Notas iniciais
Oi gente, desculpa a demora para postar. Meu computador está com problemas mas, eu tinha que atualizar a fic. Este capítulo seria muito maior do que eu planejei, porém vou postar assim mesmo e no próximo, faço mais caprichado. Espero que realmente gostem, estou insegura sobre ele. Responderei todos os comentários logo, peço desculpa por esses transtornos. Ah, não posso esquecer de falar que meu coração está destruído! Depois do episodio de domingo, estou praticamente em coma. Boa leitura gente *-*

Arendelle — Dias atuais.

– Se esconda, Elsa está vindo! — Sussurrou Anna para Belle que folheava um livro. A jovem rapidamente se esconde debaixo na mesa e fica em silêncio.

– Anna, o que está fazendo aqui? — A Rainha indaga surpresa.

– Lendo. — A ruiva levanta o livro, estava nervosa.

– Aconteceu algo?

– Não... Quer dizer, sim.

– Ok, estou confusa. Sim ou não?

– Talvez. — Sorri aflita. — Eu não quero que fique brava, por favor.

– O que você fez?

– Promete que não irá ficar irritada?

– Não vou.

– Eu libertei os prisioneiros. — Fala apressadamente.

– Não, você não fez isso. — Elsa fecha os olhos e respira. — Por que nunca me obedece?

– Você disse que não iria ficar irritada.

– E você disse que não faria algo sem me consultar, eles podem ser perigosos.

– Não, não são. Eu conversei com Emma Swan...

– E quem é essa?

– Você saberia se tivesse os deixado falar. — Anna se aproxima. — Tem uma mulher no reino deles que quer roubar uma criança, um bebê que nem nasceu ainda.

– E você acreditou?

– Bom, eles pareciam ser sinceros. Eu te conheço, sei que jamais permitiria isso.

– Isso é mentira para te enganar, não percebe?

– E se não for? E se quiserem mesmo fazer isso? Se pode ajudar, não deixe uma tragédia acontecer. — Anna suplica e Elsa fica pensativa.

– E por isso que está aqui, não é? Para procurar algo que os ajude.

– Desculpa, não queria fazer sem sua permissão.

– Tudo bem, eu vou lhe dizer a verdade sobre a urna. — Elsa suspira. — Quando passava o dia inteiro trancada naquele quarto, papai sempre me visitava. — Sorri lembrando. — Ele vivia me contando histórias do nosso Reino, e sobre tudo que já passaram. Existe muita coisa por trás desse objeto mágico.

– Me parece que não são coisas muito boas.

– Antes da gente nascer, elas já existiam.

– Elas? Era mais de uma?

– Sim, eram duas. As urnas eram herança de família mas, não podiam ser abertas. Não se sabe como nosso reino adquiriu elas, só que eram perigosas. Nosso pai nunca contou nada à ninguém, além de nossa mãe. Ele ficou com medo de me prenderam, caso precisassem... — Elsa confessa entristecida.

– Por que fariam isso? — Anna pergunta.

– Porque eu não sabia controlar minha magia, quase matei todos congelados.

– Mas o importante que é você não matou, todos estão felizes agora. Eles te aceitam como você é, ninguém tem o que temer...

– Não vamos fugir do assunto. — Elsa a interrompe. — Quando eu tinha 14 anos, um feiticeiro nós visitou. De alguma forma ele sabia da minha magia e ameaçou contar à todos. Porém, queria algo em troca de seu silêncio. Foi ai que nossos pais deram à ele, uma urna. Esse foi o preço...

– E para quê ele precisaria?

– Rumpelstiltskin só disse que podia prever o futuro, e que seria necessário para deter alguém. Ele tinha um filho, que não veio com ele ao nosso reino. O menino não aprovava as atitudes do pai. — Elsa disse. Belle que ainda estava escondida, fica boquiaberta com o que ouve.

– Que nome estranho! — Anna afirma rindo.

– Pois é.

– Agora, eu te entendo.

– Aquele homem era maldoso, e só queria prender alguém na urna para se livrar dos problemas. Você está procurando um livro e existe, está comigo! Anna confia em mim... — Elsa pega na mão da irmã. — Se essa Emma está aqui à mando dele, significa que querem machucar alguém ou, até um de nós.

– Por que eles envolveriam uma criança no meio?

