Notas iniciais
Muito obrigada a Larynha, pela linda recomendação. Foi maravilhosa, realmente não esperava. Não tenho palavras para expressar minha emoção! Agradeço pela enorme confiança que deposita em mim, tudo que faço é fruto do carinho que recebo de vocês.

Regina voltava para o hospital, quando uma forte chuva começou. Com cuidado, ela dirigiu atenta pelo caminho. As palavras de Elise, ainda se faziam presente em sua mente. O modo estranho como a loira queria a proteger, as atitudes... Decifrar o que essa mulher sente, parece ser impossível para a Rainha.

No entanto, o encontro que tivera com Rumpelstiltskin lhe deixou esperançosa. Saberiam o modo como prenderiam aquela que tinha intenções um tanto, maldosas com sua filha.

Apesar da água que caia insistentemente do céu, Regina não tivera dificuldade em chegar no hospital.

– Finalmente! Já estava quase fugindo desse lugar para te buscar. — Robin reclama assim que a vê entrando no quarto.

– Desculpa, amor. As coisas não ocorreram como o esperado. — A morena sela seus lábios nos dele brevemente.

– Descobriu algo?

– Sim. — Ela suspira. — Basicamente, Ally é a filha de Elise.

– O quê? Ela não tinha filhos.

– Quer dizer, Ally foi adotada por ela na Floresta Encantada.

– Eu juro que isso está confuso. — Robin disse. — Como assim, no nosso reino? Não pode ser...

– Calma, eu vou explicar tudo. — Fala procurando um jeito ''fácil'' de contar o que sabe. — Ela morreu, Robin...

''É, com certeza isso não foi o jeito correto'', pensa consigo mesma.

– Elise? — Indaga.

– Não, Ally.

– Regina, que brincadeira é essa?

– Eu sinto muito.

– Eu não entendo, ela... Ela estava aqui comigo naquele dia, Regina você a viu. Isso não pode ser real.

– Eu sei mas, existe muitas coisas que você não sabe sobre magia. Rumple me esclareceu tudo sobre essa menina, sobre seu passado. Prepare-se, não é nada agradável.

– O que aconteceu com ela, para ter... — O arqueiro nem ao menos consegue completar a frase. Ainda era difícil de acreditar que, Ally tinha ido embora. O rápido contato que teve com ela, foi o suficiente para perceber que aquela garotinha possuía algo especial. Robin nunca comentou porém, Elise não era estranha para ele. Não na aparência mas, na calmaria que demonstrava, na paz que transmitia. Agora, diante da revelação de sua amada, ele sabia que ambas eram iguais nos gestos.

– Gold não me falou exatamente como isso ocorreu, me enrolou de todas as formas. Sei que mentiu, só não sei o por quê. — Regina percebe uma lágrima escorrer dos olhos do ladrão. Ele estava machucado e, isso quebrava seu coração.

– Robin...

– Então, eu estava certo. — Ele sorri genuinamente. — Ally era um anjo.

– Sim, ela era.

– Isso é estranho, Ally parecia realmente estar aqui.

– Magia prega peças às vezes.

– Ele disse mais alguma coisa, não disse?

– De fato. — Se aproxima mais ainda dele. — Gold me disse que se nossa bebê for igual à Ally, se a magia for exatamente a mesma... Saberemos como prender Elise na Urna.

– Magia? O que isso significa?

– Ele me contará tudo amanhã cedo, no meu escritório. Em falar nisso, está ficando tarde.

– Regina, você não pode ir sozinha.

– Por que está dizendo isso?

– Eu sou o pai, tenho que estar lá.

– Infelizmente, você não pode.

– Mande ele vir aqui, nós conversamos...

– Vai ficar tudo bem, eu prometo. — A prefeita pega nas mãos dele. — É a sua vez de confiar em mim.

Arendelle — Dias atuais.

– Por aqui. — Elsa os guiava pelos corredores do enorme castelo.

