Use My Heart For Both Of Us.
43 Winter.
Voltou rapidamente para perto dele, ainda não acreditando que ele estava acordado.
– Espera, eu tenho que chamar alguém. — Regina disse e saiu correndo pelos corredores, atrás de Doutor Whale. Assim que o viu, contou sobre o ocorrido, sua voz estava ofegante. O homem chamou alguns enfermeiros e foram de pressa para o quarto de Robin. O mesmo impediu que a Rainha entrasse, tinha que examina-lo e a morena não gostou muito da ideia.
Ela não sabia ao certo o que fazer, somente aguardou na sala de espera. Resolveu ligar para Tinker, estava totalmente nervosa e feliz ao mesmo tempo. Agora era só rezar para Robin não ter ficado com nenhuma sequela do acidente.
– Hey, eu vim o mais rápido que pude. — Fala a fada chegando e vendo Regina inquieta. — O que aconteceu? Você disse coisa com coisa no telefone. — Questiona preocupada.
– Robin. — Disse em lágrimas. — Ele...
– Não me diga que... — A loira já estava pensando em coisas ruins.
– Ele acordou! — Finalmente consegue dizer.
– O que? Isso é sério Regina?
– Sim. — Se levanta. — Estão fazendo milhares de exames para ver o real estado dele. Mas ele falou comigo Tinker, pegou na minha mão.
– Não posso acreditar! — Ela a abraça forte. — Como? Eu não sabia que ele tinha melhorado.
– Não sei como, foi muito rápido. — Seca o rosto molhado e respira fundo.
– Fica calma, ok? Sente-se aqui.
– Estão demorando.
– Isso é assim mesmo, vou ligar para Marian.
– Tudo bem, eu acabei esquecendo de avisar à ela.
Pouco tempo depois, Marian, Ryan e Roland chegam ao hospital. O pequeno estava muito alegre e não parava quieto. Sempre lembrando o fato de que seu pai tinha acordado para brincar com ele. Esses poucos minutos, se tornaram exatamente 2 horas e nada de notícias. Todos estavam preocupados, Henry chega também ao lado de David. Regina estava quase fazendo um buraco no chão, andando para um lado e outro.
Marian se levanta do banco ao ver o médico com vários papéis na mão.
– Como ele está? — Adianta logo de dizer.
– Calma gente, por favor. — Pede Whale. — Eu até agora não entendi o que aconteceu, Robin está se recuperando muito bem. — Todos suspiraram aliviados. — Os exames mostraram que não houve danos, e ele se lembra de praticamente tudo.
– Ele está acordado? Podemos vê-lo? — David se manifesta.
– Infelizmente não posso liberar ninguém, exceto... Regina. — Fala olhando para a prefeita. — Robin insiste em vê-la.
– Papai não quer me ver? — Roland se aproxima.
– Sim, ele quer. Você pode entrar daqui a pouco, ok? — O doutor o tranquiliza, e vê um sorriso por parte dele. — Preciso conversar com você antes de entrar Regina. — Ela concorda com a cabeça e o segue para um sala preservada.
– Podemos ser mais ágeis? — Regina ainda estava impaciente.
– Claro, sente-se.
– Por que me chamou aqui?
– O que você fez?
– Como? — Pergunta confusa.
– O que fez para Robin acordar?
– Eu? Não estou entendendo.
– Regina, pode confiar em mim. Ele estava estável mas, ainda era grave sua situação. Até ontem não teve progresso e, agora Robin está acordado. Você usou magia, não foi?
– Não, não usei. Devia saber que não posso, ela está fraca até para fazer um simples feitiço.
– Olha, não acredito em milagres. Isso não foi normal!
– Você acredita que... Eu o curei?
– É a única explicação.
– Mas não é possível, tenho certeza!
– Por acaso sua filha é igual a você?
– Depende do que você define ser igual à mim.
– Você entendeu. — Disse checando todo o histórico do paciente.
– Eu só senti uma sensação diferente, um incomodo na barriga e coloquei a mão do Robin para sentir também. Você acha que ela...
