Use My Heart For Both Of Us.
6 Positive .
Notas iniciais
O beijo que antes era cheio de saudades, agora é pura luxúria e desejo. Os nossos encontros sempre eram assim, surpreendentes. Os beijos dele sempre me faziam esquecer de tudo lá fora. Dessa vez foi até melhor do que os outros. Ele me encostou na parede e segurou meu pescoço. — Eu senti falta disso. — Ele diz me beijando novamente. Os beijos vão se intensificando aos poucos. — Eu senti falta de você, do seu corpo, do seu gosto, de tudo.
Nós nos olhamos e vemos o desejo de ambos ali, a sede e a saudade. Ele avança em mim, me beijando e me deixando sem fôlego. Sem pensar em mais nada, ele começa a abrir o zíper do meu vestido. Ele o joga em um canto da sala e agarra minha cintura, me suspende e eu envolvo minhas pernas ao redor dele. Paramos os beijos somente para tomar ar. Ele começa a passar a mão nas minhas costas, por todo o meu corpo. Tiro a sua camisa rapidamente e começo a arranhar de leve seu peitoral definido, ele geme baixo , mais o suficiente para me deixar louca .
– Robin ... — Tento falar durante as várias caricias que ele me faz, me deixando fora de si e morta de vontade de ter ele logo. — Aqui não ... Alguém pode nós ver. — Conduzo ele a subir as escadas em direção ao quarto principal. Durante o caminho , beijos e mais caricias continuam a ser trocados. Entramos no quarto e ele me joga na cama, logo em seguida ele sobe em cima de mim e começa a beijar meu pescoço, enquanto isso, continuo o arranhando só que agora suas costas e com mais força. Gememos quase juntos . Ele tira meu sutiã e eu sinto meu corpo estremecer quando Robin toca meus seios, enquanto o beijava suavemente. Ele beija o esquerdo e em seguida o direito, devagar ele massageava-los. Não aguentando mais esperar, decido falar.
– Preciso de você ... — Digo ofegante. — Agora ! — Robin, contudo, não tinha pressa, parecia que ele queria aproveitar aquele momento ao máximo. Em instantes ele tira minha calcinha e me penetra com um dedo, em seguida ele me penetra de novo, só que agora com dois dedos. Tento não gemer muito alto, mas é era quase impossível. O prazer me dominava e me deixava fora de si. Enquanto ele tirava sua calça junto com sua roupa intima ele me olhava com malícia. Completamente nus, ele direciona seu membro em direção a minha entrada, devagar ele me penetra. Esqueço do mundo lá fora e de que aquilo que estamos fazendo é errado. Cada vez mais rápido e mais forte ele me estocava. Por mais que queiramos negar, nós sentimos falta um do outro e assim fizemos amor durante quase a tarde inteira.
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Acordo já com o céu escurecendo, em um primeiro momento eu tinha certeza que não ia encontrá-lo ao meu lado, mais mesmo assim eu decido passar a mão no lugar vazio. São quase 19:00 hrs. e me levanto da cama. Ao olhar para o lado, vejo que há uma pequena diferença na cômoda. Uma bandeja com um copo enorme de suco, pães, geleia que inclusive me deixou meio enjoada e outras coisas mais. Estava tudo lá em cima, juntamente com um bilhete de Robin .
" Fiz esse pequeno lanche pra você, espero que você goste de suco de goiaba. Ouvi dizer que é ótimo pra fraquezas . Desde que chegamos você não comeu nada. Fique bem !
Robin ."
Dou um sorriso lembrando do porquê ainda não comi nada. Cada detalhe, cada momento. O cheiro de floresta, o calor de seu corpo. "Que Homem!" , penso. Pego a bandeja e me sento novamente na cama, tomo o suco, como as bolachas de sal que também haviam ali. Ignoro o pão por conta da geleia, não ia comer o pão sem nada e a geleia ainda estava me dando náuseas . Depois de fazer a refeição desço para a cozinha e lavo a pequena louça que ali continha, decido tomar banho. Demoro cerca de 15 minutos pensando nos momentos de agora à pouco. Pego a toalha e vou me trocar, também pego o meu perfume e decido passar. Ao sentir o cheiro do mesmo, vou correndo para o banheiro e lá ponho tudo pra fora.
– Que diabos ! — Digo já nervosa com essas tonturas e vômitos. Vou me levantando, lavo meu rosto . Abro o pequeno armário que ali tinha para pegar a pasta para escovar os dentes. Ao pegar a mesma, percebo algo que até agora nem me lembrava. O absorvente que comprei a quase 1 mês atrás. Pego meu celular e vejo a data de hoje e a data que menstruei a última vez e me espanto.
