Notas iniciais
Capítulo dedicado as meninas que não deixam de comentar um capítulo sequer , amo vocês. Gostaram da nova capa ? Comentem u.u

2 dias se passam desde a minha primeira consulta na médica, são quase 10:00 horas e eu ainda estou na cama. Os enjôos simplesmente não me deixam eu ir para a prefeitura. Especialmente naquele dia, eu estava mais enjoada do que o normal, não podia nem sentir o cheiro da grama molhada por conta da chuva forte lá fora. Liguei para a Dr. Megan e ela disse que era comum e que com a dieta que ela me recomendou fazer e as vitaminas que eu estava tomando, isso passaria logo logo. Ela também me indicou que ficasse em casa, pelo menos por hoje e não ir ao trabalho. Concordei, porque não estava disposta para fazer nada. Ouço meu celular vibrar e pego-o rapidamente e leio a mensagem que era de Snow.

" Regina, encontrei Tinkerbell, ela acabou de entrar aqui no Granny's. Se você quer falar com ela, essa é sua chance. Não demore! "

Após ler a mensagem até o fim, levanto rápido demais e tudo gira. Sento-me novamente na cama e só saio de lá quando tenho certeza que a tontura já passou. Tomo um banho de gato de cinco minutos, coloco uma roupa confortável, tomo meu café da manhã instruído pela doutora e saio apressadamente de casa. Eu estava fazendo exatamente o contrário do que a médica me recomendou. A chuva estava cada vez mais grossa e impedia que eu olhasse as ruas ao redor. Coloco o pé no acelerador e vou mais rápido com o carro, aquela era uma oportunidade de se acertar com alguém que foi de uma grande ajuda para mim, talvez a única e não podia deixar passar. Estou dirigindo rápido demais e não vejo que o sinal está vermelho. Vejo pessoas atravessando a rua e me desespero, freio com tudo, parando quase na faixa inteira de pedestre. Por pouco não atropelo uma menininha e uma jovem mulher que possivelmente era sua mãe. Ouço xingamentos da mesma, mas não me importo. O importante é que ninguém se machucou, automaticamente levo minha mão há meu abdômen . — Desculpa por isso. — Digo num sussurro e para o bebê, como se ele pudesse escutar tudo o que eu digo. Mais alguns minutos de carro e chego no Granny's, estaciono meu carro, respiro fundo e entro. De início eu não encontro-a, então resolvo me sentar e pedir uma água para me acalmar do susto que levei, ainda estava tremendo por conta disso.

– Regina, aqui está sua água sem gás. — Ruby fala se aproximando de mim e me entregando a água.

– Obrigada.

– De nada, você ... Está bem ? Parece meio tensa.

– Estou, foi só um susto que tomei com o carro agora há pouco, mas já passou.

– Ah, entendi. Tome mais cuidado. — Ela se vira, mais eu a chamo.

– Ruby ? Você por acaso não viu a senhorita Tinkerbell por aqui ?

– Ah, a fada! Ela acabou de se levantar, um pouco antes de você chegar e foi em direção ao banheiro, já já ela deve estar voltando.

– Obrigada, e eu já vou pagar a água ok ? — Pago e a abro, no caminho ao banheiro vou bebendo-a. Vejo Tinker lavando as mãos na pia, ela não nota que eu estou na porta a vigiando. Estou nervosa, respiro várias vezes, não sei qual vai ser sua reação ao me ver. Ouço sua voz e desperto dos meus pensamentos.

– Prefeita, você por aqui ! Que maravilhosa surpresa! — Ela diz irônica. — Ou devo melhor dizer, coincidência ? Bom dia ! — Ela fala com seriedade na voz , ela passa por mim e eu a seguro pelo braço com uma certa força. — Ei, o quê significa isso ? — Brava ela fala se referindo ao seu braço que provavelmente eu estava machucando-o.

– Desculpa ... — A solto e ela se vira para sair do banheiro. — Tinker espera. — Ela se vira e olha para mim com desprezo. — Precisamos conversar.

