Upside Down - Seddie
33 Capítulo 33 - Did we lose ours minds?
Notas iniciais
Freddie ficou parado esperando que ela dissesse alguma coisa, enquanto pensava que não adiantava nada criar um sistema sofisticado de segurança se qualquer pessoa poderia entrar lá. Patrice o encarava com o mesmo olhar de admiração irritante de sempre, ela também vestia um sobretudo que era extremamente incomum para o clima de L.A, ele até ficou com medo de pensar o que havia por baixo daquilo, mas ele não tinha tempo para essa merda, nunca teve. Ele estava ficando cada vez mais irritado por que ela não falava nada. E ela percebeu isso.
— Freddie eu...
— Patrice eu não te recebo no meu escritório, o que te faz pensar que eu quero te receber aqui em casa? — Freddie a interrompeu perguntando sem paciência.
Ela pareceu magoada, mas isso não a abalou de jeito nenhum.
— Eu vim aqui te fazer enxergar que você está cometendo um erro. — Ela disse com os olhos vidrados, Freddie se sentia num filme de terror ruim. Era só que faltava mesmo. — Ele não se deu ao trabalho de responder então ela continuou. — Eu acho realmente que você está perdendo tempo com aquela... — Freddie lhe lançou um olhar de advertência e ela se conteve. — Garota.
— Patrice quem te deixou entrar aqui? — Ele perguntou, tentando se lembrar do nome dos dois seguranças da propriedade que seriam demitidos.
— Você não ouviu o que eu disse? — Ela perguntou frustrada.
— Ouvi, mas o que te faz pensar que eu ligo pra sua opinião? — Freddie perguntou cruzando os braços. — Sério Patrice eu te conheço desde quando éramos crianças, nem quando viramos adolescentes me interessei, nem quando me divorciei, eu passei 2 anos solteiro e não te procurei. Não vai ser agora.
Patrice deu um longo suspiro e ama lágrima escorreu de seus olhos, mas ele nem sequer sentiu pena, não era como se ela não soubesse de nada disso, pra ele Patrice era só a amiga irritante de Missy que ele tinha que tratar com educação quando eles eram casados e nada mais ele sempre percebeu um olhar diferente para ele vindo dela, mas ela não era a primeira nem a última amiga dela que havia dado em cima dele, mas eventualmente elas paravam e a Patrice só voltou a demonstrar interesse por ele depois que ele apareceu com Sam.
Ela se levantou e Freddie suspirou aliviado achando que ela iria embora, mas ela começou a desamarrar o sobretudo e seus olhos ficaram do tamanho de pratos, ela não estava totalmente nua, mas usava uma lingerie preta muito extravagante. Talvez em sua adolescência ele tivesse tido algum sonho assim, mas agora ele só achava patético. E mais patético ainda era o fato de que Patrice era bonita e não precisava se humilhar dessa forma por ele, por que ele tinha certeza que outros homens se matariam para estar no lugar dele.
— Você pode achar que não me quer, mas como você sabe? — Ela perguntou sorrindo. — Eu sei que você sentiu alguma coisa com aquele beijo. — Ela disse se aproximando dele.
Freddie balançou a cabeça confuso? Ele nunca tinha beijado Patrice a não ser uma vez num jogo da garrafa em que eles eram adolescentes.
— Agora você tá parecendo mais louca que o normal. Por que você não vai gastar dinheiro e fazer cirurgias plásticas? Ou sei lá o que vocês socialites fazem? Minha namorada tá chegando e eu realmente tenho mais o que fazer... — Ele disse se virando para sair da sala mas ela correu até ele o segurando pelas costas.
— Por favor Freddie. — Ela começou a dizer, mas se soltou virando para ela.
— Não Patrice para! Eu não te quero, vai embora da minha casa! Se a Sam te ver aqui eu não vou impedi-lá de fazer nada com você por você merece. Que loucura é essa? Você não tem amor próprio? — Freddie riu. — Claro que não sendo amiga da Missy não tinha como, mas isso não é problema meu.
— Quem sabe se eu fosse loira, pobre e mal educada, você me desse uma chance não é? — Ela cuspiu cheia de ódio.
