Upside Down - Seddie
37 Capitulo 37 - Too good to be true...
Notas iniciais
Capitulo 37
“Beijo por beijo eu cubro seu minúsculo infinito,
suas margens, seus rios, suas diminutas vilas...”
—Pablo Neruda
Freddie acordou primeiro que Sam como era de costume e parou para refletir sobre a noite anterior. Eles acabaram tendo uma briga, ele havia sido impulsivo e ciumento, ele confiava em Sam, mas ainda existiam sequelas causadas por sua ex esposa. Claro que nada disso era culpa de Sam, ele sabia disso. Ela não mereceu o jeito que ele a tratou mesmo ela tenha o desculpado, ele queria mostrar em ações que estava realmente arrependido do modo ciumento como agiu com ela. Ao chegarem em casa tiveram uma noite agradável e dormiram tranquilamente. Mas por um longo tempo ele pensou, ele odiava ser tão impulsivo, ele tinha que pensar em Sam primeiro lugar antes de deixar suas emoções tomarem conta, e ele havia tido muita sorte por ela ter sido compreensiva e não ter ficado tão chateada, ainda mais que ela já havia passado por muito pior por causa dele. Ele esperava que depois desse divorcio Missy esquecesse que eles existissem de uma vez.
Mas ele não era daquele jeito, ele a amava e se sentia amado e ele gostava de ter seu corpo ali tão perto seu enquanto ainda dormia. Seu corpo macio e quente aconchegado ao dele. Ela estava de barriga para cima, as pernas jogadas sobre as dele e sua respiração estava serena. Ele amava a visão. Com sua mão do braço que estava embaixo dela ele conseguiu tirar o cabelo de seu rosto e afagou sua bochecha. Que estava realmente serena, resmungando ela gemeu e remexeu-se na cama se soltando, esticou seus braços para o alto e abriu os olhos. Os olhos de Freddie foram como imãs para os seios nus e deslizou sua mão de sua barriga para segurar um de seus seios massageando.
Virando o rosto para ele lentamente ela abriu um sorriso. Sam não era do tipo que acordava de bom humor, então ele simplesmente aproveitava nas raras vezes que isso acontecia.
— Bom dia!— Ele fala baixo.
Ela vai para cima dele novamente.
— Bom dia, ciumentinho.— Ela responde rindo.
Ele afaga seu rosto e beija sua boca.
— Por que você já tá acordado? Hoje é sábado. — Sam perguntou bocejando.
— Por que eu gosto de te ver dormindo, você parecia feliz dormindo, é uma visão que vale a pena.
Ela deu um sorriso e lhe abraçou.
— Não precisa me seduzir Benson eu já estou pelada na sua cama.
Ele sorriu passando as mãos em seu corpo se sentindo leve e apaixonado. Afastando — se ela sentou-se no meio da cama.
— O que você quer fazer hoje? Ficar na cama, comer e voltar a dormir? — Freddie perguntou.
— Seria uma boa idéia sim, mas acho que sua mãe chega hoje. — Sam avisa.
Freddie Gemeu.
— Relaxa amor ela avisou que só vem pra um evento. E estamos nos dando bem então não vai ser horrível. — Sam disse talvez tentando se convencer disso.
— Tudo bem. — Ele respondeu se sentando na cama e depois jogando as pernas para fora dela se levantando da cama.
Pegando sua calça de flanela ele se vestiu.
— Eu acho que não tenho nada para vestir, pra esse evento. — Sam diz parecendo pensativa.
— Você quer ir fazer compras? — Freddie perguntou e isso lhe lembrou de algo. — Eu comprei um presente pra você por falar nisso.
—Sério? — Ela pergunta toda animada. — Mas por que?
Freddie pensou um pouco a respeito. Ele quis lhe dar algo para comemorar seu divórcio, mas parecia meio bobo agora.
— Eu acho que você merece por ser uma ótima namorada. — Ele diz simplesmente.
Ela o encarou desconfiada, talvez pensando no que poderia ser o presente.
