Use My Heart For Both Of Us.
24 I Promise.
Notas iniciais
– Você não acha que já está na hora de Roland saber sobre a sua gravidez ? — Robin questiona sentado no sofá e Regina apoiada á ele, mas a mesma não estava muito prestando atenção no que ele dizia. Ela parecia aflita, com os pensamentos em outro mundo. — Regina ?
– Ah, é você tem razão. A barriga já começou a crescer e logo todos vão saber.
– Não vamos conseguir esconder isso por muito mais tempo. Você nem sai mais de casa, só vai no máximo até a prefeitura. Todos tem que ver o quão linda você está assim ! — A morena sorri ao ouvir essas palavras.
– Eu ... só tenho medo. — Ela diz com o olhar triste.
– Medo ?
– Sim, medo do que as pessoas vão dizer. De rejeitarem esse bebê por ser justamente meu. Eu procuro não demonstrar muito isso, mas no fundo eu sei que isso pode ocorrer.
– Ei, não pense assim. As pessoas não irão fazer isso, eles te perdoaram Regina.
– Você sabe que não !
– Regina pare de ser insegura, isso não é verdade.
– Robin, elas só fingem que me perdoaram, mas no fundo o medo de eu voltar a ser quem eu era antes ainda os tormenta ... ainda me tormenta. — Confessa.
– Eu te disse que jamais deixaria isso acontecer e é uma promessa ! Enquanto eu viver, você terá amor suficiente para não dar lugar as trevas ! — Ele sorri e a beija logo em seguida.
– Como eu tenho sorte em ter você.
– Posso ser um ladrão, mas honro com minhas promessas Majestade. — Ele brinca. — Eu que tenho sorte em ter vocês. — Com a mão acariciando o abdômen de sua amada ele diz.
Naquele mesmo dia, á noite eles decidiram jantar no Granny's com os meninos depois de tanto tempo. Regina por sua vez resolve usar um simples vestido preto, um dos poucos que cabia nela ainda. As botas por conta do frio e um sobretudo para esconder o grande volume que o bebê já provocava. Por mais que ela seja uma mulher confiante e que não liga para opiniões alheias, a insegurança ainda tomava conta de seu corpo se o resto da cidade soubesse desse segredo que por mais inacreditável que seja, ninguém havia descoberto. Parece que os poucos colegas que possuía souberem ficar em silêncio e respeitar sua decisão. Assim que os quatro entraram no estabelecimento, olhares curiosos e alguns interrogativos o cercaram. Eles se sentaram em uma mesa bem afastada de todos para pedirem o jantar. Aquela noite era especial, mas Regina não pode deixar o nervosismo de lado. A conversa com Belle, a profecia, tudo isso ainda a deixava atordoada. Ela estava procurando um jeito de contar á Robin sobre tudo o que descobriu, pois sabia que ele contestava qualquer tipo de magia. O medo de qual seria reação dele, a apavorava.
– Amor por que não tira esse casaco ? — O Arqueiro questiona.
– É mãe, está calor aqui dentro. — Henry se pronuncia.
– Eu estou com frio. — Ela diz e os repreende com um olhar, como se óbvio o motivo dela estar com ele.
– Podemos tomar um sorvete agora ! — Roland diz enquanto dá sua última garfada no prato de comida. — Já terminei tudinho mamãe Regina. — Ele dá um sorriso sapeca para conquistá-la.
– É claro meu amor. — Ela sorri ao ver ele a chamando de "mãe", nas últimas semanas isso tinha sido frequente e a felicidade em seu coração era inevitável. — Sorvete de chocolate ?
– Sim e com granulado ! — O pequeno afirma entusiasmado.
– Não sei se tem aqui, mas vamos dar um olhada. Chocolate pra vocês também ? — Regina pergunta para os demais ali.
– Claro. — Ambos respondem em uníssono.
Não demorou muito para Ruby vir com as taças de sobremesa, e lógico que Regina ficou com a maior.
– Nossa mãe ! Essa era pra mim. — Henry fala e ri.
– Ela está comendo por dois ! — Robin diz a frase que a morena sempre usava ao tentar se justificar.
– Por dois ? — Roland pergunta confuso, o Ladrão percebe que falou demais e todos ficam em completo silêncio, apenas olhando para o mesmo.
– Bom, chegou a hora de contar ! — Regina diz, ela já estava planejando contar para o garotinho hoje mesmo.
– Você tem certeza ? — Robin a questiona.
– Não, mas é preciso. Ele tem esse direito.
– Eu concordo com você. — Henry incentiva.
– Mamãe o quê quer me contar ? — Roland a olha com curiosidade.
– Pequeno, tenho uma novidade pra te contar.
– Sério ? Vou ganhar mais um sorvete ?
– Não ... — Ela ri. — Você vai ganhar algo, mas não é sorvete. Não podemos exagerar, esqueceu ?