– Não me lembro de pedir alguém para isso ! — Ela usa exatamente as mesmas palavras que eu falei semanas atrás. Novamente ela se vira para ir embora, eu não queria usar magia, mais era o único jeito dela me escutar. Imobilizo-a com o mesmo feitiço que usei em Robin no meu castelo na Floresta Encantada, prendendo os pés dela no chão. — Me solte ! Agora ! — Ela grita.

– Por favor, me escute ...

– Socorro! Alguém me ajude ! — Ela grita mais ainda. E mais uma vez eu uso magia e travo a porta, impedindo que ninguém a abrisse.

– Pare de gritar! Me perdoe de verdade, eu não queria ter te dito todas aquelas coisa horríveis. — Digo com sinceridade e com os olhos marejados. — Eu não queria ter ... — As palavras somem.

– Me agredido ? Mas você fez ! — Ela diz e percebo que assim como eu, ela também está com os olhos cheios d'água. — Eu podia esperar qualquer coisa de você Regina, qualquer coisa, até que arrancasse meu coração, menos isso!

– Você tem razão, eu fui uma idiota. Eu não pensei nas consequências dos meus atos. — Me aproxima dela. — Me desculpa..

– Oi ? Gente ? — Ruby me interrompe e percebo que ela está tentando abrir a porta. — O que aconteceu com essa porta ? Vocês estão bem ? — Eu desfaço a magia que prendia Tinker, e também a da porta e Ruby entra.

– Está tudo bem Ruby, a senhora prefeita já estava de saída, não é mesmo ? — Tinker diz sorrindo falso como se nada estivesse acontecendo.

– É ... Sim, eu já estava indo. — Ruby apenas nós observa por alguns instantes e sai. Vou em direção a pia para lavar meu rosto. — Droga! — Sussurro baixo e me apoio na pia enquanto uma outra tontura me atingia, a mesma tontura que eu tive há algumas horas atrás em casa. Parece que Tinker me ouve e fala.

– O que foi ? — Ela estava segurando a porta para sair. — Ah, não creio! Não posso acreditar que você está fingindo estar passando mal só para fazer eu falar contigo. O quão baixo você desceu hein Vossa Majestade ! — Ela debocha. — Isso não vai fazer eu falar contigo ! — Não digo nada, apenas respiro fundo, já estava me irritando e o pior é que eu nem estava raciocinando direito. Ela se aproxima de mim. — O que você está sentindo ? — Seus olhos que antes eram puro ódio, agora estava repletos de preocupação comigo .

– Não te interessa ! — Eu falo grossa.

– Se não me interessasse, eu não estaria perguntando! — Ela devolve na mesma moeda. — Vem, senta aqui ! — Ela me direciona para um banquinho que estava perto da porta. Sento-me e respiro fundo.

– Obrigada.

– Já passou ?

– Sim . — O mal-estar começa a diminuir a intensidade.

– O que você tem ? Está doente ?

– É... Mais ou menos.

– Quê?

– Eu posso te explicar, mas aqui não é apropriado para falar disso. Vamos para minha casa e ...

– Eu sabia ! Você só estava fingindo, se pensa que eu vou cair nessa, está muito enganada. Você atua muito bem, mas eu não sou boba!

– Pelo amor de Deus ! Pare de idiotice, eu não estava fingindo! — Me irrito. — Eu só quero te explicar o que está acontecendo comigo, é um assunto grave e uma lanchonete não é o melhor lugar para contar isso.

– Eu vou pra minha casa !

– Por favor, me acompanhe até em casa e você vai saber de tudo ok ? Só essa vez e eu prometo que se você quiser, eu nunca mais te procuro.

– Regina...

– É importante ! — Depois de tanto insistir, ela resolve ceder.

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– Roland filho, acorde ! — Marian fala. Eles já estavam morando em uma casa há 1 semana, e claro, Robin estava com eles. — Amor, você vai se atrasar pro seu primeiro dia de aula. — Ela chama-o mais uma vez e decide ir até o quartinho dele . Depois de tanto lutar, ele acorda e se levanta. Ela dá banho nele e depois ambos tomam um café da manhã caprichado que ela fez. São quase 11:30 e ela corre, pois a escola é meio longe da onde ela morava. Robin estava trabalhando e não podia acompanhá-los, então ela teria que fazer isso sozinha. — Vem filho, dá a mão pra mamãe! — Ela pede e ele a obedece. A chuva não dava trégua e com certeza ia atrapalhar um pouco o percusso que ela teria que fazer até a escola.

