Use My Heart For Both Of Us.
50 Be Strong - Final.
Notas iniciais
– A cidade parece estar mais vazia. — Killian comenta, tirando toda a sujeira de suas roupas e ajudando sua namorada a se levantar.
– Estamos na floresta, lógico que não ia ter ninguém. — Emma fala observando ao seu redor. — Além dos mosquitos.
– Dá para acreditar que alguns minutos atrás estávamos em outro reino? — Belle indaga rindo.
– Temos que levar a urna para Gold e ele dirá o que temos que fazer agora. — A loira pega o objeto cautelosamente.
O trio segue o caminho de volta para a loja de penhores, olhando para cada canto atenta. Apesar de todos os problemas que aquela cidade já causou, sentiram falta. A salvadora acaba por perceber que, poucas pessoas ocupavam as ruas de StoryBrooke. O silêncio estava maior do que o normal, e haviam alguns habitantes conversando no Granny's.
– Hey, o que eu perdi por aqui? — Hook se aproximou do estabelecimento.
– Vocês voltaram! — Ruby imediatamente abraçou Belle e os demais. — Parece que passaram anos. — Comenta ainda não acreditando.
– Eu estou morrendo de saudades de Henry, meus pais... Precisamos ir logo, quero ir para casa. — Emma sorri tentando imaginar o momento que os veria novamente.
– Aconteceu uma coisa. — Ruby diz demonstrando em sua expressão que era algo sério.
– O que? — Hook arqueia as sobrancelhas, vendo a moça preocupada ao seu lado.
– Elise está com Regina. — Informa. — Isso aconteceu hoje cedo, Robin e nenhum de nós sabemos onde estão.
– Isso não está acontecendo... — Sussurra Emma ficando distante do grupo.
– Robin acordou?
– Sim e, não se preocupe, quase toda cidade está as procurando.
– Regina corre risco... Quantos meses exatamente que ela está? — Belle pergunta tentando se lembrar.
– Pelo pouco que conversei com Robin, faltava pouco para Helena nascer. — Esclarece. — Mais ou menos duas semanas para a data marcada.
– Helena? É um lindo nome.
– Sim, foi ele que escolheu esse nome. Só que ninguém sabe ainda ou... Quase ninguém. Tinker não conseguiu guarda segredo até a coroação.
– Ok. Ruby você poderia nós ajudar? Estamos com a urna, Elise precisa ser presa o quanto antes.
– Vocês estão procurando Elise e a Rainha? — Gepeto junto ao seu filho pinóquio, chegaram mais perto. — Todos que passaram por mim, falaram que eles estavam à caminho da casa perto da floresta. Chamaram mais esforços policiais e médicos, parece que algo grave aconteceu.
– Essa casa só pode ser a da Elise, foi lá que Rumple ficou preso. — Emma lembra. — Muito obrigada Gepeto.
– Não tem de quê, espero que esteja tudo bem com a futura princesa. — O homem mais velho acena com a cabeça e volta a andar pela calçada tranquila com seu filho.
Correndo o máximo que podiam, não demoraram para chegar na tal casa. Dava para perceber a angustia de todos de longe, Robin tentando a todo custo entrar ali. Emma viu Henry sentado a um tronco de árvore mais distante, chorando ao lado de Roland, que brincava inocentemente com alguns galhos, não tendo noção do que ocorria. O garoto olhou em sua direção e deu um sorriso triste e foi até ela. A loira o abraçou, tão forte quanto podia.
– Vai ficar tudo bem, você sabe disso. — Cochichou.
– Eu sei, você voltou para salva-las. — Henry disse limpando seu rosto. — Destrua aquele feitiço de proteção mãe.
Ela concordou com a cabeça e foi andando para mais perto da multidão, aos poucos percebera olhos aliviados ao vê-la. David e Snow estavam logo atrás de Robin e assim que a viram, abriram os braços em tamanha felicidade. O momento em família durou pouco, pois Emma sabia que precisava usar sua magia.
Já no quarto em que tudo acontecia, houve gritos que podiam ser escutados à mil metros.
– Eu não queria ter feito isso... — Chorava mais desesperada ainda, relembrando de tudo.
