Use My Heart For Both Of Us.
38 Lies.
Notas iniciais
– Belle, você chegou! — Rumple diz tentando ser animado ao vê-la.
– Olá querido. — Ela sela seus lábios rapidamente. — Como está?
– Estou bem.
– Desculpe não ter chegado à tempo para o jantar, Regina desmaiou no hospital e tive que ficar com ela. — Justifica.
– Sem problemas, como ela está ? — Questiona.
– Nada de ruim aconteceu, o estresse que ela está passando é demais. — Diz enquanto tirava os sapatos e se jogava em cima do sofá. — Só espero que Regina aguente passar por mais essa etapa firme, tudo que menos quer é um parto prematuro. Essa situação de Robin agora, é tão devastador.
– Fico feliz por ela, sei que será forte.
– Você não pode ajudá-la de algum modo?
– Em que?
– Sei lá. Magia pode fazer Robin acordar?
– Creio que não, pelo menos nunca ouvi falar.
– Você parece preocupado. — Belle pela primeira vez olha para ele e percebe sua expressão receosa. — Tem algo que quer me contar, não é mesmo?
– Preciso te dizer uma coisa que escondi de você. — Rumple fala com a voz falha e se senta ao seu lado no sofá.
– O que foi agora? Você prometeu que não estava escondendo nada de mim.
– Eu menti. — Confessa triste.
– Pensei que era um homem que cumpria suas promessas. — Fala o encarando séria.
– Eu sinto muito.
– Vá direto ao ponto! — Afirma com uma lágrima que teimava em escorrer pelo seu rosto.
– Eu visitei Zelena quando estava presa. Infelizmente não me controlei na hora e acabei...
– Você a matou?
– Desculpe... — Foi a única coisa que disse.
– Você a matou ? — Repetiu a perguntando gritando. — Como ? Eu estou com a Adaga, não permitiria isso. A não ser que...
– Era falsa Belle, eu usei a verdadeira para matá-la.
– Você me enganou. — Sussurrou indignada.
– Belle... — Ele se aproximou dela.
– Não chegue perto de mim. — Ela se levantou do sofá rapidamente. — Nosso casamento foi uma farsa ?
– Não, jamais ! — Ele se levanta também. — Eu prometi a Bae que iria vingar sua morte, tente entender.
– Tente entender ? — Ela ri sarcasticamente. — Ele estaria feliz com isso agora? Amenizou sua dor matando-a? Sinceramente, eu pensei que você mudaria, que eu conseguiria trazer algo de bom em você de volta. Mas, vejo que estava errada. Acho que nunca de conheci de verdade Rumpelstiltskin. — Fala e deixa mais lágrimas caírem.
– Eu te amo, me perdoa.
– Se você me amasse de verdade, jamais teria mentido para mim quase no dia do nosso casamento. Você não teria a matado, porque você fez uma promessa e que não cumpriu.
– Você se casou comigo sabendo dos meu erros.
– Sim, eu casei sabendo de tudo isso. Mas, pensei que as coisas seriam diferentes, você destruiu meu coração Rumple! — Diz. — Não use isso como desculpa, novamente você quebrou um acordo e foi covarde.
– Belle, espere. — Rumple fala afim de tentar impedir que ela fosse embora, mas foi um ato inútil.
A última frase da princesa o fez cair na real, ele novamente brincou com os sentimentos de sua amada. O ódio que estava sentindo de si mesmo era inexplicável, ver ela naquele estado foi aterrorizador. Como desejava voltar ao tempo e recomeçar de novo, seus impulsos o levaram a ruína. Sua raiva aumentou ainda mais ao lembra-se de Elise, de todas as ameaças que fez à ele. Mas por um lado, não podia culpa-la totalmente, de certo modo ele teria que fazer isso uma hora. Seria bem pior se descobrisse sozinha ou por meio de outra pessoa, com toda certeza ela o odiaria para sempre.
