Notas iniciais
Desculpem a demora para atualizar a história, estou trabalhando numa nova fic e fiquei sem tempo. Espero que gostem deste capítulo. Devo agradecer a Evil Bones pela recomendação, eu sinceramente não imaginei ela vindo de você agora. Começou a acompanhar Use My Heart For Both Of Us semana passada e já me deu este presente. Muito obrigado princesa e este capítulo é dedicado á você. Boa leitura pessoal!

— Você se machucou? — Emma questiona após acordar do transe. Robin já havia sido levado ao hospital.

— Só ralei o braço. — Fala e mostra o mesmo para sua mãe.

— Vamos levá-lo ao médico. — David se aproxima. — Talvez ele tenha quebrado alguma coisa.

— Eu preciso saber como Robin está mãe, ele salvou minha vida. Ele não pode morrer! — Henry diz chorando desesperadamente.

— Ele não vai meu amor, eu prometo. — A Salvadora o abraça novamente.

Logo em seguida, os três pegam o carro para ir ao destino desejado. Assim que entraram na recepção, uma enfermeira conduz Henry a uma sala e lá tratou do leve ferimento que possuía.

— Emma... — A mesma escuta Dr. Whale a chamar.

— Como eles estão? — Pergunta logo, visivelmente preocupada ao lado do pai e Hook, que havia chego há pouco tempo.

— Henry está bem, não quebrou nada, só teve alguns arranhões. — A loira suspira aliviada. — Já Robin está em cirurgia de risco neste exato momento, a situação não é nada agradável.

— Não acredito que isso está acontecendo! — Sussurra para si mesma boquiaberta. — Como vou avisar a família dele?

— Você pode ver Henry se quiser, ele acabou dormindo. Mas já está liberado para ir embora. Recomendo também que converse com seu filho, ele presenciou todo o acidente e sabemos que isso não é bom nem para um adulto, imagine para uma criança.

— Quando essa cirurgia vai acabar doutor? — David se manifesta.

— É complicado de se dizer, Robin está lutando pela vida. O seu estado é grave, não criem muitas expectativas.

— Talvez magia possa ajudá-lo. — O pirata fala.

— Isso não tem nada a ver com magia, Hook. Só um milagre pode salvá-lo. — O homem diz sincero, e sai pelos corredores do hospital com papéis na mão.

— Vamos ver seu filho, amor. — Killian a leva para o quarto de Henry. Antes de abrir a porta, percebe lágrimas escorrerem pelo rosto de Emma. — Fique calma. — Diz ao depositar um beijo carinhoso em sua testa.

— É tudo minha culpa... — Sussurra mais uma vez já ao lado de Henry, que dormia tranquilamente.

— Como isso pode ser sua culpa? — Questiona confuso.

— Eu deveria estar ao lado do meu filho. Tinha que ser eu, não Robin! Ele não seria atropelado e não estaria morrendo agora.

— Tudo vai ficar bem. Isso poderia ter acontecido com qualquer pessoa.

— Mas não, aconteceu com a gente. Estou cansada disso, nunca temos paz! Isso não foi um acidente normal...

— O que está insinuando, Swan?

— Tinha algo no chão meio transparente, eu vi. De onde diabos isso apareceu? O carro deslizou sobre ele e perdeu o controle. Isso não foi um simples acidente, foi magia. Queriam matar meu filho! — Afirma com ódio em seus olhos.

— E quem faria isso, Emma?

— Eu não sei, mas vou descobrir! Isso não vai ficar impune, e quando eu encontrar a pessoa vai pagar muito caro!

— Mãe... — Henry diz baixo e com os olhos fechados.

— Oi garoto, como se sente? — Emma pergunta.

— O que aconteceu?

— Você quase sofreu um acidente.

— Eu sei. Mas e depois disso? Como está o Robin?

— O médico disse que você só teve leves ferimentos e...

— Mãe como está Robin? — Repete em um tom mais alto.

— Emma, conte. — Hook diz e ela o olha sem saber como dizer.

— Está em cirurgia. A situação é... Grave. — A loira fala, receosa.

— Não. Não pode ser... — Responde o garoto inconformado.