— A cala boca! A Sam é uma pessoa mil vezes melhor que você em absolutamente tudo. Você não me atrai em nada e isso o dinheiro não compra. — Debochou Freddie.
— Você só pode estar louco em achar que aquela coisa que cheira a pobreza é melhor que eu, você pode até ter enfeitado ela mas você sabe que no fundo ela não é como nós. — Reclamou Patrice.
Freddie riu alto dessa vez. — Vai embora daqui Patrice eu vou chamar a polícia, vai se tratar sério. Pega o dinheiro do seu pai, paga uma terapia some da minha vida.
— Não Freddie por favor eu te amo! Desde sempre, o que eu tenho que fazer para que você me ame droga?
— Bom primeiro você precisa estar viva... — Quando os dois se viraram puderam ver Sam com sua mochila encostada na porta.
Freddie prendeu sua respiração por um momento, ele realmente estava aliviado que ela estivesse ali, mas ele não queria que ela se estressasse com Patrice não valeria a pena e ele sabia como o sangue de Sam era quente.
oOo
Seu vôo havia sido uma droga, desde a hora que ela havia posto os pés naquele jatinho. Eles saíram de Seattle sob uma chuva quase torrencial ela não sabia explicar como eles haviam sido liberados para decolar naquele tempo, tudo por que ela teve a brilhante ideia de pedir para adiantar a viagem para que ela surpreendesse Freddie e já havia sido ruim o suficiente se despedir de Melanie. Mas ela viveu as piores duas horas de sua vida sozinha naquele avião pequeno já que Brad passaria o resto da semana em Seattle. A tripulação não havia conseguido comprar comidas a tempo para o vôo então a única coisa que ela queria era chegar em casa tomar um banho, comer algo e matar a saudade que ela sentia de Freddie, não necessariamente nessa ordem. Quando o avião pousou, ela teve que pegar um táxi pois não tinha como um carro estar lhe esperando já que ela havia chegado um pouco mais cedo que o previsto.
Ao chegar na casa de Freddie ela notou uma movimentação estranha dos seguranças, que ficaram mais temerosos ainda em vê-la, mas como ninguém disse nada ela entrou na propriedade, pagou o táxi e caminhou até a entrada principal. Antes de entrar ela viu seu reflexo rapidamente no visor do celular e satisfeita com o que viu entrou em casa, mas ouviu a voz de Freddie e a de outra pessoa, uma mulher e por ter reconhecido a voz de Patrice ela já estava irritada. E ela ficou mais irritada quando chegou onde estavam e viu que ela estava só de lingerie. O quão ridículo isso poderia ser? Freddie estava irritado e pelo que ela ouviu ele não a queria ali. Menos mal, ela pensou era só que faltava ela voltar de viagem e Freddie ter decidido que não a amava mais. Ela ficou ouvindo até que Patrice perguntou o que ele precisava fazer para que ele a amasse. Então ela não poderia mais ficar calada vendo aquela bizarrice.
— Bom primeiro você precisa estar viva... — Ela disse olhando atentamente para Patrice quando os dois se viraram puderam ver Sam com sua mochila encostada na porta. Ela teve um pouco de humor para sorrir para Freddie, pois estava feliz em vê-lo novamente, mas em sua maioria ela estava irritada. Muito irritada. Ela notou que Patrice tentou muito não demonstrar medo, mas ela falhou quando Sam sorriu para ela também.
Um sorriso gélido que Freddie nunca tinha visto antes e que a loira raras vezes usava, ela pensou que isso havia morrido com sua adolescência criminosa em Seattle, mas pelo visto não.
— O que ela está fazendo aqui? — Patrice perguntou ignorando a ameaça.
Freddie pareceu sair de seu estado de torpor e correu até Sam abraçando-a.
— Amor, você chegou cedo! — Ele disse em um tom de voz muito semelhante ao de alguém que foi pego fazendo algo muito errado, para sorte dele ela sabia que ele não havia feito nada de errado.
— Eu moro aqui. — Sam disse simplesmente respondendo à pergunta de Patrice fazendo a confiança da morena quebrar-se mais um pouco e isso era só o começo.
