Use My Heart For Both Of Us.
32 Forget The Past.
Notas iniciais
– Mãe ? — Henry a chama em frente a porta do quarto. — Você está bem ?
– Sim. — Regina sussurra de cabeça baixa.
– Eu sei que está mentindo. — Ele se aproxima dela e senta ao seu lado na cama. — Não se preocupe mãe, tudo ficará bem no final.
– Isso é o que mais temo ... O final.
– Como assim ? Do quê está dizendo ?
– Henry, olhe para mim. Veja o meu passado, as coisas horríveis que fiz.
– Mas você mudou.
– Nem todos pensam assim, não acharia estranho se eu não tivesse um final feliz como todos os outros. Não sou e nunca fui uma mocinha indefesa, talvez Marian tenha razão.
– Realmente os hormônios da gravidez mexem com o emocional de uma mulher ! — Henry afirma.
– Você sempre diz que tudo vai ficar bem, mas nunca fica, pelo menos para mim não.
– Mãe entenda uma única coisa ... Você mais do que ninguém merece ser feliz, merece esse bebê ! — Diz e coloca a mão na barriga dela. — Sinceramente eu fico chateado ao ouvir você dizer estas coisas. Você tem à mim, Robin, Roland e essa garotinha que está vindo ... Uma família completa ! Tem certeza que já não é seu final feliz ?
– Talvez ...
– Nem sempre as coisas vão dar certo. — Ele a interrompe. — Até os mocinhos passam por dificuldades, problemas.
– Desculpe. — Ela o abraça. — Eu realmente não percebo o quanto sou feliz em ter vocês ao meu lado. — Henry percebe uma pequena lágrima escorrer do rosto dela e usa seu polegar para secá-la.
– Chorar de novo não ! — Brinca e ambos sorriem. — Não deixe o passado te assombrar mãe, viva o presente.
– Parece até que estou falando com o meu pai, você realmente cresceu tanto. — Regina passa a mão no cabelo do filho.
– Já que cresci como você diz, que tal que me deixar usar arco e flecha ?
– Isso foi ideia daquele Ladrão, né ?
– Não, eu quero fazer isso por livre e espontânea vontade.
– Acho que tenho uma ideia melhor, me ajude a escolher um nome para sua irmã, que tal ?
– Ótimo ! Tenho vários em mente.
– Eu pensei em ... Cora ?
– Cora ? Sua mãe ? — Henry questiona. — Definitivamente não !
– Por que ? Não é um nome feio.
– A bebê já vai nascer com nome de senhora. — Henry diz e Regina arregala os olhos. — Desculpe, eu gosto de Savanna, é mais bonito.
– Me lembra a selva, não !
– Eduarda ? Ou até mesmo Amanda !
– Até que eu gostei, vamos anotar aqui. — Regina diz e pega um caderninho preto em cima da poltrona.
– Tem tantos nomes, Sofia é legal também.
– Muito rosa.
– Vai querer chamar a menina do quê ? Black ?
– Henry ! — Regina ri alto. — Claro que não, só acho que já tem muita gente com esse nome.
– Danielle ?
– Já passou pela minha cabeça, aliás, foi o primeiro nome que pensei. Mas não sei se Robin iria gostar.
– Verdade, já imaginou se você tivesse que chamá-la de Marian ?
– Isso com certeza não iria dar certo, então temos que descartar essa possibilidade.
– Eva ?
– Não ! É o nome da ...
– Já sei, minha bisavó. — Henry se toca depois que fala.
– Helena ? — A Rainha sugere.
– Gostei, anota ai.
– Ally é um adorável nome. — Ambos escutam a voz grossa de Robin.
– Suponho que seja por causa da garotinha do hospital, não é mesmo ? — Regina questiona.
– Nunca mais há vi, sinto fala dela. — O Arqueiro diz e se senta na cama também. — Por que não me chamaram para essa reunião ? Aliás, é o nome da minha filha que estão falando. — Brinca.
– Tem algo em mente ? — Regina pergunta.
– Ally ! — Afirma sorrindo de lado.
– Quem é essa ? — Henry diz.
– Longa história ... Henry me dê sua mão, rápido ! — A Rainha coloca a mesma no abdômen dela.
– Ah não ! Se ela está se mexendo, eu quero sentir também. — Robin repete o gesto do garoto e eles ficam acariciando a barriga dela para ver se a bebê se movimentava mais.
– Hey cadê você ? — O filho da Prefeita pergunta ainda fazendo carinhos na mesma. — Viu ? Eu senti isso ! — Exclama após a bebê chutar novamente.
– Aí ! Preciso ir ao banheiro ! — Regina se levanta e corre, enquanto Robin e Henry apenas riam da situação toda.
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– Como pretende me ajudar Elise ? — Marian questiona analisando a casa da mesma com atenção.
– Não se preocupe querida, eu já tenho um plano em mente.
