Notas iniciais
Hey pessoal, sinto muito pela demora. Esses dias estavam sendo puxados para mim mas, vou resolver os problemas logo. Peço desculpas por todos os comentários que não respondi ainda, prometo que responderei todos até amanhã sem falta. Meu computador está arrumado, agora posso encher vocês. Fiz uma continuação do último episódio da primeira parte da quarta temporada, se quiserem ler: http://fanfiction.com.br/historia/581554/I_Choose_You/

Arendelle — Dias Atuais.

– Hey, será que posso lhe fazer companhia? — Elsa indaga receosa, observando Emma com um semblante triste em seu rosto.

– Fique à vontade. — Responde olhando a neve fina cair, suspirou não querendo deixar suas emoções transparecerem naquele momento.

– Você está triste, não está?

– Só estou cansada.

– Eu sei que não vai querer falar sobre o que está te machucando tanto, mas quero que saiba que nem sempre as pessoas são o que parece.

– O que quer dizer com isso? — Pelo primeira vez, a Salvadora a encara. Percebendo que sua expressão era de preocupada.

– Quero dizer que a gente começou de uma forma torta. Eu não sou sempre assim desconfiada de todos que vem aqui, não mais. Te tratei mal quando suas intenções era só ajudar uma criança, tirei conclusões precipitadas. Faz dias que temos que conviver uma com a outra, seria legal conversarmos.

– Dias... Quanto mais o tempo passa, mais eu tenho certeza que estamos longe de voltar para casa.

– Pensei que gostasse do Reino, é frio às vezes porém, é um lugar tranquilo para ficar.

– A questão não é gostar. — Emma deixou uma lágrima cair enquanto falava. — Tenho pessoas com quem me importo em StoryBrooke, meus pais... Meu filho.

– Filho? — Elsa arregala os olhos em tamanha surpresa. — Ah, então é por isso que está assim. Seu filho faz falta para você.

– Eu cometi um grande erro no passado, Elsa. Erro esse que me fez não querer ficar longe de Henry um minuto sequer mas, continuei errando... — Ela fez uma pausa para tentar impedir que a situação fugisse de controle ao lembrar do passado. — Até que estou aqui, sem ele.

– Belle contou a Anna sobre o que você fez com seu namorado, como pode percebe ela não se conteve em me dizer. Não fique brava, ás vezes minha irmã fala demais.

– Não tem problema.

– Eu não chamaria salvar alguém da morte, um erro. Foi uma linda atitude, embora isso tenha machucado pessoas.

– Eu não me arrependo disso, a vida nós coloca em circunstâncias que você não sabe se faz o que é certo ou, o que acha que é o correto ao seu ver. Não existe essa de fazer algo que não prejudique ninguém, porque sempre irá haver alguém machucado.

– Eu entendo perfeitamente. Quando me afastei de Anna, pensei que estava a protegendo de mim mas, na verdade, só estava a fazendo sofrer.

– Tomamos atitudes sem medir as consequências, acho que é da nossa natureza.

– Emma, podemos falar com Papa Pabbie e pedir para ele fazer um esforço sobre aquela linguagem antiga. Temos que ter esperança que dará certo, e esse bebê ficará bem.

StoryBrooke — Dias Atuais.

– Por que estamos em um cemitério? — Regina pergunta andando cuidadosamente atrás de Elise.

– Porque foi aqui, que descobri que tudo acabou. — Disse tentando parecer séria.

– Não estou entendendo, o que quer dizer... — A morena para de falar assim que vê ali, o túmulo com o nome de Ally gravado. Não pode deixar de sentir a dor da mulher a sua frente, sabia bem como se sentia. — Eu... Eu sinto muito.

– Eu não faço a miníma ideia de como ela veio parar aqui, Rumple me disse que pode ter vindo com a sua maldição. Sabe que dia é hoje, querida? — Indaga com um sorri sincero. — Hoje seria quando minha princesa completaria mais um ano de vida, quando comemoraríamos como sempre fazíamos. Eu só não consigo compreender uma coisa; Por que ela não aparece para mim? Por que não aparece para a própria mãe dela?