Belle era como uma guia, mas nem sempre ele prestou atenção no que ela falava, o seu maior pecado foi ter mentido para ela. Depois de tudo que passaram, mais de 28 anos separados, isso foi um erro burro. Ele deveria ter confiado nela e dito tudo de uma vez, porque ela o perdoaria algum dia ... Agora tudo ficou mais complicado para os dois. Ele não contou nada antes, justamente por medo de a perder, mas tudo que fez foi em vão.
Sua vontade era de ter a seguido no minuto que saiu de casa confusa, porém sabia que ela não aprovaria. Ele perdeu seu filho e agora estava perdendo sua esposa. Mas Rumple não iria desistir de quem ama assim tão fácil, ele jamais resistiria dela!
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– Elise, eu ainda estou chocada com aquele acidente. — Diz Marta bebericando seu café, ela estava na casa de sua amiga.
– É realmente triste o que aconteceu, jamais imaginaria que Robin morreria assim de uma forma tão trágica.
– Mas ele não morreu, só está em coma.
– É mas, sabemos que as possibilidades disso acontecer é grande.
– Tem casos que o paciente se recupera sem sequela alguma.
– Pode ser mas... Como sabe de tudo isso Marta ?
– Você saberia se não parasse de falar. — Brinca. — Eu trabalho naquele hospital Elise, sou obstetra.
– Sério? — Fala não acreditando.
– Meu nome aqui em StoryBrooke é Megan. Megan Miller, lindo não?
– Eu ainda me esqueço do fato que você veio com a maldição.
– E você? Suponho que não venho como a maioria dos habitantes desta cidade, nunca te vi por aqui antes.
– É uma longa história.
– É, você já me disse isso. Mas agora estou disponível para ouvi-la.
– Acho melhor não, nem sempre é agradável lembrar do passado. Mas você disse que era médica lá ...
– Sim, obstetra.
– E o que isso faz ? — Marta sorriu com a pergunta da amiga.
– Cuido de gestantes, trago bebês ao mundo...
– Espera ai. Você por acaso não cuida da Regina, ou sim? — A interrompe.
– Sim, a prefeita é uma paciente bem complicada às vezes. — Ela percebe o sorriso estranho da amiga.
– Isso vai ser mais fácil e interessante do que eu imaginei. — Elise pensa alto.
– Por que a pergunta?
– Nada, só curiosidade mesmo. Sou amiga de Regina também, sou eu que estou cuidando dos preparativos para a chegada do bebê.
– Nossa, que coincidência. — A médica sorri.
– Parece que o destino quer que nós três fiquemos juntos. — Elise pega na mão de Marta.
Alguns dias depois...
– Oi, Lauren não é? — Belle questiona no corredor de hospital a uma moça que passava por ele.
– Sim, sou eu. — Responde sorridente.
– Desculpe te incomodar, mas você poderia me dizer aonde está a paciente do quarto nove ?
– Ela não está lá? — Estranha.
– Não, será que já recebeu alta?
– Não, já sei aonde a Prefeita está. Venha comigo. — Lauren diz e a princesa a acompanha até outro quarto que ficava no mesmo corredor. Chegando na porta, Belle vê Regina acariciando o rosto de Robin e dizendo algumas palavras, enquanto pequenas lágrimas escorriam pelo seu rosto. — Esqueci que ela estava ai desde cedo. — Sussurra para a princesa. A garota entra no quarto chamando a atenção da mesma. — Não queria atrapalhar mas, está na hora de eu dar os medicamentos para ele.
– Tudo bem, eu já estava indo mesmo. — Diz Regina e deposita um beijo na testa do Ladrão. — Oi Belle. — Ela força um sorriso ao ver a amiga, percebe também que sua cara não é das boas. — Está tudo bem? Você sumiu.
– Está sim, eu vim ficar com você hoje. Soube que receberá alta daqui à pouco, pensei que poderia te levar para casa.