– O que estamos fazendo exatamente aqui? — Hook indaga curioso.

– Preciso mostrar uma coisa...

– Vocês voltaram! — De repente quem aparece é Anna, com seu melhor sorriso.

O trio entra numa espécie de sala antiga, muitos quadros espalhados pelas paredes. A falta de luz, dificultou saber o que mais continha ali. Emma se aproximou de uma imagem e, a observou atenta. Um casal perfeitamente pintados, chamaram sua atenção.

– Eram nossos pais. — A Rainha quebra o breve momento de silêncio que tinha se instalado.

– Olha... — A salvadora suspira. — Vamos logo ao que interessa, não podemos perder tempo. Como devem saber, um bebê raramente espera nove meses para nascer.

– Certo. — Elsa anda em direção a alguns livros velhos, que se encontravam numa mesa. Começou a folhear um específico, até uma folha solta cair. — Pois bem, aqui está!

– O que é isso? — Belle pega o papel nas mãos. — Que idioma é esse?

– Era uma língua muito comum aqui em Arendelle mas, com o passar do tempo, ela deixou de existir. Eu arranquei e guardei a última folha, porque não queria que ninguém soubesse disso.

– E o que diz ai? — Emma pergunta desconfiada.

– Papa Pabbie só conseguiu decifrar metade do que está escrito, o resto não sei.

– Quem é Papa alguma coisa? — Killian estava confuso com toda a situação.

– Papa Pabbie é o Rei dos Trolls. — Anna explica.

– O que ele disse?

– Que a pessoa que colocou a urna lá, usou um feitiço... Que só ela mesma pode tirar. Ou seja, só meu pai poderia pegar a urna da caverna...

– Ótimo, falaremos com ele, resolvemos o problema e, voltamos para StoryBrooke. — O pirata respira aliviado.

– Ele não pode ajudar. — Elsa encara o quadro.

– Ele morreu numa tempestade no alto mar, junto com nosso mãe. — Anna completa entristecida, e se aproxima da irmã mais velha.

– Eu sinto muito. — Belle se pronuncia.

– Não acredito. — A salvadora suspira chateada. Andando em voltas, pensando em tudo que descobriu. — Eu não vou voltar sem nada, eu não posso... Eu devo isso à Regina.

– Eu realmente queria ajuda-los! — A loira afirma sincera.

– Tudo bem, sei que está falando a verdade.

– Aonde você vai? — Pergunta ao ver Emma saindo da sala.

– Embora. — Fala com passos apressados.

– Talvez... Talvez possamos achar uma outra solução Emma, fique aqui no castelo conosco. — Pede.

– É Emma, não temos lugar para dormir. — Belle disse.

– Só por essa noite. — A loira responde.

– Obrigado. — Elsa se aproxima de Emma.

– Pelo o quê? — Ela pergunta sem muita paciência.

– Por ficar aqui. — Sorri.

– O castelo é seu, não tem motivo para estar agradecendo.

– É, você tem razão. — A Rainha pensa em se virar para deixa-la sozinha mas, muda de idéia. — Emma... Você se sente diferente?

– Sim, sou a única que tem juízo aqui.

– Não, como se sente com sua magia?

– Como deveria me sentir?

– Não sei. Pelo que vi você é a única que a possui, não é... Estranho?

– Você está me pergutando isso, porquê é a única aqui, não é?

– Talvez. — Disse tentando parecer seria. — Eles te aceitam como você é, isso é bonito.

– Não vi sua irmã fazendo o contrário com você.

– Não, com Anna não tenho problemas. As pessoas do Reino, eles ainda tem receio. Eu entendo, até eu teria. — Ri nervosamente.

– Sabe, meu pais resolveram ter um bebê recentemente e, eu pensei que seria para me substituir. Foi um pensamento idiota mas, depois eu cai na real. Eles não tiveram a chance de me criar, era uma oportunidade que não podiam perder.

– O bebê é...

– Não, não é ele que correr perigo.

