Use My Heart For Both Of Us.
25 Broken Hearts.
Notas iniciais
– O quê está te incomodando tanto nesses últimos dias ? — Robin pergunta.
– Nada. — Regina diz em um sussurro, mas o arqueiro sabe que ela está mentindo.
– Sabe, você pode compartilhar seus problemas comigo. Somos um casal, não somos ?
– Sim. — Ela sorri fraco e sela seus lábios no dele rapidamente.
– Eu observo muito você, e sei que quer me contar algo.
– Robin, por favor ...
– Regina se está acontecendo alguma coisa com você e principalmente se for alguma coisa grave, eu tenho o direito de saber. — Ele diz sério.
– Eu ... eu não tenho certeza se devo contar.
– Nós estamos juntos á quase 5 meses e você não tem certeza se deve me contar algo ou não ? — Ele fica surpreso e um pouco chateado com o que ouve da morena.
– Sinto muito, mas ...
– Você não confia em mim ?
– Robin, eu me expressei mal. Não quis dizer que não confio em você !
– Mas foi isso que pareceu. Eu estou realmente preocupado com você.
– Não é nada demais.
– Então se não é nada demais, pode me contar do mesmo jeito.
– Eu não quero falar sobre isso.
– Não quer falar ?
– Não agora.
– Eu não entendo. — Ele balança a cabeça negativamente.
– Não me pressione, eu não faço isso com você Ladrão.
– Eu não estou te pressionando à nada, só quero que divida suas coisas comigo.
– Me deixa em paz, eu já disse que não estou afim de conversa !
– Ok. — Ele se levanta.
– Aonde você vai ?
– Respirar, não quero que isso fique pior do quê já está. — O Arqueiro sai da mansão batendo a porta com força.
– Droga ! — Regina diz para si mesma e seus olhos já começam a marejar. — Malditos hormônios !
Depois de pensar no que aconteceu minutos atrás e na primeira briga séria que que ambos tiveram, Regina acaba adormecendo no sofá mesmo. De repente ela se assusta ao ouvir um barulho, como se algo tivesse quebrado no andar de cima. A mesma se levanta e vai olhar o que é. No quarto de Henry e no Roland nada fora do normal. Nos outros quartos de hóspedes e até no seu próprio quarto, tudo igual tinha deixado antes.
– O quê diabos foi isso ? — Por 1 minuto ela pensou que estava imaginando tudo aquilo, mas novamente escuta o mesmo barulho de algo que insistia em se quebrar. Regina observa bem e repara que existe um cômodo da casa no qual ela ainda não tinha olhado. Era quase impossível ter vindo de lá, aquele lugar estava trancado. A Rainha abre o quarto recém-pintado e entra, o local estava iluminado por conta da janela que ela não se lembrava de ter deixado aberta. Há algo diferente ali, ela só não conseguia decifrar o que era. Ao ir em direção ao berço que fazia pouco tempo que tinha chego, fica imaginando seu bebê ali, dormindo como um anjo. Ela desperta de seus pensamentos e se vira para ir embora, mas vê um objeto de porcelana despedaçado e jogado no chão. Com magia, ela o reconstrói e percebe que na verdade se trata de uma pequena boneca delicada, e branquinha. Regina estranha, pois não se lembrava de Robin ou qualquer outra pessoa ter dado à ela aquilo. Algumas palavras estavam gravadas na mesma, e dizia o seguinte :
" Quem possui magia, nunca teme em usá-la. "
Ao ler isso, uma onda forte de tontura a pega de surpresa e ela caí no chão. Mas antes de perder totalmente a consciência, ela percebe alguém se aproximando dela. Uma mulher que aparentava ter seus 35 pra 40 nos, e com os cabelos loiros e alguns brancos. A pessoa misteriosa se abaixa aonde a Prefeita se encontrava e tira alguns fios dos cabelos dela. Logo em seguida tudo escurece e ela não consegue ver mais nada. A mulher que assistia tudo de camarote, sorri satisfeita ao vê-la naquele estado, desmaiada. Usando algum tipo de feitiço, ela e a boneca desaparecem dali.
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– Olá, eu gostaria de saber se posso me voluntariar para brincar com as crianças do quarto andar ? — Robin questiona a uma recepcionista do hospital, ele precisava esfriar a cabeça depois da discussão com Regina. Ele sabia muito bem que aumentar aquela briga, não iria ser bom para ambos e principalmente para a Rainha. Então decidiu fazer algo que acabou gostando.
