Notas iniciais
Gente, antes de mais nada, gostaria de pedir minhas sinceras desculpas à vocês. Sei que a história tem erros absurdos de escrita, eu realmente me sinto mal por isso. Hoje foi que caiu minha ficha, e pensei em excluir a história. Em consideração à vocês, vou tentar concerta-los para uma melhor leitura. Eu agradeço a S Mills, Gi, Lorena e Lohana por terem me apoiado, fiquei desesperada kkkk Mas enfim, espero que gostem do capítulo que foi preparado com muito amor. Boa leitura pessoal.

Rumple chega apressado em casa e dá graças a Deus por Belle não estar lá. Havia um envelope com o nome dela na mesa e provavelmente era o CD sobre Zelena e a Adaga falsa. Seu coração estava disparado, afinal ele não queria que ela soubesse disso, mas sabia que foi errado o tempo todo esconder isso dela. Ele tinha que ser corajoso o suficiente para contar toda a verdade, nem que isso custe seu casamento. Ele prometera ser fiel a ela e era isso que iria fazer, ele só temia ser tarde demais e perde-la de vez agora.

— Vejo que chegou mais cedo do que eu esperava. — Escutou a voz de Elise num canto da sala.

— Pensei que arrumaria um jeito melhor para contar a ela. — Respondeu sarcástico.

— Eu sabia que você iria chegar, por isso estou aqui.

— Você não me intimida, querida.

— E nem pretendo, querido. — Retribuiu o "elogio". — Só pensei que podia recorrer a sua decisão de não me ajudar mais.

— Pensou errado.

— Ui que bravo! — Elise debocha.

— Saia daqui! — Ordena Rumple, furioso.

— Tenha calma, não precisa ser tão grosso. Eu já estava indo mesmo.

— O que veio fazer aqui, realmente?

— Eu só queria te lembrar de que estou conseguindo o que quero. Você sempre jogou na minha cara que jamais seria capaz.

— Com minha ajuda, é lógico que você é capaz.

— Eu fiz tudo sozinha, me aproximei de Regina sem sua ajuda!

— Mas envolveu Belle no meio, então você não foi capaz desta vez. — Diz sorrindo e vê a expressão de ódio da mulher.

— Você me paga! Cada dia que passa a raiva que sinto de você só aumenta.

— Não vejo a hora deste confronto.

— Assim que eu tiver Ally de volta, você será um homem morto!

— Então vou começar a preparar os tipos de flores que quero. O caixão... — Diz com sarcasmo novamente. — Já falei para sair daqui! Você não sabe como me arrependo de ter te conhecido, sua maldita.

Elise o olha com desprezo e sai gargalhando.

Flashback on

“Fazia exatamente sete anos que Elise encontrou Ally em sua porta, abandonada. Ela era perfeitamente saudável e amava a mãe acima de tudo. A garota sabia de toda sua história, mas lidava bem com isso, para a surpresa de todos que a conhecia. Assim como a mulher que a criou, a pequena adorava ajudar quando podia. Porém, aos dois anos de idade, Ally começou a ter atitudes diferentes das outras crianças, um comportamento estranho. Foi só aí que Elise percebeu o motivo dos pais terem a deixado; sua filha possuía magia, mas não qualquer magia. Essa era muito mais poderosa. Provavelmente a família ficou com medo de criá-la por isso. Até mesmo Elise tinha receio, mas jamais cogitou a ideia de jogá-la para o mundo, sozinha. O carinho que recebeu durante todo esse tempo era inexplicável, a menina era de uma delicadeza sem igual.

— Tenho que fazer algo. Minha filha não pode se sentir assim. — Disse enquanto andava de um lado para o outro.

— O que realmente aconteceu? Só ouvi boatos. — Marta questiona, sentada na simples mesa de madeira da casa.

— Ally estava praticando magia perto do lago... — Esclarece Elise, e Marta se espanta. — Ela precisa aprender a controlar. — Justifica a Loira. — Algum idiota viu e espalhou pela vila inteira.

— Mas eles acreditaram?

— Ela mostrou a eles sem meu consentimento, pensou que seria legal que os amigos soubessem. Só que agora eles têm medo dela, suas mães não deixam mais seus filhos se aproximarem.

— Espero que não tenha duvidado de mim, eu jamais a acobertaria nisso.

— Não, lógico que não duvidei. Faz mais de cinco anos que você sabe disso, não tinha o porquê de falar só agora.

