Notas iniciais
Oh my god! O que foi aquele episodio de domingo? Robin acertou sua flecha na maçã da Regina, senhor! Estou apenas morta aqui, não me recuperei ainda KKK Mas, agora temos um capítulo novinho em folha. O próximo sairá domingo e será "grande", espero que não se importem. Boa leitura meu amores e obrigado por todos os elogios *-* Obrigado Lorena por me ajudar nas partes Rumbelle, você é um amor!

– Belle, você chegou! — Rumple diz tentando ser animado ao vê-la.

– Olá querido. — Ela sela seus lábios rapidamente. — Como está?

– Estou bem.

– Desculpe não ter chegado à tempo para o jantar, Regina desmaiou no hospital e tive que ficar com ela. — Justifica.

– Sem problemas, como ela está ? — Questiona.

– Nada de ruim aconteceu, o estresse que ela está passando é demais. — Diz enquanto tirava os sapatos e se jogava em cima do sofá. — Só espero que Regina aguente passar por mais essa etapa firme, tudo que menos quer é um parto prematuro. Essa situação de Robin agora, é tão devastador.

– Fico feliz por ela, sei que será forte.

– Você não pode ajudá-la de algum modo?

– Em que?

– Sei lá. Magia pode fazer Robin acordar?

– Creio que não, pelo menos nunca ouvi falar.

– Você parece preocupado. — Belle pela primeira vez olha para ele e percebe sua expressão receosa. — Tem algo que quer me contar, não é mesmo?

– Preciso te dizer uma coisa que escondi de você. — Rumple fala com a voz falha e se senta ao seu lado no sofá.

– O que foi agora? Você prometeu que não estava escondendo nada de mim.

– Eu menti. — Confessa triste.

– Pensei que era um homem que cumpria suas promessas. — Fala o encarando séria.

– Eu sinto muito.

– Vá direto ao ponto! — Afirma com uma lágrima que teimava em escorrer pelo seu rosto.

– Eu visitei Zelena quando estava presa. Infelizmente não me controlei na hora e acabei...

– Você a matou?

– Desculpe... — Foi a única coisa que disse.

– Você a matou ? — Repetiu a perguntando gritando. — Como ? Eu estou com a Adaga, não permitiria isso. A não ser que...

– Era falsa Belle, eu usei a verdadeira para matá-la.

– Você me enganou. — Sussurrou indignada.

– Belle... — Ele se aproximou dela.

– Não chegue perto de mim. — Ela se levantou do sofá rapidamente. — Nosso casamento foi uma farsa ?

– Não, jamais ! — Ele se levanta também. — Eu prometi a Bae que iria vingar sua morte, tente entender.

– Tente entender ? — Ela ri sarcasticamente. — Ele estaria feliz com isso agora? Amenizou sua dor matando-a? Sinceramente, eu pensei que você mudaria, que eu conseguiria trazer algo de bom em você de volta. Mas, vejo que estava errada. Acho que nunca de conheci de verdade Rumpelstiltskin. — Fala e deixa mais lágrimas caírem.

– Eu te amo, me perdoa.

– Se você me amasse de verdade, jamais teria mentido para mim quase no dia do nosso casamento. Você não teria a matado, porque você fez uma promessa e que não cumpriu.

– Você se casou comigo sabendo dos meu erros.

– Sim, eu casei sabendo de tudo isso. Mas, pensei que as coisas seriam diferentes, você destruiu meu coração Rumple! — Diz. — Não use isso como desculpa, novamente você quebrou um acordo e foi covarde.

– Belle, espere. — Rumple fala afim de tentar impedir que ela fosse embora, mas foi um ato inútil.

A última frase da princesa o fez cair na real, ele novamente brincou com os sentimentos de sua amada. O ódio que estava sentindo de si mesmo era inexplicável, ver ela naquele estado foi aterrorizador. Como desejava voltar ao tempo e recomeçar de novo, seus impulsos o levaram a ruína. Sua raiva aumentou ainda mais ao lembra-se de Elise, de todas as ameaças que fez à ele. Mas por um lado, não podia culpa-la totalmente, de certo modo ele teria que fazer isso uma hora. Seria bem pior se descobrisse sozinha ou por meio de outra pessoa, com toda certeza ela o odiaria para sempre.