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– Entre ! — Digo para Tinker e a mesma entra na minha casa, a convido para sentar.

– Não sei nem porque concordei em vim aqui. — Ela revira os olhos

– É importante o que eu tenho pra falar.

– E o que eu tenho haver com isso ? Belle é sua amiga e não eu ! — Ela diz claramente com ciúmes.

– Belle ? E o que ela tem haver com isso ?

– É ! Eu vi o quão amiguinhas vocês estão ! Vai lá e fale seus problemas para ela e não para mim !

– Isso é ciúmes ou oquê? Belle só está me ajudando...

– Ciúmes ? Eu ? — Ela rir ironicamente. — Ai meu Deus, não faça-me rir. Vai falar logo o que quer ou posso ir para casa ?!

– Eu quero que você me perdoe.

– Você já disse isso.

– Para de ser orgulhosa garota !

– Ai quer saber, chega ! To indo embora!

– Não. — Grito. — Espere um minuto aqui. — Vou subindo as escadas. — É rápido, não saia daí. — Vou para meu quarto e lá pego minha bolsa e tiro um envelope de dentro e volto ao seu encontro. — Pronto! — Entrego o mesmo para ela.

– O que é isso?

– Abra ué!

– Oquê ? Tem algum feitiço do sono aqui ? — Ela pergunta sarcástica.

– Apenas, abra-o. Por favor. — Finalmente ela abre o envelope e eu analiso suas expressões confusas.

– O que é isso ? — Ela diz olhando para a ultra-sonografia sem entender nada. Por um minuto esqueço que ela veio com a última maldição e não sabe de quase nada deste reino.

– Ah, isso é ... Um ultrassom.

– Tá e pra quê serve isso ? Essas fotos pretas e cinzas ? Aliás, aonde você quer chegar com tudo isso ?

– Uma ultra-sonografia ou ultrassom é um exame muito comum que mulheres grávidas fazem, para checar se o bebê está se desenvolvendo direito, a quantidade de peso e o tempo de gestação ...

– Espera! — Ela me interrompe e vejo sua expressão chocada. Percebo que falei tudo de uma vez só, sem deixar ela dirigir aquilo aos poucos. — Isso é um bebê ? — Ela fala se referindo a foto em suas mãos. — Isso é o seu bebê ?

– Sim, eu estou grávida do Robin ! — Ela fica pálida e eu me preocupo. — Tinker ? Você está bem ? — Por um minuto ela sai fora de si e depois volta, me surpreendendo, ela me abraça.

– Parabéns Regina ! — Ela percebe que fez aquilo por puro impulso e se afasta. — Quer dizer...

– Tudo bem, você ainda está brava comigo ?

– Estou ! — Ela tenta ser séria. — Mas como isso é possível ?

– Sério mesmo que você não sabe como se faz um bebê ?

– Não, não é isso. É lógico que eu sei, é só que ...

– Você pensou que eu não podia engravidar. — Termino a frase pra ela.

– Não me leve a mal Regina, mas foram tantos anos, aí veio a maldição e antes dela você nunca ficou grávida do Rei, pelo menos que eu saiba.

– Tudo bem. Eu nunca quis isso. Eu não o amava e não queria ter um filho fruto de uma mentira. E depois da maldição que eu lancei, eu pensei que isso era impossível, mas aconteceu. E de uma forma que eu jamais esperaria que fosse acontecer. — Digo meio triste. — Você pode me perdoar por tudo que te fiz ?

– Regina ...

– Não, olha. Eu falei coisas horríveis pra você, te acusei, te agredi ... Eu estava fora de mim naquele dia e ...

– Regina ... — Ela me interrompe. — Está tudo bem, eu te perdoo, eu fui te encontrar em uma péssima hora. — Eu a abraço instantaneamente. — Mas com uma condição! — Nós nos afastamos.

– Qual?

– Que você também me perdoe, falei coisas feias pra você.

– Tudo bem , você só falou a verdade.

– Mas agora vamos esquecer tudo isso. — Ela muda de assunto. — Quando você descobriu isso ? — Ela fala e coloca a mão em minha barriga.