– Claro, o Senhor pode vir brincar com elas quando quiser. Esse projeto novo ajuda muito nossos pequenos. Só preencha esse papéis aqui, com seu nome e idade. — O Ladrão faz o que ela pediu e logo em seguida com o apoio da mesma, chega ao local desejado. A sala por sua vez estava com menos crianças. Assim que entrou, não pode deixar de lembrar de Ally, a menina linda e encantadora que encontrou no dia da consulta de sua amada. Porém, ficou desapontado ao ver que a garota não estava lá, já tinha vindo mais vezes e nunca à viu novamente. Alicia, que era que a supervisionava o projeto disse a Robin que aquele nome não batia com as meninas cadastradas no registro e o mesmo estranhou. Sua cabeça estava tão ocupada que nem se importou em pedir a foto que ele tinha tirado com Ally no dia para mostrar à ela, a garotinha podia ter dado nome falso ou a Supervisora não procurou direito.
Mesmo assim, foi se divertir com as crianças. Durante todo o tempo que ficou ali, não deixou de pensar em Regina e no quê estava escondendo de tão sério ao ponto de não contar para ele e muitos menos para ninguém.
Ele se arrependeu na mesma hora que a deixou na mansão sozinha, agiu com impulsividade na hora. Vários pensamentos negativos invadiram sua cabeça ao perceber que ela não confiava nele o bastante. Após um certo tempo no hospital, decide ir ver Roland. Uma saudade inexplicável dele, tomou conta de seu coração. Mas ele sabia que para ver seu filho, tinha que ver Marian também. E ela só significava uma coisa : Problemas e confusões.
– Hoje não é o seu dia de ficar com ele ! — A mesma fala séria assim que abre a porta de sua casa e o vê ali.
– Eu sei, desculpe. Posso falar com ele do mesmo jeito ? — O Ladrão diz e já entra na casa.
– Por que não espera chegar seu dia ?
– Senti falta dele. Aliás, eu sou o pai.
– Sentiu falta ? Robin pelo amor de Deus, você escolheu isso. Preferiu a Rainha Má ao invés da sua própria família.
– Não, eu escolhi a minha família e Regina faz parte dela, aceite isso. Agora com licença. — Ele sai e vai em direção ao quarto de Roland. Conversa com ele por um tempo e o filho insiste em ir para casa de Regina com o pai. Com muitos protestos por parte de Marian para não deixá-lo ir, o mesmo começa a chorar descontroladamente e ela não vê outra saída em não ser permitir.
– Roland tome cuidado e por favor me avise se aquela ...
– Ok Marian, ele avisará ! — Robin a corta imediatamente percebendo que ela iria difamar a Rainha.
– Tchau mamãe. — Ele se despede dela e vão embora.
Já a ex-mulher decide ir ao Granny's comer algo e conversar com a avó de Ruby. Ultimamente ela e a senhora de idade estavam muito próximas, cheias de segredinhos.
– Olá. — Granny diz.
– Olá, me vê um café.
– É pra já ! — Não demora muito e o café chega.
– Bom, o que queria me falar de tão importante ?
– Eu acho que é melhor irmos para os fundos.
– Você está me assustando. — Marian fala e a acompanha até uma sala vazia que ficava perto do banheiro, uma espécie de dispensa.
– O que tenho pra te falar é sobre Regina, e não é minha intenção fazer fofoca. Mas tenho que te contar, você merece saber.
– O que foi ? Meu filho ... Ela fez algo à ele ?
– Eu não posso acreditar que Robin não te contou isso ...
– Fale logo ! — Ela diz impaciente com a enrolação da mulher.
– Vovó, aonde a Senhora está ? — Ruby a chama no corredor e a mesma a vê na sala com uma mulher que não identificou de cara quem era porque estava de costas. — Preciso de sua ajuda.
– Não, você vai me contar o quê começou a dizer. — Marian segura com força o braço de Granny depois que sua neta sai.
– Me solte !
– Por favor, é algo com Roland ?
– Não, não tem nada haver com ele. Robin te enganou Marian, todos aqueles votos do casamento foram mentiras jogadas pro vento. Regina está grávida !
– O quê ? — Ela pergunta novamente para ver se ouviu direito. A senhora sai da sala e a deixa sozinha. Lágrimas começam a rolar instantaneamente pelo seu rosto. O seu estado naquele momento era de completo choque ao ouvir aquelas palavras. — Grávida ... — Ela sussurra várias vezes, como se estivesse num pesadelo sem fim. Ódio, raiva, entre outros sentimentos invadiam seu coração naquele instante.
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– O que você falou para ela ? — Ruby questiona sua vó. — Ah não, você não contou que ...
– Sim, contei. Ela tinha esse direito. — Ela afirma.
– Mas você não tinha ! Vovó você não percebe que à machucou assim ? Que quebrou seu coração ?
– Eu não machuquei ninguém, só alertei ela. Aquele ladrãozinho que fez essa burrada toda, não eu. — Nesse momento, ambas vêem Marian sair correndo arrasada do estabelecimento.
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