Use My Heart For Both Of Us.
10 Picks .
Notas iniciais
– Voltei ! Espero não ter me atrasado muito. — Robin diz há David, que inclusive tinha acabado de chegar da casa da esposa.
– Não, não se atrasou não. Fique tranquilo. — Ele diz com um sorriso fraco. — Robin, está tudo bem ? Você parece meio tenso, sei lá. — David fala ao perceber a expressão do mais novo amigo que fizera.
– Sim, está. — Ele fala, mas resolve falar com sinceridade. — Não, na verdade não está nada bem. — Robin se senta na pequena poltrona que tinha ao lado da mesa e David se encosta na mesma, ficando de frente para o arqueiro.
– Quer se abrir ? Sei que não somos tão próximos, mas a minha cara é a que você mais vai ver por aqui e duvido um pouco que queira falar com Emma sobre isso. — Ele brinca. — Qual é o problema ?
– Regina ! Ela é o problema ! — Robin desabafa.
– O que ela fez agora ?
– Não, ela não fez nada e esse é justamente o problema! — Ele diz nervoso e com o rosto meio avermelhado.
– Ok. Acho que perdi alguma coisa. — Ele diz confuso.
– Eu há encontrei no Granny's agora há pouco.
– E ... ?
– E ela simplesmente me ignorou ! Pensei que ela me amasse.
– Acho que o problema aqui é você e não ela. Pelo que eu sei você ainda está com Marian e a prefeita da cidade não é de dar mole a homens casados.
– Eu não estou com ela !
– Mas moram juntos!
– Tá e qual é o problema em eu abrigar a mãe do meu filho ?
– Robin, eu entendo que você está confuso . Eu sei que está situação é difícil pra você. Mas Regina não vai te esperar a vida toda.
– O que quer dizer com isso ?
– O que eu quero dizer é que perante há todos você ainda é casado e tem relações com sua mulher e que você jogou Regina pra escanteio. Você conhece ela melhor que eu e você sabe que ela está sofrendo com tudo isso.
– Não me pareceu isso quando há vi hoje!
– Ela sabe esconder seus sentimentos muito bem! Diria que se ela não fosse uma Rainha, ela podia ser até uma atriz ! — Ele tenta quebrar aquele clima pesado brincando. — Você tem duas mulheres lindas ao seus pés hoje, mas amanhã pode não ter mais ninguém para amar. E acredite meu amigo, uma pessoa sem amor é uma pessoa sem vida.
– Eu amo Regina com todo meu coração, mas não posso deixar Marian. Ela precisa de mim, Roland precisa da mãe.
– Roland ainda terá a mãe, mesmo se você decidir não ficar com ela. Isso não tem que ser por obrigação Robin! Você tem que cuidar de Marian se for por amor, porque gosta disso. Porque acredite, se ela descobrir que é um fardo na sua vida, isso vai ser muito pior. Quanto mais rápido for sua escolha, menos tempo uma das duas sofrerão. Mais não se esqueça, faça a escolha que seu coração pede !
– Eu jamais queria que isso estivesse acontecendo. Eu me importo demais com elas para fazer uma ou a outra sofrer. Eu só queria saber o que fazer sem ferir ninguém ! — Robin diz triste e atordoado com essa situação toda.
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No dia seguinte ...
– Regina, PARA ! — Freio com tudo.
– O que foi mulher ? — Pergunto com a mão no coração que estava acelerado.
– Olha aquela loja de bebê ali. — Ela aponta. — Só tem roupinhas lindas de criança.
– Ah, não acredito !
– É, nem eu ! — Ela sorri e nem percebe que me referi há outra coisa. — Você já tem que começar a pensar nisso, porque ... Que foi ? — Eu a encaro.
– Tinker, pelo amor de Deus ! Eu não posso ficar tomando susto assim. — Falo zangada.
– Ai meu pai, me desculpa ... Desculpa, desculpa. Eu esqueci disso.
– Pensei que tinha atropelado algo ou alguém, sei lá. — Respiro fundo e tento me acalmar, estava nervosa.
– Me perdoa ?! Você está bem ? Está sentindo dor ? — Ela começa a perguntar sem parar. — Vamos no médico e ...
– Está tudo bem ! Só não faça mais isso, já é a segunda vez que freio com o carro essa semana.
– Segunda ?
– Sim, quase atropelo uma mulher e uma criança atravessando a rua ontem. Se não tivesse dado tempo, não sei nem o que teria acontecido.
– Oh céus Regina ! Vamos para casa. É melhor você ficar de repouso.
– É, e nem era para eu ter saído ontem.
– E por que saiu ?
– Não é óbvio ? Eu tinha que falar com você ! Soube que estava no Granny's para almoçar. Foi difícil de te encontrar, sabia ?
– Espera aí . Quem te falou que eu estava lá exatamente naquele horário ? — Ela pergunta desconfiada.
