Notas iniciais
Capítulo novo! Espero que gostem e tenho uma notícia para dar... Eu não diria que a fic está nos capítulos finais mas, está quase lá. Portanto, não teremos muitos capítulos agora :c Uma ótima leitura pessoal!

° Book Of Spells °

No dia seguinte ...

– Bom dia! — Regina escuta a voz de Belle assim que entra na cozinha e sente aquele cheiro gostoso de café.

– Bom dia. — Responde sem muita animação. Ela senta na mesa e se serve. — Acabei dormindo depois do banho, por que não me acordou?

– Não achei que fosse necessário.

– Ah, não achou?

– Regina, tente entender. Você precisa de descanso, eu passei a noite toda procurando o livo de Cora, se essa é sua preocupação.

– Encontrou ele? — Pergunta esperançosa.

– Não. — Confessa e percebe a cara de frustração da morena ao seu lado. — Tem certeza que está aqui? Deve ter o colocado em outro lugar, talvez mausoléu.

– Sim, eu coloquei junto com os outros livros na estante da sala. Eu me lembraria se tivesse colocado ele em outro lugar, não acha?

– Eu praticamente coloquei ela de cabeça para baixo e não tinha nenhum livro de feitiços que me mostrou.

– Talvez... Você tenha razão. Posso ter me confundido, depois procuro melhor. — Suspira.

– Regina, eu estou aqui para isso. — Belle segura na mão dela. — Para te ajudar. Se você acha que este livro está aqui, nós vamos encontra-lo.

– Obrigado. — Sorri fraco. — Agora eu tenho que me arrumar.

– Vai para o hospital de novo?

– Sim, preciso ver o Robin.

– Será que posso te acompanhar?

– Claro.

– Eu também preciso pegar algumas roupas na minha... Casa do Rumple.

– Em falar nele, tem notícias?

– Não me interesso em saber. — Responde seca.

– Não me parece isso.

– Vai se arrumar logo. — Belle se vira para a pequena louça e começa a lava-la afim de acabar com aquele assunto.

Meses antes...

Elise estava confusa, aonde raios tinha ido parar? Passou tanto tempo presa naquela urna que as coisas tinham mudado à esse ponto? Ou seria um novo reino? Uma nova terra?

Perguntas e mais perguntas invadiam sua cabeça naquele momento. Suas roupas estavam diferentes, assim como sua magia. Não conseguia controla-la, não conseguia raciocinar direito.

– Ally, você está aqui? — Gritou procurando a menina. Ela olhou ao redor, completamente assustada com que vira. De repente um pássaro grande e preto voou pelo celeiro e ela se encolheu mais ainda. Sua memória estava falha e estava se amaldiçoando por isso. — Filha?

Elise se atreveu a sair dali e andar pela ruas desertas que tinham a floresta de cada lado como companhia. Ela observava cada área com extrema atenção, embora a chuva forte que se estabeleceu ali, a atrapalhava um pouco. Uma forte luz veio em direção ao seus olhos. Como uma visão, ela se recordou de tudo antes de aparecer neste novo reino estranho. Algo vinha se aproximando com certa velocidade e a única coisa que pensou em fazer, foi correr. Respirou fundo, afim de recuperar o ar que tinha perdido. Pelo visto muitas coisas aconteceram enquanto esteve presa naquele maldito lugar. A ventania intensa, arrastava folhas e mais folhas por todo canto.

Ela não sabia ao certo quanto tempo se passou, mas parece que não muito. Pelo menos era o que achava. O dia amanheceu rapidamente e não conseguirá dormir, aliás, não tinha onde. Viu pessoas com roupas diferentes e se escondeu por trás das árvores. Conforme foi andando, percebeu que estava mais perto dos habitantes daquele lugar.