– Não. Não, não. Isso não é possível. — Digo para mim mesma assustada. — Oh meu Deus ! Calma Regina, calma. Isso é só um atraso normal. — Tento me convencer que aquilo era um engano. Mais não, eu estava atrasada à duas semanas ou mais .
Me visto rapidamente, pego a chave do carro e minha bolsa e saio. Vou dirigindo em direção ao Granny's. Não, eu não queria fazer isso, mais eu precisava de ajuda pela primeira vez na vida. Lágrimas caiam dos meus olhos pelo caminho. — Isso não pode estar acontecendo, não assim, não agora! — Digo num sussurro enquanto virava a esquina e já avistava a lanchonete. Limpo as lágrimas, coloco meu melhor sorriso e saio. Ao entrar vejo alguns olhares para mim, mas não ligo, sento em um banco que ficava perto do balcão e em seguida Ruby aparece pra me atender.
– Regina! Que bom que você está aqui . — Aquilo soou meio falso, mais não dei muita atenção. — O que vai querer ?
Penso em pedir a bebida mais forte que tem, mas descarto a possibilidade assim que lembro o motivo que me levou até ali.
– Ah, me vê somente uma água sem gás.
– Ok.
Toda vez que penso no meu atraso, meu coração aperta. Será mesmo que a minha desconfiança vai ser uma realidade? Seguro o máximo o choro, as pessoas me olhavam com dó e isso me irritava, eu não queria isso ! Depois de quase 3 minutos, Ruby vem com minha água e me serve. Passa um certo tempo e ainda não vi quem eu queria. Tinkerbell provavelmente estava se escondendo de mim, eu só queria me desculpar com ela, sim, pedir desculpas . Ela era o mais próximo de alguém que eu podia chamar de amiga. Eu tinha que compartilhar isso com alguém, eu não aguentava mais o sofrimento e por minha causa eu não tinha ninguém pra falar da minha dor. Uma hora e meia se foi e nada, decido ir embora. Jamais ia encontrá-la por acaso. Me levanto e vou a porta de saída, chego no carro e vou abrindo-o , quando ouço meu nome.
– Regina, oi. — Belle estava se aproximando enquanto falava. Apenas acenei em forma de cumprimento. — Como você está ? — Ela decidiu continuar a conversa.
– Eu estou bem. — Forço um sorriso fraco.
– Tem certeza ? — Tinha uma desconfiança que ela sabia do meu envolvimento com Robin e de tudo que aconteceu desde que Emma voltou do passado, aliás todo mundo sabia pelo visto. Ela não insistiria em perguntar se estou bem.
– Olha, eu sei o que você vai falar e aquilo que aconteceu eu já esqueci e isso e um problema só meu ! — Falo meio grossa e me referindo ao retorno da defunta .
– Eu não me refiro há isso.
– Não ? — Estranho. — Então o que quer ?
– Regina, pode até parecer que sou meio desligada das coisas, mas não, eu observo muito e eu vejo o quão atordoada você está. Sei lá, eu sei sobre Robin e tudo mais e sei também que você tem outros problemas além dele. Eu vejo isso em você, no seu olhar .
– Deve ser impressão sua ! Com licença . — Digo virando de volta para o carro a minha frente.
– É, você tem razão. Acho que me enganei. Desculpa. Até mais Regina . — Ela fala já saindo visivelmente triste com minha atitude.
– Belle ... Espere.
– Sim ?
– Desculpa ! — Tento parecer o mais simpática possível.
– Desculpa pelo o quê ? — Ela fala sem entender nada.
– Eu fui meio grossa com você.
– Eu já estou acostumada . — Confesso que aquilo me ofendeu.
– Não ... É que eu não quero piedade das pessoas. Eu sei que ninguém se interessa realmente se estou bem ou não. Eu sei que elas me olham com dó. — Desabafo.
– Nem sempre as pessoas tem má intenção Regina, talvez elas só querem ajudar. Você tem que entender que existem pessoas que se importam de verdade com você. Como você quer que as pessoas te deem uma segunda chance sendo que você não se dá uma ? Quem tem que querer isso é você! — Aquelas palavras dela fizeram meu olhos marejar. Sim , ela era boa observadora . Fiquei paralisada um certo tempo e ela decidiu continuar. — Vi que você está sem Henry e acho que você não viria aqui no Granny's sozinha depois de tudo que aconteceu. Estava esperando alguém que não veio?
– Sim. — Contei logo.