Depois que chegara ao quarto viu que Regina tentava se defender, quando uma magia branca foi lançada pela mesma. Elise foi jogada longe e ao tentar revidar para sua amiga sair do caminho, percebera que algo errado tinha acontecido. Agora com seus poderes enfraquecidos, sua raiva aumentou tanto que não pensou duas vezes em pegar o estilete do chão e avançar na morena quase que desacordada no chão. Megan entrou em uma briga corporal com a loira, tentando impedir que machucasse a prefeita que mais do que nunca, não podia se proteger. Elise arfou ao sentir o estilete ser gravado no seu peito esquerdo. Ela foi segurada para não haver um impacto maior a chegar ao chão, enquanto o sangue já dava um tom vermelho escuro em quase toda sua blusa branca.
– Fale comigo... — Implorou acariciando os cabelos dela. — Me perdoa.
– Está tudo bem. — Elise falou tão baixo que quase não pode ser ouvida. — Você precisa salva-las. — Ela olhou na direção de Regina desmaiada quase ao seu lado.
– O que aconteceu com você, Liz? — Megan a chamou pelo apelido carinhoso que costuma a usar.
– Assim como Regina, eu só queria... Ser feliz. — Disse tentando conter o sofrimento que estava sentindo. — Só que não escolhi os melhores caminhos, não escolhi a melhor forma. Eu só queria Ally de volta, eu não fui uma boa mãe.
– Sim, você foi. Nós sabemos que ela também escolheu caminhos errados, mas Ally te amava com todo o seu coração. Ela te admirava tanto...
– E por que ela se foi? — Chorou tentando procurar ar que não estava sendo suficiente.
– Não fale, economize energia. — Fala pressionando a ferida, tentando impedir um maior aumento de sangue. — Não me deixa, por favor...
– Marta, me desculpa.
– Fique acordada, seja forte. — Pediu vendo Elise lutar pela vida, mas fechar os olhos pela última vez.
Naquele momento, ela estava ali, vendo as palavras da mãe. Ally jamais imaginou que tudo que fizera, acabaria de uma forma tão trágica. O peso daquelas últimas palavras, a fez perceber que escolheu ir pelo caminho errado, quando pensou ser o certo. Que não foi tão corajosa quanto pensava, que não pensou em Elise, que ela se machucaria ao se despedir dela. Mas o que poderia fazer se ambas já estavam mortas, não podiam concertar seus erros...
Ally deixou algumas lágrimas molharem seu rosto, sabendo que seria a última vez que estaria de alguma forma em StoryBrooke, Regina estava num canto mais à frente no quarto. Tão branca que se não soubesse, pensaria que ela também tinha partido.
– Helena precisa de você, não desista! — A menina se aproximou mais da Rainha e tocou sua barriga, num jeito tão carinhoso. — Saiba que desde o momento que eu soube que ela existia, a protegi. Agora é sua vez! Não a deixe pensar que sua magia pode machucar pessoas, quando na verdade, é exatamente ao contrário. Não a deixe cometer o mesmo erro que eu. — Sorriu, abaixando-se e tirando o fino pano do ventre dela. Depositando um beijo o durante tempo em que sua lágrima caía.
Ela saiu de lá, vendo Marta abraçada a Elise, como se aquilo pudesse a fazer reviver. Um filme passou na sua cabeça, lembrando de todos os momentos bons que tivera. Quando sua mãe ensinou a andar, a falar o tão difícil alfabeto. A contar nos dedos... Cada experiência que jamais esqueceria. Ally sabia melhor do que ninguém que, para amar só basta duas pessoas se encontrarem. E com elas não foi diferente, a vida foi mudada a partir daquela noite chuvosa na Floresta Encantada. E sabiam que embora ficassem separadas, sempre seriam uma só.
– Finalmente estamos juntas novamente, mamãe.
O feitiço que protegia a casa, foi complicado à ser quebrado. Mas Emma obteve sucesso e logo Robin e mais algumas pessoas entraram no local. Cada um foi para lados opostos, apesar de simplicidade, o local era grande e continha muitas portas. Porém no fim do corredor, o ladrão pode perceber a luz vinda do cômodo ao lado e apressou seus passos, sabendo que a mãe de sua filha estaria ali.
Quando entrou naquele quarto, a cena o surpreendeu à ponto que o fez ficar paralisado por breves segundos. Pisou algumas vezes, não acreditando que era o corpo de Elise que estava ao chão. Seu feição de incredulidade se mostrou mais quando viu Regina exatamente igual à ela. Aligeirou-se para mais perto dela e levantou sua cabeça cuidadosamente. Sua pele estava tão clara e fria, devido ao tempo ali.