Passou-se dias assim, sempre se escondendo de tudo e de todos. Parece que sua única companhia era a água que caia do céu insistentemente. Até ter a certeza que aquele reino era seguro, não se atreveria a mostrar as caras. Viu coisas que a deixou surpresa, magia esbanjava ali e isso a aliviou um pouco. Ouviu boatos sobre uma tal de Emma que viajou ao passado junto com um pirata e imaginou que foram eles que a libertaram.

Elise viu trajes pendurados em um varal e se permitiu a rouba-los sem que a vissem. Por sorte, as vestes cabiam perfeitamente em seu corpo. Não demorou muito para começar a andar em público e estranhou o fato de que ninguém perguntara quem era ela.

Era mais um dia "normal", igual a todos. Com o passar do tempo, seu coração se apertou de saudades de Ally e sobre tudo que acontecera de uma forma tão trágica. Se sentia culpada, estava desesperada. Ainda acreditava que estava vivendo num pesadelo sem fim. Com a ajuda de algumas pessoas humildes e bondosas, não passava fome. Porém, não era algo de graça. Ela sempre ajudava quanto podia, aliás, sua natureza era essa.

Já era fim de tarde, o sol já estava se pondo quando viu o que menos sonhava. Rumpelstiltskin estava diferente, usava terno e seus cabelos alisados. Elise não pode deixar de temer, mas um sentimento estranho tomou conta do seu ser. Raiva, ódio... Vingança! Ela tinha certeza que aquele homem que atendia por Mr. Gold era o mago que arruinou sua vida. Já ouviu sobre ele e como colocava medo na população da cidadezinha que chamava StoryBrooke. Ela estava determinada a fazer ele pagar por tudo, nem que isso custasse sua vida. Imaginou que jamais o veria novamente, porém o destino provou ao contrário.

Obsessão! Essa era a palavra correta para o que vinha alimentando no decorrer que as semanas passavam. Elise era uma pessoa que não fazia amizades e procurava não chamar atenção, talvez ninguém a notava seguindo o Senhor das Trevas diariamente, nem mesmo ele. Continuou nessa rotina por muito tempo e aquele medo que ainda sentia, foi desaparecendo. Deus sabe se lá como ela conseguia controlar sua magia quando estava por perto do velho feiticeiro. Apenas aceitou que isso fazia parte dela agora, mesmo sabendo que isso causou seu maior sofrimento.

Percebera também que Rumpel fez uma breve visita a alguém que aparentava ser bem de vida. Uma mansão maravilhosamente decorada e ela não conteve sua curiosidade em saber de quem pertencia. Ela conseguiu se teletransportar para dentro da casa, especificamente para a cozinha. Sem fazer nenhum movimento que denunciasse que estava lá, escutou a conversa de ambos na sala.

"– Sua magia...

– O que têm ela ?

– Está cada dia mais forte. Provavelmente seu bebê possuirá a mesma"

Elise ao escutar aquilo, olhou atentamente para a barriga da moça e percebeu a leve ondulação que possuía. Um sorriso brotou de seus lábios, um bebê era a coisa mais maravilhosa que uma mulher poderia ter. Um bebê mágico! Ela sabia muito bem como era a experiência disso e sabia também que as coisas não acabariam bem. Ela balançou a cabeça, afim de espantar todos aqueles pensamentos que levaram a Ally e saiu dali antes que alguém a visse.

Fazia alguns dias que ele tinha ido lá, Elise observou a linda moça que saia sempre cedo de casa. Muitas vezes a seguia também e descobriu que se tratava da prefeita. Um nome estranho, mas que definiu como sendo Rainha daquele reino. Um carinho especial por ela cresceu em seu coração, não sabia explicar o porquê.

Com magia e cautela, esperou que ela saísse como de costume e abriu a porta devagar e sem fazer som algum. Assim que teve a certeza que o local estava totalmente seguro, começou a vasculha-lo. Não sabia ao certo o que estava procurando, mas precisava voltar para casa o mais rápido possível. O ambiente com o passar dos minutos ficou completamente bagunçado, papeis, almofadas e entre outras coisas espalhadas por cada canto. Elise se dera conta que jamais acharia algo, sem saber exatamente o que estava procurando.

