Upside Down - Seddie

38 Capitulo 38 - Break Point.


Notas iniciais
Oi! Queria muito agradecer pelos comentários no ultimo capitulo postado, irei responder todos, estou postando aqui meio na pressa, por causa do tempo, mas muito obrigada de verdade por não abandonarem a fic! Bjs

Pov Geral

Primeiro Carly havia comentado sobre o evento e Sam logo imaginou que seria um desses eventos chatos com muita gente esnobe, muita diplomacia, então não deu tanta importância. Mas ai a mãe de Freddie havia chegado de Seattle justamente para esse evento e só então Sam soube que era algo importante que as damas da alta sociedade norte americana participavam, e aparentemente como era a primeira vez que ela participava existia essa tradição idiota de levar uma sobremesa para que fosse leiloada Sam poderia comprar uma no caminho do evento, mas ela queria impressionar a senhora Benson o relacionamento delas havia progredido bastante nem Freddie estava acreditando que elas estavam se dando tão bem então ela decidiu fazer uma, ou melhor tentando.

— Freddie! Para de fazer isso! Você vai estragar tudo!

Freddie congelou quando se virou para olhar para Sam. Ele estava em sua cozinha observando-a preparar uma sobremesa que ela ia levar para o evento que ia com sua mãe, ele estava orgulhoso do esforço que estavam fazendo para se darem bem. Ela estava cortando morangos e outras frutas e ele não pôde deixar de roubar um dos pedaços da tigela que ela estava colocando dentro.

— É só um morango Sammy!

— Isso foi o que você disse cinco morangos atrás! — Ela reclamou.

Freddie revirou os olhos. — Eu não entendo qual é o grande problema de você dividir alguns morangos comigo.

Sam se virou enquanto ia até a geladeira para pegar o chantilly e o creme de baunilha que havia feito.

Quando ela pegou uma colher de uma gaveta, ela se virou para ele dizendo: — Pra inicio de conversa, você nem pode comer morangos sua mãe disse que você é alérgico, eu não quero ela me culpando quando a coceira aparecer.

Freddie engoliu a fruta que estava mastigando e disse:

— Eu não tenho alergia a morangos, nunca tive, minha mãe me fazia comer purê de frutas aos quinze por que achava que comer fruta normal podia me matar.

Sam sorriu alto na cozinha. — Se a gente estudasse junto você estaria tão ferrado.

Um sorriso lento se espalhou pelo rosto de Freddie. — Ah tá. — Disse ele. — Você provavelmente seria afim de mim como todas as outras.

Sam zombou: — Talvez sim, mas isso não me impediria de puxar sua cueca e roubar o seu purê de frutas.

— E eu não teria problemas em dividir meu purê de frutas com você Sam. — Ele disse galanteador, tentando imaginar como seria sua vida escolar num colégio público com Sam.

Ele estava a ajudando por que sabia que ela estava nervosa, era o primeiro evento que ela ia sem ele e com sua mãe e Carly havia feito uma viagem de ultima hora. Então ele não queria que ela ficasse muito preocupada com isso e se possível se divertisse com sua mãe.

Ele se aproximou dela, pegando a colher de suas mãos e colocando-a ao lado da tigela de chantilly. Freddie se inclinou e a beijou gentilmente. — Sam. Eu entendo que você não quiser ir esses eventos são chatos...

Sam sorriu quando colocou os braços em volta do pescoço dele e disse: — Sim, mas eu quero ir, são só algumas horas e sua mãe até que é legal, eu adoro quando ela me mostra suas fotos de bebê.

Freddie fez uma cara feia. — Uma vez ela mostrou essas fotos pra todo mundo lá da escola, foi um pesadelo. — Ele respondeu e então sorriu.

— Pensando melhor, não sei se conseguiria pegar no seu pé tão bem quanto a sua mãe.

Ele a encarou enquanto ela mexia um pouco o creme. — Você é boa nisso. — Disse ele de repente.