– Você sabe manusea-la bem?

– Foi difícil no começo mas, estou me acostumando.

– Você não tem medo de machucar alguém?

– Sim, tenho. Mas eu aprendi uma lição há muito tempo. Enquanto você for insegura, não confiar em ninguém, nas pessoas para te ajudar... Você vai se sentir sozinha, não pode se privar de te amarem. Tem que ter confiança!

– Está falando isso por causa dele? — Elsa direciona seu olhar para Killian que conversava com Krisroff do outro lado do salão.

– Oh, dá para perceber?

– Está estampado na sua cara.

– Estamos juntos há pouco tempo, não quero ficar falando dele.

– Ele é um pirata e, você uma princesa. Isso é um tanto engraçado, principalmente por causa do gancho.

– Acho melhor eu tomar um banho, se não for incomodar.

– Claro, vou pedir para Joana leva-los para os quartos reservados.

Já do lado de fora, Belle estava sentada fitando a branquidão que a natureza lhe proporcionava. Suas memórias não a deixavam esquecer, Rumple ainda mexia muito com ela. Talvez estivesse com saudades ou, era só a dor que ainda a machucava.

– Pensando no crocodilo? — Killian se aproxima dela, sentando-se ao seu lado.

– Não te interessa. — Fala seca, limpando a pequena lágrima que escorria em seus rosto.

– Você o ama muito, né? — Indaga, recebendo um olhar bravo da moça. — Eu sei que não sou a melhor pessoa para conversar, mas estou aqui.

– Ele te mandou aqui para me dar conselhos amorosos também?

– Não, ele queria que eu a protegesse. Já que não podia, a solução foi recorrer a mim.

– Eu disse coisas horríveis, e mesmo assim, ele se preocupa comigo. — Sorri.

– É, parece que ele tem um coração. — Fala irônico.

– Está ficando tarde, vamos entrar.

StoryBrooke — Dias atuais.

O dia amanheceu lentamente na cidade do Maine, o frio estava mais intenso naquele manhã. No hospital principal, apesar das poucas ocorrências de acidentes, os médicos estavam muitos ocupados.

– Por que as pessoas demoram tanto para vir até mim? — Robin questiona com uma irritação enorme em sua voz.

– Bom dia, patrão. — Ryan fecha a porta atrás de si, e diz para provoca-lo. — Primeiro, são cinco horas da manhã, normalmente eu acordo daqui duas horas. Segundo, tive que me vestir de um faxineiro para entrar nesse lugar, devo confessar que a segurança é pesada. E terceiro, você é de uma educação incrível!

– Trouxe o que eu pedi?

– Aqui está. — Ele tira a mochila de suas costas e entrega para o ladrão.

– Que roupa é essa?

– Não vai me dizer que queria que eu fosse até sua casa, e roubar suas próprias roupas com aquela Rainha que arranca corações?

– Seria mais agradável de sua parte, parece trapos isso aqui. — Fala analisando-as.

– São minhas roupas e, as mulheres me acham charmoso, ok?

– Pouco me interessa

– Olha aqui. Eu vou te ajudar a fugir, então me trate bem! — Exclamou e Robin revirou os olhos.

– Quero me trocar, vire-se.

– Isso não me parece ser algo legal... — Ryan comenta de costas para ele. — E se alguém descobrir?

– É lógico que vão descobrir mas, já vai ter sido o tempo e estarei bem longe daqui.

– Se sua dona saber disso, adeus...

– Cala esse boca e, me passa o óculos.

– Se me perguntarem, não te conheço. — Entrega o objeto para o arqueiro. — E aliás, você está feio!

– É assim que você fica quando veste isso. — Robin joga a mochila nele e, abre a porta de seu quarto.

Passou-se algum tempo, e por trás das árvores, Ryan e Robin viram Rumple chegar em seu carro na prefeitura.

– Hora de agir! — Robin afirma. — E você fica aqui.