– Eu não sei... Papai me disse que a urna é um lugar irreal, que quem vive lá, é seus piores arrependimentos. Sua maior dor fica martelando na sua mente, e passando um filme da sua ruína. É por isso que uma pessoa que já esteve lá, não pode ser liberta jamais. Ela fica louca, obsessiva!

– Por que nunca me contou isso antes?

– Porque pensei que jamais tocariam no assunto. Agora, tenho que descansar. — A loira se levantou, depositou um beijo na testa de Anna e saiu.

Belle sai de trás da mesa atordoada, não acreditando ainda. Seus olhos estavam marejados, e Anna estranhou.

– O que aconteceu?

– Quando eu penso que não posso mais me surpreender...

– Não estou entendendo.

– Rumpelstiltskin, ele era...

– Era?

– Meu marido. — Fala inocentemente.

– O que? — Anna se assusta e afasta.

– Calma, eu não sou igual à ele.

– Como não? Minha irmã tem razão!

– Não, você está enganada.

– Só alguém mal o suficiente para se casar com outra pessoa mal, sem coração. Pensei que poderia ser sua amiga, que estava falando a verdade.

– E eu estou!

– Vai embora, antes que eu mande te prender.

– Anna, por favor. Nesse pouco tempo que nós conhecemos, você viu que não seria capaz de machucar alguém.

– Na verdade, eu não tenho certeza. — Depois de dizer isso, a princesa de Arendelle vê Belle ir embora triste.

Dias se passaram, e o trio desapareceu de vista. Ninguém viu ou ouviu sobre eles, acreditavam que tinham voltado para seu reino. Kristoff tinha simpatizado com eles mas, Anna contou tudo que sabia. Emma, Killian e Belle sabiam que tinha gente por tudo lado, os procurando.

– A caverna é aquela. — O pirata aponta com o livro na mão. — Se dermos sorte, a urna está lá.

– Por que diabos guardariam uma coisa tão importante num lugar tão simples? — Emma questiona andando para mais perto.

– Não imaginaria que seria fácil chegar aqui, não parece ter proteção alguma. — Belle analisa toda a caverna.

– Bom, aqui diz que está ao fundo. Ou seja, temos que andar. — O pirata fala seguindo em frente.

Já no castelo, Anna resolve andar um pouco para se distrair, quando vê Elsa pela porta entreaberta. Ela procurava algo desesperadamente, seu olhar era receoso. Percebeu Anna a observando, e resolveu perguntar.

– Você mexeu aqui, não foi?

– Do que está falando?

– O livro sobre a Urna que estava aqui, desapareceu.

– Eu juro que não mexi em nada. Oh, talvez...

– Foram aqueles estranhos, tenho certeza. — Elsa se irrita e vai em direção ao seus guardas apressadamente. — Eu os quero aqui, o mais rápido possível. — Ordena.

– Calma Elsa! — Anna corre em direção à ela.

– Como posso ter calma? Se eu escondi aquele livro, é porque não podia ser encontrada aquela maldita urna!

– O que quer dizer com isso?

– Preciso ir a lugar, antes que seja tarde demais. — Elsa começa a andar mais rápido.

– Que lugar? Eu vou com você!

– Dessa vez não, Anna. É perigoso!

– Você pode precisar de mim, por favor.

– Não insista, fique aqui. — Disse e a irmã mais nova suspira vendo ela desaparecer entre os corredores.

StoryBrooke — Dias atuais.

Os dias na pequena cidade do Maine também passaram rapidamente. Elise não foi mais vista nesse meio tempo, nem sequer chegou a ameaçar alguém. David e Mary ainda estavam preocupados com essa viagem da filha, e tudo piorou ao saber que Hook tinha as seguido. A população já estava a par de toda a situação de Regina e, como era de se esperar, nem todos ofereceram ajuda.

Robin ainda estava no hospital se recuperando mas, estava indo muito bem. Roland ficava com ele todo dia que chegava da escola, e era bom para o ladrão isso. Sua família sempre estava com ele, era uma luta na hora de Regina voltar para casa.

– Oh, não sabia que estava aqui David. — Regina disse abrindo a porta do quarto e se deparando com o xerife.

– Já estava de saída. — O príncipe fala. — Só vim fazer uma visita, até mais. — David sai, deixando-os a sós.

– Como está se sentindo? — Regina se aproxima de Robin, selando seus lábios calmamente.

– Muito bem, e você?

– Bem. — Sorri.