— Henry ele vai ficar bem, ok?

— Não o iluda. Dr. Whale disse para não criarmos esperanças falsas.

— Cala a boca, idiota! — Emma diz brava.

— Não minta para mim, mãe! Ele pode... Morrer?

— Pode sim. — Confessa com a cabeça baixa e percebe que seu filho está chorando, e ela o abraça para tentar reconfortá-lo. Henry gostava muito de Robin, tinham criado uma amizade muito bonita. Querendo ou não, o ladrão era como um pai para ele e sempre confiavam um no outro. Não demorou muito para o garoto ir embora para casa de Regina, onde teria a difícil tarefa de ajudar a contar tudo o que tinha acontecido.

— Filho, o que aconteceu com você? Não me diga que apanhou na escola? — Diz a prefeita assim que o vê na porta de sua casa, com os olhos inchados pelo choro e acompanhado pela família da Salvadora. — O que houve meu amor? — Ela repete preocupada, depositando um beijo em sua testa.

— Regina, eu acho melhor você se sentar. — David fala.

— Eu não quero me sentar, meu filho está todo machucado e ninguém me responde nada!

— Henry quase foi atropelado. — Snow, que segurava seu bebê, diz.

— O quê? Filho você está bem? — O abraça novamente e com cuidado

— Sim mãe. — Foi a única coisa que Henry conseguiu pronunciar.

— Ele foi salvo pelo... Pelo Robin. — Emma dizia com a voz falha e com o coração acelerado. — Mas ele não conseguiu sair à tempo e o veículo ... — Ela analisava cada expressão de Regina e percebe a mesma sem reação alguma.

— Mãe, você está bem? — Henry pergunta, se levantando.

— O que aconteceu com ele? — A Rainha pergunta temendo o pior.

— Ele foi atingido e arremessado para longe. Bateu a cabeça com muita força no chão. Quando sai do hospital, ele estava em cirurgia e o estado não é nada bom. — A loira cria coragem e diz tudo de uma vez só e num tom mais baixo, mas o suficiente para todos ali escutarem, principalmente Regina.

— Isso é uma brincadeira, não é? Não... Não pode ser verdade. — Sussurra e lágrimas insistentes começam a aparecer. — Ele está bem, eu sei disso! — Ela tenta enganar a si mesma, porém é completamente inútil. A dor que estava sentindo, voltou e com mais intensidade.

— Mãe, por favor, fique calma. Pense no bebê! — Henry a conduz a se sentar. Ela nada dizia, apenas ainda estava tentando processar as informações. Chorar na frente daqueles que até a pouco tempo odiava era a última coisa que queria... Parecer fraca, vulnerável. Mas quando o assunto era Robin, seu Robin, ela desmoronava. Agora mais do que nunca ele tinha certeza que estava num pesadelo sem fim. Se ela merecia ser feliz, por que era tão difícil disso acontecer? O destino estava sendo tão cruel, sua vida era um mar de coisas ruins. Tudo que conquistava de bom era arrancado de suas mãos com violência.

— Aonde você vai? — David questiona após ver Regina se levantar rapidamente e pegar as chaves e a bolsa em cima de sua mesa. Ela não responde, apenas sai de casa apressada e limpa suas lágrimas. Emma a segue e percebe a mesma entrando no carro.

— Saia do meu caminho! — Ordena com raiva após a Salvadora entrar na frente do veículo.

— Não! Você não vai sair daqui assim, quero evitar outro acidente. — Responde.

— Você não evitará nada se continuar ai parada.

— Regina, por favor, desliga e saia daí.

— Não, vá embora. Eu preciso vê-lo, preciso saber que está bem. — Ela acelera.

— Você está perturbada, não posso deixar dirigir nesse estado.

— Eu só preciso vê-lo. — Sussurra novamente e deixa mais lágrimas caírem pelo seu rosto, fechando os olhos. — Eu não aguento mais isso.