Ele atravessa a rua correndo, suas condições não eram uma das melhores porém, sua teimosia era grande. Com cautela, Robin conseguiu entrar sem fazer barulho e levantar suspeitas. Ou pelo menos, era o que pensava.

– Olha só quem eu encontrei! — Seu amigo fala o assustando.

– David... Não sabia que estaria aqui.

– Não era para eu estar mas, recebi uma certa ligação de alguém que fugiu do hospital. Conhece?

– Eu posso explicar...

– Robin? — Ambos escutam os passos dos sapatos de Regina contra o piso. — O que está fazendo aqui? Não me diga que você...

– Ele recebeu alta e, eu o trouxe para você. — David sorri.

– Sério? Doutor Whale não me disse nada a respeito.

– Eu ia te falar ontem amor, só que acabei esquecendo.

– Já tenho que ir, boa sorte.

– Obrigado, David. — Sussurra Robin. Depois que ele sai, Regina o encara. — O que foi?

– Você pensa que eu engoli isso?

– Regina...

– Eu falei para você confiar em mim.

– Eu sei que estou errado mas, eu não acredito que Rumpelstiltskin tenha boas intenções com você, com o bebê.

– Por que acha isso?

– É só minha opinião.

– Será que vou ter que voltar outra hora, para vocês resolverem seus problemas pessoais? — Gold aparece.

– Não, vamos logo ao que interessa. — Regina respira fundo.

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– Hey, não sabia que te encontraria aqui. — Ryan fala ao ver Marian no parque com Roland.

– Sim, você sabia.

– É, talvez.

– Idiota. — Bate no ombro dele. — Não pense que eu não sei que você ajudou o Robin a fugir do hospital.

– Como? Quer dizer, o que?

– Ryan, toda cidade já sabe, Regina me avisou.

– Regina? Isso não é bom!

– Cidade pequena tem seus privilégios.

– Defeitos, isso sim.

– Achou mesmo que demorariam para perceber que ele não estava lá? Eu conversei com Regina sobre essa mania e, ela alertou Whale.

– Pra quem eram inimigas, estão fofocando demais.

– E você, falando.

– Isso foi uma indireta? — Ryan a encara.

– Entenda como quiser. — Marian desvia de seus braços e anda até Roland.

– Estou sonhando ou, você está dando em cima de mim? — Grita a seguindo.

– Com certeza, está sonhando.

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– Regina me contou que você disse a ela, que tem um plano. — Robin se manifesta.

– Não é exatamente um plano mas, se der certo, isso pode nós ajudar. — Responde sereno.

– Então? — Regina estava ansiosa.

– É simples, você irá colocar Elise na urna novamente.

– Como? Você sabe muito bem que eu não posso usar magia, Rumple. — A morena fica confusa.

– Você não porém, sua filha...

– Isso só pode ser brincandeira. — Robin ri sarcasticamente.

– Eu ainda não entendi. — A prefeita se aproxima dele.

– O bebê vai usar magia, ela salvará todos nós.

– Não posso esperar ela nascer e ter a idade certa!

– E quem disse que ela precisa nascer para fazer isso? Você só tem que induzi-la enquanto estiver em seu ventre.

– Isso pode machuca-la?

– Não importa, porque minha filha não vai fazer nada. — O ladrão fala bravo.

– Sinceramente? Eu não sei se isso é perigoso. Mas a magia dela pode deixar Elise sem o poder por um breve momento. Como ainda é um bebê, não poderá fazer que isso dure para sempre mas, é o tempo suficiente. — Esclarece.

– Não tem outra forma? — Regina estava atordoada.

– Infelizmente, não.

– Regina...

– Temos que tentar, Robin. — Ela o olha.

– Isso não é seguro, não está entendendo?

– Estamos sem saída, eu não sei o que fazer. — A rainha o abraça apertado.

– Vocês podem tentar induzi-la uma vez e, se não houver problemas... Podemos até cogita-la para o cargo de nova salvadora. — Brinca.