— Sammy... — Freddie disse frustrado com um olhar suplicante em seu rosto, ele provavelmente ia começar a se desculpar, mas Sam apenas levantou a mão lhe dando um olhar tranquilizador.
— Freddie eu preciso conversar com a Patrice a sós por um momento, você pode nos deixar sozinhas por um momento? — Sam perguntou com toda calma do mundo.
— Garota se enxerga, eu não vou conversar com você. — Patrice disse alarmada. E Sam logo notou o medo em sua voz.
— Sam você não tem...
— Calma, está tudo bem, eu só preciso conversar com ela. — Sam disse com a voz firme.
— Freddie não me deixa sozinha com essa marginal! — Patrice pediu e Sam sorriu.
— Eu não vou matar ela, não vale a pena. — A loira disse para ninguém em especial, apenas estava se convencendo disso.
Sam passou por ele enquanto sentava-se no sofá aguardando Freddie sair, ele sabia que era uma batalha perdida e ele não queria irritá-la mais, ele sabia que ela estava com raiva mesmo sabendo que ela estava se esforçando muito para não demonstrar ele só esperava que aquela noite não acabasse numa delegacia.
— Tudo bem, eu vou lá fora falar com uns seguranças. — Ele disse um pouco nervoso.
— Freddie! Por favor. Não me deixa aqui. — Patrice pediu imóvel.
— Eu te avisei Patrice. — Ele disse olhando para Sam que sorriu para ele tranquilizadoramente e lhe jogou um beijinho no ar, aquilo era assustadoramente estranho, mas mesmo assim ele se virou e saiu.
Sam então se virou para Patrice que pareceu sair do transe parecia prestes a sair correndo a qualquer momento.
A loira viu ali perto o sobretudo jogado no chão então pegou e jogou para Patrice que se vestiu.
— Eu espero que você não esteja pensando em sair correndo. — Sam sorriu. — De verdade eu só quero conversar, eu sei que você é uma garota inteligente, bom nem tanto. Mas vai me ouvir.
Patrice engoliu em seco.
— Senta aqui do meu lado. — Ela bateu no estofado do sofá. — Eu quero olhar bem pra sua cara de vagabunda enquanto eu penso em razões para não cometer um crime e claro entender tudo isso, parece que eu caí de paraquedas.
Patrice não se mexeu então Sam revirou os olhos.
— Senta cadela eu não tenho o dia todo! — Sam falou mais alto e Patrice correu se sentando ao lado de Sam. — Eu acho que já passou da hora de termos essa conversa, de mulher para mulher. Então deixa eu ver se eu entendi, você é a melhor amiga da Missy e é apaixonada. — Sam fez aspas com os dedos. —Pelo ex marido dela?
A resposta não veio de imediato, mas Sam massageou as têmporas impaciente.
— Ela nunca amou ele. — Patrice disse.
Sam sorriu. — Disso eu sei, e pelo visto não ama ninguém, incentivar sua melhor amiga a se humilhar desse jeito por alguém é no mínimo cruel.
Patrice arregalou os olhos surpresa, ela estava se perguntando como Sam sabia disso, mas ela deve ter ligado os pontos ou algo assim, pensou...
— E-ela não me incentivou a nada... E sabe do que mais? Eu nem deveria estar falando com alguém como você, o Freddie pode gostar de gente do seu tipo, mas eu não! — Patrice cuspiu tentando ofender Sam.
Sam revirou os olhos.
— Se toca garota quem estava agora pouco se humilhando por alguém que não te quer é você, eu posso ser pobre e tudo mais, só que ele me ama, a única ridícula aqui é você! E eu vou te avisar pela última vez, fica longe dele.
— Você me vê como ameaça é isso. Ele pode te encher de joias, de roupas de grife, mas você nunca vai ser do mesmo nível que o nosso, isso. — Ela apontou para Sam de cima abaixo. — Não camufla o fedor de pobre que você tem. Faz um favor pro Freddie por que ele não tá pensando direito e vai embora, você não pertence aqui nem nunca vai. — Patrice disse com ar vitorioso.
