Use My Heart For Both Of Us.
49 Little Princess.
– Eu já disse que não faço a mínima ideia para onde Elise levou Regina. — Megan tentava ajudar, mas Robin estava nervoso demais. Ele chegou a pouco tempo no hospital e já causou uma confusão enorme, tirando-a de uma consulta importante.
– Se eu descobrir que você está nessa com essa louca, me esquecerei que você é uma mulher. — O ladrão a ameaça sem pensar.
– Que isso? — Tinker o adverte, realmente ele estava transtornado.
– Desculpa. — Suspira, andando impacientemente pela sala da doutora. — Eu prometi a Regina que nada aconteceria com ela e nem com Helena, mas eu falhei.
– Tente manter a calma. — David se manifesta, vendo a angústia do amigo.
– É por isso que eu odeio magia, sempre existe alguém que não pensa que vai prejudicar os outros para consegui-la. — Desabafa. — Há que ponto chegamos? Helena não tem culpa de que vai nascer assim. Eu não desejo isso para ninguém, muito menos para ela.
– Tinker... Você estava lá com elas, tente se lembrar de alguma coisa que possa nós levar à esse lugar. — Snow que estava ao lado do marido, fala calmamente.
– Ela disse que se Regina quisesse saber sobre a sua história, teria que perguntar para quem a viveu. E quando eu fui me meter, ela me lançou longe. Eu ouvia elas conversarem, só que nada fazia sentido para mim. Eu me lembro vagamente de Elise ter tido que a levaria para onde tudo terminou.
– O que isso quer dizer? — Robin olha para Megan igualmente pensativo.
– Aonde tudo terminou... Seria o cemitério? — A médica pergunta para si mesma. — Me recordo de uma conversa que tivemos, ela falava que aquele lugar era onde tudo tinha terminado.
– É isso! — Mary diz em surpresa. — Ela disse que contaria sua história, nada melhor do que começar pela tragédia. A morte da menina é como se Elise tivesse a intenção de deixar Regina mais fraca ao ver o túmulo.
– Mas porque ela faria isso agora? — David questiona.
– Não sei.
– Então temos que ir para lá agora. — Robin foi o primeiro a sair do cômodo, correndo como se um minuto gasto à toa fosse crucial.
Já Gold com um feitiço localizador, procurava o neto que estava sobre seus cuidados. Depois da conversa conturbada que tiveram, o menino sumira sem dar notícias.
– Já devia imaginar que me encontraria com isso. — Henry pega seu cachecol que tinha sido usado.
– Fiquei preocupado. — Rumple se aproxima, sentando ao seu lado. Por longos minutos, o silêncio pairou no ar e o homem o observou jogando algumas migalhas de pães para os pássaros.
– Por que está aqui? — Ele disse num tom seco, sem olha-lo.
– Eu sei que está chateado comigo, não sou um exemplo de bom pai. Mas queria ser um bom avô, você é a única coisa que Neal me deixou.
– Eu sinto muito, fui grosso. — Henry virou-se para ele, deixando transparecer sua decepção.
– Está tudo bem.
– O quão irônico é isso, não é? Você faz qualquer coisa para conseguir poder, e ela apenas queria ser... Normal.
– Ela não tinha noção do quanto era poderosa, nem eu. — A frase que ouvira, o fez pensar em sua vida.
– Eu acredito em você. — Henry fala fazendo-o arquear as sobrancelhas. — Você não queria machuca-la, foi algo horrível que aconteceu, mas acho que ninguém tem culpa.
– Na verdade, acho que todos temos culpa. Elise, eu, Ally...
– Se Elise pegar minha irmã, significa que ela irá mata-la? — Deixa uma lágrima cair.
– Eu não creio que Regina deixará isso acontecer, sabemos como sua mãe é.
– Eu sei que ela não deixaria ninguém tocar em Helena, mesmo não podendo usar sua magia.
– Acho mais fácil Helena não deixar tocar em Regina. — Fala fazendo o menino ri. — Vilões não tem finais felizes, o bem sempre vence. Não é isso que você sempre fala?
– Sim.
– Quando tudo isso acabar, você deverá proteger sua pequena princesa.
– E eu o farei.
– Tenho certeza que sim.
– Como Ally morreu?
– Já conversamos sobre isso.
– Não, como realmente aconteceu.