– Não é da sua conta ! — Brinco. A rua que antes estava vazia de carros, agora estava praticamente um trânsito. Ouço as buzinas dos mesmos e percebo que estou bloqueando o caminho. — Agora vamos ! — E começo a dirigir, liberando a rua lotada.
Ao chegar em casa, a primeira coisa que faço é tirar os saltos que estavam me matando. Subo as escadas, vou para o meu quarto e em seguida para o banheiro. Estou exausta, preciso de um banho pra relaxar. Tinker ficou na cozinha preparando o jantar, sim, eu estava abusando dela. Ultimamente estou comendo demais, mas também não era pra menos né, " Estou me alimentando por dois ". Essa era sempre a desculpa que eu inventava agora, tanto pra Henry que vivia falando que eu ficar gorda, tanto para mim. Encho a banheira e fico lá durante uma hora ou mais. Assim que saio, vejo a fada com uma bandeja nas mãos.
– Nossa, que demora ! Estava há quanto tempo sem tomar banho ? — Ela brinca.
– Idiota ! O que é isso ? — Pergunto me referindo a bandeja.
– Seu jantar ! — O sorriso em seus lábios era enorme.
– Tinker, ainda são 19:00 hrs. — Olho para meu celular e falo.
– E daí ?
– E daí que eu não costumo comer esse horário !
– Por isso mesmo! Fiz uma sopa bem leve pra você.
– Sopa ? — Digo rindo. — Eu não vou comer isso !
– Vai sim ! Está ótima Regina e é saudável.
– Odeio sopa garota !
– Mas agora não mais ! — Ela diz e sinto firmeza em sua voz. — Tem legumes e eu li naquela caixa mágica que é ótimo para os bebês que estão se desenvolvendo na barriga da mãe.
– Você quis dizer computador não ?
– Tanto faz, agora tome ! — Ela me dá a bandeja.
– Aff ... sério mesmo isso ?
– Sério! Agora senta aí e come ! — Sento na cama ainda de roupão. A cada colherada era uma careta feia e meu estômago embrulhava. Depois de mais ou menos umas quatro colheres de sopa, chega uma hora que não aguento mais e corro para o banheiro, lá ponho tudo pra fora. — Ai meu Deus Regina ! — Tinker diz brava. — Assim não dá, tudo que come, você coloca pra fora!
– Eu falei que odiava sopa e ainda por cima tinha cenoura. Eu odeio isso mais ainda. E sem contar que desde de ontem não estou me sentindo bem. — Digo já de volta.
– Por que não vamos ao médico ?
– Não há necessidade. Já estou melhor, eu liguei para a doutora e ela falou que isso é comum por conta que estou no início da gravidez. Meu corpo só não se acostumou ainda.
– Tem certeza ? — Tinker estava preocupada comigo.
– Sim, eu tenho.
– Então deita e tenta descansar um pouco ok ?
– Pode deixar, mas e você?
– Eu ? Eu vou para casa !
– Ah não ! Vai me deixar sozinha aqui ? Passando mal ? — Faço chantagem.
– Pensei que já estava se sentindo melhor. — Ela diz sacando o jogo.
– Dorme aqui hoje ?
– Regina, eu não ...
– Por favor? Eu não quero ficar sozinha essa noite. Henry não vai dormir aqui, ele está com a Emma.
– O que eu não faço por você ? — Sorrimos. — Tudo bem, agora dorme aí. Vou dormir no quarto de hospedes ao lado do quarto do Henry. Qualquer coisa, é só gritar.
– Pode deixar que com certeza eu grito. — Digo. — Obrigada.
– Boa noite futura senhora prefeita barriguda.
– Ei, eu não sou barriguda. — Confesso que aquilo me ofendeu.
– Eu disse futura, e relaxa. Já já aparece a barriga e de brinde as estrias. Acho que você vai fazer uma barriga enorme !
– Ai cala a boca, boa noite ! — Ela se despede de mim e sai. Ainda são 20:30 e não costumava dormir naquele horário, mas naquela noite eu capotei na cama. Nem sequer coloquei uma roupa, dormi de roupão mesmo.
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– Trouxe o jantar ! — Robin diz enquanto entrava em sua nova casa com uma sacola do Granny's.
– Papai! — Roland corre para os braços de seu pai.
– Olá campeão, como foi seu segundo dia de aula ?
– Foi mais legal que ontem, fiz mais amiguinhos.
– Sério ? Que legal filho. Cadê a sua mãe ?
– Estou aqui ! — Marian fala aparecendo na sala. — Oi Robin. — Sorrindo ela diz.
– Olá, trouxe algo diferente pra gente comer hoje. — Ele diz e coloca Roland no chão e fala para ele. — Vai lavar as mãos pra jantar filho. — E o menino sai correndo em direção ao banheiro. Robin se vira para Marian. — Eu esqueci de pergunta ontem, você conseguiu acertar o caminho da escola ontem e hoje ?
– Sim, acertei. A chuva me atrapalhou um pouco ontem, mais de boa.