— Tem algo em mente?

— Não. — Confessa triste. — E o pior é que ela chorou algumas vezes essa semana... Eles a chamaram de monstro. — Diz com raiva.

— Mas Ally é tão inofensiva quanto uma mosca, jamais faria mal a alguém.

— Nem todo mundo pensa assim, ela não tem controle total sobre seu poder. Eu vou me mudar daqui, antes que ela machuque alguém sem querer!

— Elise eu te entendo, mas para onde quer que você vá, eles irão descobrir. Quanto mais ela crescer, maior é sua magia.

— Estou sem saída! — Afirma com lágrimas nos olhos.

— Cora talvez possa te ajudar. — Marta sugere. — Ela tem magia também. Ally poderia ter aulas com ela.

— Cora, a Nova Rainha? Não! Ela pode querer roubar minha filha por causa da magia. Aquela mulher é gananciosa!

— Eu só pensei que seria uma boa ideia.

— Mas não é. Eu sei que quer me ajudar. Marta, eu não suportaria ficar longe de Ally. Ela é a minha vida!

— Desculpe. — Marta segura a mão trêmula da amiga.

— Existe um mago muito poderoso, o nome dele é Rumpelstiltskin.

— O Senhor Das Trevas? — Questiona.

— Sim, ele mesmo. Soube que faz acordos com as pessoas...

— Mas você não tem dinheiro, Elise.

— Nem sempre o caso é dinheiro. Ele pode pedir uma troca de favores.

— Aonde você quer chegar com isso...?

— Ally quer abrir mão de sua magia.

— E você concordou com isso?

— Ele é o único que pode ajuda-la, realmente.

— Elise, acredite. Se Cora é ruim, aquele homem é dez vezes mais.

— Cora é má, o Mago não. Assim como eu, ele só quer poder fazer o filho feliz. — Fala inocentemente.

— O filho dele caiu no portal... Foi embora para sempre.

— Talvez não. — Elise sorri.

— O que você quer dizer com isso?

— Eu dou esse feijão mágico a ele como um acordo.

— Como conseguiu isso? — Marta pergunta, analisando o feijão nas mãos de Elise.

— Roubei de um gigante bobo.

— Você não existe. — Fala maravilhada.

— Com isso ele poderá ir em busca de seu filho aonde quer que ele esteja.

— Tudo bem, só tome cuidado!

— Eu tomarei, Ally e eu partiremos pela manhã. Assim que o sol nascer, ela finalmente vai feliz sem temer prejudicar alguém.

— Mas ela é feliz, o amor faz com que ela não saia controle.

— Ela era, Marta. Depois de tudo que aconteceu, não consegue mais dormir à noite.

— Quer que eu vá com você?

— Não, quero que tome conta da casa enquanto estou fora.

— Tem certeza?

— Sim, não se preocupe. — Elas se abraçam apertado.

— Bom dia! — Uma garotinha loira e de olhos claros diz chegando a humilde sala.

— Boa tarde mocinha. — Elise responde com um sorrido enorme.

— Oi Ally. — Marta a cumprimenta.

— Oi. Por que não me acordou mais cedo, mãe?

— Porque você precisa descansar. Amanhã sairemos cedo e será um grande dia de viagem. Agora... Venha aqui e me dê um beijo bem gostoso. — A garota apenas corre e pula em cima de Elise e faz o que ela pede. — Eu falei gostoso e não babado. — Brinca e Ally faz cócegas nela. Marta apenas ria da situação toda. Ver que sua amiga de longa data estava feliz, a fazia agradecer aos céus.

Flashback off

— Hey, como está se sentindo? — Regina escuta uma voz que não conseguiu identificar logo de início de quem era, mas depois percebe que é Tinker Bell. Henry se aproxima da cama em que estava e pega sua mão macia.

— Oi mãe. — Ele fala sorrindo. Seus olhos ainda eram de preocupação, embora tentasse esconder de uma maneira falha.

— Eu só me lembro de ter desmaiado... — Falou calmamente.

— Está tudo bem, não aconteceu nada com o bebê. — A fada acaricia levemente os cabelos da Rainha. — Belle conseguiu evitar que você atingisse o chão. Ela foi embora agora a pouco, mas falou que volta amanhã cedo.

— Eu preciso ver o Robin...

— Você irá ver, mas precisa descansar agora.

— Não, eu quero vê-lo. — Insistiu.