Sam só conseguiu balançar a cabeça horrorizada com aqueles absurdos, ela na verdade não estava chocada ela havia tido sorte em conhecer pessoas como Freddie e Carly que eram uma exceção naquele meio. Seu sangue estava fervendo de raiva ela sabia que Patrice ia jogar baixo para atingi-la, mas nem tudo que ela disse ali era mentira, se ele não tivesse lhe enchido de joias e roupas caras ela jamais passaria despercebida por eles. Todas as suas inseguranças voltaram com força total, Freddie havia dito que a amava, mas até quando? Ele poderia acordar um dia e decidir que ela não era mais suficiente para ele...
— Você sabe que é verdade ele só está se distraindo, mas nós duas sabemos que isso não vai muito longe. — Patrice disse tirando Sam de seus pensamentos.
—Tá bom Patrice. Pode ser verdade, eu só falei essas coisas pro seu próprio bem, agora é só um nariz quebrado, depois pode ser sei lá uma perna, um braço. — Sam disse calmamente.
— Que nariz quebrado? — Patrice perguntou rindo.
— Esse. — Sam disse e então lhe deu um soco bem no nariz. Foi muito forte, por Patrice estar bem a sua frente que foi possível ouvir o crack. Patrice não esperava por isso.
Logo em seguida o grito de Patrice rompeu o ambiente, Sam viu quando ela tocou a face enquanto o sangue escorria e ela chorava, ela sorriria se não estivesse tão irritada.
— Sua vadia suja!! — Patrice disse aos prantos com as mãos tremendo, Sam viu seu nariz pulsar enquanto gotas de sangue pingavam no carpete caro de Freddie. Seu relacionamento com Freddie poderia até não durar, mas já tinha válido a pena, só por ela ter quebrado o nariz de uma vadiazinha invejosa.
— Eu sei como fazer parar de doer. — Sam disse muito calmamente. — Mas sério eu não quero te ver mais nem nos mesmos lugares que eu o Freddie estivermos. Ele não te quer Patrice e nunca vai querer, mesmo que eu não tivesse aparecido, mesmo que você fosse a última mulher da face da terra! Para de ser burra!! Manda a Missy vir aqui fazer o próprio servicinho sujo dela, por que se eu te ver aqui de novo esse nariz quebrado vai ser o menor dos seus problemas. — Sam disse por cima do choro escandaloso de Patrice.
Quando a garota parou de se revirar no sofá de dor ela segurou seu rosto com as mãos e apertou bem forte o nariz de Patrice com os dedos fazendo a garota se contorcer mais de dor.
— Entendeu?
— Sim! — Patrice disse gritando em seguida.
Freddie entrou no cômodo correndo com os outros seguranças olhando embasbacado para cena.
— Tudo bem baby. Eu tenho tudo sob controle, infelizmente Patrice escorregou e bateu com o rosto no chão eu tentei ajudar. — Sam disse fazendo sua voz mais triste.
Freddie nunca esteve tão chocado em toda sua vida e ele não conseguia acreditar em uma palavra do que ela estava dizendo. Mas estava aliviado e com certeza Patrice havia merecido.
— Patrice vai agora pegar um táxi e vai embora e está muito grata por você não prestar queixa por ela ter invadido a propriedade. — Sam disse apertando o nariz da garota mais forte.
Patrice concordou em meio a mais gemidos de dor.
— Você pode colocá-la num táxi por favor? — Sam perguntou a um segurança grandalhão ao lado de Freddie. Que se prontificou a ir até onde Patrice e ajuda-la até a saída.
Quando Sam a soltou e a garota saiu da vista deles ela olhou para as mãos sujas de sangue e respirou fundo. Poderia ter sido bem pior, pensou. Então ela se virou subindo para o quarto deixando Freddie parado no meio da sala, mas ele logo a seguiu quando ela saiu.
— Sam! — Freddie chamou, mas ela ignorou e continuou andando. — SAM! — Ele chamou novamente. — O que houve? O que foi aquilo?
— Agora não Freddie eu tenho que tomar um banho e lavar o sangue dessa p- pessoa das minhas mãos. — Ela disse quase alcançando a porta do quarto deles, mas ele a virou antes.
— Amor. O que foi que aconteceu? Você está agindo de um jeito estranho desde que colocou os pés aqui em casa, parece sobrecarregada. — Ele disse preocupado, e sim de fato ela estava, a conversa com a mãe dele, o novo relacionamento de Melanie, a viagem horrorosa, Patrice ter lhe lembrado que ela era um lixo comparado a ele... Só era demais para assimilar.