– Estava terrível mesmo ontem, tive grandes problemas na delegacia por causa dela.
– Robin, a escola que Roland frequenta é um local seguro ?
– Pode ter certeza !
– Sei lá. fico meio apreensiva.
– Não precisa. É de total confiança aquele lugar. Vamos jantar? Estou morrendo de fome !
– Claro, vamos.
Já na mesa, Roland não parava de falar sobre a escolinha e os novos amigos.
– Henry também estuda lá, só que em outra sala. — O pequeno diz. — Mas é uma sala só de pessoas grandes igual à ele. Papai, por que a Regina não vem mais me ver ? — Robin é pego de surpresa e engasga com o suco que estava tomando.
– Roland, Regina não é sua amiga ! — Marian fala. — Ela não é amiga de ninguém, ela só machuca as pessoas e arranca cora ...
– Marian chega ! — Robin diz autoritário. — Ela está ocupada filho. — Ele diz ao pequeno.
– É claro que ela está ocupada ! Fazendo uma nova maldição! — Marian estava repleta de ódio por dentro, por seu filho está perguntando sobre Regina.
– Papai, Regina não é mal né? — Roland diz confuso e com os olhinhos cheios d'água.
– Não filho, ela não é ! Sua mãe só está brincando.
– Não, eu não estou. Roland tem que saber a bruxa que essa mulher é. Você não vai ficar mentindo pro meu filho Robin !
– Chega ! Já chega disso ! Pare de falar assim, até agora eu aguentei calado, mas agora chega ! Ela não é mais assim e você não tem o direito de falar assim dela !
– Por favor, não briguem de novo ! — Roland já pede chorando.
– Perdi a fome ! — Marian sai da mesa vermelha de raiva.
– Ei filho, calma meu amor! Não precisa chorar.
– E verdade então papai ?
– O que príncipe ?
– Que Regina destruiu nossa família ?
– Roland não fale isso nunca mais ! Isso não é verdade ok ? Regina te ama filho, ela nós ama.
– Eu sinto falta dela papai. Sinto falta de quando eu dormia com vocês na cama porque estava com medo da Zelena, dos passeios ...
– Eu também sinto amor, pode ter certeza ! Eu amo ela tanto quanto você !
Depois do caos que foi o jantar, Roland dorme no sofá enquanto assistia TV. Robin pega ele no colo e leva-o para o quarto dele. Ele o cobre e deposita um beijo em sua testa. — Dorme bem meu anjo, eu te amo ! — Ele fecha porta e vai se deitar no sofá.
– Então você vai dormir aí de novo não é ? — Marian vem para sala,ela foi para cozinha pegar água enquanto Robin colocava Roland na cama.
– Vou e boa noite ! — Ele fala sério.
– Até quando você vai ficar com esse joguinhos ?
– Marian, não começa ...
– Até quando vai fingir pro nosso filho que me ama ? Até quando ... Você vai me ... Machucar ? Eu não aguento mais isso Robin ! Eu amo estar aqui com meu filho e até mesmo com você, mas dói ver tudo desmoronando bem na minha frente e eu não poder fazer nada ! — Ela diz chorando.
– Olha ...
– Por favor, deixa eu terminar. — Ela pede e respira fundo. — Quando eu te vi naquela noite no Granny's, quando vi meu filho ... — Ela sorri em meio as lágrimas. — Eu pensei que finalmente eu ia ter um final feliz, o meu final feliz ! Que ia ter minha família de volta, que os homens que eu mais amo na vida, iam me receber de braços e que recomeçaríamos tudo do zero, só que com a felicidade incluída no pacote. — Robin á respeita e permanece calado, ela precisava disso, precisava desabafar. — Só que eu vi que não ! Que eu estava enganada. Robin eu te amo demais, eu não consigo imaginar minha vida sem você. Eu não entendo seus sentimentos pela Rainha Má, eu não consigo entender como alguém pode amar um ser tão frio e sem piedade como ela !
– Marian, ela mudou. — Ele resolve dizer.
– Isso é o que você diz Robin, porque você diz ama-lá ! Você não enxerga quem realmente ela é !
– Por favor, não fale assim. Eu não quero mais brigar.
– Eu também não. Eu acho que você já fez sua escolha. Eu só espero que você não se arrependa disso. — Ela limpa as lágrimas de seu rosto. — Apesar de tudo, eu ainda te amo e eu me odeio por isso. Eu posso até te perder para ela Robin, mas eu não vou deixar de lutar um dia sequer pra vocês serem eternamente infelizes. E com o meu filho, vocês não ficam ! — Marian se vira e vai pro quarto e deixa um Robin com os olhos marejados pela conversa franca que eles tiveram. Ele se deita e se deixa levar pelas emoções. Ele se permite chorar, chorar por medo de fazer a escolha errada, por medo de perder pessoas que ele ama, de perder tudo. Seus pensamentos continuam na última frase da "esposa" e no que ela é capaz de fazer com o coração amargurado.
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