Use My Heart For Both Of Us.
45 Monster.
Notas iniciais
Regina via Elise ficar cada vez mais distante porém, permaneceu parada no mesmo lugar. Tentando ao menos entender as palavras da mulher mais velha, uma confusão se fez na sua cabeça. Ela precisava saber os motivos pela qual ela e sua filha eram importantes para a loira.
Regina tentava ser forte para não demonstrar o medo que estava coroendo seu corpo. Ela jamais pensou que sua vida daria essa volta, e que agora ela estaria ali, grávida e com sua família. E só de pensar que, tudo que conquistou estava prestes a escapar de suas mãos, a assustava. Quando se deu conta, Elise já não estava mais em seu campo de visão, respirou fundo e resolveu voltar para seu carro. Dirigiu novamente para o lugar que iria de início, e não demorou para chegar aonde desejava.
– Sabia que viria, querida. — Rumple fala assim que Regina entra na loja.
– Eu preciso que me diga uma coisa, Rumpelstiltskin.
– Estou a sua disposição, Vossa Majestade. — Fez uma breve reverência para irrita-la.
– Minha magia, por que não consigo usa-la? — Indagou ignorando o homem a sua frente.
– Se é sua, por que eu deveria saber?
– Você entendeu! — Cerrou os olhos impaciente.
– Ora, você deveria saber que magia de luz não se dá muito bem com as trevas. — Disse fazendo a morena ficar mais confusa. — Sua filha é especial, ela tem vários dons. Um deles é bloquear sua magia, que é negra. Um bebê puro, não gosta de lugares... Sujos. — Sorri ao falar.
– Isso que dizer que eu não tenho magia por causa da minha filha?
– Você tem magia mas, não pode usa-la.
– Ou seja, não posso fazer nada... — Sussurrou para si, percebendo que a situação só se agravava cada vez mais.
Regina suspirou, ela não queria chorar na frente daquele homem. Mas parecia que os hormônios da gravidez, não a ajudaria naquele momento. Por muitas vezes, sua magia foi sua segurança. E de uma certa forma, ainda era o que a protegia. Sem ela, se sentia fraca e tudo piorava a cada dia que chegava perto do nascimento de sua pequena. Regina queria ser o escudo que impediria Elise de machuca-las porém, estava atordoada com o fato de que ela falharia mais uma vez.
– Rumple, e a magia de luz que eu desenvolvi quando derrotamos Zelena? — Lembra esperançosa.
– Regina, se você não consegue usar sua magia negra, que é sua especialidade...
– Eu não saberia manuea-la para salvar minha filha. — Completa interrompendo Gold, enquanto uma lágrima escorria pelo seu rosto.
– Eu sinto muito por isso. — Fala sincero. — Magia de luz requer seus cuidados, veja pela Senhorita Swan, que demorou tempos para se adaptar.
– E se de alguma forma, você me ensinar?
– Como você é teimosa. — Ri debochadamente. — Eu não posso, pelo simples fato de que, eu não possuo magia de luz.
– Eu não vou desistir de achar algo que derrote essa mulher e a coloque naquela maldita urna! Você fez algo com essa louca no passado, precisa me contar. — Disse alterada.
– Eu não fiz nada além de cobrar um acordo.
– Então, me diga! Eu te conheço muito mais do que imagina, você não fez somente isso. Foi algo muito pior, que você tem vergonha de dizer.
– Ela tinha uma filha... — Confessa de costas para a prefeita.
– Elise não era estéril?
– Não me interrompa, você quer saber a história, então apenas ouça. — Fala fitando algum objeto de sua loje. — A criança foi abandonada na sua varanda, dois dias depois de nascer. Elise a acolheu e, a criou como se fosse sua. E ao sete anos, essa menina morreu.
– Morreu?
– Eu não sei como mas, Elise pensou que eu poderia trazer sua filha de volta. E se revoltou quando eu disse que nada poderia fazer.
– E depois? O que você fez?
– Tive que prende-la no cofre, onde jamais sairia se não fosse por Emma e aquele pirata.
– Você a prendeu somente por que queria a sua ajuda?
– Ela estava obcecada nessa idéia.
– Você já foi melhor em mentiras, Rumple! — Argumenta com seriedade.
– Acredite se quiser, estou falando a verdade.
– Elise já tinha magia quando a conheceu? — Pergunta e observa Gold pensar e escolher as palavras certas para responde-la.
– Se tinha, nunca soube.
– Como ela morreu?
– Não sei, Ally era uma garota adorável pelo que ouvia a mãe falar. — Sorriu genuinamente. — Não sei o que de fato ocorreu para tal ato.