— Boa no que? — Perguntou ela alheia.

— Cozinhar amor. Você é boa nisso...

— Bom eu acho que depois de anos só comendo eu tinha que aprender alguma coisa. — Ela disse modestamente.

— Não Sam, sério, você é muito boa nisso, eu ainda penso naquela lasanha que é igual ou até melhor que a do Pini´s e você nem se esforçou. Você poderia tentar conciliar isso com seu emprego de modelo e de repente abrir um restaurante? — Sugeriu ele.

Sam sorriu incrédula.

—Você tá maluco nerd, eu nem cozinho tão bem assim.

— Cozinha sim, e se você gosta deveria investir nisso, pode fazer alguns cursos e ninguém vai dizer que você não é boa o suficiente pra isso.

Sam o encarou. — Você acredita realmente nisso?

— Sim eu acredito em você, e eu sei que você gosta de tirar fotos pro Nevel, mas...

— Na verdade eu não gosto tanto assim, eu só me acostumei. — Ela disse.

— Então amor? E você pode viajar e fazer especializações e você vai virar uma grande chef! — Freddie disse empolgado, ele sabia que Sam era boa ela só precisava de incentivo.

Sam ponderou, quando ela era mais nova sonhava em virar uma chef de cozinha, o próprio dono do Pini´s a havia incentivado, mas a vida aconteceu e a doença de Melanie e isso foi reprimido e esquecido como muitos de seus sonhos, então Freddie aconteceu e ele sugeriu que ela fosse modelo e ela aceitou, mas a sugestão dele parecia tão certa.

— Ai Freddie eu não sei, não parece meio tarde pra isso?

— Sam, o Gordon Ramsey só abriu o primeiro restaurante aos 31 anos e nunca é tarde para você fazer o que realmente gosta.

Sam sorriu seu namorado era uma Wikipédia ambulante. — Eu acho que você ta viajando.

— Amor só pensa nisso, você pode finalmente fazer algo que você gosta e é boa... Promete que vai pensar... — Pediu ele.

— Tá bom Benson, vou pensar, mas não fica muito empolgado não.

— Quem que tá empolgado aqui? Não tem ninguém empolgado aqui. — Ele disse brincalhão.

— Você já está criando expectativas eu tenho certeza, mas pode ir parando por que eu disse que vou pensar.

— Ótimo, por mim tudo bem, mas pensa bem...

— Vou pensar.

— Ok.

— OK!

— E você se sujou aqui. — Ele estendeu a mão e pegou um pouco de creme chantilly que estava em sua bochecha. Antes que ele pudesse limpar, Sam se abaixou e capturou seu dedo em sua boca, sugando o creme.


— Humm realmente está muito bom. — Ela disse enquanto puxava o dedo entre os lábios.

Ela fez isso sem pensar de brincadeira, mas quando ela olhou nos olhos de Freddie, havia desejo em vez da faísca de riso que ela estava esperando ver.

— Acho que vou ter que descobrir sozinho. — Disse ele.

Sem tirar os olhos dela, ele pegou a colher que ela havia acabado de colocar no balcão e gentilmente espalhou um pouco de chantilly no pescoço dela. Sam pensou que seu coração ia sair em sua boca e deu um gemido suave quando sentiu a língua dele lamber o creme chantilly.

— Sim realmente delicioso. — Disse ele, retirando-se do pescoço dela.

Freddie a encarou intensamente e Sam pensou que seu corpo pegaria fogo pelo calor do olhar dele, mas ela respondeu com algum calor próprio. Seus dedos foram para os botões de sua camisa, desfazendo-os todos, deixando suas unhas seguirem em direção ao seu umbigo. Ela pegou a colher da mão dele e mergulhou-a na tigela, espalhando um pouco do creme ao redor de sua barriga e levando-o em uma linha em direção ao seu peito. — Eu acho que tenho que provar de novo. — Disse ela. — Você sabe, só para ter certeza.