Resolveu usar sua magia para concertar o pequeno estrago que fez na mansão. Estava quase tudo em seu devido lugar, exceto por um livro. Um livro no qual chamara sua atenção, era diferente e ao mesmo tempo encantador. O mesmo tinha um trava que impedia de ser aberto e então resolveu recorrer a sua magia novamente para abri-lo. Ao começar a ler e ver as imagens que tudo indicava que eram antigas, objetos começaram a flutuar sobre sua cabeça. Ela se assusta e sem querer joga o livro no chão e junto com ele, as várias coisas caíram também.

Com cuidado e receio, ela se aproximou novamente do livro e o pegou. O analisou novamente repetiu o ato que tinha feito, só então notou que se tratava de feitiços. Alguns que nem ela mesma tinha aprendido a fazer, se interessou e o guardou na bolsa que carregava. Quando estava quase indo embora, o barulho de chaves a alertou. Tinha passado quase todo o dia ali e provavelmente a dona da casa já estava de volta. Não deu tempo de sair dali, a bela morena que adentrou a porta a pegou no flagra. O olhar da mulher era de ameaça e Elise agradeceu quando tentou ataca-la e sua magia falhou bem na hora ou talvez, ela não tivesse magia.

– Quem é você? — Disse com autoridade e irritação.

– Eu? Quer dizer, me desculpe senhora.

– O que está fazendo com o livro da minha mãe? — Regina apontou para o objeto que aparecera na bolsa da loira. — Como ousa entrar aqui?

– Por favor, não quero te machucar. — Disse assim que viu a prefeita se aproximar mais dela. — Você está grávida, pense nisso.

– Me machucar? Como sabe da minha gravidez, sua imunda? — Questionou brava enquanto andava mais ainda para a direção de Elise. Ela estava desesperada e a única medida que tomou foi a imobilizar completamente por magia. Com um aceno de mão fez com que os olhos de Regina mudassem de cor. Assim que sumiu dali em uma fumaça branca, tudo voltou ao normal. A rainha olhou ao redor confusa, sua casa estava exatamente igual à antes. Nenhum item fora do lugar, então apenas subiu para seu quarto.

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– Você está longe... Aconteceu algo? — Marta pergunta analisando as expressões de Elise. Desde que se reencontraram, não largavam uma da outra. — Larguei o hospital só para te ver.

– Pensando apenas.

– Posso saber no que?

– Marta...

– Agora é estranho me chamarem assim. — Sorri.

– Megan, tanto faz! — Afirma com um pouco de irritação. — Você sente falta dela?

– Dela quem? — Pergunta confusa.

– Ally.

– É claro que sinto Elise. Depois que a primeira maldição foi quebrada, eu não paro de pensar nela e em como as coisas poderiam ser diferentes. — Responde sincera e percebe algumas lágrimas nos olhos de sua amiga. — Não se torture Elise, não foi sua culpa ela ter partido. — Diz segurando a mão da loira.

– Se eu pudesse voltar no tempo e apagar tudo que fiz, eu agradeceria aos céus. Deveria ter te escutado, jamais conheceria aquele monstro e ela estaria aqui agora. — Marta a abraça apertado.

– Ally também queria aquilo, não fique chateada. Tenho certeza que ela sente muito orgulho de você.

– Preciso de contar algo, eu confio em você para isso.

– Pode falar, estou ouvindo.

– Eu não voltei junto com a maldição de Zelena.

– O que?

– Duas pessoas me trouxeram do passado sem querer. Eu não fugi da vila, Rumpelstiltskin me capturou.

– Por que nunca me contou isso antes? — Marta estava chocada com a revelação. — Aliás, por que ele te capturou?

– Porque eu não podia deixar...