– Ally?
– Sim, era o nome dela. — Fala perbendo o olhar pensativo de Regina.
– Gold, esse nome... Uma menina apareceu no hospital, ela tinha esse mesmo nome.
– Existe várias crianças com esse nome, querida.
– Mas ela sumiu!
– Não tem chance de ser a mesma pessoa, se é o que pensa. Ela morreu na Floresta Encantada, você nem tinha nascido ainda.
– Olhe isso. — Regina retira de seu bolso a foto.
– Um ladrão! — Disse com desdém.
– Robin estava com essa menina, só que estranhamente na foto ela não apareceu.
– O que quer dizer com isso?
– Quero dizer que você precisa me ajudar e tentar descobrir o que aconteceu com Ally, seja lá onde esteja.
– Por que eu ajudaria?
– Rumple, você me deve isso!
– Devo?
– Elise só está atrás de mim, por sua causa. — Justifica.
– Me dê o papel. — Gold pega a foto das mãos da morena. — Magia. — Sussurra.
– O que?
– Não pode ser ela... É impossível!
– Ela quem?
– Parece que essa garota está mais próxima do que imaginava.
– Dá para explicar? Eu não estou entendo nada!
– A magia dela é forte o suficiente para fazer isso. — Fala mais para si mesmo.
– Gold, eu estava certa? São a mesma pessoa?
– Imagina como Elise ficaria se soubesse disso...
– Só a vimos uma vez, e depois não apareceu mais. Não vamos mexer com quem está quieto, quero me livrar dos problemas e, não trazer mais! O que essa menina é? Um espírito, anjo?
– Sinceramente? Eu não faço a menor idéia.
– Se Ally é filha dela, talvez isso seja um ponto ao nosso favor.
– Regina, se sua filha for igual à dela, se a magia for a mesma... Já sei como podemos colocar Elise de volta na urna.
– Como?
– Me encontre amanhã cedo no seu escritório.
Flash Back On.
Floresta Encantada.
Elise passeava lentamente pela floresta na companhia de sua filha. Fazia exatamente uma semana, desde que tinham feito uma breve visita ao Senhor das Trevas. O Homem não as procurou mais, talvez tivesse em outro reino, em busca de seu filho. Mas a sensação ruim de que algo aconteceria, ainda era presente no coração da loira. Ela sentia medo, só não sabia o por quê. Poderia ser uma bobagem de sua cabeça, que nada aconteceria. Porém, a vontade incontestável de proteger sua menina, estava cada vez maior.
– Mamãe, está me ouvindo? — Elise escuta o chamado e percebe que já estavam quase perto de um vilarejo do reino.
– Desculpe, o que você disse? — Indagou.
– Eu disse que você deveria soltar esse cabelo, ele é lindo e precisa ser livre! — Ally sentou-se num banco de madeira, e sua mãe fez o mesmo.
– Não acho que eu combine com ele solto.
– Que besteira! — A criança se atreve a puxar a fina liga que os prendia. — Olhe para você, está perfeita!
– Obrigada, minha princesa. — Sorri largamente. — Me sinto diferente assim.
– Você fica mais jovem.
– Está me chamando de velha?
– Não queria que pensasse isso.
– Eu estou brincando, meu amor. — Elise gargalha. — Não precisa ficar desse jeito.
– Tenho medo de te magoar. — Confessa cabisbaixa.
– Ally, nós já conversamos sobre isso.
– Sabe, eu te admiro. — A menina fala a encarando gentilmente. — Você é corajosa! Eu não poderia ter tido uma mãe melhor, você confia em mim.
– Por que acha que sou corajosa? Não fiz nada.
– Você que pensa mas, a maneira como você não me teme...
– Não tem motivos para temer você, pare com esse assunto. Ah, olhe... — Elise se levanta e vai até a barraca de um comerciante, conversa rapidamente com ele e, volta com um pacote em mãos.
– O que é isso? — Pergunta quando sua mãe se aproxima.
– Abra. — Elise lhe entrega o pacote. — Você me disse que queria uma e, eu comprei.
– Uma boneca! — Seus olhos brilham ao ver o brinquedo, era simples mas, Ally não importava. Sabia do esforço que sua mãe fez para consegui-la, talvez todo o dinheiro que tinha adquirido no mês, foi-se embora. — Obrigada mamãe, eu adorei!
– Sério?
– Sim. — Ela correu para dar um abraço na mulher. — Eu te amo.
– Eu também te amo, minha menina.
– Já tenho um nome para ela e, será... Carolina! — Gira a boneca no ar.
– É um lindo nome, você sabe o significado?