— Vou chamar a Dra. Megan, ela disse que queria falar com você assim que acordasse. — Henry diz soltando a mão de Regina.

— Não precisa, eu já cheguei. — Megan diz ao entrar no quarto com os exames da Prefeita. — Boa noite. — Diz, fazendo Regina perceber que dormira quase a tarde inteira.

— Eu preciso ver o Robin. — Repetiu com uma lágrima que teimava em cair.

— Primeiro quero conversar sobre sua gestação. Você passou por uma emoção muito grande que causou seu desmaio. Sei que toda essa situação é complicada para você, mas sua filha também sofre as consequências disso. Se continuar assim, terei que fazer uma cesariana de emergência. E pelo que conversei com você, a última coisa que quer é que o bebê nasça prematuro.

— Desculpe... — Foi a única coisa que conseguiu dizer.

— Não foi sua culpa Regina, eu só acho mais recomendável que não veja Robin por enquanto.

— Não, isso não! — Protestou no minuto seguinte.

— Regina...

— Não, por favor. Eu só quero ver ele. Eu prometo que ficarei calma e farei tudo que quiser. — Ela implorou e se sentou na cama com a ajuda de Tinker. — Por favor...

— Eu sei que vou me arrepender disso — Falou para si mesma. — O horário de visitas acabou, mas como você está aqui como paciente... Vou deixar por apenas pouco tempo.

— Obrigada. — Agradeceu e sorriu fraco.

— Mas lembre-se: Fique calma. — Disse e a Rainha assentiu com a cabeça. — Vou pedir para uma enfermeira acompanhá-la até o quarto. Ela deixará vocês dois a sós. Consegue andar ou posso pedir uma cadeira de rodas?

— Sim, eu consigo. Obrigada mesmo. — Regina se levantou da cama com cuidado e foi na companhia de uma moça jovem até o local. O caminho que percorria pelos corredores foi silencioso e lento, ninguém se atreveu a dizer uma palavra.

— Vou ficar aqui na porta, qualquer coisa me chame. Meu nome é Lauren e vou cuidar do seu marido enquanto permanecer aqui. — Disse esbanjando simpatia.

— Eu agradeço muito, Lauren. — Falou e abriu a porta devagar. Seu coração estava acelerado. Por mais que tentasse ficar calma, era difícil.

Assim que conseguiu ver o rosto de Robin e todos aqueles tubos ligados a ele, as lágrimas sugiram rapidamente. Ela fechou os olhos e respirou fundo, tomou coragem e se aproximou dele lentamente. Regina chegou perto o suficiente para perceber o quão fraco e pálido ele estava, ela não se conteve em acariciar seu rosto. Todos os momentos felizes juntos, todas as pequenas discussões, os carinhos nas noites de amor passaram como um filme em sua cabeça. A Prefeita começou a sentir-se tonta e teve que se sentar na poltrona ao lado da cama. "Fique calma", disse a si mesma e voltou seu olhar para o Arqueiro, se aproximando ainda mais dele.

— Você disse que não ia desistir de mim... — Sussurrou para ele como se Robin pudesse escutá-la. — Então não me deixe, por favor. — Ela entrelaçou uma de suas mãos na dele, que agora era tão branca, e permitiu-se desabar ali. — Eu te amo! Você não pode me deixar aqui sozinha. Nós vamos ter um bebê e ela precisa de você tanto quanto eu. — Continuou dizendo baixo. — Nós precisamos de você... É tudo minha culpa, eu sei. Isso tudo que está acontecendo em nossas vidas é como se aquilo que nos uniu, quisesse nos separar... O destino. Maldito destino! — Tentou limpar as inúmeras lágrimas que escorriam. — Eu prometo a você que não vou deixar de lutar um dia sequer para você se recuperar logo. — Regina passou sua mão nos cabelos do Arqueiro e encostou sua cabeça em seu peito, como sempre fazia à noite e ficou assim por alguns minutos.

— Desculpe senhora prefeita, mas você tem que ir. — Lauren bateu na porta e se pronunciou.

— Só mais 5 minutos, por favor. — Disse com a voz falha e a moça apenas concordou saindo novamente.

— Não vá embora, use meu coração por nós dois se precisar. — Ela levantou-se e o abraçou devagar. — Eu deveria ter acreditado em você quando pude ... Mas eu não vou desistir de nós! Me perdoa ... — Disse por fim, e o seu choro descontrolado tomou conta do quarto silencioso.

Notas finais
Gostaram gente ?