— Fique calma, eu te levo até ele. Só me deixe entrar, pense na sua filha. — Emma diz, com as mãos levantadas em sinal de paz. Ela se aproxima do carro e ajuda Regina a sair do veículo. Ela se senta no banco de trás com Henry e Emma vai na frente com seu pai. O caminho todo foi silencioso e atordoador, o único som que se ouvia era as respirações descompensadas de todos. O príncipe mal estacionou o carro e a Rainha já saiu correndo em direção à entrada do hospital. Já na recepção não encontrou médico algum que conhecia, então apenas continuou correndo nos corredores. Que por sinal não era permitido.

— Regina! — Grita Dr. Whale se aproximando dela. — Você não pode entrar aí.

— E quem é você para dizer o que devo ou não fazer? — Diz Regina num tom de superioridade.

— Você já deve estar sabendo sobre o que aconteceu, mas fique calma.

— Eu estou cansada de todos me falarem isso! Tudo que está acontecendo em minha vida é pior que uma maldição! Não posso ficar tranquila sabendo que quem eu amo está morrendo numa mesa de cirurgia! — Desabafa, mas tenta ser forte o suficiente para não chorar.

— Eu sinto muito... — O homem diz com sinceridade. Sabia que a mulher a sua frente estava sofrendo. Um sentimento que jamais imaginaria que a Rainha Má teria; a dor de perder alguém novamente. Ele já passara por essa situação com seu irmão e a única coisa que pensou em fazer foi abraçá-la. Regina não esperava, mas ela precisava tanto daquilo que não se importou. Por mais que as pessoas dissessem que estavam ao seu lado, sempre se sentia sozinha. Henry a alcançou no minuto seguinte e fez com que a mesma se afastasse do corpo do médico rapidamente.

O olhar que ambos tinham era de dó, e foi aí que percebeu que não estava sendo forte o quanto gostaria. A Prefeita respira fundo e toma a coragem para perguntar algo que só de pensar, fazia sem coração parar de bater.

— Só me diga que ele está vivo...

— Está. — Dr. Whale responde e percebe um sorriso em seus lábios, talvez o primeiro daquele dia tão aterrorizador. — Mas... Seu estado é grave ainda, a cirurgia teve complicações.

— Ele está bem? — Henry se pronuncia novamente, sabendo que aquele questionamento fora idiota.

— Talvez seja melhor conversarmos com todos da família. Eu tive que chamar Marian, me desculpe. — Diz para Regina.

— Tudo bem, mas me diga o que aconteceu? — Implora com os olhos marejados. Quando o médico ia dizer, ele ouve um grande barulho no início do corredor e vê ali a ex-mulher de Robin.

Todos os 3 se encaminham para um local mais reservado e Whale chama os demais que estava na sala esperando por notícias. Marian estava tão desesperada quanto a Rainha, seu rosto inchado denunciava mais ainda seu estado.

— Bom... Como eu já disse antes, a cirurgia teve alguns problemas de início. Quando ele chegou aqui, estava muito machucado e teve uma parada respiratória na ambulância. Ele quebrou alguns ossos e teve uma hemorragia que já foi controlada. — Enquanto o homem falava, o coração da Rainha se apertava ainda mais. O medo do que aquela conversa resultaria, dominava seu corpo. — Nós tentamos o máximo para reverter seu quadro, mas infelizmente...

— Ele não pode morrer! — Marian afirma tristemente.

— Robin está em coma. — Doutor Whale fala quase que num sussurro. Todos a escutarem aquilo ficaram sem reação. Belle, que chegava na sala, ouviu as palavras do médico e viu como Regina estava. Correu até a mesma e deu apoio, sabia que tudo aquilo estava sendo demais para ela, principalmente porque agora estava grávida. O lugar era repleto de olhares tristes e molhados pelas lágrimas, Henry também estava tão atordoado. — Ele teve traumatismo cranioencefálico, que é causado por uma agressão ou por uma aceleração ou desaceleração de alta intensidade do cérebro dentro do crânio.

— Não acredito. — Foi a única coisa que Marian disse antes de desabar em lágrimas novamente.

— Esse processo causa comprometimento estrutural e funcional do couro cabeludo, crânio, meninges, encéfalo ou de seus vasos. O TCE é um trauma que não apresenta origem degenerativa ou congênita, e pode causar diminuição ou alteração de consciência, resultando em alterações que afetam diretamente o funcionamento físico, cognitivo, ou seja, memória, aprendizado e atenção, comportamental ou emocional. — Continuou dizendo.

