Use My Heart For Both Of Us.
41 Arendelle.
Notas iniciais
O gigante de pedra encarava Regina intensamente, parecia que algo o impedia de ataca-la. Era como se houvesse um bloqueio entre os dois, ele podia sentir a morena com receio. Observou também que suas mãos estavam na grande barriga, de forma protetora. Foi ai que se deu conta que não podia machuca-la, apenas bufou mais uma vez e levou sua atenção para o resto do grupo, que o olhava com medo.
Ele se virou para eles e mais estilhaços de pedras foram jogados, o bando rapidamente se espalhou, tentando calcular alguma estrategia para destruí-lo. David, Emma e Ryan tomaram a frente da situação, enquanto Hook tirava Henry dali.
– Temos que fugir. — Marian disse desesperada ao chegar perto de Regina. — Vamos.
– Eu não posso deixa-los aqui, podem morrer. — Respondeu estressada.
– Você é a mais indefesa de todos, infelizmente não tem outra escolha. — Marian a puxou e ambas saíram em disparada quando o monstro se aproximou delas.
Correram o mais rápido que conseguiram, o som do gigante ainda era presente por toda floresta que, agora estava totalmente escura. Elas já estavam perto de uma estrada, a ex-mulher de Robin avistou uma casa.
– Regina? — Gritou ao olhar para trás e não ver a morena. — Só me faltava essa! — Suspirou e andou mais um pouco de volta, o suficiente para avistar a prefeita encostada em uma árvore. Ela tinha novamente suas mãos pressionadas em seu abdômen, e uma cara de dor pode ser percebida. — Você está bem? — Marian indagou com preocupação.
– Não. — Confessou ofegante. — Está doendo um pouco.
– Não vai me dizer que vai nascer...
– Não são contrações, fique tranquila. — Falo respirando fundo. — Eu só me esforcei muito.
– Encontrei uma casa perto daqui, talvez possamos pedir ajuda.
– Não é uma má ideia. — Disse Regina. Com o apoio de Marian, ela conseguiu chegar no lugar desejado de pressa.
– Tem alguém em casa? — Chamou num tom mais alto por inúmeras vezes, sem obter resposta. Olhou para o lado e percebeu que a cara da Rainha ainda era de aflição. Marian se atreveu a quebrar o vidro da porta de entrada e abri-la por dentro.
– Você está louca? Invadir uma casa é crime! — Regina afirmou.
– Você é a prefeita, espero não ter problemas com a polícia em salvar sua filha. Ainda me pergunto por que Robin quis você... — Verbalizou sincera. Já dentro da casa, puderam perceber que pertencia a alguém que tinha um simples e bom gosto ao mesmo tempo.
– Já está passando. — Regina ainda respirando fundo falou.
– Vou pegar um copo d'água.
Apesar da residência não ser muito grande, Marian teve dificuldades em achar a cozinha. Andou por todos os cantos e quando finalmente achou o bendito cômodo, um barulho abafado a assustou. Olhou ao redor, tinha várias portas e uma delas, era da onde vinha o som. Com um pouco de medo, ela ousou em ir em direção ao mesmo esquecendo-se do que prometera a moça na sala.
Regina, percebendo a demora de Marian para voltar, decide ir até o banheiro. Ao contrário da outra mulher, ela tivera mais agilidade. Seu corpo todo doía, parecia que um caminhão tinha a atropelado. Talvez correr não tenha sido a melhor solução. Podia sentir sua pequena chutando com força, repreendendo o ato sem pensar de sua mãe.
Encontra um quarto de frente para o sanitário, ao sair dele. Novamente sua curiosidade fala mais alto, e ela entra no próprio. Totalmente decorado com tinta rosa e marrom, tudo indicara que pertencia a uma menina. Era um local lindo e que transmitia paz e conforto. Lembrou dos momentos que pintou o de Roland e de sua filha com Robin, automaticamente olhou para o anel que tinha em seu dedo. Imaginando sua pequena família ali, com ela.
A prefeita acorda de sua imaginação e aprecia a vista que o local lhe proporcionava. Admirando cada detalhe porém, algo lhe chamara a atenção. Uma delicada e linda boneca de porcelana, na estante se encontrava. Sorriu, ela não parecia ser estranha. Novamente, não se conteve em pegar a mesma. Era frágil e bela, Regina sentiu uma sensação incomoda e fixou seu olhar no objeto. Várias cenas passadas rodaram sua mente e acabou derrubando a boneca, que se arrebentou totalmente ao chão.
* – Quem é você? — Ela indagou surpresa com a mulher em sua casa, vasculhando tudo.