– Eu ...

– Mas para aquele ladrão... Ele nem a conhecia e, Ally falou com ele mesmo assim. — Sua voz já demonstrava o desespero.

– Elise, me conte o que aconteceu com sua filha... — Sussurrou lentamente para a loira.

– Temos que ir para um lugar mais reservado, não quero correr o risco de escutarem.

Regina sentiu seu corpo ser envolvido por uma nuvem de branca, levando-as para um quarto fechado. Ela sabia exatamente onde estavam, já esteve lá antes.

– Esse é...

– Eu o preparei para quando ela voltasse, lembro o quanto sonhava com um quarto assim. — Sorri.

– Dá para irmos direto ao ponto, não estou nos meus melhores dias.

– Tudo bem. — Elise sentou num pequeno sofá e mencionou para a Rainha fazer o mesmo. — Você já deve saber parte da história mas, não por completo. Desde que nasci, sempre foram só eu e minha mãe. Meu pai era um bêbado, que se meteu em uma briga e foi morto. Eu era pequena quando ele se foi, não tenho uma lembrança exata de sua aparência. Por longos 30 anos, vi minha mãe trabalhar duro para me manter. Apesar de não fazer por querer, ela não estava feliz. Foi quando partiu, me deixando sozinha. No começo foi difícil, me sentia sem proteção alguma. A única amiga que tive, me odeia hoje.

– Deixe-me adivinhar... Megan?

– Marta, na verdade. Achei que estava na hora de recomeçar, de ter uma família... De ter um filho. Foi quando depois de tentar várias vezes com homens diferentes, pensando que o problema eram com eles, foi que me dei conta que o problema era comigo. Não posso ter um bebê, jamais poderei. Principalmente com idade avançada, parecia que tinham me dado uma facada tão profunda, que atingia a alma. Sempre amei crianças, e sempre tive fé que um dia, o destino me daria uma. Quando ouvi aquele choro na madrugada fria, acreditei que era fruto na minha ilusão. Mas quando abrir aquela porta, foi como se tivessem devolvido minha vida. Lá estava ela naquele cesto de palha, chorando insistentemente. Era como se fosse realmente fosse minha, meu bebê. Ally... Eu sonhei com esse nome a minha vida inteira, não sabia o porquê até ver ela. Durante mais 7 anos, ela me trouxe uma alegria inexplicável, uma paz intensa. Nem quando aos 2 anos de idade, mostrou seu verdadeiro dom, tive medo. Ela era perfeita exatamente assim, eu a amaria com ou sem magia. Todos os dias, agradecia ao céus por ter me dado uma menina como ela, éramos amigas, companheiras. Ela me amava, mesmo sabendo que não era sua mãe verdadeira. A partir daquele dia que a encontrei, nada mais me importava, a não ser ela. Não precisava de dinheiro, riquezas... Eu só precisava dela. E quando atingiu idade suficiente para entender, fizemos um acordo. Só fazíamos algo... Só tomávamos uma atitude, se ambas concordassem. — Elise deixou algumas lágrimas cair, Regina estava tentando impedir as suas, embora, de uma maneira falha.

– Ela concordaria com o que, quer fazer com o meu bebê? — A prefeita a encara.

– Não... — Confessa triste. — Mas ela não está aqui, não posso perguntar à ela.

– Elise, não precisa ser do modo que nós três iremos se machucar. — Regina suplica, na tentativa de tirar a ideia insana da cabeça dela. — Podemos achar outro modo.

– Você acha que eu já não tentei? — Fala num tom mais alto. — Eu procurei por cada canto dessa cidade, qualquer coisa que não fosse sua filha. E eu não achei absolutamente nada!

– Eu posso te ajudar.

– Sim, você pode e vai me ajudar. — Elise olha para o ventre da morena, percebendo suas mãos protegendo a criança. — E dessa vez, eu não irei falhar com minha menina.

– Só porque ela morreu, não quer dizer que você falhou. — Insiste.

– Tudo acabou quando ela partiu, meu coração se foi com ela. Você não tem ideia do quanto eu sofri, foi a pior dor que tive.

