jessica.
-Se acalmem -eu disse, respirando. — Vou responder todas as perguntas.
Bebi um copo d'água que Andrew me passou. Enquanto Lou e Rose respondiam as perguntas dos novatos, eu e Andrew andamos um pouco, inspecionando a casa. -O que foi aquilo? -perguntou Andrew, me encarando.
-Não sei. Ele me pressionou contra a árvore e essa foi a primeira coisa que eu pensei em fazer -respondi.
-Saiba: foi incrível o seu golpe.
-Obrigada.
Voltamos até o nosso grupo, que estava conversando animadamente. Respondi todas as perguntas e mais algumas. Rose estava tratando dos ferimentos de Ian, que não eram tão graves.
Eu, Jessica e Tania estávamos conversando sozinhas em um canto. Rose estava falando com Teddy. Giuseppe, Ian e Andrew estavam em um outro grupo.
-Vocês vão ter que se acostumar com pouco -eu disse para elas-. Aqui, quase compartilhamos muitas coisas. Quando um compra uma roupa, divide ela com os outros. Exceto agora, que estamos nos virando com um ou dois pares de roupas cada um.
-Essa vida de caçador é perigosa? -perguntou Jessica.
-Na maioria das vezes, sim. Mas é legal viver assim -respondi.
-O que vocês comem?
-Animais que caçamos no mato. Aqui e ali compramos alguma coisa em lanchonetes, mas é quase nunca. E...
Não terminei a frase, pois Lou chegou por trás de mim.
-Gostando da nova vida? -perguntou ele para Jessica e Tania, que se acanharam.
Acho que elas ficaram assim por que Lou passou o braço direito pela minha cintura. Eu percebi que elas tinham uma quedinha por ele.
-Sim... Acho que essa vida vai ser muito divertida -respondeu Jessica, e Tania concordou com ela.
Lou ficou mais uns minutos conversando com a gente, e não largava de mim. Eu gostei disso parcialmente. Até que ele disse que precisava ver uma coisa na obra. Me deu um beijo na bochecha e se foi.
-Ele... É seu namorado? -perguntou Tania.
-É sim... -respondi, erguendo as sombrancelhas levemente.
-Mas então, e como é estar de frente a frente com um vampiro? -indagou Jessica.
-Assustador. É horrível ter que tirar uma vida, mas é o necessário a fazer, é mais difícil ainda quando um amigo seu vira um deles.
Eu havia soltado isso sem querer. Não queria relembrar Gaspard. Isso estava no passado.
Falamos principalmente sobre táticas de ataque. As meninas perguntavam demais, mas eu respondia as perguntas calmamente. Depois, decidimos treinar mais um pouco antes que anoitecesse, depois voltaríamos para o hotel. Teddy, Ian, Giuseppe, Tania e Jessica iam junto também. Eles haviam se dedicado a caça aos vampiros, assim como nós.
-Não vamos ter que dividir o quarto com eles, vamos? -perguntei para Lou enquanto eu e ele arrumávamos as armas.
-Não -respondeu Lou, depois entendeu a situação -. Por que? — perguntou, chegando mais perto.
Mas não tivemos muito tempo. Haviam uns vampiros chegando, e precisávamos detê-los. Peguei uma estaca e amarrei na cinta e peguei duas aljavas de flechas cheias e um arco. Em questão de segundos, todos nós estávamos fortemente armados, e atacando. Eu, Tanis e Jessica ficamos mais na parte de trás, atirando flechas e ferindo vampiros, enquanto Lou e Teddy destruiam eles e Andrew, Ian e Giuseppe atacavam mais pelos lados. Assim, os vampiros foram se reduzindo rapidamente. Tirei uns frasquinhos da sacola.
-Agora -disse eu aos novatos — Vamos desintegrar os corpos. Apenas um pingo desse líquido é necessário.
E eu entreguei um frasco a cada um deles, que pingavam nos corpos dos vampiros, que se desintegravam.
-Bom trabalho -disse eu, no final.
Andamos de volta ao hotel, o que demorou um pouco, já que estava escurecendo. Na recepção, cadastramos os outros rapidamente e entramos em um dos quartos-o meu e de Lou- para agendar os números de celular. Giuseppe, Teddy e Ian dormiram em um quarto; Tania e Jessica em outro. Isso exigiria mais dois celulares, o que Andrew arranjou depressa, e salvou os números extras. Depois, Andrew levou os outros para seus quartos, junto com Rose, sempre dando dicas de como escapar se ele fosse encurralado. Eu e Lou estávamos cansados demais para fazer qualquer coisa, então fomos os dois tomar banho, separadamente. Eu resolvi colocar a lingerie branca, uma blusa regata e um short jeans. Lou, colocou um calção e camisetas simples. Eu estava me trocando e Lou assistindo TV, quando ele desligou a TV e veio até o quarto. Eu levei um susto tão grande, que caí na cama. Lou havia me pego de surpresa. Eu estava só de sutiã e calçinha.
-Por que o susto? -perguntou ele subindo na cama, como um gato.
-Você me pegou de surpresa -disse eu.