– Qual ? Porque que eu saiba, você e Regina são próximas demais.
– A maldição do sono !
– Não entendi ... — Fala confusa.
– Você será amaldiçoada.
– O quê ? Não ... Não farei isso ! Está louca ? A magia aqui em StoryBrokee é diferente, eu posso morrer.
– Você não irá morrer, eu prometo.
– Aonde você quer chegar com isso ?
– Robin irá te salvar com o beijo do verdadeiro amor.
– E se isso não funcionar ?
– É lógico que irá funcionar, ou você não acredita ?
– Sinceramente ? Não ! Ele pode querer também não me beijar.
– Ele vai te despertar, fique tranquila.
– Como pode ter tanta certeza ? Ele ama Regina ...
– E é justamente ela que pedirá que te beije.
– Qual é a razão de tudo isso ? Por que quer eles separados ?
– Eu só estou te ajudando querida.
– Não ... Você tem outros planos, eu não sou tola. E além do mais, como irá fazer essa maldição ?
– Eu tenho meus contatos.
– Como pude confiar em você, não irei fazer isso ! Isso é insano de sua parte.
– Vai desistir de tudo agora ? Vai ser fraca ?
– Não, isso não é fraqueza. A Rainha está grávida, seria covardia.
– Covardia é o que ela fez com você, olhe em sua volta ... As pessoas falam de você, te tratam como uma coitada que foi abandonada.
– Você não é normal ... — Sussurra assustada.
– Marian, tudo dará certo. — Elise novamente lança um feitiço nela sem a mesma perceber.
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1 mês depois ...
Faltava poucos horas para o aniversàrio de Roland, o pequeno estava completando 5 anos de idade. Elise ficou responsável por cuidar da decoração da festa e com o passar do dia estava cada vez mais próxima de Regina. Sempre que conseguia, enfeitiçava Marian contra a Rainha. A loira resolveu não agir por enquanto, não queria precipitar as coisas e colocar seu plano à perder. O momento certo chegaria e logo Regina sofreria as consequências.
– Robin !! — A Prefeita grita e o mesmo vai ao encontro dela às pressas.
– O quê foi ? Está sentindo alguma coisa ? — Questiona ofegante e preocupado. — Vai nascer ?
– Lógico que não! É que o vestido que comprei semana passada não quer ... Entrar mais. — Diz e o Arqueiro vê o mesmo preso no meio da cintura dela.
– Já tentou colocar por cima ? — Ele tenta não rir, pois sabia que isso a ofenderia.
– Não tem como colocar por cima, ficaria presa do mesmo jeito. E pare de achar isso engraçado seu idiota ! — Diz completamente brava. — Eu não posso ter engordado tanto à ponto de uma simples roupa não caber mais em mim.
– Olha o tamanho da sua barriga, você quer que isso entre como ? Com magia ? — Ele diz analisando o quão justo o vestido era. — Não cabe nem em Roland.
– Quando eu experimentei na loja tinha servido, ficou um pouquinho apertado, mas entrou. — A morena confessa e se senta na cama apenas de lingerie vermelha e acaricia o imenso volume em sua barriga. — Eu estou gorda ! — Afirma pensativa.
– Sério ? — Robin ri.
– Já falei que não tem graça ! — Regina se vira de costas para ele.
– Calma amor ... — Ele a abraça por trás e desce suas mãos para o abdômen dela. — Não estou rindo disso, e sim do que você falou ... Que está gorda, isso é a maior mentira que já ouvi !
– Olhe o tamanho que estou ! Daqui a pouco vou ficar maior que Mary Margaret !
– Para mim você está perfeita ! Não importa quantos quilos você pese, não importa o quão grande sua barriga fique ... O que realmente importa é que nossa princesa é saudável.
– Por que sempre as pessoas me vencem com argumentos bons ? — Pergunta para si mesma. — Doutora Megan disse que ela irá crescer muito mais, que está muito bem.
– Bem enorme ! — Afirma e Regina sorri.
– A culpa vai ser sua se eu ficar com estrias !
– Minha ? Não fiz ela sozinho.
– Estamos atrasados. — Ela se levanta. — E eu não sei ao menos com que roupa vou agora.
– Temos aquele vestido que eu comprei.
– Ele não combina comigo e vai marcar muito minha barriga, ficará três vezes maior.
– Pare de ser chata, sua exagerada ! Então vai com uma camiseta minha e uma cueca da gaveta.
– Você só pode estar brincando comigo, né ?
– Não, não estou. Você só tem essas duas opções, então se vira.
– Ok, vou com o vestido branco. — Diz frustrada.
– Você quer esconder algo tão lindo.
– Não quero esconder nada, você que não tem um bom gosto para roupas Ladrão.
– Pelo menos seus seios estão maiores ! — Robin fala com malícia após vê-la sem sutiã.
