Upside Down - Seddie

32 Capitulo 32 - Homecoming parte 02


Notas iniciais
Notas da autora: Mais um capitulo mores, espero que gostem e agradeço muito se puderem comentar, bjs

POV GERAL

Durante o dia Sam pode matar um pouco da saudade que sentia da irmã e até da sua mãe que milagrosamente não precisava estar em nenhum outro lugar longe das filhas, elas almoçaram juntas, assistiram tv, dormiram e Sam levou um tapa na mão quando pegou o celular, sentia falta de Freddie também, mas ele só chegava em casa à noite, então não adiantava brigar com Melanie para que ela lhe devolvesse seu celular, quando a noite caiu elas jantaram juntas e Sam finalmente se viu tendo alguma privacidade no quarto onde suas coisas antigas ficavam. Ela iria ligar para ele, mas talvez fosse melhor uma chamada de vídeo?

Ela discou e esperou até que visse o rosto de Freddie que ela tanto amava na tela de seu celular. Ele sorriu quando a viu.

— Oi amor. — Ele disse, Sam percebeu que ele estava no escritório.

—Hey baby, como foi seu dia sem mim? — Perguntou ela brincalhona.

— Eu já ia fazer a mesma pergunta, mas pelo visto ai foi mais divertido, você parece ótima. — Ele disse observando o sorriso de Sam através do vídeo.

— É foi legal rever a Mel, e passar um tempo com ela eu tava sentindo falta disso.

— Carly e Gibby almoçaram hoje aqui. — Freddie revirou os olhos. — Eu sinto o tempo todo que estou em um grupo de auto ajuda sabe.

— É acho que isso que amizade significa... Para de ser reclamão eu sei que você odeia ficar sozinho.

Ela pode vê-lo sorrir do outro lado da tela.

— Você é tão obvio se Carly e Gibby não tivessem ido ai você também estaria reclamando. — Sam disse brincando com a franja, ela já sentia como se o já conhecesse bem demais, por muitos anos.

— Eu fico desconfortável sozinho com eles, você sabe por que eles são aquele tipo de casal totalmente meloso que trocam demonstrações de afeto em publico.

Dessa vez Sam teve que rir, por que se não fosse por ela Freddie agiria da mesma forma.

— Tá bom senhor mal humorado, tirando isso o que mais você fez? — Ela perguntou inconscientemente mordendo os lábios, havia algo de muito atraente em ver Freddie de regata com o cabelo molhado e parecendo carente de atenção.

— Ei! Eu vi isso! Não morda seu lábio assim me olhando desse jeito tão longe de mim. — Ele reclamou e Sam viu a mão dele descer, ela só conseguia pensar nele acariciando o membro embaixo da mesa.

— Eu não fiz nada. — Ela disse levantando os dois braços, mas suas bochechas coradas a denunciaram.

E era difícil olhar para Freddie e não sentir vontade de beijá-lo, entre outras coisas.

Ela quase não acreditou quando verbalizou o que estava pensando. — Caramba! Como eu queria te beijar agora.

Sam viu seu sorrisinho de lado. E isso enviou na mesma hora um formigamento bem no seu centro, fazendo-a se contorcer involuntariamente.

— Eu sabia que não era só eu que estava sentindo sua falta.

— Eu não to sentindo falta de você eu to sentindo falta da sua boca. — Brincou Sam.

— Ah é e eu sinto muita falta desses peitos.

— Eles também sentem sua falta...

— Hummm, é? Do que eles sentem mais falta de mim?

— Definitivamente da sua língua.

— Hummm. Deixa eu vê-los, gostosa. Só um pouco. — Freddie pediu com a voz sôfrega, era praticamente uma tortura, seu membro já estava duro como pedra e ansiando por alivio.

Sam corou, era a primeira vez que ela fazia algo do tipo. — Freddie!

— Eu não vou aguentar esperar até você chegar em casa Sammy.

Aquilo a atingiu em cheio, e o tom baixo de sua voz a fez imediatamente ficar molhada.

— O que você quer dizer com isso? — Ela perguntou mesmo tendo uma idéia.

— O que eu quero dizer é que eu estou falando baixo aqui nesse escritório sozinho louco de tesão e não vou aguentar até você chegar em casa.

Sam apenas respirou fundo.