Belle era como uma guia, mas nem sempre ele prestou atenção no que ela falava, o seu maior pecado foi ter mentido para ela. Depois de tudo que passaram, mais de 28 anos separados, isso foi um erro burro. Ele deveria ter confiado nela e dito tudo de uma vez, porque ela o perdoaria algum dia ... Agora tudo ficou mais complicado para os dois. Ele não contou nada antes, justamente por medo de a perder, mas tudo que fez foi em vão.

Sua vontade era de ter a seguido no minuto que saiu de casa confusa, porém sabia que ela não aprovaria. Ele perdeu seu filho e agora estava perdendo sua esposa. Mas Rumple não iria desistir de quem ama assim tão fácil, ele jamais resistiria dela!

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– Elise, eu ainda estou chocada com aquele acidente. — Diz Marta bebericando seu café, ela estava na casa de sua amiga.

– É realmente triste o que aconteceu, jamais imaginaria que Robin morreria assim de uma forma tão trágica.

– Mas ele não morreu, só está em coma.

– É mas, sabemos que as possibilidades disso acontecer é grande.

– Tem casos que o paciente se recupera sem sequela alguma.

– Pode ser mas... Como sabe de tudo isso Marta ?

– Você saberia se não parasse de falar. — Brinca. — Eu trabalho naquele hospital Elise, sou obstetra.

– Sério? — Fala não acreditando.

– Meu nome aqui em StoryBrooke é Megan. Megan Miller, lindo não?

– Eu ainda me esqueço do fato que você veio com a maldição.

– E você? Suponho que não venho como a maioria dos habitantes desta cidade, nunca te vi por aqui antes.

– É uma longa história.

– É, você já me disse isso. Mas agora estou disponível para ouvi-la.

– Acho melhor não, nem sempre é agradável lembrar do passado. Mas você disse que era médica lá ...

– Sim, obstetra.

– E o que isso faz ? — Marta sorriu com a pergunta da amiga.

– Cuido de gestantes, trago bebês ao mundo...

– Espera ai. Você por acaso não cuida da Regina, ou sim? — A interrompe.

– Sim, a prefeita é uma paciente bem complicada às vezes. — Ela percebe o sorriso estranho da amiga.

– Isso vai ser mais fácil e interessante do que eu imaginei. — Elise pensa alto.

– Por que a pergunta?

– Nada, só curiosidade mesmo. Sou amiga de Regina também, sou eu que estou cuidando dos preparativos para a chegada do bebê.

– Nossa, que coincidência. — A médica sorri.

– Parece que o destino quer que nós três fiquemos juntos. — Elise pega na mão de Marta.

Alguns dias depois...

– Oi, Lauren não é? — Belle questiona no corredor de hospital a uma moça que passava por ele.

– Sim, sou eu. — Responde sorridente.

– Desculpe te incomodar, mas você poderia me dizer aonde está a paciente do quarto nove ?

– Ela não está lá? — Estranha.

– Não, será que já recebeu alta?

– Não, já sei aonde a Prefeita está. Venha comigo. — Lauren diz e a princesa a acompanha até outro quarto que ficava no mesmo corredor. Chegando na porta, Belle vê Regina acariciando o rosto de Robin e dizendo algumas palavras, enquanto pequenas lágrimas escorriam pelo seu rosto. — Esqueci que ela estava ai desde cedo. — Sussurra para a princesa. A garota entra no quarto chamando a atenção da mesma. — Não queria atrapalhar mas, está na hora de eu dar os medicamentos para ele.

– Tudo bem, eu já estava indo mesmo. — Diz Regina e deposita um beijo na testa do Ladrão. — Oi Belle. — Ela força um sorriso ao ver a amiga, percebe também que sua cara não é das boas. — Está tudo bem? Você sumiu.

– Está sim, eu vim ficar com você hoje. Soube que receberá alta daqui à pouco, pensei que poderia te levar para casa.

– Obrigado. — Fala já no seu quarto. — O bebê está se mexendo muito, será que isso é ruim? — Ela se senta na cama e massageia seu abdômen.