Ela olhou pra ele e suspirou, ela não conseguia mais mentir para ele, mas ela não queria falar de sentimentos naquele momento de cabeça quente e sobrecarregada, Freddie não havia sido nada além de maravilhoso com ela desde que ela chegou e ela simplesmente não achava justo descontar nele. Ela sabia que não seria fácil, desde o começo.
— Baby, eu to ainda um pouco nervosa com tudo que aconteceu e temos um monte de coisas pra conversar, eu ficarei melhor depois que tomar um banho. Eu tenho certeza que você preparou algo especial pra hoje eu só preciso de um tempo sozinha antes.
— Sam não faz isso comigo. — Freddie disse parecendo angustiado.
— Eu não tô fazendo nada.
— Tá sim, você tá me afastando e eu nem sei o que fazer, por que não sei como a Patrice entrou na sua mente! — Freddie disse alarmado.
— Ela falou muita bobagem, mas algumas coisas realmente eram verdades... Mas eu não quero falar sobre isso agora. Por favor.
— Sam...
— Por favor Freddie. — Ela pediu uma última vez suplicando internamente que ele aceitasse, por que ela não achava que seria capaz de pedir de novo sem chorar, ela havia segurado todo esse tempo e não queria desabar na frente dele.
Muito contrariado Freddie acabou aceitando, mas não sem antes lhe dar um beijo casto nos lábios que ela não se preocupou em retribuir por que estava à beira de desmoronar em lágrimas. Ela se separou dele se virou e correu até o banheiro trancando a porta, e ela nunca trancava a porta.
Primeiro ela correu até a pia, para lavar as mãos e foi um terror por que parecia que o sangue de Patrice estava impregnado na sua pele ela nem percebeu quando as lagrimas começaram a cair copiosamente, ela não queria chorar alto para não chamar a atenção de Freddie e sua cabeça já doía de tanta força que ela fazia pra impedir isso, ela odiava chorar por que ela nunca tinha controle sobre isso facilmente ela poderia lembrar de outras milhares de coisas que a deixavam triste que ela havia tão perfeitamente escondido em diversas camadas dentro de si.
Ela terminou de lavar as mãos tentando controlar esses pensamentos, e foi até o chuveiro, a água gelada correndo por seu corpo sempre a acalmava. Mas quando ela abriu o chuveiro ela sentiu como se fossem milhares de agulhas caindo em sua cabeça, ela estava perdendo o controle trancada sozinha naquele banheiro, ela não queria que Freddie a visse daquele jeito nunca, “não, não, agora não” ela repetia baixinho para si mesma.
Ela olhou para suas mãos através da agua e viu que tremiam muito. Ela estava muito longe de sua irmã para que ela a ajudasse. Então ela ia ter que lidar com isso sozinha. Ela desligou um pouco o chuveiro e começou a fazer exercícios de respiração que Melanie havia lhe ensinado, faziam tantos anos, mas ela lembrava de todos. Ela não sabia dizer por quanto tempo ela havia feito, mas apesar de sentir seus olhos inchados ela sabia que havia parado de chorar, então ligou o chuveiro novamente.
Já mais calma, ela agradeceu muito internamente por Freddie não ter tentado entrar no banheiro por que isso poderia colocar tudo a perder. Ela terminou seu banho e saiu do box e indo para pia olhando seu reflexo. Ótimo era nítido que ela havia chorado suas pálpebras estavam inchadas e vermelhas, mas pelo menos a choradeira havia parado.
Sam estranhou muito ter tido uma crise como essa, por que ela não tinha uma há anos. A primeira foi quando ela soube o diagnóstico de Melanie e as duas tiveram acompanhamento psicológico na época e as crises pararam depois de um tempo, mas claro fazia muito tempo que ela não ficava exposta a um estresse desse tipo. Ela balançou a cabeça torcendo que maquiagem resolvesse sua situação.
