Notas iniciais
Mais um capítulo e ele está cheio de surpresas =D Comentem ai.

Amanhece o dia com um sol forte de matar, nem parece que houve aquela chuva há dois dias atrás. Tinkerbell ficou com Regina até o meio dia e depois ambas foram aos seus respectivos trabalhos. Regina ofereceu um cargo de assistente à ela na prefeitura, a fada disse que ia pensar na proposta, pois já estava trabalhando em uma loja de roupas elegantes há duas semanas e que não era legal sair assim sem nem completar 1 mês. Já na casa de Robin, ele acordou cedo como de costume e Marian já tinha passado o café, e nem sequer dirigiu uma palavra há ele, e muito menos respondeu ao seu "Bom Dia". Ele foi trabalhar e ela ficou em casa com Roland, depois o levou para a escola e foi procurar um emprego. Ela estava tão chateada com ele, que decidiu não depender mais dele, já que ele não a escolheu. Pelo menos era o que ela pensava.

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– Será que eu posso entrar ? — Emma diz já entrando na minha sala.

– Já está dentro ! — Digo sarcástica. — O que faz aqui Senhorita Swan ? Problemas na delegacia ?

– Não, na verdade não.

– Então o que quer aqui ? Henry ? Ele está bem ? — Pergunto preocupada.

– Sim, ele está. Eu vim aqui pra falar sobre você.

– Sobre mim ? Não me lembro que pauta da reunião hoje era sobre mim. — Debocho.

– Regina, pare de gracinhas ! Eu vim aqui falar com você e você vai me escutar dessa vez, eu não saio daqui sem isso ! — Ela fala séria.

– Sente-se então. — Conduzo Emma a se sentar e faço o mesmo. — Pode começar. — Digo e forço um sorriso pra lá de falso, não queria ouvir as desculpas e nem seu discurso de justiceira, mas eu não tinha escolha.

– Eu esperei um certo tempo para vim, porque eu tinha que ter certeza que você estivesse mais calma. Eu espero que você finalmente entenda que tudo oquê aconteceu ...

– Não foi sua culpa, eu sei. — Digo sincera e percebo que Emma analisa as minhas palavras para ver se não há sarcasmo nelas.

– O quê ? — Ela pergunta com os olhos arregalados e sem entender nada.

– Desculpe por te culpar Emma. Não ia ser você, se deixasse alguém morrer. Esse é seu trabalho salvadora. Salvar pessoas. — Digo para irrita-la.

– O quê aconteceu com você ?

– Não aconteceu nada Emma. Eu só ... Só percebi que você, nem Robin e muito menos aquela coisa que ele chama de esposa tem culpa disso. Eu fiz isso há mim mesma.

– Regina, eu ...

– Eu não quero piedade da Salvadora. Por favor, eu não quero que as pessoas me olhem na rua e sintam dó. Eu não quero mais falar desse assunto, eu estou bem aonde estou.

– Sinto muito. — Ela diz cabisbaixa.

– Tudo bem. Acho que a está altura do campeonato você já sabe que estou grávida não é mesma ?

– Grávida ? Você está grávida ? — Emma fala e eu percebo o quão mal ela sabe fingir.

– Não se faça de desentendida, eu sei que você já está sabendo da história toda.

– Como ? Quer dizer, isso não era um segredo ? — Ela diz e eu percebo na hora que ela já sabe faz tempo.

– Um segredo que você e provavelmente David já sabe, e talvez até cidade inteira. Eu conheço Snow e sabia que ela não ia conseguir guardar isso, maldita hora que concordei com Belle para contar tudo para ela.

– Regina, ela não fez por ...

– Está tudo bem, sem problemas. Uma hora todos vão saber.

– David não sabe disso. Robin está trabalhando na delegacia com a gente e meu pai pode soltar algo sem querer. Achamos melhor ele não saber por enquanto. — Ela diz como se o assunto "gravidez" fosse algo normal para se falar entre nós duas. — Mas como você está ?

– Robin está trabalhando com vocês ? — Ignoro totalmente a pergunta dela. — Há quanto tempo ?

– A quase 1 mês.

– O que ele faz lá ? E aliás, que eu saiba eu tinha que ter sido notificada sobre isso !

– Eu pensei que como era Robin, você não ia se importar.

– É justamente por ser ele que eu tinha que saber! — Digo séria. — O quão engraçado é isso, um ladrão trabalhando na delegacia. — Minha seriedade some e dar lugar a um sorriso bobo pensando na situação. Ficamos conversando por mais algum tempo sobre a delegacia e sobre alguns documentos que eu teria que assinar, sem tocar no assunto Robin e "passado". Depois ela vai embora.