– Faz muito tempo, não vou lembrar de todos os detalhes com exatidão. Ela entrou no meu castelo desesperada, percebi sangue em suas roupas. Nunca tinha a visto assim, parecia outra menina. Ally repetia que tinha machucado sua mãe, e isso era a pior das coisas que ela poderia ter feito.
– Eu imagino, me sentiria muito mal se estivesse no seu lugar.
– Elise era muito amiga da filha, nunca vi alguém como ela. Até mesmo eu, sentia medo às vezes. Acho que isso foi o ponto para fazer Ally retirar sua magia sem pensar. Foi como você mesmo disse, ela só queria ser normal como a mãe que amava. Foi quando muito antes de eu dar o livro de feitiços para Cora, vi que aquela última página poderia ser muito útil para mim. Parecia ser algo simples, Ally teria apenas que espetar seu dedo no fuso de uma roca de fiar. Estava sob um feitiço, onde usei um fio de cabelo de Elise sem ela perceber. A garota dizia que queria ser igual à ela, depois só tinha que deixar pingar três gotas de seu sangue no frasco.
– Você fez um acordo?
– Sim, eu ficaria com a magia dela. Eu não sei o porquê, porém ela começou a se sentir mal. Estava descontrolada, ficou pálida do nada. Dizia que não conseguia respirar, foi uma fatalidade.
– E eu acho que está na hora de você, não conseguir respirar. — Elise aparece em sua frente num piscar de olhos e antes que Rumple possa falar alguma coisa, ela retirar seu coração brutalmente.
– Vô!! — Henry grita ao ver a cena, ela apenas sorri.
– Vai embora Henry, agora! — Ele ordena, e vê o menino correr para pedir ajuda. — O que pensa que está fazendo?
– Eu não iria te poupar disso, querido. Você irá sofrer muito, aguarde! Estou conseguindo tudo que quero, e nem precisei de você. — Disse sumindo tão depressa quanto veio.
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– Ryan temos que contar a Roland primeiro, ele não sabe sobre... Nós. — Marian lembra.
– Desculpa, é difícil resistir às vezes. — Ele diz. — Está demorando para acordar, poderíamos aproveitar...
O som da campainha os desperta dos pensamentos inapropriados para o momento. Ela resolve ir atender, enquanto Ryan colocava uma camisa.
– Robin? — A mulher fica surpresa.
– Ryan está aqui? — Ele parecia estar com pressa.
– Como sabe? — Ela inquiri.
– Desculpa, mas não tenho tempo. Elise levou Regina, preciso de ajuda para acha-las. — Esclarece.
– O que aconteceu? — Aparece na sala segundos depois.
– Regina corre perigo.
– Não tem ideia de para onde foram?
– Não, o único lugar que elas poderiam estar era no cemitério. Porém não encontrei ninguém lá, só o anel que dei à ela quando pedi em casamento.
– Você pediu ela em casamento? — Marian fica boquiaberta.
– Isso significa que elas estavam lá. — Ryan fala, ignorado a pergunta da mulher.
– Megan estava com a gente, mas recebeu uma ligação do hospital e teve que ir embora. Preciso do máximo de pessoas, eu não posso perde-las. — Expressa aflito.
Arendelle — Dias atuais.
– Emma, olhe! — Elsa corre em direção a caverna toda destruída. — Não...
– Aconteceu o que estou pensando? — A salvadora indaga, não crendo.
– Isso não é bom. — Hook estava igualmente incrédulo.
– Anna! — A rainha corre para as milhares de pedras despedaçadas. — Não me deixe...- Sussurrou. — Eu só tenho você.
– Que cara de enterro é essa? — Kristoff aparece sorrindo confuso.
– É sua culpa, como pode deixar ela fazer isso? — Elsa bateu em seu rosto.
– Ai, essa doeu! — A princesa ri, saindo de trás das ruínas.
– Anna! — A rainha fica espantada, a abraçando. — Você está viva...
– Que eu saiba não morri ainda. — Brinca.
– O que aconteceu aqui?
– Cadê Belle? — Emma pergunta após não vê-la.
– Estou aqui. — A morena declara, com um objeto em mãos.
– A urna... — Killian arregala os olhos.
– Calma gente. — Anna começa a explicar. — Se vocês soubessem sobre o que estava escrito naquele pedaço de papel, já teríamos resolvido esse problema faz tempo.
– O que tinha lá?