– E doloridos também, principalmente quando você os aperta. Minha coluna está me matando. — Choraminga enquanto se vestia. — Dá para me ajudar ou não ? — Robin se levanta e fecha o zíper. Regina se vira de frente para ele e o mesmo fica maravilhado. — Obrigado.
– Você está linda, aliás, vocês duas. — Fala e deposita um beijo na colisão do bebê e em seguida nos lábios da morena.
– Vamos logo. — Regina pega na mão dele e ambos saem da mansão.
Não demorou muito para chegarem na festa, tinha muita gente e os olhares para o casal na entrada era inevitável. Marian e Elise estavam juntas conversando em um canto do local e Roland assim que os viu, foi correndo para falar com eles.
– Oi papai. — Robin o pega no colo.
– Oi campeão, seu presente está no carro viu .
– Oi mamãe Regina, trouxe meu presente também ?
– Trouxe um carro cheio deles. — A prefeita responde com uma das mãos apoiada nas costas que ainda doíam.
– Você está bonita ! — Elogia e o Ladrão põe ele no chão e o mesmo fica acariciando a barriga dela e "conversando" com a bebê. Marian ao ver a cena, se entristece, mas procura esquece-los pelo menos por hoje. Ao olhar para o lado, vê Ryan a observando e decide ir falar com ele.
– Estevão ...
– É Ryan ! — Diz sério.
– Para mim sempre será Estevão. — Marian percebe que ele ainda estava chateado. — Eu fui grossa com você naquele dia, me desculpe.
– Você já disse isso, está tudo bem.
– Não parece que está tudo bem, você está estranho. — Ela se aproxima, porém o mesmo se afasta. — Eu estava brava.
– Meu pai sempre me dizia que quando estamos com raiva, é o momento que somos mais sinceros. Vejo que ele não estava mentindo ...
– Ryan, por favor.
– Não Marian, eu entendi o recado muito bem. Não tem porque tentar, se não vou conseguir nada. Só vim para trazer o presente do garoto mesmo, passar bem. — Força um sorriso.
– Você está me evitando, quer que eu diga o quê ? Que te amo e me ajoelhe nos seus pés ? Pare de drama por favor.
– Não será necessário.
– Não, espere ... Droga ! — O homem se vira e vai embora, deixando-a sem direito de se justificar.
Já no outro lado do Granny's, a curtição era certa. Músicas infantis ecoavam por todo ambiente, crianças correndo, dançando, pulando era o que mais se via ali.
– Parabéns Elise, você fez um ótimo trabalho. — Regina se aproxima da mesma sorridente.
– Muito obrigado Prefeita Mills, fico feliz que gostou.
– Me chame só de Regina, por favor.
– Ok Regina ... Oh, como ela está crescendo rápido. Posso tocar ? — Pergunta se referindo ao bebê.
– Claro, fique à vontade. — Assim que Elise encosta sua mão na mesma, Regina sente uma fraqueza nas pernas e começa a suar frio. Se não fosse por David que estava passando ao seu lado bem na hora, tinha caído no chão.
– Regina você está bem ? Sente aqui. — Ele questiona e a ajuda sentar na cadeira mais próxima. — Respire fundo.
– Eu só ... Só fiquei fraca de repente, não sei explicar ao certo.
– Fique aqui, vou chamar o Robin. — O príncipe sai.
– Está passando mal ?
– Não Elise, já passou.
– Amor está sentindo alguma coisa ? — O Ladrão se aproxima rapidamente dela.
– Não. Acho que foi a pressão que caiu, está calor aqui.
– Tem certeza ? — O Arqueiro se agacha na altura da barriga dela e pega em suas mãos. — Não me assuste princesa.
– Vou pegar um copo d'água. — Elise se manifesta.
– Quer ir para casa ? — Ele pergunta.
– Não, acabamos de chegar. Eu estou bem, vamos curtir o aniversário, Roland ficaria chateado se eu fosse embora.
– Ele iria entender.
– Realmente só foi um susto, um mal-estar passageiro.
Elise chega logo em seguida com a água e entrega para a Rainha e resolve deixá-los a sós. Ela vai para o balcão e senta, pede uma bebida e fica apenas sorrindo com seus pensamentos.
– O que aconteceu com ela ? — Marian que observava Regina o tempo todo e viu quando ela quase caiu, não conseguiu deixar de perguntar.
– Sei lá, a pressão dela deve ter caído.
– Estranho ...
– Você já ficou grávida, deve saber melhor que ninguém que isso é normal.
– É, você tem razão. — Diz desconfiada, mas resolve não prolongar o assunto. Algo de errado tinha acontecido ali, ela só não conseguia imaginar o que poderia ser. Elise era estranha, às vezes a olhava diferente. A mulher à sua frente parecia ser outra pessoa a cada dia. Mal sabia ela que estava sendo monitorada e sobe um enfeitiço o todo tempo.
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