– Não Elise... — Marta sussurra e deixa uma lágrima cair. — Você não pensou em se vingar, pensou?

– Desculpe.

– Você sabia que aquele homem era poderoso, você não teria a mínima chance contra ele.

– Eu tive que tentar pela minha menina!

– Você não é assim, eu te conheço.

– Eu não posso deixar isso impune.

– Não cometa esse erro, você irá se arrepender eternamente.

– Ele matou minha filha! — Grita com sangue nos olhos. Assumir e lembrar do passado ainda era uma tortura para ela. — Ela era tudo que eu tinha... — Sussurra.

– Você também me tem Elise, eu estou ao seu lado.

– Eu sei, eu sei. E é por isso que preciso da sua ajuda, eu não posso mata-lo agora, eu ainda vou precisar dele.

– Ele está aqui, não é?

– Eu o trouxe ontem. Eu tinha o deixado numa cabana velha e abandonada no meio da floresta, só que não podia arriscar de alguém encontra-lo.

– Aonde? — Questiona se referindo ao homem.

– No porão. — Confessa.

– Como conseguiu prende-lo?

– Eu... Eu tenho magia.

– Não, você não tem.

– Quando fui atrás dele, eu já possuía mas, não saia usa-la. Foi por isso que eu esperei meses para aparecer, tinha que aprender a usa-la.

– Isso é impossível.

– Não me peça mais explicações de como eu consegui isso, é ruim as lembranças.

– Você vai arruinar sua vida por causa disso.

– Ela já está arruinada faz tempo, desde que perdi minha princesa.

– Eu sei que isso te machuca, porém vamos recomeçar. Sem ódio ou qualquer sentimento ruim.

– Eu vou fazer isso mas, Ally estará comigo.

– Como assim?

– Eu posso traze-la de volta Marta. — Elise sorri esperançosa. — Ela irá voltar para mim e dessa vez, nunca sairá.

– Eu não estou entendo nada, é impossível trazer pessoas mortas à vida. Você sabe disso muito bem, esqueceu o que o mago te disse?

– Era impossível mas, neste reino é diferente. Eu achei um livro, olhe. — Ela entrega o mesmo para Marta. — É um livro de feitiços. A penúltima folha foi retirada dele por algum motivo porém, eu a encontrei na loja de Rumpelstiltskin. — Elise tira o pedaço de papel surrado do bolso e coloca sobre o livro. — Ai está a resposta.

– Isso é loucura. — Diz após ler o que estava escrito. — Magia sempre tem seu preço e não será diferente em relação à isso.

– Calma, eu ainda não te expliquei tudo. Eu achei a criança que é dita ai, ela está aqui em StoryBrooke.

– Aqui? Seja lá quem for, ela pode...

– Não importa! A prefeita é fértil, poderá ter mais quantos bebês quiser.

– Espera... A filha da Regina é o que você precisa?

– Sim. — Confessa. — Eu juro que eu não queria fazer isto mas, é o único jeito de trazer minha Ally de volta.

– Você... Você não pode estar no seu estado perfeito. Essa não é a Elise que eu conheço. — Fala assustada e se afastando.

– Não fique assim Marta, eu juro que se tivesse outra forma, eu faria.

– Você tem que aceitar o fato de que ela se foi... Para sempre Elise.

– Não, aprendi que não podemos desistir de quem mais se ama.

– Isso não é desistir, é encarar a realidade.

– Você vai estar do meu lado, não vai? Vai me ajudar quando ela precisará vir ao mundo.

– Eu não posso fazer isso, Regina não merece.

– Ela não precisa saber.

– O que aconteceu com você? — Marta estava com a voz falha e o rosto completamente molhado.

– Por favor, não fique assim. Tente entender...

– Tente entender?

– Por favor...

– Elise, chega! Está tudo confuso, eu preciso saber realmente o que aconteceu depois que ela se foi.

– Eu não quero falar disso.

