Upside Down - Seddie

39 Capitulo 39 - Strong bond


Notas iniciais
Oi! Ótimo sabado pra atualizar a fic, não?? Obrigada a quem continua aqui, amo vocês!!

Aviso de gatilhos: Transtorno de Ansiedade generalizada: É um transtorno mental caracterizado principalmente por uma ansiedade e preocupação generalizada e excessiva a cerca de diversos eventos ou atividade. A intensidade e a duração da ansiedade são sempre desproporcionais á probabilidade real ou o impacto do evento antecipado. Para evitar possibilidade de autodiagnóstico, não listarei aqui todos os sintomas possíveis. Lembre-se que transtorno mental tem tratamento. Procure ajuda. Fanfics são entretenimento então caso você seja sensível a qualquer assunto listado aqui, tenha cuidado.

POV GERAL

Freddie estava jogando golfe com seus amigos quando soube o que havia acontecido. Na verdade ele não sabia muito, só havia recebido uma ligação de sua mãe dizendo que Sam havia passado mal no evento, então ele largou tudo e correu pra casa, não literalmente, mas essa foi sua vontade. Ele odiava o fato de não poder protegê-la de tudo, ele queria saber o que havia acontecido, ele estava muito preocupado, pois ele sabia que Missy estaria lá, ele se culpou, pois pensou que deveria ter ido para protegê-la. Felizmente ele estava de motorista e não havia transito então ele chegou em casa rápido. Seu coração estava acelerado e ele sentia-se nervoso, sua intuição lhe dizia que isso era muito mais que um mal estar.

Quando ele chegou estranhou a quietude do lugar. Ele olhou pelos cômodos de baixo e quando chegou a cozinha encontrou sua mão mexendo uma xícara de chá.

Ele ergueu a sobrancelha confuso.

— Mãe! Cadê a Sam? O que houve? — Ele perguntou nervoso. Ele realmente não estava acreditando que sua mãe estava tão indiferente a situação de sua namorada.

— Calma Freddie! Ela tomou um remédio para enjôo. Está dormindo, ela não vomitou de novo, aparentemente ela está bem. Na verdade ela melhorou assim que saímos de lá. — Marissa disse tomando um gole de chá.

— O que foi que aconteceu mãe? Não, depois conversamos, vou lá em cima vê-la. — Ele disse se virando para sair.

— Freddie espera. Precisamos conversar.

— Não, eu quero ver a Sam primeiro.

— Filho por favor. Eu sei que você está preocupado, mas ela ta medicada e dormindo. A gente precisa conversar antes que você a veja.

— Estava indo tudo bem no evento, eu me virei cinco minutos para cumprimentar uma pessoa. E quando vi a Missy tava na nossa mesa discutindo com a Sam, mandei ela parar. E a Sam acabou vomitando ali na frente de todos. Sem mais nem menos, quando percebi o que estava acontecendo, achei ela muito quieta e pálida, mas não pareceu que ela ia fazer algo do tipo.

Freddie massageou as têmporas, ele estava certo Missy havia incomodado Sam. E era culpa dele.

— Qual o diagnóstico mãe? — Perguntou ele.

— Bom não posso afirmar, mas primeiro desconfiei de gravidez, mas a Sam negou veemente, disse que vocês proteção sempre...

— Sim usamos, acho que não pode ser isso. — Freddie disse.

— De qualquer jeito aconselhei ela a fazer um teste, preferia de sangue, mas ela se recusou, então mandei comprar testes de farmácia, só para descartar essa possibilidade. — Marissa disse olhando para o filho. — Eu queria perguntar se ela por acaso disse se tem ansiedade ou síndrome do pânico ou alguma patologia desse gênero?

Freddie encarou sua mãe. Freddie já havia pensado na possibilidade de ela ter algum tipo de transtorno emocional, já que ele havia percebido sintomas, mas não era sempre e ela teria lhe falado...

— Acho que não mãe, ela teria me falado. — Argumentou ele.