– Eu? Quer dizer, me desculpe senhora.
– O que está fazendo com o livro da minha mãe? — Apontou para o objeto que aparecera na bolsa da loira. — Como ousa entrar aqui?
– Por favor, não quero te machucar. — Disse assim que a viu se aproximar mais. — Você está grávida, pense nisso.
– Me machucar? Como sabe da minha gravidez, sua imunda?
...
" Quem possui magia, nunca teme em usá-la. " *
– Elise... — Sussurrou ao reconhecer a mulher nas suas lembranças. Regina conseguiu se lembrar de tudo, a boneca lhe mostrou isso. O dia da briga que ela e Robin tiveram, a desconhecida que roubou alguns fios de seus cabelos... Com seu corpo trêmulo, suas pernas ameaçaram falhar. Tentou sair do quarto mas, a porta estava trancada por fora. Algumas lágrimas ameaçaram a descer por conta do momento, ela não estava com medo e sim, ódio! Por ter acreditado novamente na pessoa errada, foi tola em pensar que a amizade da loira era verdadeira. A prefeita se encontrava novamente tentando usar sua magia, que estava muito fraca. Tentou se teletransportar porém, foi inútil. A única saída, era a janela mas, suas condições não lhe permitiram pular. Escutou um grito feminino e logo deduziu ser o de Marian. Por um momento, o desespero tomou conta de seu corpo.
– Eu vou fazer algo com você, apenas se quiser. — Elise falou serena para Marian, ambas estavam no porão aonde Rumple se encontrava.
– O que está fazendo com ele? Você... Você tem magia? — Perguntou assustada, não estava entendo nada da situação. Viu a enrolação da loira para responder e imaginou não ser algo bom. Tomando toda coragem e respirando o ar necessário, começou a correr rapidamente para fora dali.
– Maldita! — Elise começou a persegui-la pelo corredor e assim que a alcançou, a lançou contra parede. Caiu desacordada no chão e com um corte na testa.
– Socorro!– Ouviu Regina gritar.
– Não precisa ter receio de mim. — Disse ao aparecer no quarto, a morena se virou imediatamente. O olhar da prefeita era de raiva encarando a mulher a sua frente.
– O que significa isso? — Questionou nervosa e avançou em Elise, que a imobilizou com magia.
– Acredite, você não vai querer entrar numa briga comigo. Eu não quero te machucar. – Falou mais uma vez tão calma. Regina não podia falar nada, apenas observou a loira se aproximar mais dela e acariciar sua barriga. — Você só precisa confiar em mim... Eu realmente sinto muito. — Sinceridade pode ser percebida em sua voz. — Não fique com medo, ela será linda. — Um sorriso genuíno brotou nos lábios dela.
Com um aceno de mão ela desfaz o feitiço em Regina e desaparece em um nuvem de fumaça branca. Deixando-a sem reação alguma, perplexa.
Já de volta na floresta, o gigante que ainda atacava se desfaz em milhões de pedras pequenas, surpreendendo todos os três. Emma respira fundo e rapidamente já pega seu telefone para saber notícias dos outros. Hook notifica que Henry está bem e que Marian e Regina não estão com ele na casa da Snow.
– O que foi? — David que também estava com alguns machucados pelo corpo percebe a cara da filha ao desligar o telefone.
– Parece que Marian e Regina estão perdidas por ai, elas não estão com Kiliian. — Suspira. — Nós temos que acha-las.
– Vamos procurar de pressa. — Ryan diz num tom angustioso. Eles andam pela floresta por mais de meia hora e nenhum rastro é encontrado.
– Talvez elas estejam em suas casas. — O príncipe se pronuncia, após um silêncio se estabelecer.
– Vamos perguntar naquela casa, Regina está grávida, não devem ter ido tão longe. — A salvadora fala se aproximando da mesma, percebe o vidro quebrado e estranha. Ousa a entrar e logo de cara, encontra a mulher no chão.
– Marian! — Grita Ryan e corre para socorre-la. David olha para Emma, entendo o recado e começa a examinar o local. Cada um dos dois vai para um lado, a loira procurava por Regina.
– Emma! — Grita David num cômodo, o quarto em que Regina estava. Ela continua andando e vê outra porta aberta.
– Mr. Gold! — Afirma após ver o homem amarrado. — O que diabos aconteceu?
– Parece que as consequências da sua viajem do passado, chegaram. — Falou com sarcasmo ao ser liberto, as cordas que Elise usou para prende-lo, eram mágicas. Logo, deduziu que ela o soltou por livre e espontânea vontade.