Ele respirou fundo quando ela se abaixou na frente dele, abrindo mais a camisa. Ele assistiu enquanto sua pequena língua lambia o círculo de creme, ele podia sentir suas mãos em seus quadris enquanto ela subia seus olhos nunca deixando os dela até que ela estava em pé na frente dele novamente.

Freddie engoliu em seco e permitiu que apenas um segundo se passasse antes que ele esmagasse seus lábios contra os dela. A língua Sam entrou e saía de sua boca fazendo os movimentos habituais de beijos entre eles e ela se afastou apenas por um momento para dizer: — Você tem gosto de morango.

Ele riu.

Freddie colocou a mão atrás da cabeça dela, trazendo o rosto dela para o dele mais uma vez, seus lábios sob os dela enquanto ele a movia para trás até que ela bateu em um balcão. Suas mãos percorreram suas costas até que estavam segurando seu traseiro firme e ele a ergueu um pouco para que ele pudesse sentir seu corpo pressionado contra o seu. Ele moveu a boca para o pescoço dela novamente, lambendo e chupando a carne tenra até que ele pudesse senti-la arqueando contra ele.

Sam soltou um suspiro quando sentiu Freddie levantá-la sobre o balcão, ela agradeceu pela mãe dele ter saído ou aconteceria mais uma cena constrangedora entre eles. Ela ergueu os braços quando ele tirou a blusa que ela usava, as mãos ao redor dela para tirar a única roupa que ficava entre ele e seu destino. Sam podia sentir sua respiração vindo rapidamente e Freddie teve certa dificuldade em arrancar seus olhos da magnífica visão de seus seios arfantes, mas o fez rapidamente para pegar a tigela de chantilly.

Freddie mergulhou os dedos, pegando um montão e se virando para espalhar carinhosamente em cada um dos seios dela.

Um sorriso perverso se espalhou por seu rosto quando ele baixou a boca para o primeiro, sua língua lambendo o creme até finalmente pegar a ponta endurecida em sua boca e chupá-la até não mais restar. Ele repetiu a mesma ação com o outro seio e foi recompensado pelo som de Sam gemendo seu nome com tanto prazer que ele pensou que poderia ter que acabar com sua diversão e levá-la naquele momento. Sam envolveu as pernas em torno dele, suas mãos passando por seu cabelo enquanto sua boca se movia sobre ela. Ela sentiu como se pudesse derreter direto no balcão da cozinha. Seus olhos se abriram e ela encontrou os castanhos de Freddie perdidos em satisfação. Ele havia feito isso como uma espécie de disputa de vontades, ela não ia perder tão facilmente.

Os olhos de Freddie se arregalaram quando Sam se empurrou contra o peito dele, forçando-o de volta contra o outro balcão. Ele viu quando ela pulou para baixo, a tigela de creme batido em suas mãos. Como um gato perseguindo sua presa, ela se aproximou dele e o beijou, abrindo a boca para ele até que ela pudesse sentir sua língua.

Ela aproveitou o momento e começou a chupá-lo.

Dessa vez quem gemeu foi ele, ele podia sentir sua mão livre descendo pelo peito em direção ao cós de sua calça, observando enquanto ela colocava a tigela de chantilly no chão para que pudesse puxar suas calças para baixo em um movimento rápido, felizmente ele não estava usando cueca aquela manhã.

Seus olhos se arregalaram quando ele percebeu sua intenção. Ele observou enquanto ela espalhava creme para cima e para baixo em seu comprimento endurecido e amaldiçoou alto enquanto sua língua subia e descia pelo lado dele até que o único creme que permaneceu estava em sua ponta latejante.

Ela colocou a mão ao redor dele quando ela finalmente levou tudo dele em sua boca, sua língua chupando e lambendo ao mesmo tempo. Freddie se permitiu por alguns segundos se perder no prazer que ela estava lhe proporcionando, mas não aguentou mais e caiu de joelhos na frente dela.