– Sim, força! — Respondeu ligeiramente.
– Muito bem. — Elise bagunça os cabelos da filha, numa forma carinhosa.
Resolveram voltar para casa, já estava ficando tarde. Elise não tinha dado nada a Ally, quando fez 7 anos. Juntou tudo que tinha, e decidiu presentea-la. Elas caminhavam devagar, apreciando a beleza de cada canto da Floresta. Elas riam alto, pelas palhaçadas da garota. Ally e Elise eram muito mais que mãe e fiha, elas eram amigas. Uma entendia a outra, e só fazim algo, se ambas estivessem de acordo.
Elise não imaginou que estaria ali, naquele momento único. Parecia um sonho, que se tornou realidade pela esperança que tivera.
– Eu queria te pedir desculpas. — O silêncio que se estalou, foi quebrado pela menina.
– Desculpas? — Ficou confusa.
– Desde que visitamos Rumpel... — Se embolou nas próprias palavras.
– Rumpelstiltskin. — Completou, receosa pela rumo que a conversa tomaria.
– Isso! Desde que voltamos de seu castelo, percebi que você ficou triste.
– Eu não fiquei.
– Eu fui tola quando aceitei saber dos motivos que fizeram meus pais me deixarem. Eu não pensei em você ou, no que estava pensando naquela hora. Só em mim, vi seu olhar de decepção quando soube a verdade.
– Ally...
– Eu sei que você pensou que eu te abandonaria, te deixaria para sempre. Mas eu jamais faria isso, não importa se as pessoas que me deixaram na sua porta, estiverem vivas. Eu não vou te deixar nunca, sabe por quê? Porque você é minha mãe, não importa se é de sangue ou não.
– Vai me dizer que é um dom da magia, saber o que os outros sentem? — Elise fechou os olhos, tentando controlar as lágrimas pela declaração da filha. — Não sou rica, não posso te dar tudo o que quer. Seus verdadeiros pais eram Rei e Rainha, eu entenderia se você fosse os procurar.
– Riqueza, dinheiro, poder... Isso não é importante! Você me ensinou que o sentimento, o amor é o que precisamos. Eu não ligo se um dia tiver que passar fome, porque quando estou do seu lado, o amor que sente por mim, me alimenta. É como mágica! — Brinca.
– Promete que ficaremos sempre juntas? Que nada e nem ninguém nós separara?
– Eu prometo. — Disse e Elise depositou um beijo carinhoso em sua testa.
– Essa é minha garota!
Não demorou muito para que, ambas chegassem em casa. Estavam completamente exaustas por um dia inteiro de passeio. Ally adiantou-se logo de ir tomar um banho, estava precisando. Enquanto, Elise ficou na cozinha preparando algo para as duas comerem.
– Mamãe!! Socorro! — Elise se assusta ao ouvir sua filha gritar. Ela larga tudo que está fazendo e, corre ao encontro da menina.
– Ally, o que aconteceu? — A loira fica paralisada com o que vê. Um homem tapando sua boca, impedindo que sua menina falasse. O cara estava roubando o pouco que tinha na sua casa, e com certeza não esperava que as encontrasse agora.
– Solta minha filha! — Disse com os olhos em fúria e avançou no homem encapuzado e todo de preto.
Ele não falou nada, apenas sorriu e empurrou a menina para longe. A mulher logo tentou derruba-lo mas, acabou ganhando um tapa.
– Eu não me arrisquei para não levar nada, minha senhora.
– Leve o que quiser, só solte minha mãe. — Ally se levantou falando, vendo ele apertar o braço dela. — Pode levar tudo que achar de valor, só não nós machuque.
– Você... Você tem magia, daria uma bela grana. — A olhou com ganância.
– Minha filha não! — Elise se manisfestou completante transformada, com sangue nos olhos.
Ally se viu numa situação sem saída, e teve que ajudar. Ela estava pronta para atacar quando viu o homem dando um forte soco na sua mãe.
– Ally, não! — Exclamou Elise, antes de ficar na frente da filha para tentar impedir que ela lançasse uma jarrada forte de magia.
Sentiu seu corpo ser jogado contra a parede violentamente, e não conseguiu segurar seu gemido de dor. Ela caiu ao chão logo em seguida, e a última coisa que viu foi Ally correr e chorar ao mesmo tempo.
– Eu falei, queridinha. Era seu destino machucar as pessoas... — Por um minuto ela pensou ter visto a face de Rumpelstiltskin mas, seus olhos embaçados pelo choro, fizeram ela não dar a devida importância.