– E mesmo assim, você deseja isso para mim?

– Eu só quero minha segunda chance.

– Você está sendo egoísta! — Exclama. — Não percebe? Isso é loucura, você está doente.

– E você deveria tomar mais cuidado com o que fala.

Flash Back On.

Floresta Encantada.

Elise se levantou com toda a força que possuía, cada parte de seu corpo doía por conta do choque contra a parede. O sangue ainda escorria de sua testa, sujando suas roupas. Ela estava tonta demais, devido a bancada na cabeça. Porém, percebeu que realmente Ally não estava mais lá, ela tinha a deixado para cometer uma loucura.

– O que aconteceu aqui? Elise! — Marta correu até ela, ajudando-a ficar em pé. — Eu ouvi vocês gritarem e, Ally sair correndo.

– Ela me deixou... — Sussurrou agoniada. — Preciso encontra-la.

– Calma, eu não estou entendo nada.

– Um ladrão que invadiu aqui, e ela foi me defender...

– E acabou te machucando. — Completou fechando os olhos. Ela podia presumir o estado da garota, o maior medo dela era machucar a mãe.

– Não foi porque ela quis, foi um acidente. — Lágrimas saíam sem parar de seus olhos. — Eu não posso deixar ela pensar que tenho medo... — Mal terminou de falar, ela correu na esperança de alcançar sua filha.

Assim que saiu da casa, olhou ao redor e nem sinal por onde ela tinha ido. Seu coração estava acelerado, o medo tomou uma intensidade maior que o esperado.

– Eu não posso te perder, meu amor... Não posso. — Gritou no meio do nada, afim dela poder escuta-la. Porém, o único som ouvido, foi os pássaros assobiando.

Andando por muitas horas, a noite já anunciava sua chegada. Elise estava com fome, estava com sede mas, não pararia de procurar. Verificando todo o percusso, se deparou com um do par de sapatinhos da boneca que tinha dado à sua filha, estava no pé de uma árvore. Sorriu rapidamente, Elise estava no caminho certo. Caminho esse que só levava à lugar; O castelo do Senhor das Trevas.

Assim que soube exatamente aonde teria que ir, não demorou para chegar no palácio. O lugar estava igualmente da mesma forma, escuro e frio. Assim que entrou, começou a procurar sua filha ali.

– Muita coragem sua voltar aqui depois de quebrar um acordo comigo, querida. — Rumpelstiltskin apareceu de repente, sentado sobre sua grande mesa na sala principal. Permanecendo encarando-a, se aproximou lentamente. — Posso ver sua pobre alma infeliz, o desespero em seus olhos.

– Ally... Ela veio para cá, eu sei! — Elise afirma, e quando direcionou seu olhar para o lado, viu a boneca dela. — Onde minha filha está? — Afastou-se do homem apressadamente.

– Ela esteve aqui, de fato. Ao contrário de você, sua menina não quebra acordos.

– O que você fez? — Arregalou os olhos.

– Só fiz o que ela queria, libertei-a.

– Cadê minha filha? — Implorou com lágrimas.

– Eu sinto muito. — Rumple segurou seus braços. — Ally pediu para tirar sua magia mas, algo deu errado no meio do processo. Ela saiu fora do controle...

– Você está mentindo! — Elise estava com ódio.

– Veja. — Ele virou seu corpo, até que pudesse ver um cômodo específico, no qual tinham seus objetos, móveis e outras coisas revirados e quebrados. Naquele momento, o chão de Elise se abriu, e ela desabou. — Foi um acidente, ocorreu tudo muito rápido. Eu não queria fazer mas, Ally disse que tinha machucado a pessoa que mais amava.

– Ela... Ela...

– Ela morreu, Elise. — Confessou também triste. — A magia fazia parte dela, como se fosse um órgão vital, então você já deve imaginar o que aconteceu.

– Não... — Sussurrou incrédula. — Não pode ter acontecido isso, minha filha... — Elise o empurrou, tentando derruba-lo no chão para agredi-lo mas, antes de o fazer, a escuridão tomou conta de seu ser, e a última coisa que ouviu, foi a revelação do homem.