— E o que seria esse presente? — Sam pergunta. — É de comer?
— Não e não tem graça se eu contar.
— Ah não Freddie, eu odeio mistério. — Ela respondeu se levantando pegando uma camisa dele que estava por ali e vestindo.
Ele sorriu. — Talvez seja algo de usar. — Ele diz simplesmente.
— Ah ótimo isso só abriu 1001 novas possibilidades, obrigada Freddonho. — Sam respondeu sarcástica.
Ela o seguiu até o banheiro, Freddie escovou os dentes e logo em seguida pegou o barbeador e a espuma, era bom se barbear já que sua mãe implicava com ele sobre tudo ele não precisava dar mais um motivo, ele pensou enquanto via Sam andando de um lado para o outro até sentar no vaso sanitário fazendo xixi na sua frente. Realmente eles haviam evoluído.
— Não sei se vou poder usar esse presente. — Sam resmunga.
Desviando os olhas e aplicando a espuma em seu rosto para começar a fazer barba ele retrucou:
— Tudo bem. É só um presente não precisa usar. — Ele disse se barbeando despreocupadamente.
Sam bufou. — Você é frustrante sabia.
— É sério que a gente vai discutir por causa disso? Você nem sabe o que é.
Ela não respondeu então ao terminar ela foi para o seu lado. Em silêncio ela lava as mãos e depois vira o corpo para ele apoiando os quadris no mármore. Começando a escovar os dentes.
— Não estou discutindo, apenas falando que dependendo do que seja não posso abrir e usar e se não me servir? — Ela disse com a boca cheia de creme dental o que tornou a cena engraçada.
Freddie sentiu vontade de rir, mas deixou que ela terminasse de escovar os dentes. Eles estavam discutindo ou não? Ele continuou se barbeando e por isso não respondeu lhe dando mais tempo pra falar.
— Você vai falar o que é? Por que no caso se for de comer pode estragar ou esfriar.
— Não amor, não é de comer.
— A não ser que você tenha me comprado uma lingerie nova. — Ela disse como se tivesse feito a descoberta do século.
Ele teve que afastar a lâmina do rosto e deixar na pia pela risada que ele precisou dar.
— Aí nesse caso seria mais um presente pra mim você não acha?
Ela se aproximou dele e ele a abraçou.
— Você vai me sujar. — Ela reclamou o empurrando.
Ele segurou sua cintura e a colocou em cima da bancada entre as pias e beijou sua boca. Seu jeito descontraído de longe era uma das melhores coisas sobre ela.
— É um anel. Você está satisfeita?
Sam abriu a boca ligeiramente e não disse nada. Sem fôlego ela passou o polegar sobre seus lábios e pegou a lâmina.
— Você vai me matar? Caramba Sam, não vou te pedir em casamento. — Freddie disse alarmado.
Sam revirou os olhos. — Deixa de besteira quero terminar de fazer sua barba.
Pela sua demora de responder Sam tenta se afastar, mas ele a detém segurando seu pulso.
— Eu confio em você pode fazer. — Ele disse em seguida.
Seus olhos brilharam com satisfação. Ela soltou sua respiração e passou a primeira vez o barbeador em seu pescoço. Os olhos atentos e brilhantes. Tudo correu bem, alguns minutos depois ela finalizou limpando o barbeador na pia.
— Ainda mais lindo. — Ela disse com seus olhos azuis parecendo tão incríveis com o reflexo da luz do dia.
Freddie engoliu em seco e deslizou suas mãos por suas coxas ela respirou fundo e puxou-o colando sua boca num beijo demorado e excitante. As coisas tinham tudo para progredir ali, mas subitamente Sam interrompeu o beijo.
— Eu quero ver meu presente. — Ela disse com os olhos brilhando.
— Agora? — Freddie perguntou meio irritado, eles estavam começando algo ali.
— Sim, a gente pode tirar isso logo do caminho e eu paro de encher o seu saco. — Ela disse o puxando pela mão em direção ao quarto.
Freddie concordou.