— E como isso funcionaria? — Sam perguntou, a curiosidade e o desejo eram maiores que a vergonha.

— Na verdade é uma troca de frases de incentivo para estimulação solitária. Já que você não está aqui, para que você sabe, possamos fazer isso da forma correta. O que você acha? — Freddie perguntou ansioso.

— Isso não é... Sei lá? Estranho. — Sam devolveu a pergunta meio insegura. Apesar de toda a situação excitá-la.

— Por que? Você está sozinha não está?

Sam acenou com a cabeça. E viu novamente o sorrisinho que deixava suas pernas bambas.

— Ótimo então, acho que já temos intimidade o suficiente pra tudo isso não é? — Perguntou Freddie. Vendo que mais uma vez ela assentiu e ele continuou.

— Você se acha tanto nerd, isso não vai dar certo. — Sam debochou.

— Tão fria assim Samantha, nem parece que é a mesma safada que eu tenho na todos os dias. — Freddie disse com a voz baixa, isso arrancou o risinho de deboche dela na hora e ela sentiu novamente seu interior se contrair.

Ela pode ver que mais uma vez a mão dele se moveu por debaixo da mesa e ela quase pediu para ver o que ele fazia, bom ela sabia, mas ver era melhor que imaginar.

— Isso inclui me deixar envergonhada nerd? — Perguntou ela segurando o desejo de aplacar o que sua voz fazia com ela. Mais necessariamente em sua intimidade.

— Não sei por que a vergonha, você é linda Sammy, você sabia disso? Sexy e excitante também e se estou aqui olhando para a tela desse computador sem conseguir conter meu desejo por você a culpa é toda sua.

— F-Freddie. — Ela sibilou com seus desejos tomando conta de suas ações, ela imediatamente sentiu os bicos de seus seios ficarem duros e um ardor insuportável tomou conta de seu ventre.

— Apesar de estar no trabalho tudo que eu quis fazer hoje foi tocar sua pele de novo e sentir o seu cheiro. — Freddie sentiu seu membro latejar mais forte a necessidade chegava a doer, mas primeiro ele tinha que fazer ela entrar nisso com ele.

Freddie viu quando ela tocou seu seio, gentilmente, ele apertaria mais forte e imediatamente levaria a boca, mas manteve a calma.

— Isso amor, toque-se. Sabe o que seria melhor? Se você abaixasse a blusa e me deixasse ver. — Ele praticamente suplicou e isso foi quase demais para Sam que mecanicamente abaixou a alcinha da blusa que usava sem sutiã. Ela tocou o bico túrgido e apertou e em seguida fez o mesmo com o outro, quando um gemido rouco escapou de seus lábios, Freddie praticamente babou vendo a cena através da tela do computador, quando ela voltasse estaria tão ferrada.

— Isso Sam, assim, eu queria tanto te provar inteira, sabe gostaria de passar a língua em seus seios perfeitos e em outros lugares que tem um gosto tão incrível quanto.

Ela roçou as coxas numa agonia delirante.

— Eu só consigo me lembrar do quão deliciosa você é... — Ele tomou fôlego, — E eu fico louco só de imaginar como é deslizar dentro de você e te sentir em volta de mim. — Ele continuou e Sam fechou os olhos com sua respiração ofegante por que sim ela pôde se lembrar do quão bem ele a preenchia e o quanto era bom quando ele se movia dentro dela.

Sem conseguir se conter ela desceu o dedo indicador pela barriga e tocou sua própria intimidade com cuidado, isso Freddie não conseguia ver por que ela estava com o celular na outra mão, mas ele nunca esqueceria as expressões de prazer que ela fez ao se tocar, quando ela pressionou o clitóris e arfou gemendo o nome dele Freddie, sentiu literalmente pingar.

Ela deslizou o dedo nos lábios de seu sexo, estava inteiramente molhada o que fez com que os movimentos ficassem ainda mais gostosos, sua intimidade pulsava pedindo que seus dedos afundassem mais, mas ela se manteve apenas se tocando por fora.

Ela abriu os olhos e só então viu que o membro de Freddie estava fora da cueca, ele movimentou para cima e para baixo perdido em seu próprio prazer e isso fez com que ela jogasse a cabeça para trás.