– Robin?
– Ah, não. Tinkerbell. Eu não sei aonde encontrá-la. Pensei que ela estivesse hospedada na pensão da vovó e que vinha comer aqui. Mas não achei ela.
– Por que não liga para ela ?
– Ela veio com a última maldição e nem sabe o que é ter um celular.
– Ah é mesmo, me esqueci disso.
– E provavelmente ela nem me atenderia.
– Ah, entendi. — Ela ficou em silêncio esperando que eu me pronunciasse. E foi exatamente o que fiz. Eu precisa daquilo, precisava contar. Colocar tudo para fora era uma enorme necessidade minha.
– Nós brigamos, na verdade eu briguei com ela.
– Oh, sinto muito. — Ela diz em solidariedade. — Que tal entrarmos no Granny's pra conversar ? — Recuo em responder e ela percebe que não foi uma boa ideia. — Ou em outro lugar, sem problemas.
– Belle é ... Eu não quero tomar seu tempo. Você deve ter coisas pra fazer e tudo mais .
– Na verdade não, eu vim aqui pra conversar com Ruby, porque estou sem fazer nada. Mas agora acho que já encontrei. — Ela se referia à mim. Sorrio em agradecimento.
– Talvez isso seja melhor. — Falo e entramos no carro. Começo a dirigir e vamos retomando a conversa de antes.
– Bom, você estava me dizendo sobre a sua briga com a Tinker ... — Ela começa a falar e eu fico em duvida se entro nesse assunto e conto tudo pra ela. Há algo nela que me transmiti confiança, algo que eu não via em mais ninguém. Era tudo tão irônica, ela ali do meu lado.
– Sim, briguei. Na verdade falei coisas horríveis á ela sem nem ao menos pensar.
– Entendo. — Belle esperava que eu continuasse, mais em vez disso fico quieta. — E...?
– E é isso ! — Digo tentando encerrar a conversa. Apesar dela ser uma ótima pessoa, não tínhamos intimidade o suficiente pra eu contar meus problemas. Confesso que já tinha me arrependido dela estar no meu carro.
– Regina, eu não nasci ontem. — Ela foi firme e um pouco séria. — Pode confiar em mim, não somos as melhores amigas por conta do passado, mas como eu disse, é passado ! Mas saiba que estou aqui. — Sinceridade era presente na sua voz naquele momento e aquilo me alegrou. Estou com os olhos cheios d'água e ela viu isso, estaciono meu carro já em frente a minha casa. A convido pra entrar na mansão Mills. Eu a abraço por puro impulso do momento e ela percebe que estou chorando. — Regina? Você está bem? ... Não chore, desabafe comigo.
– Desculpa por isso. — Me afasto do abraço e limpo as lágrimas que insistiam em cair e respiro fundo tentando me acalmar. — Obrigada .
– Tudo bem. — Ela sorri e então decido contar o motivo da briga para ela . Ela fica confusa e eu me lembro que ela não sabe da minha história com Tinker. Conto tudo á ela, desde da taverna á volta de Marian. Conto sobre a tarde de amor que tive algumas horas atrás, poupando detalhes é claro. Já era muito tarde da noite.
– WOL! Isso é incrível. — Ela me fala completamente chocada e surpresa ao mesmo tempo. — Ah, digo por você e ele já estarem destinados á muito tempo, sobre a tatuagem de leão e o resto que nem consegui processar ainda.
– É. — Digo meio sem ânimo. — É mesmo.
– Regina, o que foi?
– Ele não está mais sozinho e embora ele me dissesse que não estava tendo nenhum tipo de relacionamento com ela além de amizade, ela ainda é sua esposa e mãe do filho dele.
– E ele ainda está confuso. Regina, isso significa que ele tem sentimentos por você. E sentimentos bem fortes, ele te ama !
– Não creio muito nisso, ele ainda não voltou comigo. E ele pode ter falado isso para não me magoar.
– Como eu disse, ele está confuso e não é por que ele a ama mais que você. Ele também está pensando em Roland.
– Você tem razão! — Digo tentando compreender isso que ela falou, mas meu coração teimava em pensar ao contrário. — Belle?
– Sim?
– Eu estou atrasada. — Falo rapidamente e me arrependo no minuto seguinte.
– Oh, desculpe . — Ela se levanta, percebo que não tinha entendido e penso em não explicar direito, mais eu precisava contar à alguém. — Tomei muito seu ... — Eu a interrompo.