— E você já perguntou alguma vez? Não é fácil de ser dito Freddie. — Marissa contrapôs. — Eu sugiro que você pergunte a ela. E se ela confirmar é necessário fazer um acompanhamento, talvez ela tenha um psicólogo de confiança... Talvez seja preciso tomar medicação. Mas não foi normal a reação dela.

— Talvez sim, talvez não, mas eu também sinto vontade de vomitar todas as vezes que vejo a Missy, talvez não seja para tanto.

Marissa respirou fundo.

—Se você quiser ter um relacionamento, honesto com a Sam, você precisa encarar isso de frente, se tiverem problemas resolvam juntos, por que ela não parece querer ajuda. Ela poderia ter dito que tinha ansiedade, mas preferiu não falar, eu sou médica Freddie, faz alguma coisa antes que isso vire uma depressão se é que ela já não tem os dois.

Marissa havia despejado muita informação para o seu filho, ele estava tentando assimilar tudo que estava acontecendo ainda, ele sabia que teria que cuidar de Sam com mais cuidado que o necessário, se ela não lhe disse nada é por que não queria que ele soubesse e achou que conseguiria lidar com isso, ele pensou em ligar para Melanie para lhe confirmar essa historia, mas estaria sendo desleal com Sam então esperaria que ela acordasse para que conversassem.

— Tudo bem, eu vou conversar com ela. — Ele disse saindo e finalmente indo para o quarto.

oOo

Sam acordou em sua cama, ou melhor na cama de Freddie. Não havia barulho no quarto e ela quase se espantou pelo silêncio. Havia algo na falta de agitação que sempre a lembrava da morte e ela eram velhas amigas... Primeiro foi seu pai, depois seu tio Carmine e ela quase tentou levar Melanie também, mais de uma vez. Talvez Sam precisasse rever essa amizade, mas depois. Por enquanto tudo parecia suspenso, havia calma após o caos e sempre era assim depois de uma crise, talvez se ela conseguisse lembrar disso antes de perder o controle...

Ela olha para o lado ainda meio tonta, Freddie passa a mão por seu cabelo de forma carinhosa. Ela fecha os olhos tentando se manter fora do mundo por mais tempo, mas ao invés disso ela repassa as ultimas horas em sua cabeça. Missy era mesmo uma filha da puta, mas o que ela disse era verdade, ela era dependente de Freddie.

Por que ela se sentia tão triste? Ela devia se sentir grata por ter alguém que estava disposto a cuidar dela... Ela se sentia um lixo e estava apavorada. Ela sentia raiva e tinha vontade de gritar consigo mesmo por ser tão idiota. Os pensamentos estavam confusos, ela o amava, não era dependência... ela conseguia viver sem ele? Ela já não sabia mais. Por que Missy tinha tanto poder de entrar em sua mente? Talvez ela sentisse a fraqueza vindo dela...

Bom ela não tinha resposta para isso também e nem como conseguiria lidar com isso, por um segundo ela pensou na possibilidade da Dra Walters ajudá-la, mas ela não era louca... Como ela iria gerir essas emoções? Ela sabia que não tinha mais controle sobre nada.

Ela respirou fundo e permitiu sair de sua própria mente.

—Oi... — Freddie lhe cumprimentou com um sorriso triste.

Ela não sentia que deveria retribuir o sorriso, nem tinha vontade.

— Como você se sente? — Ele perguntou acariciando sua cabeça e aquilo parecia tão bom, ele era muito bom para ela, não era dependência se fazia realmente bem a ela, certo?

— Uma merda. — Sam disse sinceramente. — Sua mãe já deve ter te contado o que aconteceu...

Freddie sentiu a frieza no seu tom de voz, mas não comentou nada, ela claramente precisava descansar mais.

— Sim e ela quer que você faça um exame de gravidez... — Freddie disse, ele teve um ímpeto de perguntar sobre o que sua mãe havia lhe dito, que talvez ela tivesse ansiedade, mas claramente não era um bom momento, talvez ela falasse pra ele de boa vontade.