– Sabe, eu acho que já posso ir embora.

– O médico disse isso? — Indaga a morena.

– Na verdade não exatamente mas, já me sinto ótimo.

– Temos que obedecer amor, você ficará aqui até o tempo necessário... — Regina percebe que o olhar do Arqueiro muda de direção, especificamente para uma de suas mãos. — É... Eu o encontrei nas suas coisas, e acabei usando, espero que não se importe.

– Não imaginaria que ficaria tão lindo no seu dedo. — Fala admirando o anel. — Sinto muito por não ter feito um pedido digno de uma Rainha.

– Tudo bem, na verdade foi minha culpa. — Sua voz estava falha. — Se eu tivesse acreditado em você e...

– Por favor, não vamos relembrar isso.

– Robin, eu preciso que me perdoe.

– Regina...

– Você não tem ideia do quanto mal fiquei quando soube desse acidente, foi como se tivessem tirado uma parte de mim.

– Então, você confia em mim agora?

– Por que está perguntando isso?

– Se vamos fazer isso, temos que fazer direito. — Ele pega na mão dela e retira o anel. — Regina Mills, eu sei que aqui não é o lugar mais apropriado para isso. Todos acontecimentos que ocorreram nesses últimos meses, me fez pensar na minha vida, no que eu quero para meu futuro. E agora eu tenho mais que certeza de que é meu destino ficar ao seu lado, ao lado da minha família! — Robin acaricia o ventre da prefeita. — Não posso esperar mais para fazer isso... Você concederia a honra de se casar com um ladrão como eu?

– Robin...

– Só precisa dizer sim ou... Sim!

– Eu jamais pensei que isso aconteceria novamente, tem certeza que quer se aventurar nessa?

– Eu já estou me aventurando.

– Você sabe que eu sempre direi sim! Lógico que eu aceito casar com você.

– Claro que sei, é impossível resistir à mim. — Deposita um beijo apaixonado em seus lábios.

– Não fale besteira. — Regina ri e o abraça apertado.

– Eu te amo, minha noiva. — Cola sua testa na dela.

– Eu senti saudades de ouvir isso, ladrão. Eu te amo tanto...

– Eu juro que quando eu sair daqui, você terá a melhor noite da sua vida.

– Em relação à isso, sinto que não podemos ultrapassar os... Limites?

– Não me referi à isso.

– Não? O que, então?

– Surpresa! Agora, se você me tirar daqui... Eu posso te contar.

– Sem chantagem, seu bobo.

– Tudo bem.

– Tenha paciência, falta pouco. — Regina faz uma cara estranha logo após dizer isso.

– O que foi?

– Sua filha resolveu mudar de posição e quando se mexe, me machuca. — Faz careta.

– Talvez ela esteja querendo que o pai volte logo para casa, e que fale com ela antes de dormir. — Robin massageia a barriga dela novamente.

– Preciso ficar em pé. — Se levanta da cama.

– É impressão minha ou, eu perdi a ultrassom?

– Sim, você perdeu.

– Não acredito!

– Não se preocupe, semana que vem tem outra.

– Você não me parece muito animada.

– Não está fácil dormir a noite.

– Ainda bem que não sou eu! — Fala e Regina o Encara.

– Me lembre de colocar você no sofá, quando chegarmos em casa.

– Estou brincando, você sabe que enfrentaria qualquer coisa por você. Agora, por que não me diz sobre o que está te deixando assim? Inquieta.

– Já falei, o bebê está chutando muito.

– Fora isso, tem algum outro problema? Aconteceu alguma coisa durante essas semanas que estive em coma? — Pergunta e Regina abaixa o olhar. — Elise, não é??

– O que?

– Essa mulher que se aproximou da gente, de você e agora que pegar nossa filha! — Robin disse surpreendendo a prefeita.

– Como sabe... David! — Raciocina. — Não me leve a mal, queria esperar você ir para casa primeiro.

– Ele sabia que você não teria coragem de me dizer e, achou melhor me contar tudo.

– Acho que a convivência com Snow White fez efeito. — Disse irritada

– Não importa nada disso agora amor, e sim, que eu estou com você. Eu jamais vou deixar aquela mulher chegar perto de você novamente, Emma trará essa urna e ficaremos a salvo. — Ele a abraça e percebe lágrimas escorrendo. — Fica calma, ninguém vai tira-la da gente.