— E você tem ideia de quando ele vai acordar? — Emma questiona.

— Nunca podemos dizer ao certo isso. O indivíduo vítima de TCE muitas vezes apresenta alteração de consciência, e dependendo da extensão e gravidade da lesão, pode evoluir para o coma, que é aonde se encontra agora. Podendo permanecer nesse estado por horas, dias ou semanas. E talvez... Anos. — Respondeu série e ao mesmo tempo receoso. A esposa de Rumple sentiu o peso do corpo de Regina sobre o seu e percebeu que a mesma desmaiou em seus braços.

— Mãe! — Gritou Henry e correu ao seu lado. O médico se aproximou também e viu que ela estava pálida e com a respiração fraca.

— Preciso da Megan agora! — Disse para um enfermeiro que chegou na sala. — Regina, acorde. — Falou mais uma vez e não obteve resposta alguma, suspirou e a Doutora Obstetra chegou com um assistente que pegou a mesma no colo e levou para outra sala. A salvadora abraçou Henry e tentou convencê-lo ir para casa tomar um banho.

— Não! Dessa vez eu vou ficar, preciso saber da minha mãe. Ela não pode perder esse bebê, ela não vai aguentar! — Soluçava.

— Ela não vai. — Falou.

— Por que isso está acontecendo com a gente?

— Eu darei os finais felizes para todos, eu prometo filho! — Emma falou mais uma vez e se direcionou para a sala de espera perto da recepção aguardando por mais notícias. Ela não conseguia tirar da cabeça os pensamentos de que aquele acidente foi algo proposital. Whale liberou para verem Robin, mas somente um por vez e que não demorassem muito. A primeira foi Marian a ir ao encontro do ladrão, e sua cabeça estava tão confusa! Como diria isso a Roland? Seu pequeno filho que já sofria mais que um adulto.

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— O que você fez? — Rumple diz aparecendo no meio da sala de Elise.

— Eu? Não fiz nada. — Responde a mulher cínica. — Que mania você tem de me assustar.

— Não minta, isso é sua cara.

— Aquele imbecil que entrou na frente no maldito carro na hora errada.

— Você fez isso, a sua magia estava em toda a pista. Não pensou em Regina, ela pode perder aquela criança, na qual você deseja tanto.

— Não era para ser ele, e sim Henry! — Afirmou.

— Henry? Você queria matar meu neto? — Indaga chocado com a revelação dela.

— Eu só queria dar uma lição naquela xerife idiota.

— Você queria matar meu neto? — Repete gritando.

— Sim, queria! — Gritou também.

— Se algo tivesse acontecido com ele...

— O que você iria fazer? Me matar ? — Perguntou com sarcasmo.

— Nem que fosse preciso eu morrer também. Chega! Não vou mais te ajudar em nada, pode me chantagear à vontade. Justo você, que amava crianças querendo matar uma. Henry não tem nada a ver com Emma, sua tola!

— Então se prepare para enfrentar uma separação.

— Eu não tenho medo, vou enfrentar tudo de cabeça erguida pelo meu neto. Bae jamais me perdoaria e vou fazer isso por ele. Pagarei o preço que for! Belle sabe dos meus sentimentos por ela. Eu a amo e nada vai mudar isso, o erro foi meu em mentir para ela e esconder esse segredo por muito tempo.

— Nossa que filósofo! — Ri debochadamente. — Seu filho sentiria orgulho de pai agora? Que o abandonou quando criança por magia? Será que ele te amava e te perdoou por tudo que fez?

— Eu ainda te matarei, você verá. Regina vai saber de toda a verdade!

— Você não ouse em abrir esse bico querido.

— Acho que quem vai enfrentar grandes problemas é você! — Diz por fim e o mesmo desaparece dali numa fumaça. Elise fica com tanto ódio que começa a quebrar tudo que vê pela frente.

O tempo em Storybrooke muda repentinamente e começa uma forte chuva com trovões e raios.