Sentiu um pano frio ser colocado sobre sua testa e se assustou. Quando Elise finalmente acordou, estava em um local totalmente diferente, estava na sua casa.

– Ainda bem que despertou, estou preocupada com você. — A voz de Marta fez sua cabeça doer.

Será que tinha sido tudo um sonho? Ally ainda estaria ali? Ela observou ao seu redor, procurando-a atentamente.

– Aonde você foi? Encontrou-a? — Aquela pergunta de sua amiga, fez com que todo o medo voltasse e com mais intensidade. Não tinha sido um sonho, ou melhor, pesadelo. As palavras de Rumpelstiltskin ecoavam em sua mente, a deixando louca.

– Eu falhei...

– O que você está dizendo?

– Preciso ver Ally. — Chora mais uma vez, tentando não acreditar no que ouvira há algum tempo atrás..

– O que? — Marta não estava raciocinado direito.

– Eu não sei o que aconteceu, como aconteceu. — As palavras da loira saiam embargadas e confusas. — Eu não posso viver sem ela e, não vou! — Levantou da cama subitamente.

– Aonde você vai? — Marta indagou confusa. Nunca vira Elise transtornada naquele jeito, isso só comprovava que Ally realmente tinha feito alguma coisa. Conhecia bem a menina e sabia que jamais faria algo que a prejudicasse.

Flash Back Of.

– Para onde você foi? — Regina se levanta, acariciando seu ventre.

– Para onde eu deveria ir? Encontrar aquele covarde! — Elise afirma. — Está se sentindo bem? — Ela olha para a barriga da prefeita e o tamanho de sua inquietação.

– Estou. — Regina fala brava. — Eu preciso ir... Embora. — Virou-se para a direção da porta porém, parou ao ouvir a mulher se pronunciar.

– Eu voltei para o castelo de Rumpelstiltskin, peguei uma faca antes, que ficava sempre escondida na minha casa.

– Queria ameaça-lo com isso? O Senhor das Trevas? — Ri debochadamente.

– Eu era inocente, Regina, não estava pensando em nada além de resgatar minha filha. Hoje eu sei que fui tola de agir precipitada mas, quando eu pensava sobre tudo que ele me disse, sobre como Ally estaria, eu ficava cega. Você acha que eu acreditei que minha filha estava morta? Eu sabia que ele estava mentindo, só não sabia porquê.

– Talvez Ally estava com medo demais e, pediu que ele...

– Ela não mentiria para mim. — Elise disse. — Assim que entrei, não o encontrei. Andei por cada canto daquele lugar, e constatei que ele não estava. Aproveitei para procura-la, eu sabia que ela estava lá. Tinha tantas portas, que comecei a achar que estava perdida. Foi quando vi a boneca novamente, só que ela estava no chão e em cima da mesa, um frasco. Era tão brilhante, que chegava a doer os olhos.

– Era magia. — Regina lembra que Rumple sempre colocava tipos de magias em frascos diversos.

– Não sei porquê, mas... — Novamente, uma lágrima caiu de seus olhos. — Mas eu sentia que era dela, tão pura quanto qualquer coisa que eu já tinha visto.

– E você a roubou.

– Não. Só pensei que se a magia fazia parte, podia devolve-la. Mas deu errado, Rumple apareceu na hora me assustando. Estava estranho, dizendo coisas sem nexo. Mas eu não me importei, só apontei a faca em sua direção. Ele começou a ri sarcasticamente, falando que eu não o fazia sentir medo, que não tinha coragem de machuca-lo. Naquele momento, eu comecei a gritar perguntando sobre Ally e, Rumple me respondeu que... Que foi por minha causa que ela morreu. Que jamais teria me conhecido se não tivesse vindo com a menina. — Elise se emociona. — E de uma certa forma, ele tinha razão. Ela nunca saberia que poderia abrir mão de sua magia, ela nunca morreria.

– Ela abriu mão para te salvar.