– Obrigado. — Fala já no seu quarto. — O bebê está se mexendo muito, será que isso é ruim? — Ela se senta na cama e massageia seu abdômen.
– Isso é sinal que está saudável, só tome cuidado.
– Tomarei, pode deixar. Tem certeza que está bem? Parece meio triste.
– Tive uma discussão com Rumple, por isso desapareci por um tempo. Não queria encontra-lo e nem quero ainda.
– Oh, sinto muito. Tudo vai se resolver, você vai ver.
– Não, eu acho que agora não tem volta.
– Que bobagem! Vocês se casaram à pouco tempo, uma briguinha à toa não pode separa-los.
– Não foi uma simples briga, ele me escondeu coisas que pensei que jamais faria. — Belle deixa uma lágrima cair, Regina percebe que o assunto era sério e abraça a amiga.
– Tem um certo tempo que não o vejo, Henry me disse que faz dias que ele não abre mais a loja.
– Mas não vamos falar sobre isso, você está passando por problemas maiores, seria egoísmo meu.
– Pode contar comigo. — Diz sincera e Belle sorri.
– Como está o Robin ?
– Ele está ... — A Rainha respira fundo. — Exatamente igual quando entrou aqui.
– Pense pelo lado bom, ele não piorou.
– Mas também não melhorou, eu estou fazendo o possível para ser forte pela minha filha, mas não é tão fácil assim. — Diz com os olhos marejados. — Só tenho medo dele nunca mais acordar.
– Ei, não diga isso! Eu sei que ele vai acordar, tenha esperança.
– Eu tenho, mas parece que o destino quer me provar ao contrário.
– Faça melhor, engane-o. Regina ...
– Sim.
– Eu poderia ficar na sua casa, mas só enquanto Robin está hospitalizado. Eu prometo que vou embora assim que ...
– Belle, você está se separando mesmo? — Questiono confusa e surpresa.
– Sim.
– Você não pode desistir dele, ele tem defeitos, erros mas, Rumple te ama.
– Não acredito que me ame mesmo.
– Eu não sei o que aconteceu, mas talvez ele ficou com medo de te perder, da sua reação.
– Ele fez uma promessa para mim, os votos do casamento foram apenas palavras jogadas ao vento. Eu não posso e não consigo esquecer o que ele fez. — No fundo, Belle não tinha coragem te contar a verdade para a morena. Regina estava passando por muitas dificuldades e descobrir que sua irmã foi morta, não ajudaria em nada na sua saúde.
– Eu espero que vocês dois se acertem, apesar de eu não gostar muito do Rumple, ele te faz feliz.
– Ele fazia...
– Pode ficar na minha casa o tempo que quiser, vou precisar mesmo de você.
– Obrigada Regina.
– Não precisa me agradecer, sei que faria o mesmo por mim. — A Prefeita pega na mão de Belle e coloca sobre seu abdômen.
– Como ela está agitada hoje.
– Não é de hoje, faz dias.
– Só espero que ela não puxe a você e queira nascer antes do tempo. — Belle diz e ambas sorriem.
– Acho que ela está com saudades do pai, Robin conversava muito com ela. — Sorri lembrando dos momentos.
Não demorou muito para Regina sair do hospital e como combinado, Belle a acompanhou. Era difícil para a Prefeita chegar em casa e saber que seu Ladrão não estava lá, a falta que ele deixava era inexplicável. Fazia algumas horas que ambas tinham chego na mansão e por mais que a Doutora Megan recomendou que Regina ficasse de repouso, ela não acatou a ordem muito bem.
– Belle, podia me ajudar? — Questiona a mesma andando de um lado para o outro, ela parecia aflita.
– É claro, só me diga o que está procurando tanto que não para quieta.
– Um livro.
– Qual ?
– De feitiços, ele pode ter a resposta que preciso.
– Dá para ficar calma, você não pode ficar se esforçando muito.
