Notas iniciais
Obrigado pessoal, aqui está como prometido *-* Vou demorar para postar, pois minha beta está viajando ;s mas volto um dia kkkk

– Mãe ? — Henry a chama em frente a porta do quarto. — Você está bem ?

– Sim. — Regina sussurra de cabeça baixa.

– Eu sei que está mentindo. — Ele se aproxima dela e senta ao seu lado na cama. — Não se preocupe mãe, tudo ficará bem no final.

– Isso é o que mais temo ... O final.

– Como assim ? Do quê está dizendo ?

– Henry, olhe para mim. Veja o meu passado, as coisas horríveis que fiz.

– Mas você mudou.

– Nem todos pensam assim, não acharia estranho se eu não tivesse um final feliz como todos os outros. Não sou e nunca fui uma mocinha indefesa, talvez Marian tenha razão.

– Realmente os hormônios da gravidez mexem com o emocional de uma mulher ! — Henry afirma.

– Você sempre diz que tudo vai ficar bem, mas nunca fica, pelo menos para mim não.

– Mãe entenda uma única coisa ... Você mais do que ninguém merece ser feliz, merece esse bebê ! — Diz e coloca a mão na barriga dela. — Sinceramente eu fico chateado ao ouvir você dizer estas coisas. Você tem à mim, Robin, Roland e essa garotinha que está vindo ... Uma família completa ! Tem certeza que já não é seu final feliz ?

– Talvez ...

– Nem sempre as coisas vão dar certo. — Ele a interrompe. — Até os mocinhos passam por dificuldades, problemas.

– Desculpe. — Ela o abraça. — Eu realmente não percebo o quanto sou feliz em ter vocês ao meu lado. — Henry percebe uma pequena lágrima escorrer do rosto dela e usa seu polegar para secá-la.

– Chorar de novo não ! — Brinca e ambos sorriem. — Não deixe o passado te assombrar mãe, viva o presente.

– Parece até que estou falando com o meu pai, você realmente cresceu tanto. — Regina passa a mão no cabelo do filho.

– Já que cresci como você diz, que tal que me deixar usar arco e flecha ?

– Isso foi ideia daquele Ladrão, né ?

– Não, eu quero fazer isso por livre e espontânea vontade.

– Acho que tenho uma ideia melhor, me ajude a escolher um nome para sua irmã, que tal ?

– Ótimo ! Tenho vários em mente.

– Eu pensei em ... Cora ?

– Cora ? Sua mãe ? — Henry questiona. — Definitivamente não !

– Por que ? Não é um nome feio.

– A bebê já vai nascer com nome de senhora. — Henry diz e Regina arregala os olhos. — Desculpe, eu gosto de Savanna, é mais bonito.

– Me lembra a selva, não !

– Eduarda ? Ou até mesmo Amanda !

– Até que eu gostei, vamos anotar aqui. — Regina diz e pega um caderninho preto em cima da poltrona.

– Tem tantos nomes, Sofia é legal também.

– Muito rosa.

– Vai querer chamar a menina do quê ? Black ?

– Henry ! — Regina ri alto. — Claro que não, só acho que já tem muita gente com esse nome.

– Danielle ?

– Já passou pela minha cabeça, aliás, foi o primeiro nome que pensei. Mas não sei se Robin iria gostar.

– Verdade, já imaginou se você tivesse que chamá-la de Marian ?

– Isso com certeza não iria dar certo, então temos que descartar essa possibilidade.

– Eva ?

– Não ! É o nome da ...

– Já sei, minha bisavó. — Henry se toca depois que fala.

– Helena ? — A Rainha sugere.

– Gostei, anota ai.

– Ally é um adorável nome. — Ambos escutam a voz grossa de Robin.

– Suponho que seja por causa da garotinha do hospital, não é mesmo ? — Regina questiona.

– Nunca mais há vi, sinto fala dela. — O Arqueiro diz e se senta na cama também. — Por que não me chamaram para essa reunião ? Aliás, é o nome da minha filha que estão falando. — Brinca.

– Tem algo em mente ? — Regina pergunta.

– Ally ! — Afirma sorrindo de lado.

– Quem é essa ? — Henry diz.

– Longa história ... Henry me dê sua mão, rápido ! — A Rainha coloca a mesma no abdômen dela.

– Ah não ! Se ela está se mexendo, eu quero sentir também. — Robin repete o gesto do garoto e eles ficam acariciando a barriga dela para ver se a bebê se movimentava mais.

– Hey cadê você ? — O filho da Prefeita pergunta ainda fazendo carinhos na mesma. — Viu ? Eu senti isso ! — Exclama após a bebê chutar novamente.

– Aí ! Preciso ir ao banheiro ! — Regina se levanta e corre, enquanto Robin e Henry apenas riam da situação toda.

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– Como pretende me ajudar Elise ? — Marian questiona analisando a casa da mesma com atenção.