– Não acho, tenho certeza! — Afirma.
– Mas ela nem nasceu, como pode fazer isso? — Regina estava surpresa com a nova descoberta, nunca sua pequena tinha se manifestado magicamente. Estava um pouco atordoada, porém não pode deixar de ficar feliz.
Arendelle — Dias atuais.
– Você está bem? — Emma grita ao caíram do portal.
– Sim. — Belle responde sacudindo o vestido, tirando a neve dele. — Aqui faz muito frio.
– Parece que a Rainha não curte um sol. — Emma faz o mesmo com sua roupa, e começa a andar com certa dificuldade. Elas olharam ao redor e tudo que viram foi a branquidão do tempo.
– Como vamos encontrar essa urna aqui? Isso nem parece um Reino! — Argumenta a princesa.
– Rumple te deu o mapa. — Lembra, enquanto Belle vasculha sua bolsa.
– Aqui está! — O entrega para ela. — Ele diz que estamos exatamente aqui. — Aponta com o dedo. — Ou seja, temos que andar muito para chegar no castelo.
– Essa Rainha não me parece ser muito receptiva.
– Rumple disse para tomarmos cuidado, ela é uma pessoa completamente insegura e desconfiada. Temos que conquista-la e só assim nós dirá onde fica essa urna. — Ambas escutam um barulho estranho e se posicionam para atacar, de longe vêem um homem também sair de um portal e se aproximar delas.
– Killian? — Emma indaga surpresa.
– Olá amor. — Sorri charmosamente. — Vocês esqueceram roupas para o inverno, tive que trazer.
– Não, não é possível. O combinado foi você ficar e cuidar de Henry e Regina. — Fala furiosa.
– Calma! Você ouviu a Rainha, não quer nenhuma babá perto dela. Você acha que eu seria louco de deixar você ir sozinha?
– Como está aqui? — Belle se pronuncia.
– Feijões mágicos.
– Rumpelstiltskin te mandou aqui... — Fala raciocinando.
– Ele é um velho amigo, tive que atender o pedido. — Diz com ironia. — Agora... Vamos à procura da mulher de gelo.
Emma suspirou ainda brava, e seguiram o caminho indicado no mapa. Devidamente agasalhados, andaram por bastante tempo até achar uma casa simples. Um nevasca começou e a única maneira era pedir para abriga-los essa noite.
StoryBrooke — Dias atuais.
Depois da conversa com Dr. Whale, Regina vai ver Robin. Seu coração estava acelerado, suas mãos suadas. Ela estava ansiosa, mas ao mesmo tempo, nervosa. Passou-se tanto tempo, semanas que mais se pareciam anos. Agora, ele estava ali, esperando por ela. Respirou fundo e tomou coragem para abrir a porta. Assim que entrou, percebeu que o ladrão estava dormindo. Sorriu e se aproximou dele, procurando não fazer barulho nenhum. Acariciou os cabelos de Robin, e se atreveu a depositar um breve beijo em seus lábios.
– Eu senti tanta falta de você... — Sussurrou com os olhos marejados.
– Sua voz... — Robin disse ainda com os olhos fechados.
– Hey, pensei que estava dormindo. — Fala ainda em um tom baixo, e o abraça com todo cuidado. — Não se esforce meu amor, tente descansar.
– Eu te amo. — Ele a olha profundamente, procurando sua mão. — Não me deixe nunca mais.
– Não vou deixar, eu prometo. Eu te amo... — Regina o beija mais uma vez. — Me perdoa.
– Por favor, não vamos falar disso. Eu só quero aproveitar esse momento com você, ela está tão grande. — Acariciou a barriga dela.
– Em algumas semanas vou fazer 8 meses, ela também sentiu saudades.
– Passou-se tanto tempo, papai sentiu muito mais. — Deixa uma lágrima cair. — Quero ver Roland, ficar perto dos meus filhos. — Tenta se levantar mas, seu corpo ainda doía.
– Eu vou chama-lo, você não sabe como ele está ansioso para te ver.