-Assustada? Você? -perguntou Lou, subindo em cima de mim.
-Sim -disse eu, agarrando-o.
Para nossa frustração, a campainha tocou. Lou foi até a porta, e eu fiquei em cima da cama, quieta. Segundos depois, Lou voltou.
-Era o jantar -disse ele.
Eu me levantei para ir até a mesa, e em algum momento percebi que estava só de sutiã e calçinha. Peguei minhas roupas e fiz menção de vesti-las, mas Lou levantou o lençol.
-Bem mais pratico -disse ele, enrolando o objeto pelo meu corpo.
A cada toque dele, eu estremecia. Era uma sensação gostosa. Eu me sentia novamente uma deusa egípcia. Fomos para a mesa, onde tinha lasanha de queijo e suco de laranja. A comida desse hotel era uma delícia.
Jantamos e fomos ver TV. Estava passando a série Diários de um Vampiro. A idéia de vampiros da autora era interessante, mas não chegava muito perto da realidade.
Depois de assistir a um episódio, eu adormeci. Era muito tedioso estar em um hotel com vampiros sanguinários querendo lhe matar, e essa era a única saída. Quando acordei, estava na cama. Lou estava do meu lado. Ele me acariciava, e estava acordado.
-Não consegue dormir? -perguntei.
-Não -respondeu ele.
-Lou... Eu acho que deveríamos sair para caçar.
-O que quer dizer? -perguntou ele.
-Quero dizer sair e matar os vampiros -disse eu, sentando na cama. Lou se sentou também. — e não esperar eles virem nos matar. Nós deveríamos sair desse comodismo antes que nos esqueçamos da nossa real vida.
-Concordo com você -falou Lou. — É nisso que eu tenho pensado. Não consigo dormir muito aqui, nessa cama. É muito macia — disse ele, me fazendo rir.
-Quanto tempo vai demorar mara nos mudarmos para a nossa casa nova?
-Andrew acredita que seja em uma semana -disse Lou.
-Tomara que seja rápido. O quanto antes melhor.
-Vamos falar com os outros amanhã e ver se eles concordam em sairmos para caçar os vampiros. -me assegurou Lou.
Deitamos os dois na cama e dormimos.
Acordei na manhã seguinte e olhei para o celular. Eram cinco da manhã ainda. Levantei sorrateiramente da cama e vesti minhas roupas. Depois, andei até uma janela e fiquei esperando o sol nascer.
Quando os primeiros raios de sol iluminaram o céu, Lou chegou atrás de mim e me abraçou.
-Preocupada? -perguntou.
-Nem queira saber -respondi. — Bom dia.
-Bom dia.
Arrumamos um pouco a cama e depois descemos para tomar café. Sentamos em uma mesa, junto com Jessica, Tania, Teddy, Ian e Giuseppe, que já estavam acordados. Nos cumprimentamos e ficamos conversando. Estávamos esperando Andrew e Rose chegarem para pedirmos alguma coisa. Não demorou muito; os dois haviam chegado. Conversamos mais um pouco e fizemos os pedidos.
-Eu estava pensando -começei — em sairmos para caçar vampiros. Precisamos sair daqui. Estou cansada de comodismo.
-De jeito nenhum vamos sair daqui -disse Rose.
-Como assim? -perguntei, dando um tapa na mesa.
-Primeiro: somos uma equipe, o que todos concordarem, faremos. Segundo: EU não estou cansada de nada. Terceiro: se bater na mesa de novo, teremos uma conversinha depois -disse Rose, sem respirar.
-Ah, é assim? -olhei suplicante para Andrew, mas ele não fez nada. — Então, EU saio dessa equipe e começo a caçar sozinha.
Levantei da mesa, ignorando o meu pedido que havia chegado e correndo para o quarto. Arrumei um bom número de armas e peguei duas pedrinhas verdes -as mesmas que Andrew havia pego no dia da explosão, que multiplicava as armas -e coloquei dentro de duas aljavas de flechas, peguei dois arcos e estava quase saindo pela porta quando Lou a arrebentou. Eu recuei.
-O que foi aquilo? -perguntou ele, calmo.
-Estou farta de seguir Rose. Ela sempre faz o que quer e nós obedecemos como capangas, já percebeu isso, Lou? Vou sair desse grupo, e matar malditos vampiros sozinha. Saia da frente -disse para ele.
-Não vou sair -disse ele, parando em frente a porta e cruzando os braços.
-É ASSIM? — eu gritei para ele — Então veja -e peguei a primeira coisa pesada que encontrei e a joguei contra uma janela, que se espatifou.
-O QUE ESTÁ FAZENDO? — gritou Lou enquanto eu subia na janela.
-Adeus, companheiro -eu falei, dando um cumprimento a ele, como os homem do exército fazem, e me joguei janela afora.
Planejava cair de pé, mas sem querer, bati em um galho na metade do caminho, e me espatifei no chão. Parecia que as minhas costas haviam se partido. Gemendo, me levantei e saí correndo, ignorando os gritos de Jessica, Tania e Lou.
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