– Ok, eu entendo você não querer lembrar. Porém, eu não vou ficar do seu lado nisso. Eu ao contrário de você, não vou mudar e ceder ao lado obscuro. Seja lá como conseguiu magia, deveria usa-la para o bem.

– Chega de discurso Marta. — Elise diz irritada. — Pensei que era minha amiga.

– E é justamente por isso que não vou te ajudar. Uma amiga de verdade jamais usaria a outra para roubar uma criança. Eu só espero que se dê conta logo da burrada que está prestes à fazer, você sabe as consequências que a magia trás melhor do que ninguém. — Marta fala sincera. — Você tem duas semanas para se afastar da Rainha e esquecer essa loucura, não me obrigue a fazer o que não quero.

– Vai mesmo me entregar?

– Você não me dá escolha. — No minuto seguinte Marta sai da casa de Elise chateada.

– Não, espere!

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– Oi amor. — Regina sussurra para Robin que ainda permanecia no mesmo estado desde que chegou ao hospital. — Sabe, eu trouxe alguém muito especial hoje para te ver. — Seus olhos já estavam marejados e ela tentou fazer o possível para não chorar. Às vezes não tinha a esperança de que um dia ele acordaria. Vai em direção a porta e a abre, revelando um garotinho desanimado.

– Oi. — Henry fala meio sem jeito.

– Oi papai. — Roland se aproxima do Arqueiro e acaricia sua mão. Marian achou melhor não contar exatamente o que aconteceu e a Rainha concordou. Ele era ainda muito pequeno para lidar com isso. — Por que ele dorme tanto?

– Ele só está cansado meu príncipe. — Regina responde com a voz falha.

– Trouxe meu livro de histórias, minha vó falou que seria bom para Robin. — Henry se pronuncia.

– Ótima ideia! Eu vou conversar com Marian agora e vocês tomem conta dele ok? — A Prefeita quebra a distância que estava do Ladrão e deposita um beijo em sua testa. — Eu volto logo. — Diz num tom mais baixo e sai do quarto.

Já no lado de fora, Regina encontra Marian sendo consolada por um rapaz. Ela entra no cômodo mais reservado chamando a atenção dos dois ali presente.

– Nós precisamos conversar. — A mulher diz se levantando rapidamente e olha para Ryan que continuava sentado no pequeno sofá. — A sós!

– Tudo bem, estou te esperando lá fora. — Concorda saindo e deixando ambas sozinhas.

– O que aconteceu?

– Roland, ele... Ele perguntou por que Robin está dormindo tanto e sobre todos os machucados em seu corpo. — Diz visivelmente nervosa. — Perguntou também sobre ele estar em um hospital e não em casa com você. — Ela suspira. — Ele quer saber realmente o que aconteceu com o pai.

– E você disse?

– Não, ele não pode saber ainda. Ficaria traumatizado, com medo de perder o pai também. Consegui enrola-lo, mas não por muito tempo. Preciso da sua ajuda Regina. Eu simplesmente pensei que saberia lidar com essa situação.

– É claro que ajudarei, no que for preciso. — Regina fala sincera, apesar de ser estranho qualquer tipo de conversa com Marian depois de tudo que aconteceu entre elas.

– Talvez você não seja um... Monstro.

– É, talvez eu não seja. — Regina percebe lágrimas em seus olhos.

– Eu odeio ter que dizer isso mas, eu não sei ser mãe dele. Você cuida tão bem de Roland e...

– Por favor. — A Rainha a corta.

– Desculpe.

– Eu vou falar com ele, tentar convence-lo de algo que faça sentido. — Quando ia se virando para ir embora, Marian a chama.

– Regina?

– Sim. — Suspira e diz.

– Obrigado. — As palavras que ouvira da ex-mulher a surpreende.

– Desculpe atrapalhar mas, você é a Regina Mills? — Ryan reaparece na sala.

–Sou e você é...?