– Regina, fale comigo. — Beijou-lhe como se pudesse acorda-la. — Por favor, eu estou aqui como prometido. Vamos lá, você não pode me deixar!
– Robin... — A prefeita sussurrou, pousando sua mão na dele em cima de seu abdômen.
– Vai ficar tudo bem, fica calma. — Sorriu para reconforta-la.
– Ela vai nascer... — O avisou visivelmente emocionada.
– O quê?
– Minha bolsa rompeu, precisamos ir para a maternidade. — Disse respirando fundo e tentando não prantear-se.
– Sério? Quer dizer, os médicos estão vindo. — Falou nervoso. — Vamos conhece-la em breve, amor.
Viu Regina virar sua cabeça para Megan que ainda permanecia abraçada à Elise.
– Ela morreu? — Indagou com um olhar de tristeza.
– Ela não fará mais mal à ninguém, Helena nascerá em paz.
– Me tira daqui. — Regina tentou não ver mais a loira ensanguentada, embora não quisesse admitir, aquilo a deixou chocada. Robin ajudou a se levantar e a morena se apoiou nele quando uma contração veio intensamente. — isso doí!
– Lembre-se das instruções da médica. — Disse andando pela casa com ela praticamente em seu colo.
– Não é fácil lembrar quando tem alguém querendo sair de dentro de você. — Se encolheu sentindo mais outra contração. No meio do percusso, médicos já chegaram com uma maca, levando-a imediatamente para fora da casa. Henry atravessou a faixa que estava interditando a casa e foi até Regina para vê-la, saber que estava bem e Roland o acompanhou.
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– Rumpelstiltskin. — Ao ouvir seu nome ser pronunciado novamente por aquela voz doce, seu coração acelerou. Ele estava de costas para ela, temendo sua reação agora que estava de volta.
– Belle... — A vontade que ele tinha era de abraça-la, porém não se moveu. — Você voltou. — Virou-se.
– É, voltei. — A princesa estava tímida, mas mesmo assim colocou um fim na distância que os separava. — Para falar a verdade, eu nunca fui... Não verdadeiramente. Meu coração permaneceu aqui, com você. — Sorriu das suas próprias palavras e o fitou, tentando imaginar o que se passava em sua mente. — Com meu marido.
– Isso quer dizer que você me perdoa? — Rumple indagou.
– Eu pensei tanto sobre isso e por mais que eu queira te odiar, não consigo. Não achei honesto da sua parte mentir para mim e ainda mais manter isso.
– Sempre cometo erros Belle, mas você sempre esteve ao meu lado quando mais precisei. Não te prometo a perfeição, pois isso eu não possuo. Mas te prometo uma coisa: Dar o melhor de mim. Eu te amo muito, só que não vou ter forçar a ficar com a fera.
– O que posso fazer se foi pela fera que me apaixonei. — Disse pegando de um saco preto, o coração surrado de Rumple.
– Podemos fazer isso juntos, se quiser. — Ele pegou na mão dela, ajudando a recolocar o órgão em seu peito. Depois que voltou a senti-lo novamente em seu corpo, selou seus lábios nos delas com ternura. O seu cheiro que tanto se fez ausente por muito tempo, reapareceu, fazendo-o lembrar de como a amava.
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– Temos um problema. — Doutor Whale adentrou no quarto em que Regina estava à pouco tempo, com uma cara receosa.
– O que foi dessa vez? — Robin perguntou, segurando na mão da morena enquanto uma contração mais dolorida chegou, fazendo se encolher.
– É alguma coisa com meu bebê?
– Não exatamente com a criança, mas Megan não voltou. Então acho que eu terei que fazer seu parto.
– Eu não confio em você. — Falou com raiva. — Não posso acreditar que ela não virá, mas no fundo eu já esperava.
– Eu sinto muito, porém preciso de algumas informações suas que não tenho. — Disse pegando sua prancheta e anotado tudo que precisava. Foram mais ou menos 5 minutos de questões e o médico saiu para pedir que levassem Regina para sala de exames.
– O que está havendo? — O ladrão esperou para ambos estarem sozinhos novamente e observa-la soltando um suspiro angustiado.
– Eu só estou com medo, é a primeira vez que vou ter que fazer isso.