O garoto entrou no quarto e correu para abraça-lo, estava tão animado que até se esqueceu que Robin ainda se recuperava. Regina sentou-se na cama, e o arqueiro passou o braço em volta da cintura dela, repousando sua mão no abdômen grande. Enquanto Roland contava todas as novidades, não demorou para Henry se ajuntar à eles.
Regina permitiu-se sorrir, esquecendo dos problemas, de Elise. Parece que sua família estava completa agora, ninguém tiraria sua filha dela. Robin estava ali, ele não deixaria que nenhum mal acontecesse. A morena acreditava nisso, era como se só bastasse isso para viver.
Arendelle — Dias atuais.
O dia amanhece mais rápido do que o esperado, e logo cedo o trio sai da casa. Agradece o casal bondoso pela breve estádia e voltam a sua busca. Eles não sabiam ao certo quanto tempo estavam ali, só que era muito cansativo. Ouviram um barulho, e conforme se aproximavam, a intensidade aumentava. Viram crianças correndo e adultos trabalhando.
– O palácio da Rainha deve ser aquele ali. — Belle apontou. O próprio era de uma beleza inigualável, todos os detalhes perfeitamente combinando com as cores mais claras.
– Como chegaremos até ele? — Emma indagou boquiaberta, realmente todo o local era lindo.
– Podemos pedir informações. — O pirata sugeriu.
Eles foram para mais perto da população, pediram ajuda. Um homem disse que o problema não era chegar até lá, e sim entrar. Alertou sobre os guardas que rodavam todo lugar, e os perigos que podiam enfrentar. Agradeceram e foram rumo aonde podiam achar suas esperanças para derrotar Elise.
– Quem são vocês? — Escutaram uma voz grossa e, viram um guarda da realeza.
– Precisamos falar com a Rainha deste lugar. — Emma se pronunciou receosa.
– A pergunta não foi essa. — Disse autoritário e mais homens chegaram ao seu lado.
– Não queremos machucar ninguém, só precisamos que ela fale conosco. — Belle fala num tom doce e simpático.
– Prendam-os. — Ordena.
– Não, espera. — A Salvadora pediu. — Pelo menos diga á ela que estamos aqui, se não quiser nós receber, vamos embora.
– Hey, que barulho é esse aqui? — Uma jovem ruiva e bonita aparece, e seu sorriso desaparece ao ver os novos visitantes. — Quem são eles?
– Princesa Anna, estou querendo saber.
– Suponho que não são daqui, suas roupas são diferentes. — Ela os observa atentamente.
– Oh, somos de StoryBrooke. — Disse Belle.
– Que lugar é esse? O que querem?
– Falar com a Rainha.
– Minha irmã? Como posso acreditar em vocês? São estranhos!
– Nossas intenções são boas.
– Já que dizem, tudo bem. — Sorriu. Eles ficaram surpresos com a facilidade que conseguiram conquistar a garota, só esperavam ser o mesmo com sua irmã.
– Mas Princesa, como pode confiar? — O guarda indagou confuso.
– Eu sei que eles estão falando a verdade.
– Assim como Hans falou?
– Já conversamos sobre isso, eu era jovem.
Os soldados entram, acompanhando os até os aposentos da temida Rainha.
– O que estão fazendo no meu castelo? — Uma mulher com os cabelos loiros, quase brancos mostrou seriedade ao perguntar para os três que estavam ajoelhados a sua frente.
– Meu nome é Emma, vim de um lugar distante.
– Por que ele tem um gancho? — Elsa apontou para o pirata.
– Sou o Capitão gancho docinho. — Killian sorriu descaradamente.
– Oh, não sabia que existia ainda. — Anna disse animada. — Já ouvi histórias sua, de como era mal e frio...
– Fica quieta Anna. — Elsa voltou sua atenção para eles. — E o que querem?
– Viemos aqui atrás de uma urna, que tem o poder de prender alguém mágico. — Belle pode perceber a cara de espanto da mulher ao ouvir aquelas palavras. — Rumpelstiltskin nós enviou.