– Não se preocupe querida, eu já tenho um plano em mente.

– Qual ? Porque que eu saiba, você e Regina são próximas demais.

– A maldição do sono !

– Não entendi ... — Fala confusa.

– Você será amaldiçoada.

– O quê ? Não ... Não farei isso ! Está louca ? A magia aqui em StoryBrokee é diferente, eu posso morrer.

– Você não irá morrer, eu prometo.

– Aonde você quer chegar com isso ?

– Robin irá te salvar com o beijo do verdadeiro amor.

– E se isso não funcionar ?

– É lógico que irá funcionar, ou você não acredita ?

– Sinceramente ? Não ! Ele pode querer também não me beijar.

– Ele vai te despertar, fique tranquila.

– Como pode ter tanta certeza ? Ele ama Regina ...

– E é justamente ela que pedirá que te beije.

– Qual é a razão de tudo isso ? Por que quer eles separados ?

– Eu só estou te ajudando querida.

– Não ... Você tem outros planos, eu não sou tola. E além do mais, como irá fazer essa maldição ?

– Eu tenho meus contatos.

– Como pude confiar em você, não irei fazer isso ! Isso é insano de sua parte.

– Vai desistir de tudo agora ? Vai ser fraca ?

– Não, isso não é fraqueza. A Rainha está grávida, seria covardia.

– Covardia é o que ela fez com você, olhe em sua volta ... As pessoas falam de você, te tratam como uma coitada que foi abandonada.

– Você não é normal ... — Sussurra assustada.

– Marian, tudo dará certo. — Elise novamente lança um feitiço nela sem a mesma perceber.

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1 mês depois ...

Faltava poucos horas para o aniversàrio de Roland, o pequeno estava completando 5 anos de idade. Elise ficou responsável por cuidar da decoração da festa e com o passar do dia estava cada vez mais próxima de Regina. Sempre que conseguia, enfeitiçava Marian contra a Rainha. A loira resolveu não agir por enquanto, não queria precipitar as coisas e colocar seu plano à perder. O momento certo chegaria e logo Regina sofreria as consequências.

– Robin !! — A Prefeita grita e o mesmo vai ao encontro dela às pressas.

– O quê foi ? Está sentindo alguma coisa ? — Questiona ofegante e preocupado. — Vai nascer ?

– Lógico que não! É que o vestido que comprei semana passada não quer ... Entrar mais. — Diz e o Arqueiro vê o mesmo preso no meio da cintura dela.

– Já tentou colocar por cima ? — Ele tenta não rir, pois sabia que isso a ofenderia.

– Não tem como colocar por cima, ficaria presa do mesmo jeito. E pare de achar isso engraçado seu idiota ! — Diz completamente brava. — Eu não posso ter engordado tanto à ponto de uma simples roupa não caber mais em mim.

– Olha o tamanho da sua barriga, você quer que isso entre como ? Com magia ? — Ele diz analisando o quão justo o vestido era. — Não cabe nem em Roland.

– Quando eu experimentei na loja tinha servido, ficou um pouquinho apertado, mas entrou. — A morena confessa e se senta na cama apenas de lingerie vermelha e acaricia o imenso volume em sua barriga. — Eu estou gorda ! — Afirma pensativa.

– Sério ? — Robin ri.

– Já falei que não tem graça ! — Regina se vira de costas para ele.

– Calma amor ... — Ele a abraça por trás e desce suas mãos para o abdômen dela. — Não estou rindo disso, e sim do que você falou ... Que está gorda, isso é a maior mentira que já ouvi !

– Olhe o tamanho que estou ! Daqui a pouco vou ficar maior que Mary Margaret !

– Para mim você está perfeita ! Não importa quantos quilos você pese, não importa o quão grande sua barriga fique ... O que realmente importa é que nossa princesa é saudável.

– Por que sempre as pessoas me vencem com argumentos bons ? — Pergunta para si mesma. — Doutora Megan disse que ela irá crescer muito mais, que está muito bem.

– Bem enorme ! — Afirma e Regina sorri.

– A culpa vai ser sua se eu ficar com estrias !

– Minha ? Não fiz ela sozinho.

– Estamos atrasados. — Ela se levanta. — E eu não sei ao menos com que roupa vou agora.

– Temos aquele vestido que eu comprei.

– Ele não combina comigo e vai marcar muito minha barriga, ficará três vezes maior.

– Pare de ser chata, sua exagerada ! Então vai com uma camiseta minha e uma cueca da gaveta.

– Você só pode estar brincando comigo, né ?

– Não, não estou. Você só tem essas duas opções, então se vira.

– Ok, vou com o vestido branco. — Diz frustrada.

– Você quer esconder algo tão lindo.

– Não quero esconder nada, você que não tem um bom gosto para roupas Ladrão.

– Pelo menos seus seios estão maiores ! — Robin fala com malícia após vê-la sem sutiã.