– Eu não estou fazendo nenhum esforço. — Diz irritada.
– Vamos comer algo e descansar Regina, amanhã procuramos este livro que tanto deseja. — Aconselha a amiga.
– Eu não posso perder tempo Belle, isso pode custar a vida de Robin.
– É para isso que quer o livro? Para curar Robin? — A princesa suspira. — Nós sabemos que magia não vai ajudar agora.
– Mas não é qualquer livro.
– Regina, por favor ...
– É o livro de feitiços da minha mãe e sim, ele pode contar algo para a recuperação de Robin seja mais rápida.
– Ok, sei que não vou te convencer ao contrário. Vamos fazer assim, eu procuro este livro e você tome um banho para relaxar.
– Mas...
– Vai logo ! — Belle diz séria.
– Tudo bem, eu volto depois. Qualquer coisa...
– Eu te chamo. — Completa sorrindo. Era incrível como às vezes Regina não desistia de algo fácil, Belle admirava isso nela. Essa força que era capaz de superar qualquer coisa.
– Obrigado. — Sorriu e subiu as escadas para ir em direção ao seu quarto.
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– Emma já está muito tarde. — David diz acompanhando a filha pelas ruas de StoryBrooke.
– Não, não está. Preciso achar alguma pista de quem fez isso.
– E por que essa hora da noite?
– Porque de dia será mais complicado, não acha?
– Talvez seja. Mas desde que tudo aconteceu, você está obcecada em descobrir isso... — De repente o Príncipe se assusta com Emma se virando para ele rapidamente.
– Obcecada? Quase mataram o meu filho e você acha que devo ficar de braços cruzados esperando outra vítima? — Ela suspira e percebe que foi grossa. — Desculpe, é só que eu não posso deixar isso impune.
– Tudo bem filha. — David toma a liberdade de abraça-la em forma de afeto. — Eu sei que irá encontrar quem vez isso.
– Com quem diabos estamos lidando? — Ainda abraçada à ele permite que algumas lágrimas silenciosa caiam.
– Não faço ideia.
– Eu ainda nem tive a coragem de dizer a Regina isso, ela com certeza iria parecer mais obcecada. — Emma ri fraco.
– Tem medo do que ela possa fazer?
– Também mas, ela está grávida e sabemos como ela é em relação à Henry. — Confessa triste. — Tudo estava tão bem para ser verdade.
– E tudo vai ficar bem, tenha fé.
– Não é tão fácil assim mas, vamos logo investigar enquanto está tudo vazio por aqui. — A Salvadora fala seguinte na frente do pai. Quando estavam quase chegando ao local do acidente, Emma sente uma sensação estranha. Ela fica incomodada e não consegue disfarçar.
– O que foi?
– Nada, não está sentindo isso ?
– Isso o que ? — Assim que David termina de falar, um grande tremor no chão os assusta e perdem o equilíbrio imediatamente.
– Você está bem? — Questiona após conseguir ficar de pé e ajuda sua filha a se levantar.
– Terremoto aqui? O que foi isso?
– Não sei, mas agora está muito escuro. Amanhã descobriremos. — David diz confuso e tentar acalmar os habitantes que saíram de suas casas. Muito próximo aonde eles estavam, Elise se escondia e os observava. Sorriu ao ver o medo e desespero que causou na população que ali estava. Ela caminha pelo beco com pouca iluminação e quando está fora de visão de qualquer pessoa o suficiente, some em uma nuvem de fumaça branca.
Ela reaparece em lugar deserto, parecia uma casa abandonada e suja. Elise vai até o corredor da mesma e abre uma porta que tudo indicava ser acesso a uma espécie de porão. Desce as escadas e acende a luz, que por sinal era muito fraca.
– Olá Rumpelstiltskin. — Sorri maliciosamente ao ver o homem que estava acorrentado e amordaçado com os olhos repletos de ódio. — Trouxe seu jantar querido.
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