Ele foi até o seu closet e pegou a caixinha com o anel, não estava escondido, até por que não era o tipo de coisa que Sam esperaria dele, ele abriu a caixinha e olhou o anel com uma pedra roxa uma ultima vez antes de voltar para o quarto.
Sam estava sentada na cama com um sorriso que era incomum para aquela hora da manhã. Ele realmente a amava tanto, Missy nunca ficava tão entusiasmada com os presentes que ele dava a ela.
— Fecha os olhos e estende a mão. — Pediu Freddie, e ela atendeu prontamente, o sorriso travesso em seu rosto o lembrou de uma criancinha recebendo seu doce favorito.
Dessa vez ele não perdeu muito tempo admirando-a, botou a caixinha de veludo em sua mão torcendo para que ela gostasse.
Assim que a caixinha tocou as mãos de Sam, ela abriu os olhos e olhou a caixinha, sem perder um segundo ela a abriu, sua mudança de expressão foi apenas genuína seu sorriso se abriu ainda mais e ele soube que havia acertado, Freddie teve o tato de pensar em um anel que combinasse perfeitamente com ela, ele não podia comprar nada com um diamante por que ela associaria imediatamente a um anel de noivado, e nem nada muito grande ou que chamasse muita atenção por não ser o estilo dela, ele também queria que ela usasse todos os dias, que as pessoas se acostumassem a vê-la com ele, mas que fizesse as pessoas elogiarem e a perguntassem onde ela havia conseguido e ela dissesse que foi ele quem deu. Era uma peça única e Sam soube apreciar isso. Ele sabia que ela não saberia fingir se não gostasse e no fundo ele admitia que iria doer, mas ele fez isso por sua conta e risco e não podia cobrar dela. Mas pela sua reação ela havia amado, ele sabia pelas crenças populares a pedra roxa significava proteção para casais e ele queria acreditar nisso, ele queria que o existia entre eles nunca acabasse, que fosse protegido, que durasse, sem contar que ela já havia lhe dito que era uma de suas cores favoritas, então quando ele viu esse anel, ele sabia que tinha que ser dela, os dois passaram muito tempo olhando pra ele. Até que ele foi tirado de seus pensamentos quando Sam tirou o anel da caixinha e botou na mão dele, estendendo a mão para que ele colocasse o anel em seu dedo.
Os dois riram. Mas ele o fez mais do que satisfeito. E pareceu tão certo.
— Você tem bom gosto Freddinho. — Sam disse ela estava mais acostumada a esses gestos de Freddie, ela não sentia mais tanto medo, ela genuinamente havia gostado do presente e nunca tiraria do dedo.
Ela o puxou pelo pescoço para selar seus lábios com os dele, como forma de agradecimento, mas também como consequência do amor entre eles. O beijo começou sutil, mas foi se intensificando a medida em que a necessidade entre eles foi aumentando e era impossível que isso terminasse de outra forma, seus corpos já ardiam, mas era um ardor satisfatório. Freddie já estava a meio caminho de subir a camisa do corpo de Sam para tirá-la quando ele ouviu duas batidas na porta. Ele abriu os olhos e a primeira coisa que viu foram os olhos de Sam em sua tonalidade favorita. Ela parecia prestes a assassinar alguém.
— O que foi? — Sam perguntou sua voz estava até meio rouca.
— Senhores, desculpem interromper, mas senhor Benson sua mãe acabou de chegar de viagem e requisita a presença de vocês lá embaixo. — Eles ouviram a voz de Juanita governanta da casa, ecoar pelo quarto.
— Ela torna cada vez mais difícil gostar dela, pelo menos ela não invadiu o quarto dessa vez... — Sam pensou em voz alta.
Ela se levantou, mas Freddie a puxou de volta.
— A não Sam, olha como eu tô aqui. — Ele disse apontando pra baixo.
— Vai tomar um banho gelado, eu hein. Não vamos dar motivo pra sua mãe... — Ela disse indo em direção ao closet para se trocar, ele não tinha muita escolha a não ser obedecer, mas ele estava feliz...
Por enquanto.
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