Ela balbuciou quando o ritmo de seus dedos se alteraram ela só conseguia pensar no corpo nu dele sobre o seu, o toque macio de sua língua sobre a dela o contato de suas peles juntas, o calor que emana dele. Ela lançou a língua sobre seus lábios e foi quase possível sentir o gosto dele também.

— Eu queria tanto estar dentro de você Sammy...

— Ai Freddie, eu...

Ela estremeceu diante do primeiro sinal de orgasmo que chegou quando ela deslizou um dedo dentro de si, ela não conseguiu mais se conter aquela voz sexy sussurrando coisas eróticas para ela e as lembranças das coisas que eles faziam quando estavam juntos fez seu corpo vibrar e de repente uma dor aguda e viciante lhe transpassou, ela aumentou o ritmo exatamente como ela se lembrava de Freddie fazer ao mesmo tempo em que ele ainda sussurrava leves obscenidades, mas os gemidos dele eram estímulos suficientes.

— Você vai ficar presa na minha cama e vou repetir cada toque desses, e a minha língua e não vou te dar descanso até a manhã seguinte.

— Meu Deus Freddie...

Ele ouviu o gemido dela sair mais rápido e um pouco entrecortado e soube que ela estava chegando perto.

— Isso Sam! Mais rápido, é eu quero que você goze pra mim. — Ele conseguiu dizer, e soltou seu membro retardando a própria liberação.

E os dedos dela parecerem obedecer ao incentivo e a velocidade que ele estabeleceu. Ela sentiu as pernas tremerem e a mão perder o controle fazendo com que os movimentos se alternassem entre pressão e apenas frenéticos e então finalmente ela sentiu o orgasmo tirar sua sanidade.

A imagem dela gritando de prazer sobre os seus próprios dedos foi demais para ele que não precisou de mais nada.

Ele gemeu seu nome ofegante.

Durante alguns segundos tudo que se pôde ouvir foi a respiração ofegante dos dois.

— Sam. — Ele chamou quando recuperou a voz.

A essa altura ela estava deitada na cama, completamente mole.

— Hum. — Ela gemeu ao invés de responder.

— Você foi fantástica. — Ele disse simplesmente.

Ela sorriu alto.

— Como você consegue ser tão perfeita de todos os jeitos?

— Você diz isso para todas nerd. Nossa Freddie eu estou com um sono absurdo. — Ela disse colocando o celular de lado.

— Resultado de um bom orgasmo amor.

— Eu queria que você tivesse aqui. — Ela disse sinceramente.

— Eu também e ai poderíamos dormir abraçados.

— Awn nem parece a mesma pessoa dominadora de minutos atrás. — Ela disse com a voz cada vez mais arrastada.

— Eu posso me adequar a todas as suas necessidades... Boa noite baby. Amo você. — Ele disse antes que estivesse falando sozinho.

Ela balbuciou um boa noite e um “também” já se entregando a inconsciência sabendo quem povoaria seus sonhos aquela noite.

Na manhã seguinte Sam acordou em um sobressalto, ela nem sabia que horas eram, mas já estava de mal humor por ter sido acordada de um sonho que envolvia sexo na mesa do escritório de Freddie, ela não conseguiu terminar, diferente da noite anterior e isso lhe fez dar um sorrisinho involuntário, mas que sumiu rapidamente com as batidas em ritmo frenético. Ela sabia que a pessoa do outro lado não desistiria então foi abrir coçando o olho, encontrando sua irmã idêntica mas já de banho tomado e arrumada.

Sam revirou os olhos. — Espero que haja uma boa razão para você me acordar de madrugada Melanie.

— De mal humor depois de todos aqueles gemidos ontem a noite? — Melanie soltou de modo provocativo.

Sam arregalou os olhos chocada. — O-o que? Você ouviu? Que horror Melanie.

— Você tem sorte de mamãe ter chegado tarde ontem, poderia ser pior, eu só botei meus fones de ouvido e você abafou a abominação que você tava fazendo ontem aqui a noite, obrigada a Deus por não dividirmos mais um quarto. — Melanie disse cruzando os braços.

— O que você quer Melanie? Além de me constranger até a morte. — Sam perguntou antes de deitar novamente botar um travesseiro na cara.

— Não não pode acordar, já são quase onze da manhã e você tem uma visita. — Disse a irmã puxando o travesseiro da cara dela. — E eu se fosse você tomaria um banho sabe.