– Não era para você saber desse jeito, eu iria contar.

– David só queria ajudar a gente.

– Do que exatamente você sabe?

– Tudo. Desde o suposto desmaio causado por ela, até o meu acidente.

– Ainda não consigo pensar que ela tentou matar meu filho e, que agora tem planos com nossa filha.

– Você não tem ideia do que seja?

– Não, Rumple disse que eu tinha o que ela precisava. Só que eu não sei exatamente o que é, o que pretende fazer.

– Elise não parecia ser esse monstro.

– Pois é, isso é tão confuso. Eu sei que não deveria me sentir assim mas, estou com... Medo.

– Nada vai acontecer com você, eu prometo que essa mulher jamais chegará perto da nossa princesa.

– Robin, nada garante que isso não aconteça.

– Sabe por que você não devia se sentir assim? Porque eu estou aqui, vou proteger vocês. Até mesmo que ela é minha primeira menina, não vou entrega-la assim, de mão beijada para qualquer uma que deseja. — Regina sorri com o comentário do Ladrão. — Só acredita em mim.

– Com você, me sinto mais segura.

– Eu amo você. — Fala e deposita um beijo em sua boca. — Não vou desistir de lutar assim tão fácil, nós vamos vencer.

– Amo você também.

– Com licença. — Lauren bate na porta e entra. — Desculpa incomodar você, mas sem querer estava dando uma olhada no mural de fotos do hospital e achei essa aqui. — Ela entrega um envelope para Robin.

– Obrigado. — Disse e a enfermeira sai.

– Que foto é essa? — Regina questiona.

– Deve ser a do dia que eu vim ver a primeira ultrassom com você.

– E desde quando gosta de tirar uma foto sozinho? — Regina ri e Robin observa a mesma surpreso.

– Eu não tirei essa foto sozinho. — Encara o papel.

– Não é o que diz ai.

– Regina, eu estou falando sério.

– O que você quer dizer com isso?

– Ally, ela estava comigo aqui.

– Tem certeza?

– Lógico que tenho, eu me lembro muito bem disso.

– Talvez o acidente tenha feito você esquecer que não estava com ela nesse dia.

– Não, eu estava. Você estava no dia comigo, ficamos brincando com as crianças, porque sua consulta atrasou.

– E você nunca mais a viu...

– Eu a procurei um dia aqui mas, jamais a vi novamente

– Isso está muito estranho.

– Eu sei, preciso encontra-la!

– Eu vou falar com a pessoa que tirou essa foto, essa menina deve ter uma mãe ou pai.

– Amor, você deveria descansar. — Robin aconselha.

– São só dores nas costas, nada demais. Nós vamos descobrir aonde Ally está, ela é importante para você.

– Eu não sei porquê, mas algo me diz ela pode nós ajudar.

– Rumple pode nós dizer alguma coisa sobre ela, ou até mesmo procura-la. — Regina fala. — Tenho que ir, volto de noite. — Ela o beija e sai apressada.

A morena estava dirigindo numa velocidade consideravelmente rápida para alguém nas suas condições. Tão rápida que por um descuido, uma mulher já estava na frente do seu carro. Ela teve que colocar o pé no freio e buzinar freneticamente.

– Você está louca? — Regina grita saindo do carro.

– Você se machucou? — Elise a olha preocupada.

– Vai me dizer que se importa.

– Lógico que eu me importo, você estava tão rápido que poderia sofrer um acidente.

– Ah, e solução foi se jogar na frente do meu carro? — A prefeita estava com ódio.

– Eu tinha que fazer algo, você tem tomar cuidado. — Elise se aproximou dela e tocou no seu ombro.

– Não chega perto de mim.

– Regina, fica calma.

– Estou na frente da pessoa que quer fazer algo com minha filha, como quer que eu fique calma?

– Eu quero só conversar, você precisa entender meus motivos.

– Por que? Eu não entendo a razão pela qual você quer me proteger mas, ao mesmo tempo, quer minha filha.

– Eu sempre irei te proteger, você vai devolver minha vida.

– O que? — Indaga completamente confusa. — O que você quer dizer com isso?

– Que você não vai sofrer, eu garanto. — Elise sorri com pureza.

– Aonde você vai? — Regina vê a loira se afastando.

– Um dia você me entenderá. — Ela disse e saiu andando pela estrada vazia.

Notas finais
Gostaram ou devo refazer tudo?