Notas iniciais
Como todos sabem eu não costumo postar de quarta, mas hoje é um dia especial. Estamos fazendo um mês de fic e eu estou muito feliz =D Boa Leitura.

– Robin ? — Henry pergunta assustado ao ver o ladrão dormindo na cama de sua mãe, ele estava sem camisa e a coberta estava cobrindo o resto do corpo. O garoto estava na casa de seus avós e decidiu que depois do almoço iria para a casa de Regina e assim o fez.

– Filho ? Oh meu Deus ! Robin, se cobre ! — Regina aparece na porta do banheiro e corre até o ladrão que nem sequer acordou ainda, ela puxa mais a coberta para cima do corpo dele. — Henry, o quê está fazendo aqui ? Você não tinha que estar na escola ?

– O que ele faz aqui ? Assim na sua cama ? — O garoto aponta para o arqueiro.

– Eu ... eu posso explicar isso !

– Agora eu sei o motivo do por quê você não compareceu na reunião hoje.

– E hoje tinha ... Ah é verdade, eu me esqueci completamente disso, me desculpe.

– É, eu percebi. Vou lá para baixo, se troca logo. — Henry fala ao ver que sua mãe ainda está de roupão. — Quero conversar com você ! — Ele diz sério. Regina estranha, pois ele parecia determinado, confiante. Ele sai do quarto e ela vai em direção a cama, sobe em cima de Robin, que dormia feito pedra. Também com a noite quente que tiveram e ainda pela manhã a pequena "comemoração" depois da descoberta da gravidez, ambos não dormiram direito. Ela começa a beija-lo, aos poucos ele vai despertando e logo depois começou a retribuir o gesto de carinho da morena.

– Boa tarde dorminhoco !

– Boa tar... tarde ? — Ele abre seus olhos rapidamente e a encara.

– O que foi ?

– Tenho que ir pra delegacia ! — Ele se levanta .

– Ei Robin, calma.

– Estou atrasado amor.

– Já se atrasou mesmo, agora você já não pode concertar isso. Depois eu falo com a Emma e explico. Precisamos conversar !

– O quê ? Está grávida de gêmeos ? — Ele brinca correndo contra o tempo e procurando suas roupas que estavam espalhadas pelo quarto.

– Seu bobo, não é isso. É Henry !

– O que tem ele ?

– Ele nós pegou ! Ele te viu na minha cama agora há pouco e ele disse que quer conversar, ele parecia meio bravo.

– Ele sabe que você está grávida ?

– Sim, ele sabe. Mas ele não sabe que eu te contei isso ainda e nem que voltamos.

– E agora é pra sempre ! — Ele se aproxima dela e sela seus lábios com um leve beijo.

– Pra sempre ! — Ela sorri em meio ao beijo. — Agora termine de se vestir rápido e desça, te espero lá na sala. Não demore por favor.

– Pode deixar. — Ela se levanta da cama e abre a porta do quarto. — Ei Regina ... — Ele a chama.

– Sim ...

– Não vai me dar um beijo ?

– Só um que você quer ? — A rainha corre e pula em cima de seu colo, entrelaçando suas pernas na cintura do mesmo e deposita vários beijos .

– Se você continuar assim, vamos acabar fazendo amor de novo hoje. — Ele morde o canto da boca e sorri com malicia no olhar.

– Eu ia amar isso com toda certeza do mundo, mas ...

– Henry quer falar com gente ! — Ele completa e coloca ela de volta ao chão. — Já já eu desço. — E ela sai do quarto indo em direção ao andar debaixo. A prefeita procura o filho na sala, mas não o encontra. Portanto, ela deduz que ele esteja na cozinha, e é exatamente aonde dele está.

– Finalmente você desceu ! — Henry fala com a boca cheia por conta dos pães de queijo que estava comendo, ele os comprou durante o caminho para casa da mãe.

– Robin logo já desce. — Ela diz e pega a jarra de suco de limão na geladeira e alguns copos.

– Mãe ... — Ele se senta ao lado dela na mesa e pega em sua mão. — Vocês ... voltaram ? — Pergunta o garoto que agora mais se parecia um homem, não por sua aparência, mas sim pelo jeito que falava. Como se fosse um adulto.

– Sim ! — Uma voz mais grossa é ouvida do canto da cozinha e tanto Henry quanto Regina olham para a direção da mesma. — E agora não a solto mais ! — Robin se aproxima da prefeita e a abraça por trás e dá um pequeno beijo em sua bochecha. Henry presenciava tudo aquilo atento e sério, só observando os dois.

– Henry, não vai dizer nada ? — Regina pergunta.

– Eu só espero que minha mãe não sofra mais por sua causa ! — Ele fala encarando o ladrão.

– Pode ter certeza que se depender de mim, a única dor que sua mãe vai sentir é as contrações do trabalho de parto. — Robin sorri.

– Eu não quero sentir dor ! — A rainha protesta.

– Você já sabe disso ? Então vou refazer minha afirmação.

– Nossa, como você está sério filho.