– Papa Pabbie disse que esse feitiço que nosso pai usou, seria facilmente quebrado por alguém da família. Foi complicado ele decifrar aquilo, mas teve a ajuda de um troll que salvou nossas vidas dizendo que o pai dele era conhecedor dessa língua e o ensinou.
– E o que você fez?
– Eu só peguei a urna. — Fala como se fosse óbvio.
– Você correu risco de vida, sabia? Aliás, vocês. — Adverte.
– Não fique preocupada, calculei o momento exato que a caverna desabaria. Ela está bem velha também, mas deu tudo certo.
– Eu não posso acreditar que esse tempo todo tínhamos a resposta bem na nossa cara e não a vimos. — Emma suspira.
– Isso quer dizer que, vocês irão embora. — Elsa a olha entristecida.
– Eu sinto muito, mas não podemos mais perder tempo. — Belle se pronuncia.
– Devemos voltar para o castelo então, lá pegaram suas coisas. — Elsa diz chateada, começando a trilhar o caminho pelo qual veio.
Quando chegaram ao palácio da Rainha, alguns guardas aguardavam-os preocupados. A notícia de que Anna quase perdeu a vida junto com a moça estranha, já tinha circulado todo o reino de Arendelle.
– Desculpa Kristoff, pelo... Tapa. — A loira fala.
– Está tudo bem, não vai ser a última vez que apanho de você! — Verbaliza num tom engraçado. — Você está triste, não é?
– Não. — Retruca com desgosto.
– Eu entendo que você vai sentir falta de Emma. Mas agora ela precisa salvar pessoas, esse é o significado de seu nome.
– Eles já estão indo, vamos nós despedir. — Muda de assunto e se direciona para outro aposento.
– Ela está bem? — Anna se aproxima do noivo.
– Parece que sua irmã não lida muito bem com despedidas.
– Elsa se aproximou tanto de Emma por causa da magia, ficou entusiasmada quando soube que não era a única.
– Parece que mais um frio intenso vem por aí. — Kristoff sela seus lábios nos delas.
– Sempre gostei mais do frio, tenho roupas que estão enferrujadas no armário.
– Roupas não ficam enferrujadas. — Gargalha.
– Você entendeu.
Ambos de juntam ao resto do pessoal, onde se abraçavam. Belle não pode deixar de conter sua emoção, com toda certeza sentiria saudades.
– Emma... Espere. — Elsa a chama, interrompendo seu trajeto, ela se aproxima e tira algo do bolso. — Fique com isso.
– É lindo. — Pega o colar e o analisa. Com formato de bloco de neve, o cristal no centro da joia era tão brilhante que, seria capaz de iluminar todo o local.
– Pra não se esquecer de mim.
– Obrigada, eu não me esquecerei.
– Adeus Emma.
– Adeus, Elsa.
StoryBrooke — Dias atuais.
Regina não sabia como e nem porquê acabou adormecendo. Quando acordou, percebeu que estava em outro quarto, mais claro e fechado. Uma contração mais intensa do que as outras lhe atingiu desprevenida e, ela se encolheu na cama. Passado alguns minutos, quando percebeu que a dor já tinha se encerrado, tentou-se levantar. Sentiu um líquido morno escorrer por suas pernas, molhando o chão. A bolsa tinha se rompido, o que causou mais desespero na morena.
– Isso não é hora para você inventar de nascer, Helena. — Sussurra sentando na cama, sentindo mais uma onda de dor. — Droga!
Escuta a porta sendo destrancada e, tenta se recompor pensando que era Elise.
– Finalmente encontrei você! — A mulher fica aliviada.
– Eu não posso acreditar que você estava com ela esse tempo todo. — Regina a olha atordoada.
– Não, eu não estou com ela. Eu tive que fingir, não estaria aqui com você se não fosse por isso. — Megan se aproxima, pressionando uma de suas mãos no ventre da prefeita. — Contrações de quanto em quanto tempo?
– Ela te chamou aqui para fazer meu parto? — Indaga.
– Elise me ligou falando que tinha chegado a hora.
– Eu não vou ter minha filha aqui! — Grita desesperada.
– Se você estiver com vontade de fazer força, não podemos impedi-la de nascer. O bebê pode ser prejudicado, isso não vai ser bom.
– Mas ainda é muito cedo, falta dias para a data prevista.
– Ela é forte, tenho certeza que ficará bem. Eu te expliquei que essas crianças não esperam mais nada, tente manter a calma. Eu trouxe tudo que será necessário para o parto, você precisa comer e descansar.