Ele a puxou para ele, suas bocas se encontrando em um frenesi. Ele empurrou-a de volta suavemente até que ela estava deitada diante dele, seus lábios nunca deixando os dela enquanto ele tirava o short que ela usava e sua calcinha. Enquanto ele continuava a beijá-la, seus dedos demoraram-se perto de sua entrada, apenas roçando e ele podia sentir seus quadris se elevando contra os dele em antecipação. Ela gemeu novamente e ele finalmente tomou misericórdia, deslizando um dedo dentro dela, e ele quase perdeu o juízo mais uma vez quando sentiu o quão molhada de desejo ela estava.

As costas de Sam estavam arqueadas no chão quando o dedo dele se moveu para dentro e para fora dela, sua outra mão movendo-se para seus seios e aprimorando seus picos endurecidos. Ele retirou o dedo e abriu as pernas dela, descendo pelo corpo dela até que a boca dele estava em seu núcleo, sua língua substituindo onde seu dedo tinha acabado de estar. Sam praticamente gritou de prazer, sem se importar que algum dos empregados de Freddie ouvisse. Ela não achava que poderia querer tanto alguém quanto ela o queria naquele momento. Seu corpo tremia de antecipação quando sua língua subiu até o ponto pulsante entre suas dobras, lambendo e sugando até que ele pudesse ouvir os gemidos mais uma vez, sua voz chamando seu nome.

Ele então finalmente a penetrou e começou a empurrar loucamente, as mãos de Sam em seus quadris o instigando mais rápido. Em poucos instantes ele se juntou a ela em êxtase, desmoronando além dela no azulejo frio. Eles se deitaram nos braços um do outro, respirando com dificuldade, olhos fechados.

Freddie pode senti-la sair dele e sorriu, esperando para sentir seu corpo pressionando contra o dele. Ele sentiu a cabeça dela em seu peito, os cachos de seu cabelo fazendo cócegas no queixo.

Sam respirou fundo.

— Eu não acho que vou ser capaz de terminar essa sobremesa. Eu nem sei se eu posso levar para o evento com sua mãe. — Ela riu. — Isso sempre foi uma fantasia adolescente minha. — Ela disse corando.

Certa vez em sua adolescência Sam acabou assistindo um filme que ela definitivamente não deveria ter visto, e ela nunca vai se esquecer do modo como aquele filme despertou sua curiosidade lhe impulsionou descobertas, principalmente sexuais. No filme o casal passava por situação semelhante, mas ao invés de chantilly era calda de chocolate. Mas a fantasia acabou sendo esquecida por falta de oportunidades... Mas com Freddie, tudo veio bem forte e nítido em sua mente e foi melhor do que ela imaginava.

Freddie riu lhe dando um selinho. — Fico feliz em ajudar. Mas por mais que eu ame ficar nu com você em qualquer lugar, minha mãe pode chegar e uma imagem como essa pode fazer ela entrar em combustão.

Sam se levantou pegando a calcinha e o short para se vestir seguida por Freddie que catou suas roupas do chão também.

— Isso seria hilário imagina ela toda “vocês estão copulando na cozinha” e se descabelando. — Ela parou por um momento e tirou uma mecha de cabelo da testa dele. Rindo.

— Não vamos estragar o progresso que já tivemos agora amor. — Freddie disse abotoando a camisa. Até que Sam distraidamente ergueu seu queixo.

— Ninguém nunca me fez sentir do jeito que você faz Freddie. Eu acho que nunca estive tão feliz na vida.

oOo

— Oi Samantha quanto tempo? Não tivemos a oportunidade de conversar a última vez que nos vimos. — Missy cumprimentou Sam como se a última que elas tivessem se visto fosse extremamente agradável e elas fossem amigas de longa data.

Sam sentiu sua mão tremer um pouco, mas apenas recuou mais em seu colo. Ela queria levantar e ir embora, mas suas pernas não obedeciam.

