Use My Heart For Both Of Us.
30 Alliance.
Notas iniciais
Flashback on
" Elise era uma mulher simples, uma camponesa comum do Reino. Uma mulher bonita, com um coração puro, humilde. Amava ajudar quando podia as pessoas da vila em que morava. Porém infelizmente a vida lhe fez estéril , e isso era devastador para ela que adorava crianças. Apesar de ter muitos amigos, a mulher se sentia muitas vezes sozinha no mundo. Ninguém ousava pedir sua mão em casamento, justamente pelo fato de não poder gerar um bebê, construir uma família.
Contudo, ela ainda tinha esperanças ... Esperança que o destino lhe concedesse a dádiva de cuidar de uma criança, na qual ela amaria com todo o seu coração. E foi exatamente o que ele fez ! Era uma madrugada fria e chuvosa quando ela ouviu um choro, por segundos pensou que era coisa de sua cabeça, que estava insana. Mas a intensidade do barulho em seus ouvidos aumentava cada vez mais e ela não conteve-se em ver o que estava causando aquilo tudo. De início, nada encontrou, a escuridão da noite e o tempo ruim atrapalhavam bastante seu campo de visão. O som era forte e insistente, parecia clamar por ajuda. De longe viu uma mulher que a observava atentamente e quando se virou para acender a luz da casa, viu algo ali que a assustou. Um cesto minusculo aonde um pequeno ser se encontrava, meio impaciente por sinal.
– Cuide dela e ame-a, ela é especial. — Disso alto a mulher misteriosa que chorava sem cessar. — Eu sei que você não irá deixá-la. — Gritou mais uma vez e logo após sumiu entre as árvores. Ela num primeiro momento ficou paralisada, completamente surpresa. Quem seria tão frio assim à ponto de abandonar um neném recém-nascido ? As perguntas invadiram sua mente em questão de minutos ... Depois de acordar de seus pensamentos de indignidade, ela pega o mesmo em seus braços e leva-o para dentro de sua humilde casa.
No dia seguinte, Elise sai cedo de casa com a pequena menina no colo. Andou por toda a vila e até numa parte da floresta em busca da família, mas não obteve resposta sobre os pais dela ou algum parente. A camponesa estava ainda assustada, não sabia o quê fazer nessa situação. Ela sempre quis isso, ser mãe, porém não imaginava que seria assim.
– Fique com ela ! — Aconselhou Marta, sua vizinha e amiga mais próxima.
– Eu não posso ... — Responde olhando para o nada.
– Mas por quê ? Esse era seu sonho ...
– Tenho medo. — Confessa. — De eu me apaixonar por ela e depois tirarem-a de mim, de seus pais se arrependerem ...
– Eu acho que você já está apaixonada, não é mesmo ? — Marta fala e Elise sorri. — Não percebe ? Eles não irão voltar, ela realmente foi abandonada.
– Eu jamais teria essa coragem. — Diz com a garotinha em seus braços que dormia pacificamente.
– O destino à trouxe para você !
– É praticamente impossível não amar alguém assim.
– O que você decidiu ?
– Acho que temos que escolher um nome para ela então.
– Temos não, você tem ! — Afirmou a amiga e logo depois saiu em rumo à sua casa, deixando-a sozinha.
– Portanto, agora ... É só eu e você ! — Fala levantando o bebê na altura de sua cabeça. — Você foi uma benção em minha vida, eu sempre sonhei com isso. — Ela beija a bochecha da pequena. "Filha, você ainda terá o prazer de ser mãe. E tenho toda certeza que você o amará e protegerá com todo seu coração!", a mulher escutava a voz de sua mãe numa lembrança distante. Quando passava noites em claro, chorando pela humilhação do dia, ela a ajudava tanto. — Minha mãe adorava Ally, sempre dizia que significava a nossa aliança ... — Conversava com a neném que já tinha acordado e a olhava profundamente. Elise não pode deixar de se encantar, os olhos da menina eram os mais lindos que já virá. A mesma transmitia uma paz sem igual, inexplicável. — Apesar de não ser algo muito comum aqui no Reino, eu te nomearei de ... Ally, uma pessoa especial merece um nome especial. Minha pequena princesa, eu te amo. — Sussurra."
Flashback of
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– Oi, cheguei ! — Roland diz assim que entra no quarto da bebê e vê Regina.