– E doloridos também, principalmente quando você os aperta. Minha coluna está me matando. — Choraminga enquanto se vestia. — Dá para me ajudar ou não ? — Robin se levanta e fecha o zíper. Regina se vira de frente para ele e o mesmo fica maravilhado. — Obrigado.

– Você está linda, aliás, vocês duas. — Fala e deposita um beijo na colisão do bebê e em seguida nos lábios da morena.

– Vamos logo. — Regina pega na mão dele e ambos saem da mansão.

Não demorou muito para chegarem na festa, tinha muita gente e os olhares para o casal na entrada era inevitável. Marian e Elise estavam juntas conversando em um canto do local e Roland assim que os viu, foi correndo para falar com eles.

– Oi papai. — Robin o pega no colo.

– Oi campeão, seu presente está no carro viu .

– Oi mamãe Regina, trouxe meu presente também ?

– Trouxe um carro cheio deles. — A prefeita responde com uma das mãos apoiada nas costas que ainda doíam.

– Você está bonita ! — Elogia e o Ladrão põe ele no chão e o mesmo fica acariciando a barriga dela e "conversando" com a bebê. Marian ao ver a cena, se entristece, mas procura esquece-los pelo menos por hoje. Ao olhar para o lado, vê Ryan a observando e decide ir falar com ele.

– Estevão ...

– É Ryan ! — Diz sério.

– Para mim sempre será Estevão. — Marian percebe que ele ainda estava chateado. — Eu fui grossa com você naquele dia, me desculpe.

– Você já disse isso, está tudo bem.

– Não parece que está tudo bem, você está estranho. — Ela se aproxima, porém o mesmo se afasta. — Eu estava brava.

– Meu pai sempre me dizia que quando estamos com raiva, é o momento que somos mais sinceros. Vejo que ele não estava mentindo ...

– Ryan, por favor.

– Não Marian, eu entendi o recado muito bem. Não tem porque tentar, se não vou conseguir nada. Só vim para trazer o presente do garoto mesmo, passar bem. — Força um sorriso.

– Você está me evitando, quer que eu diga o quê ? Que te amo e me ajoelhe nos seus pés ? Pare de drama por favor.

– Não será necessário.

– Não, espere ... Droga ! — O homem se vira e vai embora, deixando-a sem direito de se justificar.

Já no outro lado do Granny's, a curtição era certa. Músicas infantis ecoavam por todo ambiente, crianças correndo, dançando, pulando era o que mais se via ali.

– Parabéns Elise, você fez um ótimo trabalho. — Regina se aproxima da mesma sorridente.

– Muito obrigado Prefeita Mills, fico feliz que gostou.

– Me chame só de Regina, por favor.

– Ok Regina ... Oh, como ela está crescendo rápido. Posso tocar ? — Pergunta se referindo ao bebê.

– Claro, fique à vontade. — Assim que Elise encosta sua mão na mesma, Regina sente uma fraqueza nas pernas e começa a suar frio. Se não fosse por David que estava passando ao seu lado bem na hora, tinha caído no chão.

– Regina você está bem ? Sente aqui. — Ele questiona e a ajuda sentar na cadeira mais próxima. — Respire fundo.

– Eu só ... Só fiquei fraca de repente, não sei explicar ao certo.

– Fique aqui, vou chamar o Robin. — O príncipe sai.

– Está passando mal ?

– Não Elise, já passou.

– Amor está sentindo alguma coisa ? — O Ladrão se aproxima rapidamente dela.

– Não. Acho que foi a pressão que caiu, está calor aqui.

– Tem certeza ? — O Arqueiro se agacha na altura da barriga dela e pega em suas mãos. — Não me assuste princesa.

– Vou pegar um copo d'água. — Elise se manifesta.

– Quer ir para casa ? — Ele pergunta.

– Não, acabamos de chegar. Eu estou bem, vamos curtir o aniversário, Roland ficaria chateado se eu fosse embora.

– Ele iria entender.

– Realmente só foi um susto, um mal-estar passageiro.

Elise chega logo em seguida com a água e entrega para a Rainha e resolve deixá-los a sós. Ela vai para o balcão e senta, pede uma bebida e fica apenas sorrindo com seus pensamentos.

– O que aconteceu com ela ? — Marian que observava Regina o tempo todo e viu quando ela quase caiu, não conseguiu deixar de perguntar.

– Sei lá, a pressão dela deve ter caído.

– Estranho ...

– Você já ficou grávida, deve saber melhor que ninguém que isso é normal.

– É, você tem razão. — Diz desconfiada, mas resolve não prolongar o assunto. Algo de errado tinha acontecido ali, ela só não conseguia imaginar o que poderia ser. Elise era estranha, às vezes a olhava diferente. A mulher à sua frente parecia ser outra pessoa a cada dia. Mal sabia ela que estava sendo monitorada e sobe um enfeitiço o todo tempo.