– Não precisa se sentir assim, estamos juntos nessa.
– Eu sei, não me entenda mal. Mas estou com a Megan desde que descobri que estava grávida, ela me passava confiança. — A prefeita acaricia sua barriga, sentindo Helena chutar forte. — Mas sei que não tenho que pensar em mim agora.
Robin a ajuda à se levantar, enquanto Regina se segurava nele sentindo que as contrações estavam mais ritmadas e intensas. Para ela, essa sensação era completamente nova. Embora já tenha criado Henry, sentia-se insegura agora. Era uma nova fase de sua vida, que mudaria para sempre a partir do momento que veria sua filha em seus braços.
O arqueiro preferiu ficar do lado de fora, enquanto a Rainha fazia o tal exame de toque para saber como estava indo as coisas. Então, aproveitou para andar pelo hospital, voltando novamente para o berçário no andar debaixo. Chegando lá, viu tantos bebês pequenos, que a ansiedade só aumentou para ver Helena logo.
Já Regina estava deitada esperando Whale, não podia negar que estava desconfortável ao saber que um homem iria examina-la. Porém não podia fazer nada além de tentar focar apenas que seria necessário.
– Espero que ainda me aceite como sua obstetra. — Megan entrou minutos depois no cômodo, terminando de colocar sua luvas.
– Pensei que não viria. — Regina fica surpresa, mas outra dor lhe atinge.
– Tenho que manter o profissionalismo, você não teve culpa. Pelo que vejo, as contrações estão mais frequentes.
– Sim, com intervalo de 4 à 5 minutos. — Informou tenta manter a respiração regular.
– Como já expliquei, esse exame serve para vermos a evolução do trabalho de parto. — Fala começando o procedimento. — A bebê está encaixada, você está com 7 cm de dilatação.
– Isso significa o que?
– Que estamos indo bem, agora aconselho você caminhar um pouco.
– Não sei se vou conseguir, as dores são fortes.
– Pode ser pelo quarto ou tome um banho.
– Vai demorar ainda para ela nascer?
– Isso só depende de você. — Sorri massageando seu ventre.
– Você...Você salvou minha vida.
– Eu só não podia deixar aquilo acontecer, a mulher que eu conheço não era aquela. Elise jamais faria qualquer coisa para machucar crianças, ela me ajudava muito na Floresta Encantada. Só que aconteceu essa história toda sobre Ally e a deixou insana. Mas vamos deixar para lá. É um momento especial para você, devemos incentivar a mãe pensar coisas boas.
– Obrigada por estar aqui. — Agradece sincera. — Agora me diz uma coisa; é normal sentir essa dor terrível? — Perguntou fazendo Megan rir.
– Não se preocupe, é sua primeira gestação. Irá ver que na próxima, tudo acontecerá mais rápido.
– Quem disse que vou ter mais? Não sei como Mary Margaret conseguiu fazer isso duas vezes. — Reclama tentando conter o gemido sair sua boca, mas foi difícil.
Algum tempo se passou e durante ele, Robin a ajudou a ficar em pé no chuveiro toda vez que uma contração chegava. Ele prometeu que ficaria o tempo todo ao seu lado, tentando amenizar o máximo que podia da dor. Sabia que sua atuação poderia ajudar e muito na hora que Helena viesse ao mundo. O pouco tempo que pode estar com ela nas consultas, tirou suas dúvidas e pediu dicas para essa chegada. O banho morno aliviou um pouco o desconforto junto com a massagem que ele fazia sem muita experiência.
A expressão de dor era nítida mesmo à distância, e a dificuldade para andar a deixava com a aparência ainda mais frágil. Os minutos ao lado de Regina, começou a deixa-lo nervoso por ela. Tinha chegado a hora, a médica avisou que a dilatação estava completa.
– Preparada? — Megan olhou para a morena, vendo em sua face o temor. A morena não se sentia preparada, mas as contrações a faziam empurrar.
Se tivesse um momento em que Regina jamais se imaginaria, seria esse. Poder ter o prazer de compartilhar momentos com aquele pequeno ser todos os dias, durante quase nove meses. Sentir o primeiro movimento e reparar como eles ficavam mais fortes com o passar do tempo, cada dor nas costas... Ela sabia que não seria fácil, que doeria, mas que tudo valeria a pena no final das contas.