— Já aparecendo em eventos públicos com a sogra? Isso tá mais sério do que eu imaginava. — Ela disse com um risinho afetado.

— O que você quer Missy? — Sam perguntou fazendo o maior esforço para manter a voz firme.

— Calma querida. Eu sou quero conversar, saber como você está se o Freddinho tá bem... A gente não tá mais junto, mas eu me preocupo com ele, e com você também. — Ela disse.

— Como assim? Preocupada comigo? — Sam perguntou.

Missy viu a brecha perfeita.

— Toda história tem dois lados Samantha... — Missy disse dando um gole em sua taça de champagne.

Sam sentiu sua garganta secar.

— Você parece ser uma garota legal e eu odiaria que ele destruísse outra pessoa. O Freddie foi meu primeiro namorado e realmente no começo parecia tudo incrível e tudo é incrível por que ele é muito bom nisso, jantares, presentes, romance e quando você percebe, seus amigos são os amigos dele, sua família é a família dele e você está completamente dependente dele. E isso não é saudável, é como um jogo doentio sabe. — Missy disse piscando como se tivesse explicando as regras de um jogo de cartas.

Sam engoliu em seco. Ela não ia entrar em sua cabeça. Ela precisava manter seus pensamentos no presente. Ela precisava se acalmar.

— Você tá bem querida? Parece pálida, quer que eu chame alguém? — Missy perguntou cinicamente.

Sam sentiu seu estômago embrulhar o bacon frito que ela comeu no brunch veio bem na sua garganta.

— Você não precisa passar por isso Sam, eu consegui fugir antes que ele me dominasse completamente você também consegue. — Missy continuou falando.

— Missy vai embora. — Sam disse pela primeira vez. — O Freddie te amava e você traiu ele, você estragou tudo!

Missy revirou os olhos. — Traí, mas foi culpa dele, eu sempre fui boa demais para ele. — Missy disse perdendo a paciência.

Sam estava aliviada que ela não conseguiu sustentar a personagem por muito tempo deixando claro que o que ela estava dizendo era mentira.

Felizmente Marissa se aproximou da mesa.

— Chega Missy! Você não já arruinou a vida do meu filho o suficiente? — Perguntou Marissa irritada.

— Calma maluca. Eu só queria fazer uma boa ação, mas olha pra ela, uma causa perdida. Eu vou voltar para minha mesa cansei de brindar vocês com a minha presença. — Ela disse e saiu dando um tchauzinho com os dedos.

Sam queria muito ignorar o embrulho no estômago que estava sentindo, mas ela estava repassando em sua cabeça o que Missy disse, ao mesmo tempo que tentava se acalmar. Mas era praticamente impossível, ela só teve tempo de virar a cabeça pro lado, e bem ali no meio do evento beneficente ela vomitou tudo que havia comido.

Houve uma comoção muitos sons de espanto. Mas só então ela se deu conta de onde estava e o que havia acontecido. Ela conseguia ouvir longe a voz de Marissa perguntando se ela estava bem. Mas ela só queria sair dali correndo e ir para sua casa. O local estava cheio de fotógrafos e jornalistas e ela havia vomitado ali na frente de todo mundo.

— Sam! — Marissa a sacudiu. Sam!

Só então Sam viu a voz de Marissa e conseguiu sentir o controle voltando a seu corpo, ela não sabia quanto tempo havia ficado parada ali mas havia várias pessoas ao seu redor.

— Onde fica o banheiro? — Ela perguntou para ninguém especial.

Mas a mãe de Freddie a puxou pelo braço e a levantou. — Vamos eu te levo.

Marissa a conduziu até o banheiro. Elas atravessaram o local, ela ouviu a mãe de Freddie falar com algumas pessoas durante o caminho “ela está bem”, “não foi nada” e até mesmo “ela tem alergia a salmão” foi dito para justificar a cena que havia se passado ali.

E a ultima coisa que Sam viu foi o risinho satisfeito de Missy.