– Não... — Regina aperta suas mãos no lençol branco quando uma contração chegou mais forte. — Isso não foi o que eu sonhei. — Deixa algumas lágrimas caírem. — Robin estaria comigo, ele prometeu.
– Eu já liguei para ele, daqui a pouco vão estar todos aqui. Elise não vai vencer, eu juro. — Megan acariciou seus cabelos molhados pelo suor, enquanto a Rainha tentava regularizar sua respiração.
– Você não devia iludi-la. — Elise entra no quarto trazendo água e alguns outros alimentos para ela comer. — Aquele ladrão deve estar me agradecendo por livrar ele desse... Fardo.
– Cala a boca, não escute isso Regina. — Megan a repreendeu.
– Lembra quando Robin disse que não gostava de magia? Por que você acha que ele falou aquilo? Oras, não seja tola! Essa criança não o faria feliz justamente por causa desse poder.
– Você não vai me convencer disso, eu sei que ele virá. — Regina fala tentando se sentar.
– Como foi que você ficou tão ingenua? As histórias que eu ouvi sobre a Rainha Má eram absurdas para ter sido você. — Elise colocou a bandeja em cima da mesinha.
– As pessoas mudam, nem todas querem ser o monstro de pessoa que você é.
– Marta, saia daqui. — Pede para a amiga. — Está na hora de você aprender uma lição, Vossa Majestade.
– Elise, ela precisa ir para o hospital! Para onde foi aquela mulher dócil? Você está irreconhecível.
– Já falei para sair daqui! — Grita e Megan é retirada do quarto sem querer.
– Você está completamente fora de sim. — Regina diz sentindo aquela sensação de constrição novamente.
– Eu sempre admirei essa sua força, não deixa de querer ser superior mesmo quando sua filha está quase nascendo.
– Elise, por favor... Eu preciso sair daqui. — Implora afim de faze-la mudar de ideia.
– Você sabia que sua irmãzinha não morreu porque quis? — Elise anda para mais perto dela, não se importando com o que dizia. — Eu ainda me pergunto como alguém confia em Rumple nessa cidade, ele é um mentiroso!
– O que você está dizendo?
– Quero dizer que tudo que está acontecendo aqui, é culpa dele. — Elise a olha nos olhos. — Só estou aqui hoje, por causa desse imbécil.
– Por que eu acreditaria em você? — Indaga ofegante.
– Não precisa acreditar, você nem se lembrará que um dia eu existi.
– Eu não tive culpa pela morte de Ally! — Se altera. — Você não devia fazer isso comigo.
– Eu já te expliquei minha situação.
– Nada terá uma explicação para esse absurdo.
– Agradeça à mim, eu jamais esqueci que ela se foi um dia. E eu livrarei você dessa lembrança terrível...
– Você... Não chegará perto dela, eu não vou deixar.
– Isso é o que veremos. — Ela sorri, desenrolando de um papel velho um estilete. — Eu nunca fiz uma cesária antes, mas dizem que tudo tem sua primeira vez.
Já na cozinha, Megan tentava ligar para uma ambulância vir o mais de pressa possível. Foi quando avistou vários carros vindo em direção a casa de Elise, inclusive o de Robin. Ficou surpresa com o tanto de gente que veio, alguns moradores estavam ali por Regina. Eles tentaram entrar, porém o local estava com um feitiço de proteção muito forte.
De longe, ela podia ver as lágrimas formando no rosto do arqueiro, tentando desesperadamente entrar na casa. Megan ouviu gritos vindo do quarto e correu pensando no pior. Chegando lá, viu Regina lançando uma forte rajada de magia branca no loira, que caiu. Elise se levantou com dificuldade, o ódio corria por suas veias.
– Chega! Isso precisa acabar aqui. — Megan se pós na frente de Regina, que estava deitada no chão quase desfalecida.
– Não se mete na minha vida! — Elise estava transformada e tentou joga-la longe. Mas algo deu errado, sua magia tinha sumido.
– Eu sinto muito. — A médica impediu suas lágrimas de descerem.
– Se não for me ajudar, então não tem sentido você estar aqui. — Elise aperta um de seus braços com a raiva exposta em seu rosto e a empurra para longe.
– Eu estou tonta... — A rainha disse buscando o ar que precisava e a última coisa que viu, foi o sangue vermelho escorrer pelo estilete que Elise estava segurando antes que a escuridão tomasse conta de seu ser.
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