O tempo passa, agora são quase 20:30 e estou voltando para casa. Fico conversando com Belle no telefone enquanto abro com dificuldade a porta. " Sim Belle, eu estou bem ... Não precisa se incomodar, Tinker disse que iria comigo desta vez, se você não se importar é claro ... Ah ok. Então boa noite ... obrigada . Tchau " . Desligo o celular e finalmente entro em casa. Como de costume tiro os saltos e coloco em um canto da sala. Jogo as chaves do carro e a bolsa na mesa. Me deito no sofá e respiro fundo, estou exausta e morrendo de dor nas costas, e sei que com o tempo isso só irá piorar.

– Quem está aí ? — Pergunto alto após ouvir um barulho. "Será que invadiram minha casa ?", penso. — Quem ousa invadir a casa da Rainha ? — Falo logo após de ouvir o barulho novamente e impondo respeito. Tudo indicava que vinha do andar de cima. Subo as escadas devagar e entro no corredor. Olho em alguns quartos e não vejo nada. Estou indo em direção ao quarto principal, o meu quarto. Abro a porta com cuidado e aos poucos e já em posição de ataque, com uma bola de fogo na mão direita. Olho ao redor e não vejo ninguém. Do nada eu tomo um susto com alguém tocando meu ombro. Me viro rápido e jogo o sujeito contra a parede, suspendendo-o e apertando seu pescoço. Solto-o imediatamente ao ver quem é. — Robin ! Oh céus ! — Ele cai no chão recuperando o ar. — Desculpe, eu não queria ter feito isso ... O que faz aqui ? — Pergunto preocupada, com medo de tê-lo machucado.

– Eu ... Precisava ... Conversar com ... — Ele fala pausadamente e respirando fundo. — Você.

– Como conseguiu entrar aqui ? — Ajudo-o a se levantar.

– Sou um ladrão, ou já esqueceu ?

– Não, não me esqueci disto!

– Agora chega de perguntas, quero falar com você!

– Pode falar. — Falo.

– É ... — Ele nem sabe por onde começar.

– Vamos logo Robin ...

– Regina, eu ... — Ele me pega de surpresa e me beija, um beijo suave e tão bom. Mas eu o quebro quase no mesmo instante.

– Chega ! — Digo séria e afastando nossos corpos que antes estavam colados.

– O que ... o que aconteceu ?

– Você acha que sou idiota ou o quê?

– Não, por que está falando assim ?

– Robin, se você pensa que vai chegar aqui e me beijar na hora que quiser e depois voltar para sua esposa, você está muito enganado! Não vou ser sua amante !

– Regina, você sabe que não estou mais com ela.

– Isso é o que você diz! Você ainda é casado com ela, vocês ainda moram juntos e talvez até dorme na mesma cama. Olha aqui, até agora eu esperei você e sua decisão, porque estava confuso. Mas chega ! Já se passou mais de 1 mês com essa frescura.

– Você acha que isso que estou vivendo é frescura ? — Ele diz visivelmente bravo e chateado.

– Você tem 3 dias pra se decidir Robin !

– O quê ?

– É isso mesmo que você ouviu. Você está muito acomodado com essa situação de ter duas mulheres ao seus pés. Faça a sua escolha ladrão.

– Você acha que eu estou feliz com isso ? Eu tenho que escolher entre a mãe do meu filho que por muito tempo eu sofri por sua perda e a mulher que eu me apaixonei, que roubou meu coração. Regina, você sabe que ...

– Se você me escolher, me encontre daqui três dias na floresta, aonde nós beijamos a primeira vez. — Eu não queria força-lo a fazer isso, mas aquela demora estava me matando por dentro. — Mas ... Se você escolher ela, não precisa me encontrar. — Digo aquilo sangrando por dentro, dói só de pensar que ele pode escolhe-la. — Eu saberei que sua decisão foi ficar com Marian, a mãe do seu filho. Agora vai embora !

– Regina, espere. — Ele segura meu braço. — Roland. Ele quer muito ver você.

– Eu dou um jeito nisso. Peço ajuda a Snow e ela dá um jeito de traze-lo até a mim. Agora vá! — Falo ainda com seriedade e ele vê que não vai ter jeito. Vejo-o indo em direção a porta e assim ele vai embora.

Passa-se uma hora desde que Robin saiu daqui, nesse meio tempo ligo para Henry confirmando sua vinda para cá, faço para o jantar escondidinho de carne seca, pois estava com vontade. Parece que os desejos durante a gravidez já tinham começado a vir. Tomo um banho rápido e fico horas escolhendo o que vestir. — Parece que eu estou engordando ou você que já está crescendo rápido demais. — Coloco a mão em meu ventre e falo, apesar de não aparecer muito a barriga e que só se percebe se olhar no espelho e com ela descoberta pela roupa, as blusas justinhas já marcam uma leve ondulação que começava a se formar e algumas calças já começavam a me incomodar, pois estavam ficando apertadas. Ouço a campainha e me apresso em me vestir, parece que Henry viria mais cedo ou eu estava atrasada demais escolhendo algo que servisse em mim. Desço as escadas correndo, mas diminuo o ritmo ao lembrar que posso cair e me machucar, meu filho com certeza me advertiria por isso. Meu sorriso desaparece ao abrir a porta e ver quem eu menos esperava no momento.