– Se não eu fico com dor na barriga. — Ele completa. — É de comer ?
– Não querido, não é de comer.
– Então eu não sei o que é. — Aborrecido, ele faz beicinho.
– Deixa eu te perguntar uma coisa. Você gosta de bebês ?
– Igual o da Snow ?
– Sim, igualzinho ao dela.
– Sim ! O bebê dela é tão legal, só que ele nem brinca comigo.
– Isso porque ele não tem idade suficiente ainda. — Ela diz enquanto Henry e Robin só os observava. — Você gostaria de ter mais um irmão ?
– Não ! — Ele diz rápido.
– Não ? — Todos ficam confusos com a resposta do garoto.
– Eu gostaria de ter uma irmãzinha. Tem que ser menina, se não eu não quero.
– Ah, por que uma menina ao invés de um menino ?
– Já tenho um irmão, Henry. — Roland argumenta. — Por que ? Você quer ter um bebê ?
– Roland ... — Regina segura a mãozinha dele. — Eu não quero ter um bebê, pois eu já vou ter um ! — Afirma.
– Não entendei. — O pequeno não processa as informações direito.
– O que Regina está querendo dizer filho é que ela está grávida ! — Robin vai direto ao ponto.
– Ah, então é por isso que você está comendo por dois ! — O pequeno diz meio alto.
– É um segredo ainda ok ? — A Rainha fala. — Você não pode contar á ninguém.
– Tudo bem, eu prometo ! Sua barriga está grande, por que eu não percebi isso antes ? — Ele muda sozinho de assunto e todos riem. — Eu posso tocar nela ?
– Claro meu amor. — Robin o ajuda a sair da cadeira e o mesmo vai até o outro lado da mesa ficando mais perto de Regina.
– Como ela foi parar aí dentro ? — Ele pergunta ainda fazendo carinhos na barriga dela. O Granny's estava quase vazio e as poucas pessoas que ali tinha, nem estavam prestando atenção neles.
– Roland, não sabemos ainda se é ela. E quando descobrirmos se é menina ou não, eu te falo como o bebê foi parar aqui ok ?
– Ok. — O sorriso em seu rosto era inevitável, ele estava feliz por saber que ia ter um irmão, alguém que possa brincar com ele. Por muito tempo Roland esteve sozinho, sem companhia de crianças ao seu redor. Seu pai sempre o deixava com um adulto de confiança quando saia para roubar dos ricos e ajudar aos que nada tinha. Depois de um divertido fim de noite, os quatros saem de lanchonete e vão até a casa de Marian. Era domingo e Robin decidiu levá-lo hoje para ficar com ela.
– Você ouviu isso ? — Ruby diz se aproximando de sua vó.
– O quê menina ? Vá trabalhar e pare de bisbilhotar a vida dos clientes ! — Ela responde autoritária.
– Tá bom, então você não vai saber com exclusividade o segredo da Rainha.
– Regina ? — A mesma fica curiosa.
– Vou voltar para o meu trabalho !
– Não, nada disso. A senhorita vai me contar o que ouviu.
– Pensei que tinha dito para eu parar de bisbilhotar a vida dos outros.
– Vai, me diga logo.
– A Prefeita de StoryBrooke Maine está grávida !
– Grávida ? Tem certeza disso ?
– Sim, eu ouvi o Ladrão dizer e o filho dele passou a mão em sua barriga, que por sinal já tem um certo volume.
– Não é atoa que ela estava com aquele casaco enorme, que sem vergonha !
– Sem vergonha ? — Ruby estranha. — Ela só está grávida.
– Grávida de um homem casado.
– Que eu saiba ele não está mais com Marian já faz tempo.
– Mas nada muda o fato que eles ainda são casados. A Rainha está descendo o nível cada vez mais, eu sabia que ela não tinha mudado. Inventou logo de arrumar um filho para prende-lo e fazer a ex-mulher sofrer.
– Não acredito nisso !
– Ela nunca ficou grávida antes, nem do Rei.
– Sério mesmo que você irá ficar contra ? Você sabia muito bem que eles estavam separados, Marian mesmo te disse.
– E você é a favor ?
– Vovó, Regina mudou e ninguém obrigou Robin á nada. Ele ficou com ela porque quis.
– Vai saber se não tem nenhum feitiço por trás disso. Ela é uma bruxa ! Coitada da pobre Marian, quando souber disso irá ficar devastada.
– Você não está pensando em contar á ela né ? — Ruby a questiona preocupada.
– É mais que minha obrigação ajudá-la.
– Ajudá-la ? Você não tem essa intenção ... você não tem o direito de espalhar isso !
– Você que começou. — A idosa justifica.
– É, você tem razão. Não devia ter te contado ! — A garçonete sai de lá furiosa e vai em direção á uma mesa para levar a conta. Enquanto isso a senhora de cabelos brancos fica pensativa, com seus braços apoiados ao balcão.
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