Use My Heart For Both Of Us.
31 Elise Carter.
Notas iniciais
– Oi Belle, como vai ? — Robin diz assim que a mesma abre a porta de sua casa.
– Robin, que surpresa ! Aconteceu algo com Regina ?
– Não, está tudo bem com ela.
– Ah desculpe, entre por favor. — Ela cede espaço à ele e logo após se sentam no sofá. — Regina me contou que é uma menina, estou tão feliz por vocês.
– Estou muito contente também.
– O que esse ladrãozinho está fazendo aqui ? — Rumple questiona com autoridade ao vê-lo ali.
– Vim falar com você Rumpelstiltskin !
– Não me lembro de ter o convidado.
– Amor, não seja mal educado. Vou fazer um café para nós. — A princesa diz e sai em direção à cozinha.
– O que deseja Príncipe Dos Pobres ? — Fala com sarcasmo presente em sua voz.
– Regina já me contou sobre o bebê possuir magia e ...
– Seus assuntos pessoais não me interessam !
– Interessa a partir do momento que é você que conta à ela isso ! — Disse o Arqueiro firme.
– Vá direto ao ponto.
– Belle deve ter te contado sobre o desmaio repentino de Regina.
– Sim, contou. Devo lhe confessar que fico feliz em vê-la bem.
– Eu sei da conversa que tiveram e eu queria saber por que ofereceu sua proteção ?
– Oras, uma mulher que carrega uma criança tão poderosa como ela precisa de proteção. — Fala como se fosse óbvio.
– Por que ?
– Como assim por que ? Porque sim ! — Responde impaciente com o rumo que a conversa estava tomando.
– Quando você diz poderosa, significa que ...
– Sim, sua filha tem um poder raro Robin. Pouquíssimas pessoas tem esse privilegio.
– Qual é a origem disso ?
– Quando magia negra e magia de luz se fundem, causam maravilhas. — Gold dá seu melhor sorriso. — Regina agora possui as duas ... Ah, e sem contar que o amor verdadeiro foi acrescentado ao pacote. Quer mais explicações para justificar o poder de sua filha ?
– Elas correm perigo, não é ?
– Não sei do que você está falando.
– Eu sei que esconde algo, Regina estava bem e do nada apaga. E quando acorda, não se lembra de absolutamente nada ... Essa possível profecia, você tem que me dizer mais sobre ela.
– Talvez eu tenha me precipitado e tirado conclusões apressadas.
– Do que você está falando ?
– Tive uma visão do passado e a confundi com Regina, realmente sinto muito.
– Você está mentindo !
– Ladrão esperto você, porém não irá conseguir tirar de mim mais nada !
– Por favor, eu te imploro.
– Eu nem deveria te dar a ousadia de vir aqui falar comigo, você me roubou !
– Você tem razão, mas foi por uma boa causa. Foi para salvar meu filho e roubarei de novo se caso necessário.
– Que petulante !
– Café pronto ! — Belle reaparece na sala.
– Obrigada, mas vou ter que rejeitar. Tenho que pegar Tinker no seu apartamento, Regina e ela vão fazer compras.
– Eu entendo, Regina me chamou também. Mande lembranças à elas por mim.
– Ok, até mais ... — Robin olha para Rumple mais uma vez e sai dali mais preocupado e receoso do quê quando entrou. Parece que o destino conspirava contra sua felicidade e a de Regina. O medo de algo acontecer com sua Rainha e filha dominavam seu corpo. Seus pensamentos estavam tão longe que precisou ser despertado por um forte impacto sobre seu corpo para voltar à realidade.
– Aí ! — Disse a moça que caiu no chão e reclamou de dor, com sua mão no tornozelo que já estava meio inchado.
– Oh, desculpe minha senhora. — Robin rapidamente ajuda a se levantar. — Você está bem ?
– Aí ! Acho que torci. — Diz mancando e fazendo careta.
– Vamos para o hospital mais próximo, está feio essa torção.
– Não senhor, não precisa !
– Pode me chamar de Robin e sim, precisa.
– Obrigada pela atenção, é raro ver gente educada nesse cidade ! Meu nome é Elise.
– Prazer Elise, se bem que não foi bem legal a forma que isso aconteceu ! — O Ladrão ri nervosamente, à leva para o carro e durante o caminho liga para Regina e a notifica do ocorrido. A mesma diz que iria encontrá-lo com Tinker no hospital.
– Amor, espero que esteja tudo bem com você. — A Rainha aparece na sala e deposita um beijo em seus lábios.
– Está tudo bem comigo.
– Não precisava incomodar sua esposa, ainda por cima grávida. — Diz a loira.
– Regina Mills, prefeita de StoryBrooke. — Ela cumprimenta a mesma.
– Elise ... Elise Carter.