– Você não pode machucar nenhum dos dois, se não você vai se ver comigo. E não só comigo, mas com a minha família inteira. E você sabe quem são ! — Henry só estava tentando proteger a mãe, ele já estava cansado de vê-la sofrer pela pessoas, ele prometeu a si mesmo que ninguém nunca mais iria machucar ela.

– Pode deixar capitão ! — Robin brinca. Henry parece aliviado e finalmente deixa o semblante sério de lado e sorri.

– Ok, parabéns ! Parece que a família vai aumentar e logo logo terá choro de criança para todos os lados, assim como na casa de meus avós. — O filho da rainha afirma e brinca ao mesmo tempo.

Todos os três na mesa conversando sobre as novidades do dia. Robin e Regina são os únicos a almoçar, pois Henry já tinha almoçado e também por que já estava meio tarde para comer. Robin tinha várias dúvidas em relação as modernidades deste reino sobre a gravidez, ele estava curioso para saber de tudo. Era como se ele nunce tivesse sido pai na vida. A conversa dura por mais de uma hora e depois a Rainha pede para quê o arqueiro e o filho arrumarem e limparem a cozinha, pois não estava se sentindo muito bem.

– Ei, você já está se sentindo melhor ? — Robin fala já no quarto, sentando na cama e acariciando os cabelos de sua amada, enquanto a mesma respirava fundo, afim de espantar o mal-estar.

– Você vai ter que se acostumar com isso ! Os enjoos e as tonturas são terríveis. — Ela fala e continua com seus olhos fechados, ele se ajoelha e pega na mão da prefeita, ficando com o rosto bem próximo ao dela. — Eu espero que isso não faça você mudar de ideia e se arrepender de ...

– Eu jamais me arrependeria de ter escolhido você! A mulher da minha vida ! — Ele dá um breve beijo em sua testa em sinal de carinho. — Dorme um pouco, ok ?

– Você vai sair ?

– Sim, mas eu volto ainda hoje. Não quero te deixar sozinha nem um minuto sequer, mas agora é preciso.

– Vai conversar com Marian ?

– Sim. — Ele confessa. — Vou tentar trazer Roland pra cá, pra te fazer uma visita. Vai ser meio difícil convence-la, mas ele está ficando louco pra te ver.

– Eu estou morrendo de vontade de vê-lo também, eu o amo tanto !

– Ele também te ama muito ! Ele sempre me diz que sente que você é tipo uma mãe para ele.

– Se Marian escutar você falando isso, ela te mata e me mata junto. — Eles riem.

– Tudo bem, eu vou indo. Qualquer coisa me liga !

– Te ligar ? — Regina estranha.

– Eu estou ficando moderno também ! — Ele fala e tira um pequeno aparelho celular simples do bolso de sua jaqueta.

– Olha só ! — Ela ri da situação. — Me dê seu número então né !

– Está anotado naquele caderninho preto em cima da poltrona. Tchau amor . — Ele sela seus lábios com os dela.

– Tchau amor ! Ah, e aliás ... quem te deu esse telefone ?

– David. Ele me disse que eu precisava de um, pois teríamos que nós comunicar caso houvesse ocorrências. — Ele fala já saindo do quarto, Regina se ajeita na cama e se senta. Pega seu celular e resolve mandar uma mensagem.

" Tinker, desculpe não ter ido trabalhar hoje, não estou me sentindo muito disposta para isso. Qualquer coisa você já sabe, me ligue imediatamente ! "

A prefeita também deu um aparelho celular para fada, um parelho simples e de fácil manuseamento para ela que não sabia mexer nessas coisa ainda. Minutos depois do envio, uma mensagem chega.

" Tudo bem, estou me dando muito bem com isso, acho que já posso virar prefeita. Terça-feira ainda está de pé ? "

Tinkerbell se referia a consulta médica, Regina já estava se esquecendo desse pequeno detalhe, então resolve digitar outra mensagem no minuto seguinte.

" Posso ir no seu apartamento novo amanhã cedo ? Precisamos conversar sobre isso ! "

A rainha envia e não demora muito para vim a resposta da fada.

" Pode sim, te espero amanhã então. Vou terminar as tarefas aqui, tchau. "

Regina lê a mensagem e joga o celular ao seu lado na cama, ela se surpreende ao ouvir o barulho do mesmo cair no chão sem querer. — Droga ! — Ela fala para si mesmo e um pouco alto demais.

– Mãe ? Está tudo bem ? — Henry que passava pelo corredor ouviu sua mãe falar e resolveu ver o quê tinha acontecido, ele abre a porta devagar.

– Filho ! Sim, está. Pega meu celular que caiu no chão do outro lado da cama por favor ?

– Toma aqui. — Ele já com o aparelho em mãos, entrega para sua mãe.

– Deita aqui comigo bebê ! — Regina pede.

– Eu não sou mais um bebê mãe ! — Henry fala deitando do lado da rainha.

– Você está do meu tamanho ou maior, mas sempre será meu bebezinho, aquele que eu peguei pela primeira vez no colo, troquei as fraldas sujas ...

– Mãe ! — Henry repreende a mesma meio avermelhado de vergonha. Ela ri e eles ficam naquele clima gostoso de mãe e filho, Regina sempre fazendo palhaçadas com ele.