O anestesista não tinha chego ainda na sala, mas não daria tempo para esperar mais. As contrações estavam fortes e quase não deixavam Regina falar. Tentou fazer força para baixo, como a médica instruiu. No intervalo jogava sua cabeça para trás, tentando respirar fundo e buscar a energia que tanto precisava. O tempo se passou devagar, enfermeiras saiam e outras entravam, até que o pediatra entrou na sala.
– Eu não consigo! — Sussurrou ofegante, parando de fazer força. O desespero voltou novamente, deixando Regina aflita. Por mais que estive tentando manter o foco, Elise permanecia em sua mente.
– Estamos quase lá. — A médica disse para anima-la. — Esquece tudo e apenas pense nela.
– Hey, não vamos desistir assim! Lembra que você disse que não conseguiria usar magia de luz? — Robin questionou e ela apenas concordou com a cabeça. — Então veja o que aconteceu...
– Regina, na próxima ok?
– Você vai conseguir, amor! — A incentivou entusiasmado. — Nosso bebê está chegando!
– Vamos, ela está aqui! — A médica disse e Regina sentiu uma queimação, sabendo que o bebê estava passando. Uma senhora chegou perto e colocou sobre sua barriga, uma toalha branca. A dor enorme fez com que ela apertasse a mão de Robin ainda mais, e um grito escapou. E foi na contração seguinte que o corpo saiu totalmente e Helena veio ao mundo.
Megan colocou o bebê imediatamente em cima de Regina e logo o quarto foi preenchido pelo choro forte. Robin sorriu assim que seus olhos se encontraram com os dela, ajudando a enfermeira limpa-la. Selou seus lábios nos da sua noiva por um breve instante, vendo as lágrimas escorrerem pelo seu rosto.
– Você é linda. — Ela disse baixinho e tentou acalma-la que estava inquieta. — Muito linda...
Regina acariciou sua cabecinha que continha uma quantidade razoável de cabelos negros como os dela. E a pegou, colocando em seu peito do lado esquerdo, instintivamente, para que ela ouvisse seu coração. Como sempre estava acostumada quando estava dentro dela, memorizando cada detalhe daquele rostinho.
– Você não tem ideia de quanto tempo te esperamos, minha princesa. — Robin expressou. Nessa hora o tempo não existia, era algo único e que ambos jamais esqueceriam. Ela parou de chorar quando ouviu o pai, parecia que estava assimilando a voz que ouvira por muito tempo. O cordão umbilical foi cortado pelo próprio quando Megan deu-lhe a tesoura. — Seja bem vinda, Helena.
Regina sabia que ele tinha razão, toda dor que estava sentindo, sumiu magicamente. Dando lugar à felicidade que transbordava apenas por tocar na mãozinha da pequena. A obstetra permitiu que ela ficasse um bom tempo com o bebê, curtindo aquele primeiro contato, depois a pegaram para ver se estava tudo bem. A entregaram para a pediatra aspirar qualquer secreção que ainda pudesse haver, facilitando na respiração.
– Eu falei que você conseguiria! — O ladrão verbalizou ainda segurando sua mão, enquanto observavam Helena chorar mais uma vez ao ser examinada.
– Nós conseguimos. — Regina disse sorrindo genuinamente.
– É um ótimo presente de aniversário. — Falou fazendo Regina encara-lo, percebendo que esquecera totalmente.
– Desculpa, eu não lembrei. — Riu beijando sua boca. — Parabéns meu amor.
– Tudo bem, sabemos que foi um dia e tanto. Na verdade, noite.
– Prometo que vou planejar algo.
– Nossa filha acabou de nascer, não quero nenhum plano que não a envolva. — Robin voltou sua atenção para a menina que agora já tinha sido trazida de volta.
– Você pode amamenta-la agora, Regina. — Megan a colocou cuidadosamente em seu colo, com uma touca em sua cabeça e coberta.
E foi assim que o fim de noite se foi, Regina preferiu alimentar Helena sozinha. Depois da amamentação ainda na sala de parto, enquanto a morena se recuperava, foi a hora da enfermeira dar o banho e medir o peso, entre outras coisas. Como combinado, Robin estaria presente em tudo e acompanhou a filha.