– Isso é sinal que está saudável, só tome cuidado.

– Tomarei, pode deixar. Tem certeza que está bem? Parece meio triste.

– Tive uma discussão com Rumple, por isso desapareci por um tempo. Não queria encontra-lo e nem quero ainda.

– Oh, sinto muito. Tudo vai se resolver, você vai ver.

– Não, eu acho que agora não tem volta.

– Que bobagem! Vocês se casaram à pouco tempo, uma briguinha à toa não pode separa-los.

– Não foi uma simples briga, ele me escondeu coisas que pensei que jamais faria. — Belle deixa uma lágrima cair, Regina percebe que o assunto era sério e abraça a amiga.

– Tem um certo tempo que não o vejo, Henry me disse que faz dias que ele não abre mais a loja.

– Mas não vamos falar sobre isso, você está passando por problemas maiores, seria egoísmo meu.

– Pode contar comigo. — Diz sincera e Belle sorri.

– Como está o Robin ?

– Ele está ... — A Rainha respira fundo. — Exatamente igual quando entrou aqui.

– Pense pelo lado bom, ele não piorou.

– Mas também não melhorou, eu estou fazendo o possível para ser forte pela minha filha, mas não é tão fácil assim. — Diz com os olhos marejados. — Só tenho medo dele nunca mais acordar.

– Ei, não diga isso! Eu sei que ele vai acordar, tenha esperança.

– Eu tenho, mas parece que o destino quer me provar ao contrário.

– Faça melhor, engane-o. Regina ...

– Sim.

– Eu poderia ficar na sua casa, mas só enquanto Robin está hospitalizado. Eu prometo que vou embora assim que ...

– Belle, você está se separando mesmo? — Questiono confusa e surpresa.

– Sim.

– Você não pode desistir dele, ele tem defeitos, erros mas, Rumple te ama.

– Não acredito que me ame mesmo.

– Eu não sei o que aconteceu, mas talvez ele ficou com medo de te perder, da sua reação.

– Ele fez uma promessa para mim, os votos do casamento foram apenas palavras jogadas ao vento. Eu não posso e não consigo esquecer o que ele fez. — No fundo, Belle não tinha coragem te contar a verdade para a morena. Regina estava passando por muitas dificuldades e descobrir que sua irmã foi morta, não ajudaria em nada na sua saúde.

– Eu espero que vocês dois se acertem, apesar de eu não gostar muito do Rumple, ele te faz feliz.

– Ele fazia...

– Pode ficar na minha casa o tempo que quiser, vou precisar mesmo de você.

– Obrigada Regina.

– Não precisa me agradecer, sei que faria o mesmo por mim. — A Prefeita pega na mão de Belle e coloca sobre seu abdômen.

– Como ela está agitada hoje.

– Não é de hoje, faz dias.

– Só espero que ela não puxe a você e queira nascer antes do tempo. — Belle diz e ambas sorriem.

– Acho que ela está com saudades do pai, Robin conversava muito com ela. — Sorri lembrando dos momentos.

Não demorou muito para Regina sair do hospital e como combinado, Belle a acompanhou. Era difícil para a Prefeita chegar em casa e saber que seu Ladrão não estava lá, a falta que ele deixava era inexplicável. Fazia algumas horas que ambas tinham chego na mansão e por mais que a Doutora Megan recomendou que Regina ficasse de repouso, ela não acatou a ordem muito bem.

– Belle, podia me ajudar? — Questiona a mesma andando de um lado para o outro, ela parecia aflita.

– É claro, só me diga o que está procurando tanto que não para quieta.

– Um livro.

– Qual ?

– De feitiços, ele pode ter a resposta que preciso.

– Dá para ficar calma, você não pode ficar se esforçando muito.

– Eu não estou fazendo nenhum esforço. — Diz irritada.

– Vamos comer algo e descansar Regina, amanhã procuramos este livro que tanto deseja. — Aconselha a amiga.

– Eu não posso perder tempo Belle, isso pode custar a vida de Robin.

– É para isso que quer o livro? Para curar Robin? — A princesa suspira. — Nós sabemos que magia não vai ajudar agora.