– O que quer dizer com isso?
– Talvez Regina te explique melhor. — Falou saindo do porão.
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– Marta...
– O que está fazendo aqui? — Ela indaga.
– Talvez, você saiba demais para alguém que não vai me ajudar. — Elise diz se aproximando da amiga.
– Vai me matar, não vai?
– Eu jamais faria isso, você foi a única pessoa que esteve ao meu lado todo o tempo.
– Não consigo concordar com esse plano Elise, você não era assim. — Marta pega na mão da loira.
– Eu sinto muito. — Ambas já tinham lágrimas escorrendo pelo rosto. — Mas, não posso desistir agora. Já fui tão longe...
– Ainda dá tempo, ninguém sabe.
– Regina descobriu, é só questão de tempo para virem atrás de mim.
– Você pode dizer que se arrependeu, que não vai machucar ninguém. Podemos trabalhar juntas, você adora crianças e...
– Chega! — Ela altera o tom. — Eu vou conseguir minha filha de volta, não adianta!
– Mas...
– Desculpe. — Elise interrompe e a olha profundamente, a cor de seus olhos mudam por um breve momento. O livro de Cora que estava em suas mãos, some e ela sorri para a mulher a sua frente.
– Hey, a quanto tempo está aqui? — Fala após se despertar do transe.
– Pensei que podíamos tomar um sorvete.
– Acho uma ótima ideia, vamos relembrar os velhos tempos.
Flash back on.
Floresta Encantada.
– Olá Rumpelstiltskin. — Elise fala chegando na salão principal do castelo.
– Cadê a menina?
– Primeiro, preciso saber se isso é seguro.
– Não sei. — Responde rápido e a moça arregala os olhos.
– Então, não vamos fazer.
– Sua filha que decide.
– Ela é uma criança, não sabe o que é melhor.
– Eu nunca fiz isso antes mas, não me parece perigoso.
– Por que não consigo confiar em você?
– Chega de bobagens! Eu livro sua garota desse fardo de magia e você me dá esse feijão para encontrar meu filho. — Gritou autoritário.
– Eu vou chama-la.
A loira anda pelos corredores, seu coração apertado. Um mal pressentimento, suas mãos suadas. Ao chegar no quarto que sua filha dormia pacificamente, para e fica a observando. Admirando a beleza da pequena e agradecendo ao céus por ter a encontrado.
– Ally... — Sussurra sentando na cama e a sacudindo lentamente. — Hora de acordar princesa.
– Está mundo cedo. — Resmunga virando para o outro lado.
– O mago disse que ser quiser fazer isso, tem que ser agora.
– Ah, por que não me disse antes? — Rapidamente pula da cama.
– Eu estive pensando e talvez... Talvez seja melhor desistirmos disso.
– Mamãe...
– Ally, eu não estou me sentindo bem. Isso não é seguro, não sabemos as consequências.
– Mas foi você que me trouxe aqui.
– Eu sei, desculpe. Está tudo confuso porém, podemos conviver com sua magia.
– Tudo bem. — Sorri para Elise.
– Tudo? — Questiona surpresa.
– Claro! Esqueceu do juramento que fizemos uma a outra? Só fazemos algo, se as duas concordarem.
– Graças a Deus! — Elise a abraça. — Fiquei com medo de você não entender e pensar que...
– Eu nunca pensaria isso mamãe, sei que só quer o melhor para mim. Você sempre me aceitou do jeito que sou, eu só fico com medo de te machucar.
– Não precisa ter medo, você consegue controlar sua magia bem.
– Não quando tem coisas flutuando pela casa. — Ambas sorriem.
– Vou avisar Rumpelstiltskin sobre sua decisão. — Ela se levanta e Ally agarra sua mão com força. — O que foi?
– Tem certeza? — Sua filha a olha aflita.
– Confia em mim.
Elise sai do quarto e volta para o salão principal, conta para Rumple a escolha. Num primeiro momento, ficou irritado mas, a mulher lhe disse que daria o feijão mágico mesmo assim. Ele as manda embora com grosseria, por algum motivo ficou muito bravo.
– Você irá se arrepender, querida. — Rumpelstiltskin diz sorrindo ao vê-las saindo. — Ninguém quebra um acordo com o Senhor das Trevas.
Flash back of.
– Regina...
– Agora não Tinker. — Responde fitando o nada pela janela de sua casa.
– Você está bem? — A fada insiste se aproximando.
– Porque pergunta já sabendo da resposta? — Questiona irritada.
– Eu sinto muito, não pensei que Elise era esse tipo de pessoa.
