Use My Heart For Both Of Us.
12 I Love You Mom.
Notas iniciais
No dia seguinte ...
– Filho, vê quem é pra mim por favor ? — Digo após ouvir a campainha tocar.
– Pode deixar mãe. — Enquanto Henry se dirigia há porta, eu terminava de tomar o meu café da manhã.
– Olá Senhora barriguda, quer dizer ... Prefeita ! — Tinker fala já entrando na cozinha e pegando algumas bolachas que estavam num pote sobre a mesa. Ouço Henry rir com o cumprimento da fada.
– Qual é a graça ? — Digo tentando ser séria com ambos que riam. — E você não me chame assim seu besouro !
– Ui, ela ficou brava ! — Tinker diz e nós começamos a rir.
– Henry sobe e vai tomar seu banho, vou te deixar na Snow hoje mais cedo.
– É, bem que senti um cheiro meio estranho quando entrei. — Tinker brinca.
– Ei ! O combinado era encher o saco da minha mãe ! — Henry retruca.
– Ah, então quer dizer que vocês estão combinando as coisas né ?! Henry sobe, porque agora vou ter uma conversa séria com esse besouro verde ! — Digo também brincando. Henry vai para o seu quarto tomar banho e eu fico conversando com a Tinker. — Mas é sério. Chega dessas brincadeiras, minha barriga nem começou a crescer ainda !
– Ainda ! — Ela ri. — Olha, vim aqui pra falar sobre a proposta de emprego que você me ofereceu há alguns dias atrás na prefeitura.
– Ah sim, e aí ?
– Bom, eu estava trabalhando lá naquela loja e ...
– E ... ?
– Eu já pedi as contas e agora estou disponível para você.
– Sério ?
– Sim !
– Ah meu Deus, Obrigada ! — Sorrio e a abraço. — Estou precisando mesmo de uma empregada !
– Ei ! — Ela me repreende. — Chega você também com essa brincadeiras ! Agora me conta as novidades.
– Robin. Ele veio aqui ontem.
– Sério ? É vocês dois fizeram ...
– Não, não fizemos nada.
– Mas você contou a ele sobre a gravidez né ?
– Não contei nada ainda.
– Ué e ficaram aqui fazendo o quê ?
– Senta nessa cadeira aqui vai e eu te explico a história toda. — Falo e ela se senta ao meu lado. Resolvo contar os acontecimentos da noite passada, menos a visita do Senhor Das Trevas, pois não me sentia segura ainda para compartilhar isso com alguém. Ficamos conversando até dar o horário de levar Henry para casa de seus avós .
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– Roland senta aqui, nesse sofá pequeno vermelho. — Snow fala para o pequenino. Ela se ofereceu para cuidar dele na parte da manhã e depois Robin o pegava para levá-lo pra escola. Marian hoje estava numa entrevista de emprego e aceitou que seu filho ficasse na casa da princesa.
– Titia ? — Ele fala.
– Sim.
– Quando eu vou ver a Regina ? — Ele fala com os olhinhos cheios d'água.
– Oh Roland, vem cá ! — Ela o chama para se sentar ao seu lado no outro sofá. — Você gosta muito dela não é ?
– Sim, ela é muito legal comigo. Minha mãe fica falando que ela é do mal, mas eu não acho isso. Ela brinca comigo e sempre me dá presentes.
– Sua mãe só fala isso porque não conhece o verdadeiro coração da Regina, não a conhece realmente como nós dois. — Ela sorri em forma de confortar o garoto. A campainha toca e ela se levanta para abrir. — Fica aqui olhando o bebê um minuto , que eu já volto ok ? — Ela abre a porta e volta com um sorriso maior do que já estava antes. — Roland, olha só quem veio ver você !
– Regina !!! — Ele pula do sofá e vai em direção a morena que estava ao lado de Henry. Ela o pega no colo e o abraça apertado. — Que saudades de você !
– Eu estava com saudades de você também meu pequeno ! — Ela fala com os olhos marejados.
– Pensei que não gostasse mais de mim.
– Ei, nunca mais diga isso ok ? Eu amo você ! — Ele sorri deixando visíveis suas covinhas.
– Eu também te amo. — Ela o coloca de volta no chão e ele abre os braços. — Muitão assim ó ! — Ele diz e todos na sala sorriem. Snow sobe com o bebê para amamentá-lo, Henry a acompanha para pedir uns conselhos á ela.
– Eu tenho que ir agora ok ? — Regina fala para Roland.
– Ah não, não. Por favor não vai. Fica aqui comigo ? — Ele implora.
– Eu não posso amorzinho, você tem escola daqui há pouco e eu tenho trabalho á fazer na prefeitura. — Ele começa a chorar. — Roland, não chora. Por favor pequeno.
– Eu pensei que você gostasse de mim, de ficar comigo. Que eu, você e o papai fosse uma família. — Regina tenta segurar as lágrimas.
– Família ?
– Papai me disse que a gente ia ser uma família.
– Olha, ok. Você vai sair comigo agora e na hora da escola, eu te trago de volta, tudo bem ? — Ele balança a cabeça e um sorriso aparece, ela limpa o rosto molhado do menino e diz a Snow que vai sair com ele e que o trazia a tempo de ir estudar. A prefeita o leva para sua casa.