– Oi meu pequeno príncipe, como está ? — A mesma pergunta meio nervosa. Depois de todos os acontecimentos envolvendo Marian, seu maior medo era que ele a odiasse.
– Eu estou bem ...
– Tem certeza ?
– Não sei, você está triste comigo ? — O garoto pergunta.
– Eu não tenho motivos para isso meu amor e você ?
– Eu fiquei sim ... — Confessa com a cabeça baixa.
– Eu sinto muito querido, eu jamais queria machucá-la.
– Ela podia ter morrido ? — Questiona e deixa Regina sem reação.
– Sim. — Sussurra chateada. — Eu ... Eu simplesmente não consegui controlar a raiva, foi algo estranho.
– Mas ainda bem que você não a matou. — Fala inocentemente.
– Ainda bem mesmo. — A Prefeita sorri fraco. — Eu prometo que vou me desculpar com ela, eu faço tudo por você.
– Não precisa, eu sei o quão difícil é essa situação.
– Roland você tem certeza que só tem 4 anos ? — A atitude e as palavras dele a surpreenderam.
– Quase 5. — Sorri deixando suas covinhas à mostra.
– Obrigado por me entender, eu juro que não vou fazer mais nada com magia ok ?
– Papai não ia deixar mesmo.
– Verdade, seu pai me mataria.
– Mamãe ?
– Sim ...
– Como ela foi parar ai ? — Disse apontando para a barriga da morena.
– É ... — Mais uma vez ela não sabia o que responder. — Já ouviu da história da cegonha ?
– Não, como é ?
– Quando o amor de duas pessoas é muito grande, ele precisa de mais um lugar para ser preenchido.
– Ai vem a cegonha e traz um neném para você ?
– Isso, você é inteligente !
– Mas não é muito pesado ?
– Não.
– Você que escolheu uma menina ? Por causa de mim ?
– Para falar a verdade não, você teve sorte.
– Quando ela vai nascer ?
– Vai demorar um pouquinho ainda.
– Muito ?
– Parece que tem alguém aqui mais ansioso do que eu. — Sorri. — Não se preocupe meu amor, ela virá no tempo certo.
– Não demore viu ? — Roland sussurra para o abdômen dela.
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– Estevão ? — Marian diz se aproximando da mesa do Granny's aonde ele se encontrava.
– Olá Marian. — A cumprimenta e continua a folhear o jornal.
– Posso me sentar ?
– Fique à vontade. Vai querer algo ? Um café ou água ?
– Um café seria bom, gostei bastante disso.
– É, realmente é ótimo.
– Estevão ... Você está chateado ainda, não é ?
– Primeiro, meu nome é Ryan, não estamos mais na Floresta Encantada. — Sorri fraco. — Segundo, não sei o porquê que estaria chateado com você .
– Desculpe, é abito. Mas você sabe muito bem do quê estou falando ...
– Você está certa, eu fui meio precipitado em relação a ... Gente.
– Olha, eu só queria te pedir desculpas, fui grossa demais naquele dia.
– Eu sinto muito por você e Robin.
– Do que está falando ?
– Da gravidez da Prefeita, toda cidade já sabe.
– Por favor, não vamos falar nisso.
– Tudo bem, agora realmente tenho que ir.
– Sério ?
– Sim, até mais Marian. — Ryan diz por fim e sai. A mulher estranha o modo dele agir, estava diferente, parecia até que estava a evitando.
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– Já que vamos ter uma menina, temos que decorar o quarto logo. — Robin diz.
– Ainda é cedo para pensarmos nisso. — Regina fala enquanto massageava sua barriga.
– Quatro meses passam voando, olhe o quão grande ela está.
– Está me chamando de gorda ou é impressão minha ?
– Eu disse nossa filha, não você. — Ele tenta se justificar.
– Robin ! — A Rainha diz e muda de expressão rapidamente pressionando as duas mãos na colisão do bebê.
– O que foi ? Está sentindo algo ? — Ele se levanta e também encosta as mãos na barriga dela.
– Eu estou imaginando coisas ou ... Ela se mexeu !
– Ei, eu senti isso ! — Robin exclama.
– Ela parou, isso foi tão estranho. — Ela sorri com seus olhos marejados.
– Isso foi lindo ! — O Arqueiro se abaixa e deposita um beijo em seu abdômen. — Eu falei que ela estava crescendo rápido.