– Parece que eu tenho um dom para confiar em pessoas erradas. — Sussurra com uma lágrima rolando em seu rosto. — Coloquei todos em perigo, principalmente minha filha.
– Você não tem culpa, não sabia de nada. Aliás, ninguém desconfiava do monstro que essa mulher é. Você a conhece de algum lugar?
– Não. Deve ser alguma tia minha com inveja da desgraça de vida que tenho. — Ri irônica.
– Não diga isso, você devia descansar...
– Nem mesmo se eu quisesse, conseguiria.
– Tenta, vai ser bom você esquecer disso tudo por algumas horas. — Tinker sorri e a deixa novamente sozinha no quarto.
Ela desce as escadas da mansão e lá entra Snow que, balançava Neal em seus braços, afim de faze-lo adormecer.
– Espero que ela tenha conseguido dormir — Mary diz.
– Regina está péssima. — Tinker suspira. — Por que tanta coisa ruim acontece nessa cidade?
– Também queria saber, precisamos ajuda-la.
– Eu não sei como, me sinto inútil por isso. — Confessa se jogando no sofá.
– O pouco que conheço de Elise, se mostrou ser uma pessoa boa e... Calma.
– Essa mulher sempre me pareceu estranha mas, nunca disse nada por pensar que era besteira.
– Me parece que ela possuí um interesse especial em Regina. — Snow relembra.
– Não só nela mas, como no bebê também. Sabemos que ela tem magia, talvez isso seja o que Elise quer.
– Precisamos descobrir o real motivo pelo qual ela está aqui! Se isso é verdade, acredito que elas correm perigo.
– Robin nem ao menos está aqui, com ele tudo parecia mais fácil.
– Eu sei que ele acordará logo, é só tempo e esperança para isso acontecer.
– Não sei se Regina tem esperança, já se passaram dias... Semanas! — Tinker verbaliza.
– Pelo que vejo, você também não tem.
– Você devia coloca-lo em uma das camas lá em cima. — Fala mudando de assunto e referindo ao bebê.
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– Gold. — Emma o chama assim que entra na loja de penhores.
– A que devo a visita senhorita Swan? — Diz saindo dos fundos no estabelecimento vendo-a acompanhada por Hook, David e Belle, que o olhava triste.
– Precisamos conversar sobre tudo que aconteceu ontem à noite.
– Não estou interessado. — Responde seco.
– Como não, crocodilo? – Killian se pronuncia com raiva.
– Elise tem a ver com você de alguma maneira. — David fala.
– Você estava no porão da casa dela, amarrado. — Belle o olha enfurecida. — Você tem que nos contar, a verdade dessa vez.
– Tudo bem. — Respira fundo, irritado por estar tão perto de sua amada e o mesmo tempo, tão longe. — Elise veio do passado.
– Como? — A salvadora indaga confusa.
– Oras querida, vocês a trouxeram. Tinha que ser os dois idiotas, agora ela está aqui por dois únicos motivos.
– Quais são eles?
– Por que acha que te diria?
– Pelo simples fato de que, você possa ser um dos motivos.
– Quando estavam no meu cofre mexeram numa espécie de... Urna? — Pergunta e ambos concordam com a cabeça, o pirata se dá conta de rumo da conversa.
– Ela está aqui para se vingar de você? — A princesa questiona mais uma vez.
– Não só para isso, tem outros planos que são sua prioridade agora.
– Deixe-me adivinhar... Regina? — Emma o olha curiosa.
– Sim.
– Está tudo confuso, o que diabos você e Regina fez à ela?
– A questão não é essa! E sim, temos que destruí-la. — Rumple fala impaciente.
– Ele tem razão Emma, seja lá os motivos pelo qual ela está aqui. — David aconselha.
– Está certo, como faremos isso?
– Esse é o problema, Elise é muito mais poderosa que todos aqui. A magia que possuí se transformou em negra.
– Então isso quer dizer que... Ela tinha magia branca.
– Exatamente! Com o ódio e a sede de vingança, ela foi transformada.
– Você disse que ela estava em seu cofre, numa urna por ser perigosa.
– Ela destruiu a urna.
– Não existe outras?
– Na verdade existe mas, receio que não esteja aqui.
– Não importa, buscaremos aonde for! — Emma afirma.
– Quando eu digo que não está aqui querida, é que realmente não está!
– Então está em outro reino?
– Na floresta encantada? — Hook interroga.
– Não.
– Aonde está Rumple? — Belle se aproxima dele.
– Um reino distante, chamado Arendelle.
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