– Não. Não estou atrasada do jeito que você pensa. Eu estou realmente atrasada no sentido .... — Falo tão baixo que penso que nem ela escutou. Mas não, ela escutou e muito bem. Vejo sua expressão boquiaberta .
– Re-Regina, você está ... Grávida !?. — Ela mais afirmou do que perguntou.
– Eu acho. Quer dizer, estou atrasada há alguns dias. Na verdade semanas. — Falo tentando parecer calma, mas com certeza fracasso. — Estou preocupada Belle. Eu cai na real hoje, estava tão atordoada com os problemas que esqueci disso.
– Por que não fez um exame de sangue ? — Ela ainda estava assustada com que ouviu e nem percebeu que falou algo sem sentido.
– Não ! — Digo um pouco alto e sem querer. — Eu não posso. Eu não quero... Que outras saibam que eu possa estar ... Grávida. — "Grávida" , aquela palavra cai como uma flecha em meu coração. — E sem falar que esse atraso pode ser por conta do estresse.
– Regina, uma hora ou outra você vai ter que tirar essa dúvida e se você não estiver realmente ... Grávida, isso pode ser algo mais sério.
– Eu sei, mas não quero ir no médico. Eu não quero que ninguém saiba disso. — Digo já em lágrimas. Nesse momento Belle pega minha mão. Aquilo tudo é tão estranho pra mim e tinha certeza que pra ela também. Até pouco tempo éramos inimigas e agora ela sabe de coisas que jamais contaria à alguém , ou pelo menos à ela.
– Só tem um jeito de fazer isso sem que ninguém saiba. — Ainda segurando minha mão ela fala.
– Como ?
– Vamos comprar um teste de farmácia!
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Belle e eu combinamos de nós encontrarmos no dia seguinte na minha casa. Só iria para prefeitura depois do almoço e ela só abriria a biblioteca mais tarde. A campainha toca e sei que é ela que está lá. Vou em direção ao hall de entrada e abro.
– Oi Belle. — Digo nervosa. — Entre. — Vejo que ela está com uma sacolinha na mão.
– Bom, oi Regina. — Ela fala entrando enquanto fecho a porta. — Eu trouxe o ...
– Teste. — Completo e ela percebe que estou atordoada. Pego a sacola de suas mãos. Viro, mais ela segura meu braço.
– Regina ... — Eu olho pra ela. — Independente do resultado, eu quero que saiba que ainda vou estar com você. — Ela sorri e fala tentando me confortar.
– Obrigada ! — Falo com os olhos marejados.
Subimos para o quarto e lá leio como usar o teste. Apesar de já ter cuidado de Henry, eu não sabia como fazer aquilo. Estou completamente nervosa, Belle senta na cama e diz.
– Acho que chegou a hora. — Me viro em direção ao banheiro, mas ela me chama. — Boa sorte ! — Completa. Não sei o que ela definiria de sorte nesse caso, e assim sigo porta adentro e a fecho. Encaro o teste em minhas mãos , tentando pensar que aquilo não era real. Que aquilo era apenas um pesadelo e que logo logo iria acordar, o choro resolve aparecer de novo. Enfim, decido acabar logo com isso e saber de uma vez por todas o resultado.
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Sentada no sofá, permito-me chorar sem cessar. Não estou nem aí que Belle esteja me vendo naquele estado, tão fraca. Ela fica me olhando sem dizer nada, não tinha o que falar naquele momento.
– Regina, eu tenho que ir. — Ela finalmente fala rompendo o silêncio que tinha se estabelecido. — Estou atrasada para ir ...
– Tudo bem. — Falo visivelmente triste e em meio ao choro.
– Tudo vai se acertar, você vai ver ! — Ela diz com a maior confiança do mundo. — Fique bem. — Ela vai em direção a porta, mais eu falo.
– Belle ... — Ela se vira pra mim e me olha. — Você podia ...
– Guardar segredo ? Nem precisava pedir, eu não vou dizer nada à ninguém sobre o que conversamos. Isso é um assunto seu! Pode ficar tranquila. — Dou um sorriso fraco em forma de agradecimento. Ela chega perto de mim e me abraça. — Tchau, eu venho te ver amanhã. — E vai embora.
A vejo na calçada pela janela que ficava perto da poltrona. Olho para o lado, para o teste. O choro vem como uma avalanche, nesse momento que estou sozinha choro alto, tentando colocar toda a dor pra fora em meio as lágrimas. Pego o teste nas mãos e lá vejo novamente o resultado que deu há alguns minutos atrás.
Duas linhas. Duas linhas rosas indicando a confirmação da minha suspeita. Eu estava realmente grávida de Robin.

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