– Estevão, mais conhecido como Ryan. É um prazer conhece-la. — Marian presta atenção na cena a sua frente e tenta esconder seu incomodo.

– É uma pena não poder dizer o mesmo. — Regina responde seca e o deixa falando sozinho. Marian apenas o encara e sai brava também.

Já na rua, ela apressava seus passos para ir mais rápido e se desviar do homem que a seguia.

– Dá para parar de fugir? — Questiona Ryan segurando seu braço levemente.

– Idiota! — Ela se solta e volta a andar.

– Isso é ciúmes da Rainha, querida?

– Ciúmes? De você com aquela mulher? — Ri debochadamente. — Me deixa em paz!

– Com certeza é. — Sorri e a agarra no meio da rua.

– O que você está fazendo? Me larga!

– Chega de mentir, eu sei que você quer isso tanto quanto eu. — Com toda coragem que possuí, Ryan se atreve a beija-la.

– Você está louco? — Marian se afasta rapidamente e dá um forte tapa na cara dele e sai mais furiosa do que antes.

– Parece que você adora me bater. — Ryan grita massageando seu rosto.

___________

– Finalmente te achei! — Regina fala para Emma que vinha pelo corredores do hospital.

– Desculpe Regina, mas agora não posso falar com você.

– Até quando pensou que iria esconder isso de mim?

– Do que está falando? — Emma se vira para ela. — Eu só vim buscar Henry.

– Por que não me disse que o acidente foi algo proposital?

– Quem te disse isso? — A loira se espanta.

– Não interessa, ele é meu filho e eu tinha o direito de saber. — Altera seu tom de voz.

– Desculpe, você tem razão.

– Ah, você pensa?

– Eu achei que seria melhor para você não saber. Você está passando por muitas coisas ultimamente e...

– E desde quando você sabe o que é melhor para mim? Henry é meu filho também senhorita Swan, querendo ou não.

– Olha aqui, não estou afim de ficar escutando suas broncas. Tenho algo mais importante fazer!

– Isso tudo é culpa sua. — Emma se vira novamente para continuar seguindo seu caminho mas, ao escutar aquilo seu sangue ferve. — Nunca consegue fazer algo que preste!

– Minha culpa? — Sorri ironicamente. — Por ter salvado a vida de uma mulher inocente ou porque precisou Robin sofrer um acidente para você acreditar nele? Não coloque o peso da sua consciência em mim! — A salvadora percebe que falou mais do que devia e tentou concertar. — Desculpa Regina, eu não queria ter...

– Tudo bem. — Regina olha para o chão. — Vou chamar Henry para você.

Emma suspira novamente e dá um soco na parede do hospital.

– Droga! — Reclama da dor que o ato lhe causou.

– Hey mãe, o que aconteceu? — Pergunta o garoto indo em direção à ela.

– Nada garoto, vamos logo.

– Contou para ela?

– Não.

– Por que?

– Porque tivemos uma discussão e não lembrei de falar sobre o que causou aquele tremor ontem à noite na cidade.

– Será que é algum vilão novo?

– Não sei. Mas, lançar um feitiço de proteção na cidade toda, não me parece muito confiável.

– Pode ser Mr. Gold, meu avô.

– Rumpelstiltskin não abre aquela loja à dias, não imagino aonde encontra-lo. Se foi ele, precisamos saber o porquê.

– Ele se separou de Belle, deve estar triste.

– Henry, nós o conhecemos bem. Ele não se privaria por causa de nada.

– Esse sumiço é estranho.

– Agora, você vai para casa ficar com Mary e Neil. Eu e David vamos vasculhar pela cidade para ver se encontra alguma pista e te ligo.

– Boa sorte mãe.

– Eu espero que tenhamos sorte mesmo, parece que a velha rotina de problemas voltou! — Diz caminhando para a saída.

Notas finais
O que acharam deste capítulo? Bom ou ruim?