– Era só uma criança, Ally não sabia o que estava fazendo. — Limpa o rosto com um lenço. — E isso foi o que mais me deixou indignada, embora tenha sido um acidente, ele sabia que poderia dar errado. E deu.

– Como você foi parar na urna?

– Eu me aproximei dele chorando, implorando para ele me ajudar. Foi quando por puro impulso, eu cravei a faca em seu peito, e o sorriso em seu rosto só aumentou. Ele ficou tão irritado que me jogou no chão e, disse ''Você irá pagar por tamanha audácia, sua imunda''. — Relembra a cena. — Foi quando eu vi Rumple pegar uma espécie de vaso, jarra e abri-la. Eu senti uma sensação estranha, meu corpo estava sendo sugado, até que não vi mais nada e depois vim parar aqui.

– Espera um minuto, Rumple me garantiu que só pessoas mágicas podem ser aprisionadas lá, ou seja, eu não acredito em nada do que você acabou de falar.

– Ally... A magia dela estava guardada em minha roupa, foi por isso que ele conseguiu me prender. E de alguma forma, a magia dela virou uma parte de mim, como se Ally e eu fôssemos somente uma a partir daquele momento. Eu lembro como ela falava que seria divertido se nós duas tivesse esse poder, era um desejo dela.

– Acredito que ela não queria que você fizesse essas coisas.

– E depois de um tempo que acordei em StoryBrooke, descobri que tinha uma forma de traze-la de volta. — Continuou, ignorando-a. — Minha vingança contra Rumple, pegar sua filha... Isso era coisas ruins, a magia dela que corria em minhas veias, era tão branca quanto qualquer um que possuía uma alma pura mas, se tornou tão negra quanto a noite. Eu não posso devolve-la por isso, eu não pensei nisso antes de agir. Era tarde demais...

– O que tem no livro de feitiços da minha mãe, naquela última folha? Por que diabos minha filha é a salvação da sua?

– Simples, a magia do seu bebê é igual a dela e adivinha só? É pura, gerada no ventre, concebida pelo amor verdadeiro, ela vem de uma mãe que se redimiu.

– Se eu fosse você, não tinha tanta certeza. — Verbaliza ameaçando-a.

– Você não precisa se lembrar que teve um bebê, eu apagarei suas memórias.

– O que? Ficou louca? Você quer roubar a magia da filha, sabendo das consequências. Ela é só um bebê que nem nasceu, se a sua filha não aguentou, imagina a minha! — Grita aterrorizada. — Você é um monstro, Elise.

– Você também foi um, sabia? Ou esqueceu da dor que causou para milhares de pessoas? Você matou, tirou crianças de seus pais. Nada mais justo eu tira ela de você. — Apontou para o abdômen dela. — Você não é um exemplo de mãe, Regina. Então, não me julgue.

– Cala essa boca. — Regina estava se amaldiçoando por estar naquelas condições, ela queria ver Elise sangrar naquele exato minuto. — Eu sei muito bem o que fiz no passado e acredite, eu não me orgulho disso.

– Lembra de Daniel? O amor de sua vida, que você matou vilas inteiras só para vingar a sua morte? Estou te dizendo, você não tem moral.

– Eu queria matar Snow White...

– Uma criança. — Elise Lembra a Rainha. — E embora você tenha esperado ela crescer, o sentimento permaneceu em você desde o momento que se casou com o Rei. Eu sei tudo sobre sua vida, querida.

– Não, você não sabe. — Regina se aproximou dela, seu olhar sobre a mulher poderia ser capaz de mata-la ali mesmo, se pudesse.

– Henry é outro exemplo. — A loira se afasta, andando para o outro lado da quarto. — Você fez de tudo, até pensarem que ele estava louco, só para quebrar sua poderosa maldição. — Debocha.

– Eu fiz isso para não o tirarem de mim! — Justifica.

– Você teve sorte, eu não tive essa opção.

– Você não vai chegar perto da minha... — Regina não consegue terminar de falar, porque de repente, senti uma fina pontada em sua barriga e rapidamente pressiona suas mãos na mesma. Ela estava muito cansada desde ontem, e sentia leves cólicas. Apesar de ser mãe de Henry, não sabia realmente como e quando uma mulher entra em trabalho de parto.