– Vou precisar de ajuda com o quarto dela, não tenho a mínima ideia do que fazer.
– Belle ou Tinker podem te ajudar nisso.
– Não quero um quarto todo rosa ou verde. Minha filha será uma princesa, e não uma Barbie.
– Eu poderia até rir se eu soubesse o que é isso.
– Barbie é uma boneca.
– Mas ...
– Deixa, você não irá entender. — Regina sorri e o beija.
– Quando será que ela vai mexer de novo ?
– Não sei, espero que logo. Na próxima consulta vou tirar as medidas, espero estar no peso certo dessa vez.
– Roland me cobrou hoje sobre como a bebê foi parar em sua barriga e ele não se convenceu da cegonha branca.
– Garoto esperto ! — Ela sorri novamente. — Está crescendo rápido também, daqui há 1 mês fará aniversário.
– O que acha de darmos uma festa para comemorar a data ?
– Seria ótimo, aqui em casa tem bastante espaço para isso.
– Marian não iria concordar, principalmente que é o primeiro aniversário que ela passa com ele. — Robin diz e Regina fica um pouco desconfortável.
– Talvez o Granny's seja o local ideal.
– Ele irá ficar tão feliz, desde que viu a coroação do bebê de Snow White, ficou louco para ter uma festa igual a dele e com bexigas.
– Roland se apaixonou pelos balões coloridos. — Os dois riem.
– Que tal fazermos torta de maçã ? — O Ladrão sugere.
– Não.
– Não ? Você ama isso !
– Não como mais torta desde que fiquei grávida, não consigo mais.
– Enjoada ! — Brinca.
– Enjoada nada, sua filha que faz eu colocar tudo para fora.
– Agora ela é só minha né ? — Ele agarra ela de surpresa e fica à beijando até sentir novamente um pequeno e fraco movimento de sua filha.
– Acho que ela não quer que ninguém à incomode agora.
– Ok, vamos fazer algo para comer vai ...
– Estou com fome também.
– Qual é o dia que você não está ? — Questiona e Regina fecha a cara para ele. — Estou brincando amor.
– Mãe podemos entrar ? — Eles escutam Henry bater na porta.
– Claro. — Robin se manifesta. Roland já entra no quarto e pula em cima da cama.
– Oi mamãe Regina.
– Oi meu príncipe. Oi filho, como está ? — Pergunta a Prefeita.
– Ótimo e tenho uma coisa para você.
– Para mim ? O que é ? — Ele sai e após alguns minutos volta com um buquê de rosas brancas.
– Parabéns mãe ! — Ele entrega o mesmo para ela.
– É lindo meu amor, eu estou encantada. Mas ...
– Eu sei que hoje não é seu aniversário e nem dia das mães. Isso é um presente para você apenas, por ser essa mulher incrível !
– Henry ... Eu não sei o que dizer. — Diz visivelmente emocionada.
– Aproveitei que vamos ter uma menina em breve nessa casa e quis te dar essa rosas. Brancas, porque representam paz. Mãe, obrigado por tudo que fez por mim, eu te amo ! — O jovem a abraça e a Rainha não consegue controlar as lágrimas de felicidade ao ver a surpresa que lhe preparou.
– Eu te amo, te amo muito ! Adorei esse buquê.
– É para minha irmãzinha também.
– Tenho certeza que ela adorou isso. — Os 3 à abraçam e ficaram mimando ela e fazendo carinhos em sua barriga.
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– Lindo esse momento em família, não acha ? — Elise diz assim que a imagem some de seu campo de visão por um feitiço.
– É uma pena que você irá acabar com ele. — Rumple fala com sarcasmo.
– Não duvide isso ! E aliás, já sei como vou me aproximar da nossa Rainha.
– Como ?
– Com o tempo você saberá, agora vamos ao que interessa.
– O material ? — Ele pede e ergue a mão, a mesma entrega alguns fios de cabelo que tinha retirado de Regina. Depois de poucos minutos, Rumple usa magia e de repente o frasco com o ingrediente brilha, uma luz branca intensa. — Isso responde todas as suas dúvidas ?
– Sim. — Ela sorri, mas não um sorriso de maldade e sim de esperança. — Esse bebê fará milagres.
– Devo te alertar sobre as consequências ?
– Não, eu sei exatamente o preço ... Mas nada valerá tanto quanto em ter minha filha de volta, minha Ally ! — Disse determinada.
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