Quando abriu a porta ela encontrou Freddie sentado na cama olhando diretamente para ela, na verdade ele parecia super preocupado e ela sabia que ele estava ainda mais depois de olhar para ela e ver que ela havia chorado.
oOo
Depois que ela se trancou no banheiro Freddie se desesperou um pouco, ele nunca tinha visto ela chateada daquele jeito e não fazia ideia do que fazer, pra quem ligar, como ajudar... Ele odiava a sensação de impotência, ele queria derrubar a porta do banheiro e estar ali para ela, mas ele sabia que ela precisava de espaço, então ele se sentou na cama, mas não aguentou muito tempo, depois tentou ouvir atrás da porta, mas ele não ouvia nada, novamente tentou manter a calma. Desceu, bebeu uma água, subiu de novo e finalmente ouviu o som do chuveiro ligado, ele saberia que bateria naquela porta a qualquer momento, ele não iria se aguentar, mas então ela pensou que ela poderia ficar mais tempo ali dentro se ele a incomodasse. Então ele sentou novamente na cama pelo que pareceram horas finalmente ela saiu do banheiro de cabelo molhado, mas diferente do que ele imaginava, ele nunca tinha a visto daquele jeito, Sam não era o tipo de garota que chorava, então aquilo o deixou bem surpreso e ao mesmo tempo impotente por não ser capaz de impedi-la de chorar. Ela passou por ele sem dizer nada e foi até o closet, ele se levantou e foi até ela, ele observou Sam se vestir mecanicamente sem dizer nada ela era tão bonita, ele se achava muito sortudo, e torcia para que ela nunca se cansasse dele.
— Então como devo me vestir? Pro que você preparou hoje? — Ela perguntou e ele foi tirado de seus pensamentos dando graças a Deus que ela havia falado com ele. Bom se ela não quisesse falar ele não iria pressionar mas esperava que eles conversassem durante o jantar, como já era um costume entre eles.
— Você que sabe linda, mas vamos jantar no deck... — Ele disse.
Ela sorriu de modo genuíno pela primeira vez.
— Hum parece especial. — Ela disse caminhando até ele de calcinha e sutiã e mesmo de olhos inchados e nariz vermelho ela era ainda a coisinha mais sexy que ele já havia visto, ela o abraçou pelo pescoço e ele segurou sua cintura como de costume.
— Vai ser romântico também. — Freddie avisou com sua voz sedutora percebendo que o clima estava menos pesado entre eles.
— Eu adoro romântico. — Ela disse após muito tempo perdida em seus lábios, no avião a caminho de casa ela já sonhava em beijá-lo como queria de verdade, mas bom as coisas não saíram como o esperado e agora ela só tinha o desejo e a lembrança. — Acho que vou usar um vestido e por baixo? — Ela perguntou inocentemente, mesmo sem absolutamente nada de inocente naquela pergunta.
— Acho que não faz muita diferença. — Freddie respondeu. Para logo em seguida seus lábios tocarem os dela de um modo completamente diferente do beijo do corredor quando ele tomou os seus lábios com luxuria seu corpo se juntou mais ao dela, que ansiava por retribuir, eles saboreavam o modo como seus lábios se massageavam e logo Sam sentiu quando a língua dele tocou seu lábio, pedindo permissão para estar na boca dela. Freddie sabia exatamente como beijá-la só ele e mais ninguém ela amava tudo que ele fazia o encaixe deles era tão perfeito e quando ele mordiscava seu lábio para logo em seguida beijá-la de novo sem perder o ritmo, era o tipo de coisa que a fazia esquecer completamente de tudo. As mãos de Sam seguram o pescoço dele com mais força, e quando as mãos dele puxam seus quadris mais para perto dele, os dela se projetam para frente num ensaio do que ela queria que acontecesse em seguida, e sim ela queria tanto, e ele pelo visto também, pois ela sentiu sua dureza bem em seu centro e isso lhe fez perder os sentidos.
— Acho melhor você se arrumar eu vou tomar um banho. — Ele disse se separando dela quando a sua ereção começou a ficar dificilmente dolorida.
Sam o encarou com uma raiva fingida, mas ela estava animada para os planos daquela noite.
— Tudo bem, mas vai logo antes que eu mude de ideia. — Ela disse ouvindo a risada de Freddie até depois que ela a deixou sozinha no cômodo.
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