– Mas não é qualquer livro.

– Regina, por favor ...

– É o livro de feitiços da minha mãe e sim, ele pode contar algo para a recuperação de Robin seja mais rápida.

– Ok, sei que não vou te convencer ao contrário. Vamos fazer assim, eu procuro este livro e você tome um banho para relaxar.

– Mas...

– Vai logo ! — Belle diz séria.

– Tudo bem, eu volto depois. Qualquer coisa...

– Eu te chamo. — Completa sorrindo. Era incrível como às vezes Regina não desistia de algo fácil, Belle admirava isso nela. Essa força que era capaz de superar qualquer coisa.

– Obrigado. — Sorriu e subiu as escadas para ir em direção ao seu quarto.

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– Emma já está muito tarde. — David diz acompanhando a filha pelas ruas de StoryBrooke.

– Não, não está. Preciso achar alguma pista de quem fez isso.

– E por que essa hora da noite?

– Porque de dia será mais complicado, não acha?

– Talvez seja. Mas desde que tudo aconteceu, você está obcecada em descobrir isso... — De repente o Príncipe se assusta com Emma se virando para ele rapidamente.

– Obcecada? Quase mataram o meu filho e você acha que devo ficar de braços cruzados esperando outra vítima? — Ela suspira e percebe que foi grossa. — Desculpe, é só que eu não posso deixar isso impune.

– Tudo bem filha. — David toma a liberdade de abraça-la em forma de afeto. — Eu sei que irá encontrar quem vez isso.

– Com quem diabos estamos lidando? — Ainda abraçada à ele permite que algumas lágrimas silenciosa caiam.

– Não faço ideia.

– Eu ainda nem tive a coragem de dizer a Regina isso, ela com certeza iria parecer mais obcecada. — Emma ri fraco.

– Tem medo do que ela possa fazer?

– Também mas, ela está grávida e sabemos como ela é em relação à Henry. — Confessa triste. — Tudo estava tão bem para ser verdade.

– E tudo vai ficar bem, tenha fé.

– Não é tão fácil assim mas, vamos logo investigar enquanto está tudo vazio por aqui. — A Salvadora fala seguinte na frente do pai. Quando estavam quase chegando ao local do acidente, Emma sente uma sensação estranha. Ela fica incomodada e não consegue disfarçar.

– O que foi?

– Nada, não está sentindo isso ?

– Isso o que ? — Assim que David termina de falar, um grande tremor no chão os assusta e perdem o equilíbrio imediatamente.

– Você está bem? — Questiona após conseguir ficar de pé e ajuda sua filha a se levantar.

– Terremoto aqui? O que foi isso?

– Não sei, mas agora está muito escuro. Amanhã descobriremos. — David diz confuso e tentar acalmar os habitantes que saíram de suas casas. Muito próximo aonde eles estavam, Elise se escondia e os observava. Sorriu ao ver o medo e desespero que causou na população que ali estava. Ela caminha pelo beco com pouca iluminação e quando está fora de visão de qualquer pessoa o suficiente, some em uma nuvem de fumaça branca.

Ela reaparece em lugar deserto, parecia uma casa abandonada e suja. Elise vai até o corredor da mesma e abre uma porta que tudo indicava ser acesso a uma espécie de porão. Desce as escadas e acende a luz, que por sinal era muito fraca.

– Olá Rumpelstiltskin. — Sorri maliciosamente ao ver o homem que estava acorrentado e amordaçado com os olhos repletos de ódio. — Trouxe seu jantar querido.

Notas finais
Olha, eu não sei se necessita de explicação mas, vou fazer mesmo assim. Elise decidiu capturar Rumple, porque ele podia arruinar seus planos. Ela só esperou o momento certo dele contar tudo à Belle, para fazer se passar como uma pessoa que não tem coração, uma pessoa ruim. Para piorar toda a situação, resumindo. Como está preso, não tem como ir atrás da esposa e tentar se redimir. É mais ou menos isso ai, se não entenderam, eu explico nos comentários. Até domingo e lembrando que o capítulo vai ser com mais de 3 mil palavras. Beijos!