– Há quase 1 mês !

– Nossa ! E foi a um médico ? — Ela pergunta e sentamos novamente, porque tínhamos levantado antes para os mil abraços dados.

– Sim. — Sorrio de orelha em orelha. — Estou com quase 7 semanas e a doutora me disse que o bebê é super saudável. — Falo e mostro a foto da ultrassom novamente.

– Parece que ele já está dando trabalho para você ! — Ela fala. — Sério mesmo que isso aqui é um bebê? — Nós rimos. — E Robin ? Ele já sabe ?

– Não. — Meu sorriso desaparece. — Não contei ainda.

– Mas vai contar, certo ?

– Não sei, olha ...

– Regina, ele é o pai !

– Eu sei disso melhor do que ninguém ! Mas ainda tem Marian.

– Isso não muda o fato de que essa criança também é dele.

– Eu sei disso. Quer ir na próxima consulta comigo ? — Mudo de assunto.

– Você não existe ! Ok. É claro que quero ir. Estou louca pra ver ele. Ou ela! — Ela fala maravilhada com tudo aquilo e assim continuamos a conversar sobre as consultas e todo o processo da gestação, como as melhores amigas, como se nunca tivesse tido uma briga entre nós duas.

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Naquele mesmo horário, Robin volta para almoçar um pouco mais tarde do que o normal, ele estava tendo um dia cheio. Emma e David o chamou para auxiliá-los na delegacia, ele estava confiante que logo estaria fixo no trabalho, pois era bom no que fazia. Estava tudo um caos na cidade por conta da chuva forte. O arqueiro decide ir ao Granny's comer algo, estava evitando ao máximo de contato com Marian, porque só saia briga quando eles se encontravam e sem falar que isso não era bom para Roland. Ele abre a porta e logo de cara vê a mais linda mulher de StoryBrooke Maine.

– Prefeita Mills, Tinkerbell. — Ele fala se aproximando das duas e com um sorriso lindo de matar. Regina e a Fada decidiram também ir ao Granny's para almoçar, pois por conta da indisposição da Rainha, ela não havia feito nada para comer.

– Olá . — Regina diz meio nervosa.

– Robin ! Olá ! — Tinker dá seu melhor sorriso.

– Oi gente, o que vão querer ? — A garçonete se aproxima do trio.

– Nós não estamos juntos Ruby. — Regina toma a frente e diz.

– Ah sim, desculpe. — Ela fala.

– Bom, eu quero o mesmo de sempre. Vou me sentar ali naquela mesa ao fundo. — Robin fala percebendo que Regina não o queria ali. Depois que os dois saem, Tinker resolve falar.

– Por quê diabos você fez isso ?

– Eu estou nervosa, não ia conseguir disfarçar na frente dele e sem falar que a louca da Marian pode aparecer e fazer mais escândalos. A última coisa que eu posso fazer e me estressar.

– Ok né. Ruby! — A moça aparece em seguida. — Eu quero o prato especial da casa que inclusive parece ser muito bom e você ? Vai querer o quê Regina ?

– O mesmo ! — Ela força um sorriso.

– Ok. — Ruby anota o pedido e sai.

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Durante todo o almoço eu virava e olhava para trás, para ver a mesa aonde Robin estava. E ele sempre estava me olhando de volta. Almoçamos e finalmente eu paro de olhar para trás por alguns minutos, até esqueço que estamos no mesmo lugar. Quando vou pagar a conta, torno a olhar para o fundo e me surpreendo ao ver apenas uma mesa vazia. Ele já tinha ido embora. Mais um dia se passa, mais um dia que estamos separados. Até quando vou aguentar isso ? Até quando vou conseguir ficar longe do meu verdadeiro amor ? Será que se Daniel estivesse aqui, isso tudo estaria acontecendo? Não sei. Só sei que estou confusa e com raiva, raiva e principalmente com saudades daquele que um dia foi meu ladrão!

Notas finais
Sigam meu novo twitter @N_buchman , fiz ele somente para conversar com vocês leitoras, lá tirarei dúvidas, atualizarei vocês sobre a fic e tudo mais . Comentem u.u