– Se machucou sério, tem certeza que não a atropelou com o carro ? — Diz para Robin que ainda estava confuso com tudo aquilo.
– Sinto muito novamente. — O Homem fala.
– Não foi nada demais, só cai de mal jeito.
– Cadê Tinkerbell ? — Robin questiona.
– Está no carro, temos que procurar logo essa loja de decorações que Belle indicou.
– Posso ver o cartão da loja ? — Elise pergunta e Regina estranha, mas entrega o papel para ela. — Que mera coincidência, essa loja é a minha, se está procurando coisas para o bebê, lá é o lugar certo !
– Sério ? — Diz surpresa. — Eu iria adorar conhece-la.
– É uma menina, não é mesmo ?
– Como adivinhou ? — Pergunta surpresa.
– Sei lá, acho que é instinto.
– Então eu te levo até sua loja e você mostra ela para gente. — O Arqueiro diz.
– Será uma honra !
Os três saem dali assim que termina o atendimento, Elise por sua vez simula estar machucada o suficiente para precisar de apoio. Chegando no carro, Tinker não tirava o olho dela, aquela mulher era estranha demais. Não demorou vinte minutos de viagem e eles chegaram na rua desejada.
– Nossa, que linda ! Nunca a vi por aqui. — Exclama Regina boquiaberta com a beleza do local.
– Realmente é ideal para comprarmos as coisas necessárias da nossa princesa. — Tinker fala. — Tem de tudo aqui.
Elise mostra toda a loja e faz com que todos fiquem encantados, inclusive Robin. Ela se ofereceu também para cuidar da decoração do aniversário de Roland, mostrou fotos e videos. Logo depois decidiram ir na sorveteria do outro lado da rua, pois Regina estava com desejo.
– Não é atoa que está desse tamanho. — Todos ali escutam Marian dizer na entrada do estabelecimento.
– O que está insinuando ? — A Prefeita diz se levantando da cadeira aonde estava.
– Isso é tão irônico, não é mesmo ? — Ela fala alto e olhares curiosos se voltam sobre elas. — Justamente a Rainha Má, que matou vilas, destruiu famílias ... Destruiu minha família. — Marian dá ênfase na última palavra. — Tudo por uma vingança idiota, tendo seu final feliz com um homem casado. E ainda por cima, grávida de uma menina poderosa ...
– Como sabe disso ? — Robin se intromete.
– Troca esse discurso Marian, já está velho demais. — Tinker se manifesta brava.
– Esse é o mal de morar em uma cidade pequena, sempre saberemos os segredos mais profundos das pessoas. Isso não é justo, você é a última pessoa que merecia ser mãe, essa garota que irá nascer ... — A mesma é interrompida no minuto seguinte por um tapa forte de Regina em seu rosto.
– Quem você pensa que é para falar sobre mim ? Nunca mais fale da minha filha ou até mesmo de Henry ok ?! Se vista pelo menos adequadamente para falar comigo ! — A Rainha sai as pressas dali e é seguida pelo Ladrão e Tinker. As pessoas que ali estavam, ficaram chocadas com a cena e alguns foram até falar com Marian para saber seu estado depois de tudo.
– Está tudo bem, eu só não consigo ver que as pessoas não ligam pelo mal que ela já fez. — Disse com o sangue escorrendo em seus lábios e saindo da sorveteria furiosa.
– Marian, não é ? — Ela é surpreendida por alguém segurando seu braço no meio da calçada.
– Sim e você é ... ? — Questiona confusa.
– Elise Carter. — Sorri.
– O que você quer ? — Diz um pouco grossa.
– Desculpe me meter, mas eu posso te ajudar a ter seu marido e filho de volta ... E dessa vez será para sempre.
– Não estou pedindo esmola para ninguém, muito menos para uma idosa !
– Não estou com pena de você, só odeio injustiça. — Ela ignora as ignorâncias de Marian.
– Você é algum tipo de feiticeira igual aquele monstro ? Porque se for, vai embora.
– Não se preocupe, eu sei sobre sua história com o Robin Hood. E também como a Rainha o roubou de você, isso foi terrível. Eu sou apenas à favor do verdadeiro amor.
– Então você acha que somos ...
– Sim, eu acho querida. E realmente quero te ajudar com isso.
– Qual é o preço ?
– Preço ? Não quero nada em troca.
– Impossível ! — Debocha. — Você com certeza deve querer algo, não sou tão tola como aparento.
– Marian, fique tranquila. — Elise olha para ela profundamente e a enfeitiça, sem a mesma perceber.
– Eu faço qualquer coisa para tê-lo de volta.
– Qualquer coisa mesmo ? — Sorri falsamente.
– Sim.
– Então acho que vamos formar uma bela parceria.
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