– Eu sabia que não estavam aqui por acaso. Prendam-os! — Manda Elsa irritada. — E garantam que nunca mais saíam daquela cela.
Os guardas rapidamente obedeceram ao mandato, levando-os à força.
– Elsa... — Anna começa a seguir a irmã, que tinha passos apressados.
– Como pode permitir que essas pessoas entrem aqui?
– Eles me pareceram ser tão gentis.
– Aparência não é tudo, deveria ter Hans como exemplo!
– Ele não é tão bonito!
– Você compreendeu.
– Mas Elsa...
– Anna, por favor. Você os ouviram, vieram à mando daquele feiticeiro!
– O que tem demais nele?
– Como assim? Ele é mal. Se essas pessoas se aliaram à ele, só significa uma coisa...
– Você é tão desconfiada.
– Anna, tente entender. — Elsa pega nas mãos da ruiva. — Eu só quero te proteger, você confia tão facilmente em todos.
– Eu sei mas, posso me virar sozinha.
– Então, me diga... Por que eles iriam querer a urna?
– Bem...
– Está vendo? Nem você sabe.
– Mas isso não significa que são maus, você nem os deixou explicar para que eles precisam dela.
– Pra que explicação, se já sei o motivo.
– Você acha que sabe.
– Por que não está vendo os preparativos para seu casamento? — Elsa indagou seriamente.
– Kristoff pode fazer isso. — Anna respondeu.
– Não, não pode. Agora vá, e me deixe pensar.
– Está me expulsando?
– Não Anna. — Fala impaciente.
– Tudo bem, espero que não se arrependa dessa atitude injusta. Quer dizer, espero que se arrependa sim. Você tem que dar chance para as pessoas, algumas são legais e divertidas. Não pode ficar se escondendo de todos, pensei que já tinha superado isso...
– Anna, fale devagar. — Sussurrou a loira já enraivecida.
A irmã mais nova apenas olha para Elsa e suspira. Entendia a forma como ela a protegia, foi uma promessa que fizera aos seus pais antes deles morrerem. Anna podia parecer boba mas, era uma garota muito esperta. Ela sabia exatamente para quem recorrer quando tinha situações complicadas.
– Hey. — Disse chegando na cozinha e, encontrando Kristoff comendo algo.
– Pelo visto Elsa não está de bom humor hoje. — Fala limpando o canto da boca, sua noiva apenas se senta ao seu lado. — Hoje está mais frio do que de costume.
– São os novos visitantes que a deixaram assim.
– Deixe-me adivinhar... Ela os prendeu?!
– Sim, ela nem os deixou explicar.
– Isso é um problema.
– Por que você acha isso?
– Porque você está aqui, e isso só significa uma coisa.
– Tá bom, eu só quero conversar com eles.
– Elsa não vai gostar.
– Ela não precisa saber. — Sorri.
– Sua irmã só quer te proteger, você sabe disso.
– Digamos que meu coração diz que preciso ajudar esses desconhecidos.
– Ah, agora ouve seu coração?
– Sim, vou me casar com você! — Responde e, Kristoff ri. Deposita um beijo em seus lábios.
– Preciso saber o por quê deles estarem aqui.
Anna conta exatamente tudo sobre o que sabe, e também onde estão o trio. Eles pensam em algum estratégia para despistar os guardas reais e, assim conseguir falar com os prisioneiros.
Não foi difícil fazer isto, alguns dormiam e outros vigiavam do lado de fora do palácio. O acesso as celas, ficou praticamente livre. Anna andou com cuidado e atenção ao lado do noivo, tinham que ser cautelosos apesar de tudo.
– Olá? — Chama Anna andando lentamente, estava tudo escuro.
– Princesa. — Belle anda para mais perto da luz que o fogo produzia e a olha.
– Cadê os outros? — Cochicha a ruiva, ao lado de Kristoff.
– Estamos aqui. — Emma e Hook aparecem.
– Preciso que nós expliquem o por quê precisam da Urna. — O noivo se pronuncia.
– Tudo bem. — Emma disse. — Existe uma mulher em nosso Reino que está ameaçando roubar um bebê que possuí magia. Não sabemos o motivo, só que não é algo bom.