– Parece que Helena não concorda com você. — Elise a analisa, vendo cada movimento feito. A morena respira fundo, lembrando das orientações que tinham recebido de Megan há alguns dias atrás. Mas mesmo assim, não pode deixar de ficar assustada, ainda mais por uma louca está ameaçando uma vida. Estava confusa, ainda era cedo para o bebê nascer. Mas ainda tinha esperança de ser apenas um alarme falso.

– Eu vou ligar para o Robin vir me buscar. — Diz procurando sua bolsa.

– Não devia perder seu tempo com isso, ele não virá. — Fala fazendo Regina encara-la sem entender. Revira os olhos já impaciente e tenta abrir a porta sem sucesso, ela estava trancada.

– Que brincadeira é essa? — Indaga.

– Não tem nenhuma brincadeira, você não vai a lugar nenhum.

– Você... Você sabia. — Diz se referindo a sua filha.

– Na verdade, não. Acho que foi o destino. — Brinca se aproximando. — Você deve descansar, porque garanto que as próximas horas não vão ser nada agradáveis. — Dito isso, Regina sente outra contração, ainda irregular e não tão dolorida.

__________

Tinker aos poucos ia despertando, ela olha para os lados e não vê Regina. A chama mas, não obtém resposta alguma. Se levanta rapidamente e sai da biblioteca.

– Robin. — Grita batendo na porta da mansão brutalmente. — Robin!

– O que foi? — O ladrão aparece e pergunta inocentemente; — Regina não estava com você?

– Ela não voltou para casa?

– Não, aconteceu alguma coisa? — Ele já começa a se preocupar.

– Não acredito! — Sussurra.

– Me diga logo! — Robin se altera.

– Estávamos procurando algo sobre o passado de Elise, alguma pista... Ela apareceu na biblioteca e levou Regina.

– O que? Isso não pode estar acontecendo! — Robin fecha os olhos, odiando ele mesmo por isso. — Nós fomos descuidados Tinker, temos que procura-la. Entre. — Cede espaço, o ladrão já estava entrando em desespero.

– Tente manter a calma, vamos pensar aonde Elise a levaria. — A fada estava igualmente nervosa.

– Megan era amiga dessa mulher, ela deve saber. — Robin pega suas chaves e sai de casa às pressas acompanhada por Tinker, indo para o hospital.

Arendelle.

– Anna! — Elsa corria pelos corredores do castelo com uma expressão aflita.

– A Princesa saiu, Vossa Majestade. — Um guarda real a comunica. — Com a moça Belle.

– Belle? — Emma que estava ao seu lado, estranha. — Aonde foram?

– Elas não disseram, com licença.

– Espere, Hook está aqui? — A salvadora indaga.

– Está sim, na biblioteca.

Elas agradecem ao homem, e vão de encontro com o pirata. Chegando lá, o vêem andando de uma lado para o outro, parecia nervoso.

– Hey, está tudo bem? — A Rainha é a primeira a falar.

– Talvez. — A olha sem jeito.

– Isso tem a ver com minha irmã Anna e aquela garota terem saído, não é?

– Só estou com medo de ter concordado com uma estupidez... — Sussurra para si mesmo.

– O que? — Emma franzi o cenho.

– Emma, você sabe. Já estamos tempo demais aqui, e não fizemos absolutamente nada. Anna quis nós ajudar e...

– O que fizeram? — Elsa se assusta.

– Elas foram pegar a urna. — Confessa.

– Como? — Emma a encara preocupada.

– Eu não sei, Anna falou que daria um jeito.

– E você concordou com essa idiotice? — Elsa já estava alterada.

– O que eu podia fazer? — Hook fala a altura. — Você que devia estar aqui, olhando-a.

– Eu? Fale direito, sou a Rainha.

– Parem com isso, temos que ir para a caverna agora! — Emma ordena receosa com o que poderia acontecer.

Notas finais
Preparados para o capítulo final?