– Olá Prefeita. — Rumple diz já entrando na minha casa sem ao menos eu o convidar ou com minha permissão.

– O que quer aqui ? — Falo séria.

– Como está ? — Ele ignora minha pergunta.

– Chega de cortesias, isso não combina com você ! O que faz aqui ? — Repito a pergunta.

– Vim ver como está passando esse últimos dias e lhe dar os parabéns Regina. — Ele diz enquanto se senta no sofá.

– Hoje não é meu aniversário querido. — Digo a última palavra com sarcasmo.

– Oh, eu sei que não é, mas mesmo assim lhe trouxe um presente.

– Trouxe oquê ? Não vejo nada com você.

– Não vê porque ainda não está comigo, abra sua mão minha querida.

– Pare com esses joguinhos Rumpelstiltskin! O que quer aqui ? — Grito. Ele imediatamente abre sua mão e faz aparecer o tal presente que ele me trouxe.

– O que é isso ?

– Oras, um sapatinho ! Acho que não vai servir pra você, mas isso ...

– Pra quê isso ?

– Regina, chega de fingimentos. Esse presente é para seu tão precioso bebê, na verdade eu acho que ficará um pouco grande no início. — Ele diz sorrindo.

– Como ... você sabe ? Belle ! Não acredito !

– Não se preocupe, Belle não me contou nada. Para falar a verdade, ela nem sabe que eu sei deste pequeno ou talvez ... grande segredo seu !

– Como você descobriu isso então ?

– Parece que você me subestima demais minha cara.

– Eu tomei todo o cuidado necessário para ninguém saber.

– Não, na verdade não tomou. Até o mais tolo dos homens descobriria que você está grávida Regina. Você e Belle sempre juntas, o teste que ela comprou que por sinal não era pra ela. Ah, o anonimato da "amiga" dela, que não queria que ninguém soubesse. Era só ligar os pontos.

– E pra quê isso ? — Digo me referindo ao sapatinho vermelho.

– Um presente ué ! — Ele diz como se fosse óbvio.

– Eu te conheço Rumple, aonde você quer chegar com isso ?

– Eu sou um bom amigo quando eu quero, sabia ? Vim aqui para lhe fazer uma proposta, te oferecer minha proteção.

– E pra quê eu precisaria da sua proteção ?

– Não descobrir sua gravidez apenas ligando os fatos querida.

– Dá pra ir direto ao assunto ? — Pergunto impaciente.

– Sua magia ...

– O que têm ela ?

– Está cada dia mais forte. Provavelmente seu bebê possuirá a mesma. — Ele se aproxima de mim, mas eu me afasto rapidamente.

– Então por que quer me proteger ?

– Porque se eu consigo senti-lá, outras pessoas podem sentir ou seja, seu segredo não durará por muito mais tempo. E você sabe que existem pessoas que nem sempre tem boas intenções.

– E você tem ? — Pergunto rindo ironicamente.

– Se fosse em outros tempos, eu com certeza seria o primeiro da fila a ter interessa na criança, mas não sou mais assim.

– Você ? Sei.

– Se você pode mudar, pelo menos é o que você diz, por que eu não posso ?

– Tudo bem. O que você sugere que eu faça agora?

– Você precisa tomar cuidado. Qualquer movimento estranho, você deve me avisar. E seu amante, qual é o nome dele mesmo ? Aquele ladrão ? ... Robin ! Esse é o nome. Ele precisa saber. — Ele zomba.

– Ele não é meu amante! — Digo irritada com a afirmação. — E por que ele precisa saber ?

– Oras, como por quê? Ele é o pai não é ?

– Por que está me ajudando ? Qual é seu real interesse nisso ? Qual é o seu preço ?

– Digamos que não vou cobrar nada, estou precisando de novos desafios em minha vida.

– Eu sei que tem alguma coisa por trás disso. O que é ?

– No tempo certo você irá descobrir! Agora tenho compromissos á fazer.

– Não, Rum ... — Ele desaparece numa nuvem de fumaça roxa antes de eu terminar de falar. Fico pensando na conversa e fico preocupada, estava começando a me apavorar, com medo de algo fazer mal ao meu bebê e no que aquilo poderia dar. Depois de um tempo Henry chega, tento parecer o mais natural possível, como se nada tivesse acontecido. Jantamos e assistimos um filme logo em seguida, e cada um vai para sua cama dormir. Se bem que acho que não conseguirei dormir, estava sem sono. O que será que Rumpelstiltskin está escondendo ?

Notas finais
Espero que tenham gostado, quis dar um pouco de mistério a história. Até mais e comentários são sempre bem vindos, beijos !