– Precisamos da urna para prender Elise, a mulher que quer machucar a mãe dessa criança. — O pirata completa.
– Se esse é o problema, Elsa tem que ajudar! — Anna afirma surpresa. — Você a conhece Kristoff, ela jamais deixaria que aproveitassem da magia de alguém.
– Já nasceu? — Pergunta ele.
– Não. Enquanto o bebê não nascer, ela estará segura.
– Só que não temos muito mais tempo, falta apenas algumas semanas. — Belle a olha triste.
– É uma menina? Que lindo. — Anna sorri. — Eu vou libertar vocês, só tomem cuidado para não serem pegos. Eu não sei onde está isso que vocês precisam mas, posso dar uma checada na biblioteca do castelo.
– Eu posso te ajudar, me dou muito bem com os livros. — Belle fala. A princesa de Arendelle abre a cela e os solta. — Obrigada.
– Agora, não deixe Elsa ou os guardas reais verem vocês dois. — Disse para Emma e Killian. — Kristoff ajudará vocês, e eu vou pesquisar sobre essa urna e tentar convencer minha irmã.
StoryBrooke — Dias atuais.
– Por que será que não estou surpreso em te ver aqui? — Gold disse ao ver Elise entrar na loja.
– Curtindo muito sua liberdade? — Indaga sorrindo e apoiando seus braços no balcão.
– O que deseja, querida?
– Digamos que estou disposta à fazer um acordo.
– Oh, agora quer fazer um acordo? E o que leva a pensar que confiarei nas suas palavras novamente?
– Não precisa confiar.
– Não estou interessado, muito obrigado.
– Você acha que eu não sei que mandou Emma Swan para Arendelle?
– Eu sei que sabe.
– Você se arrisca tanto. — A loira o encara. — Você sabe que Elsa não vai deixar eles pegarem a urna. Ela não confia em ninguém, sua fama te precede.
– Às vezes me pergunto se você é tão tola assim mesmo, ou só finge.
– Eu tenho pena de você, por pensar assim... Tão pequeno.
– Você podia fazer o favor de se retirar? — Gold caminha até a porta.
– Não. — Elise responde seca. — Eu poupo sua miserável vida e, em troca você me ajuda com Ally.
– Por que acha que eu ajudaria?
– Pelo simples fato de que você a matou? Matou uma criança!
– Já falei que não é verdade, você sabe muito bem disso.
– Você fez a cabeça dela para pensar que era um monstro! — Grita irritada. — Você não sente remorso por tudo isso?
– Não. — Fala sincero. — Pelo simples fato de que, foi você quem fez!
– Você não vai mais me convencer disto.
– Pense o que quiser.
– Então, seu desejo é se juntar ao seu filho naquele cemitério?
– Você devia fazer o mesmo, e ficar perto da sua menina. — Rumple provoca e o sorriso vitorioso de Elise desaparece.
– Não por muito tempo, querido.
– Você sabe que não vai conseguir.
– Eu só tenho uma certeza. Você morrerá e ninguém... Exatamente ninguém sentirá falta. Nem mesmo Belle, ela te odeia agora.
– Não fale da minha esposa sua imunda!
– Já foi o tempo que tive medo de você.
– Por que não me matou ainda? Se é o que tanto quer, não entendo.
– É muito bom tortura a presa.
– Você está louca!
– Sim, eu estou. Essa cidade ainda não viu o tamanho da minha loucura...
– Eu te conheço, sei que não protegeu este lugar por nada.
– O que eu pretendo fazer, não pode ultrapassar os limites. Você irá se arrepender por não ter negociado comigo, escreva isso. — Elise pisca para ele, lembrando que já tinha escutado do mesmo essa velha frase. Resolve sair de lá, gargalhando debochadamente. Seus planos estavam dando certo, tudo estava se encaminhando direito. Cada dia que passava, tinha a convicção que teria sucesso e recuperaria Ally. Mesmo com Rumpelstiltskin negando ajuda, ela conseguiria.
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