— E sabe o que eu queria? Um sanduíche com bastante bacon e presunto. Mas eu acho que não vai rolar. — Sam disse com uma nota de sarcasmo. — Mas eu posso fazer xixi em um palito se isso for acabar com certas duvidas.

— Mas acaba criando outras amor, isso foi só um mal estar, alguma coisa que te fez mal ou você ficou assim por outro motivo? — Freddie disse.

Sam deu um risinho sem humor. Ela odiava tocar nessa parte da sua vida, mas ela tinha que ser franca com o único homem que ela amava ou dependia, bom ela ainda estava confusa.

— Eu tenho transtorno de ansiedade Freddie, não vamos ter um filho. Não é nada demais, apenas a vaca da Missy que é uma filha da puta ardilosa, mas a próxima vez que eu a vir vou quebrar todos os dentes dela, antes que ela abra a boca e venha me falar qualquer merda. É parece que eu sou mais problemática do que você pensava, se quiser me devolver ainda dá tempo. — Sua voz tremulou um pouco na ultima frase.

Freddie estava bem chocado por ela falar assim, na verdade com tudo, era muita informação, mas ele falou antes que ela pegasse a mensagem errada.

— Eu nunca te devolveria, eu te amo Sam. E a Missy não vai mais chegar perto de você, eu te prometo. Obrigado por ter me contado. A gente vai passar por isso junto. — Ele disse olhando em seus olhos e como já havia acontecido diversas vezes ela enxergou a verdade.

Sam sentiu como se tivesse tirado um peso enorme das costas ao mesmo tempo ela se culpou por pensar mal de Freddie, ele não era o vilão disso tudo, nunca foi. E talvez ela não merecesse alguém como ele, pensou ela.

— Eu não sei o que você está pensando, mas eu não gosto de te ver calada, eu odeio que você tenha passado por isso sozinha, eu sabia que deveria ter ido, amor você precisa ter acompanhamento médico, pode não parecer uma boa idéia agora, mas vai te ajudar...

— Corta essa Freddalupe. Agora você vai me tratar como se eu fosse feita de porcelana? Por isso não te disse nada. — Sam disse.

— Não precisa ser imediatamente, mas você não pode ficar assim cada vez que vê a Missy, como você vai quebrar os dentes dela se passar mal de novo?

Sam sorriu, como se fosse um interruptor ela não estava mais triste o clima estava mais leve só dela conversar sobre isso com ele, não havia como levar o Missy havia dito em consideração depois disso.

— Pouco se fala de como é difícil ter um namorado inteligente e bonito por que se a carinha não convence os argumentos conseguem.

Dessa vez foi Freddie quem sorriu.

— Eu realmente senti medo Sam. E você acordou diferente... —

— Eu estava pensando um monte de coisas... E se acontecer de novo, eu vou acordar desse jeito ou pior... Mas não é nada por sua casa, eu só posso pedir que você entenda e tenha paciência. E esteja aqui quando eu acordar, por que só de olhar pra você eu já me sinto mais calma.

Freddie acariciou sua cabeça.

— Eu vou estar sim e se depender de mim não vai acontecer de novo. Agora eu vou pegar seu sanduíche, minha mãe deve entrar pra você fazer o teste, mas não tem problema se não quiser fazer. — Ele disse dando um beijinho em sua testa.

Sim Freddie era perfeito, não havia como não ser dependente dele, Missy falou como se isso fosse ruim, ela riu brincadeiras a parte, no fundo mesmo que não admitisse, ela era grata a ele, grata por tê-lo conhecido e grata por ele amá-la tanto quanto ela o amava e eles tinham essa forte ligação entre eles. A vaca quase a fez acreditar nela, Freddie era o tipo de pessoa que se preocupava e cuidava de verdade dos outros, se a porca ruiva viu isso como dependência problema dela, Sam não ia se deixar mais levar por ela, nunca mais...

Notas finais
Notas finais: Os avisos agora terão aviso de gatilho quando necessário. Se tiverem duvidas sobre o capitulo estarei feliz em esclarecer na medida do possivel, só comentar. Beijos!!