Quando chegaram ao banheiro, Sam viu que estava extremamente pálida, mas apenas isso, ela lavou a boca. E se abanou um pouco ela queria muito jogar uma água no rosto ou tomar um banho, mas não podia. Ela olhou para suas mãos e ainda tremiam, mas não muito.

— Sam, o que foi que aconteceu? O que você tá sentindo? — Marissa perguntou examinando seus olhos.

— Foi só um enjôo nada demais. — Sam respondeu.

— A imprensa vai cair matando você sabe disso não é. Se você tiver grávida é melhor que você diga agora. Freddie não merece saber por um tablóide. — Marissa disse parecendo preocupada.

Sam se afastou dela se apoiando na pia. Grávida? Ela não estava grávida, ela vomitava as vezes quando tinha uma crise de ansiedade muito forte. Mas Marissa não sabia disso, ninguém ali sabia disso.

— Eu não estou grávida, só foi um mal estar. Eu só preciso ir pra casa descansar. — Sam disse.

— Sam você precisa ir para um hospital fazer um exame de sangue...

— Eu não tô grávida Marissa! Eu tomo anticoncepcional, uma injeção todo mês. — Sam argumentou.

— Mas não existe método 100% seguro. — Marissa insistiu.

— Eu não tô grávida. Isso acontece comigo as vezes. Não é nada demais. — Sam rebateu.

Marissa balançou a cabeça concordando. — Então nesse caso você não vai se importar em fazer xixi em alguns palitos quando chegarmos em casa não é?

— Aí tanto faz. — Ela disse exausta. — Podemos ir?

— Claro. — Marissa concordou.

Elas duas atravessaram o salão novamente sob olhares curiosos de todos que estavam ali, Sam tentou ignorar o nervosismo, mas era difícil quando se era o centro das atenções.

No caminho para casa Sam pensou que falar com a Dra Lea, ela teve uma crise muito forte dessa vez, e sabia que ainda teria mais preocupação e dor de cabeça. Quando Marissa pediu para o motorista encostar em uma farmácia ela revirou os olhos. Ela sabia que não estava grávida, mas a mãe maluca de Freddie não ia ficar satisfeita com o que ela disse. Ela pensou nas coisas que Missy falou e agora com calma era tão claro que tudo era mentira, o que a deixou a nervosa foi a presença dela ali, reviver a humilhação de ter sido pega nua numa piscina e não o que ela havia dito.

Quando chegarem em casa, Sam foi direto para cozinha, estava faminta já que havia vomitado tudo.

— Sam você nem sabe o que tem, e está comendo! Toma pelo menos um remédio para enjôo antes eu vou buscar. — Marissa avisou.

Sam nem discutiu, ela não estava com um problema intestinal ou grávida. Mas se ela queria que ela tomasse um remédio ela tomaria. O cansaço emocional era maior que tudo, ela só queria dormir por algumas horas. Quando terminou de comer subiu e fechou a porta do quarto se despindo. Ela iria tomar um banho de água gelada, isso ajudava, mas antes Marissa entrou com um remédio e um copo de água.

Sem dizer nada Sam foi até ela pegou o comprimido de sua mão e engoliu com a água.

— Você vai sentir sono. Mas é normal. — Avisou a mãe de Freddie.

— Obrigada Marissa e, por favor, não liga pro Freddie não quero preocupá-lo. — Sam pediu.

— Ele provavelmente já sabe Sam e já deve estar vindo para casa, tinham muitos conhecidos dele no evento e jornalistas.

Sam suspirou. Às vezes odiava isso, eles não tinham sossego ou privacidade.

— Quando você acordar pode fazer os testes.

Sam assentiu.

Ela ficou uns bons 15 min no chuveiro, mas o remédio era forte e logo se sentiu sonolenta. Ela se enxugou e se enrolou no roupão felpudo. E apenas se jogou na cama do jeito que estava seus olhos fecharam assim que sua cabeça bateu no travesseiro.