– Roland, sobe pro quarto de Henry e brinca um pouco lá, vou preparar algo para a gente comer. Estou morrendo de fome. — O baixinho não fala nada, apenas corre em direção ao andar de cima. — Não vai correndo Roland ! — Regina grita, mas ele provavelmente nem escuta.
Ela resolve tomar sorvete no pote mesmo, a preguiça de cozinhar ou preparar algo há dominava. Ela pega duas colheres, granulado e o pote de sorvete de chocolate e sobe ao encontro de Roland que estava deitado no chão , brincando com alguns carrinhos e blocos coloridos.
– Henry nem brinca mais com esses brinquedos, poderia dá-los. — Ela pensa alto e tira a atenção do menino, ela percebe o que fez e fala. — Sorvete ! Topa ?
– Aê !! Eu amo sorvete ! — Ele se levanta rapidamente e ambos se sentam na cama. Os dois já pegam uma colher cada um e já começa a devorar o pote. Regina joga o granulado por cima, sim, ela adorava fazer isso e Roland amou a ideia.
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– Robin? Oi . — Marian diz enquanto atravessava a rua.
– Marian ? O que faz aqui ? Pensei que tinha uma entrevista hoje de manhã
– Sim, e eu tive. Mas eu era a única a ser entrevistada hoje e então eles decidiram agilizar logo.
– Ah, entendi. — Robin estranha a alegria que se encontrava em Marian, eles brigaram há pouco tempo e ela agia naturalmente. — E aí ? Conseguiu ?
– Bom, eles vão me dar a resposta depois. Eu estou otimista !
– Que bom Marian, fico feliz por você !
– Quem sabe agora a gente não possa recomeçar. — Ela vai se aproximando dele e acariciando seus cabelos.
– É ... Sobre isso, a gente precisa conversar. Pode ser agora ?
– Pode, mas e Roland ?
– Não se preocupe , ele vai com Henry para a escola, já falei conversei com Snow agora a pouco e pedi isso á ela. David também me liberou hoje somente para nós conversarmos.
– Henry ? O filho da Rainha ?
– Sim, o filho da prefeita ! Agora vamos para um lugar menos movimentado. Eles caminham até um parque, o mesmo parque que Regina levou Roland várias para brincar nas tardes de pouco sol que fazia na pequena cidade. Eles se sentam num banco de frente um para o outro. Robin pega na mão dela. — Eu queria conversar com você ...
– Você já disse isso ! — Ela brinca.
– Não Marian, conversar de verdade, sem gritarias. — Ela fica calada, já sabendo que o assunto era sério. — Por muitos anos, muitos mesmo, eu me culpei por sua morte.
– Robin, mas eu estou aqui agora. Não precisa mais se sentir assim.
– Eu sei, eu sofri demais por te perder. Eu te amava demais, mas eu precisei seguir em frente, por mim e por Roland. — A essa altura do campeonato, ambos já estavam com as lágrimas escorrendo pelo rosto. — Eu pensei que nunca mais amaria alguém como eu te amei, que jamais encontraria outra mulher na minha vida.
– E nem precisa mais. — Ela sorri em meio ao choro.
– Eu sinto muito ! — Ele a abraça e desabafa ali mesmo. — Eu queria que ninguém se machucasse nessa história.
– Eu amo você ! — Ela o beija suavemente. Depois de alguns segundos eles se separam.
– Eu também te amo. E é por te amar que eu não posso ser injusto com você, não posso mais mentir. Eu te amo, mas não como eu te amava há anos atrás. — O sorriso que antes era visto nos lábios de Marian agora se transformam em lágrimas que insistiam em não parar de descer.
– E isso ... Significa que ...
– Eu não posso mentir pra você e muito menos pra mim. Eu te conheço o suficiente e sei que você odeia ser enganada.
– Você preferi ficar com ela não é ? Prefere ficar com aquele monstro de pessoa que ela é !
– Marian ...
– Chega ! Eu não quero mais ouvir você, me deixa em paz. Eu te odeio ! — Ela se levanta e sai correndo completamente triste, ainda chorando. Robin joga a cabeça pra trás e respira fundo. Ele resolve não segui-lá, pois sabia que não iria adiantar nada.
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– Entregue ! — Regina diz estacionando o carro em frente a casa de Snow e abrindo a porta do carro.
– Eu amei passar o dia com você !
– Eu também amei meu príncipe. Agora sobe e não esquece do que eu te falei. Sua mãe não pode saber que você esteve comigo hoje ok ? Quase chegamos atrasados hein. — Ela sorri. — Vem cá e me dá um beijo bem gostoso de despedida vai . — Ele corre e ela se abaixa para abraça-lo. — Eu amo você bebê.
– Eu te amo mamãe. — Ele fala e corre para dentro da casa, sem nem sequer perceber o que tinha falado. Regina fica imóvel ao escutar ele a chamar assim, mamãe. Uma lágrima desce involuntariamente e ela se levanta e volta para casa ainda com um sorriso bobo nos lábios por conta do que ouviu do pequeno minutos atrás.
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