– Mamãe, fale comigo. — Sacudiu-a cuidadosamente. — O que eu fiz? — Ela estava tão assustada.
– Ally... — Elise sussurrou. — Está tudo bem, minha querida.
– Não, eu te machuquei. — Se afastou.
– Não foi nada. — Ela falou tentando se levantar, com a mão no rosto onde estava machucado.
– Eu sou um monstro. — A menina estava completamente transtornada. Olhou para suas próprias mãos e, viu sujas pelo sangue que escorria da cabeça de loira.
– Não, não é.
– Desculpa mamãe mas, eu preciso dar um fim nisso. — Ally a olhou triste e saiu correndo para fora da casa.
Flash Back Off.
– Será que posso entrar? — Marian bate na porta do quarto.
– Claro. — Robin responde sorrindo.
– Vim buscar Roland, Regina está? — Questiona.
– Não se preocupe, ela não voltou ainda.
– Ah, eu já vou indo. Dê um beijo no seu pai, e vamos. — Marian fala para o filho.
– Espera, quero te agradecer. — O ladrão disse.
– Do quê?
– Regina me contou que você a ajudou quando aquele monstro os atacou, que se não fosse por você, ela não descobriria a verdade.
– Ela já me agradeceu e, eu disse que não foi nada.
– Você não salvou só ela, e sim, minha filha.
– Lembro que era seu sonho ter uma menina... — Sorri relembrando.
– É e, agora vou ter!
– Sabe, nós tomamos caminhos diferentes, tudo mudou.
– Verdade.
– Para você passou-se muitos anos e, para mim, apenas meses. Antes eu não entendia como você foi se meter nessa porém, hoje eu vejo como você olha para Regina apaixonado. Eu te julguei, cobrei... Olha, não pense que gosto dela por isso mas, se ela te faz bem, eu fico bem.
– Marian, eu gosto de você. Querendo ou não, a gente teve um linda história.
– Que acabou...
– Não acabou, somos pais de um menino lindo.
– É, você tem razão. Eu só quero que você seja feliz, mesmo que não seja comigo.
– Eu sou feliz. — Pega na mão dela. — E você um dia achara alguém que te ame, como eu te amei.
– Não creio muito nisso.
– Ah, qual é? E o Estevão?
– Ryan. — Corrigi. — E não, não somos nada mais que bons amigos.
– Fale para ele que se te machucar, é uma cara morto! — Afirma arrancando uma risada de morena.
– É melhor eu ir, tenho coisas para fazer. Até mais, Robin.
– Até mais!
Arendelle — Dias atuais.
– Emma? — O som da voz de Elsa ecoa por toda a caverna. Estava completamente escuro e silencioso, ela resolveu andar para acha-los. — Emma? — Chama mais uma vez, sem obter resposta. Tropeça em algo, e percebe o pequeno livro sobre a Urna no chão. Pega-o em mãos, e observa atentamente. Um estrondo é ouvido, e ela se assusta.
– O que foi isso? — Elsa os vê.
– Eu falei que não deveriam estar aqui. — A Rainha os supreende, notando a urna na mão de Belle.
– Não vamos machucar você, amor. — Killian a encara.
– Confiem em mim, aqui não é seguro...
– Por que deveríamos confiar em você, se não confiou na gente. — Emma fala seria e logo após, outro estrondo pode ser escutado.
– Eu protegi essa caverna com a minha magia, se tirarem a urna daqui, ela cederá e morreremos.
– Por que? — Belle se manifesta.
– As duas estão ligadas de alguma forma, são parte uma da outra. Temos que ir embora e deixa-la aqui.
– E se não fizermos isso? — Emma a desafia.
– Vamos morrer, não entendeu ainda? Tudo vai desmoronar! — Elsa suspira.
– Mas... Regina? Ela está contando com isso, com a gente. — Belle pressiona o objeto mágico à seu corpo.
– Cuidado! — Elsa exclama receosa.
– Eu tenho magia, talvez isso ajude! — Emma relembra.
– Você... Você tem magia? — Elsa fica surpresa.
– Tenho, e você saberia disso se tivesse nós deixado falar. Ah, eu não te contei, Vossa Majestade mas, tenho um super poder. Sei quando estão mentindo, e você está. — A salvadora se aproxima. — Não sairemos de Arendelle sem essa maldita urna e, você nos ajudará.
– Tudo bem, eu ajudo. Porém, vocês terão voltar comigo para o castelo.
– E o que garante que não nós prenderá novamente? — Disse Hook.
– Eu não vou, prometo. Lá poderei explicar toda a história, eu vou ajudar vocês! — Elsa se convence e fala sinceramente.
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