Já era fim de madrugada, o sol estava quase aparecendo. Megan saiu do hospital depois de se certificar que tudo estava bem com Regina e sua bebê. Seus pensamentos à levavam para aquela cena na casa de Elise e tudo que aconteceu. Se soubesse que aquela discussão acabaria na morte dela, tentaria ter feito de outro. Não foi sua intenção que o estilete entrasse em seu peito, preferia que tivesse sido ao contrário. O sentimento de culpa se fazia presente a todo segundo.
– Você não deveria estar aqui. — Rumple apareceu ao seu lado, com um olhar sincero.
– Você que não deveria estar aqui. — Ela disse seca, não gostava nenhum pouco do homem.
– Quero dizer que sinto muito por Elise, sei que eram muito próximas.
– Sei que sente. — Riu debochadamente, tentando evitar a lágrima cair.
– Não precisa acreditar em mim, mas ainda sim, quero estar na hora do enterro.
– Para quê? Quer falar que você venceu novamente, que ela não é capaz de nada?
– Assim como você, gostava dela.
– Por que não usa sua magia grandiosa e descobre? — O ódio que estava sentindo transpareceu.
– Você não foi culpada por isso, querida. No final das contas, você foi uma heroína Megan.
– Eu a matei. — Sua voz estava falha. — Um herói não faz isso.
– Vocês salvou duas vidas, uma delas, sendo a mais importante para StoryBrooke futuramente.
– O que quer dizer com isso? — Megan o encarou confusa.
– Nós veremos em breve.
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– Shiu, não devemos fazer barulho! — Henry avisou para o menino logo atrás dele.
– Eu sei, mamãe me avisou mil vezes sobre isso. — Roland disse entrando no quarto. — É ela? — Perguntou olhando o pequeno embrulho rosa nos braços de Robin.
– Sim, é ela! — O pai exclamou, abaixando-se para que ele pudesse vê-la melhor. — Sua irmãzinha.
– Oi Helena. — Henry sorriu para o bebê preguiçoso.
– Oi, sou seu irmão. — Roland sorriu, deixando aparente sua covinhas e permaneceu fitando-a curioso. Logo a menina começou a choramingar abrindo novamente seus olhos, num tom azul igual aos de Robin.
– Parece que alguém perdeu a aposta. — Ele lembrou ao seu enteado que fez uma cara de frustração. Regina dormia tranquilamente na cama, estava tão cansada que sequer ouvia a filha chorar.
– Conte algo para ela dormir, papai. — Seu filho pediu. — Isso sempre funciona.
– O que podemos contar à ela? — Henry pensou um pouco.
– Não sou bom em histórias. — O arqueiro a balançou levemente. — Quem diria chegaríamos até aqui, não é mesmo Helena? Aconteceu tanto coisa ruim, tanta tragédia. Vários obstáculos estiveram presentes durante nossa vida, porém com muita esperança, estamos juntos. O amor foi mais forte, e não o mais fraco. Um certo dia, o papai encontrou uma linda garotinha e ela disse à ele que, sua pequena sempre seria forte. No começo ficou confuso, mas agora ele sabe o que aquela menina quis dizer. Não foi à toa que você está aqui, eu sei. Nunca me dei bem com a magia, só que não vou desistir de você por isso. Vou te ensinar, ajudar, cuidar... — Sorriu vendo-a atenta a cada frase, como se entendesse. — Te amar com todo meu coração e sempre que precisar, pode usa-lo por nós dois, assim como sua mãe já fez.
Ele viu que Regina estava acordada, com um sorriso no rosto ao vê-los naquele momento.
– Estou apaixonada. — Ela disse assim que Robin se sentou na cama ao lado dela. — Eu pensei que nunca teria isso, uma família. Nossos filhos nos dão a oportunidade de sermos os pais que sempre desejamos ter tido.
Robin abriu uma pequena caixinha que estava em seu bolso, revelando o laço que comprara há tempos, quando descobriu que seria uma menina. Com cuidado, ele o prendeu nos cabelos do bebê e riu quando percebeu que o mesmo escorregou de sua cabeça.
– Parece que teremos que esperar mais um pouco para colocarmos.
– Obrigada por isso, por me dar a oportunidade de ser um novo alguém. De acreditar que existia algo bom em mim, que existia luz. — Continuou.
– Isso só se realizou, porque você acreditou em si mesma.
– Então obrigada por me fazer acreditar. — Alegrou-se, fazendo carinho no bebê. — E pode ter certeza Helena, essa história ainda não acabou!
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