— Que visita? Meus amigos daqui estão presos os foragidos. — Brincou Sam. — E não me diga o que fazer eu sou cinco minutos mais velha que você.

— É acho melhor você ver por si só e vai por mim não se esqueça do banho. — Enfatizou Melanie.

— Você não é minha dona!

— Sam por favor a pessoa está esperando, não é educado fazer as pessoas esperarem.

— Melanie eu realmente não ligo e você ta me irritando. — Disse Sam ignorando a irmã e indo direto para a sala. Com um pijama com partes incompatíveis e talvez sem um pouco de sua beleza natural característica, mas apenas por ter acabado de acordar.

— Pelo menos escove os dentes ela ouviu a irmã dizer. — Mas já estava na sala e tamanho foi o seu espanto ao se deparar com quem estava ali.

Um silêncio constrangedor se estabeleceu quando a senhora Benson a encarou, ela não conseguiu disfarçar a expressão de desgosto e Sam desejou ter seguido o conselho da irmã.

A mulher mais a velha a analisou de cima a baixo ela vestia um conjunto de terninho caríssimo e algumas jóias, exala sofisticação já Sam tinha mancha de molho em seu pijama e ela nem estava usando um sutiã, só podia ser a droga de um pesadelo, pensou.

— Ah Samantha, não é muito educado receber alguém nesses trajes. — Disse a mãe de Freddie com certo pesar em sua voz, mas Sam percebeu que ela não disse isso em um tom arrogante como já era de se esperar.

Sam nem conseguiu responder com o tamanho choque e espanto que ela sentia naquele momento, o que diabos a mãe dele que a odiava ia querer com ela?

Parecendo entender as perguntas que Sam fazia em sua mente ela começou. — Peço desculpas por aparecer sem avisar, mas sei que você não atenderia um telefonema meu e nem tenho seu numero...

— Senhora Benson o que você ta fazendo e como descobriu que eu estava aqui? — Sam perguntou confusa, pois sabia que ela e Freddie não estavam se falando.

— Harold é meu motorista também, e disse que não poderia sair comigo ontem quando solicitei, pois iria buscar a namorada de Freddie no aeroporto apenas pedi para ele me trazer onde você morava e aquele porteiro desagradável me deixou subir.

Sam suspirou.

— Peço desculpas pelo incomodo imagina que horror dirigir o próprio carro eu pegaria um taxi se soubesse. — Sam disse sarcástica. — Olha, eu não sei o que a senhora veio fazer aqui, mas eu realmente não quero brigar então você sabe por onde sair... — Sam disse dando meia volta.

— Samantha espera. Eu não vim por causa do carro. — Ela disse e Sam parou com seu coração ainda acelerado. — Eu sei que realmente não tivemos um bom começo, mas esperava que pudéssemos tentar de novo... ? Podemos ir almoçar e conversar?

Sam se virou e viu a expressão da mais velha, ela parecia diferente de alguma forma, talvez arrependida? E Sam já havia tido contato com ela o suficiente para saber que uma mulher como ela não fazia esse tipo de coisa.

— A espera, exatamente como a senhora fez comigo? Me dando uma chance e não me julgando nem me ofendendo gratuitamente? — Sam sorriu. — Oh sim foi mesmo você fez exatamente o contrario, é eu vou passar.

Sam disse a encarando, ela ainda conseguia se lembrar da humilhação que a senhora Benson a fez passar, estava em segundo lugar como uma das piores e a primeira foi Missy na piscina e ela não queria contato nenhum com essas pessoas.

— Samantha por favor. Eu fiz um julgamento completamente errado sobre você, eu peço desculpas de verdade por aquela vez, mas eu sinto que devo consertar as coisas, com você e com meu filho, e eu não perderia uma chance como essa. — Argumentou a mãe de Freddie parecendo abalada. — Freddie é a única coisa que eu tenho e ele nem sequer atende minhas ligações então, por favor.

Sam viu os olhos verdes da mãe de Freddie lacrimejarem, definitivamente isso não era algo que combinava com a força que ela demonstrou nas poucas vezes que Sam esteve na sua presença e ela não era nenhum monstro pelo amor de Deus ela faria isso por Freddie.

Sam massageou as têmporas. — Espero não me arrepender disso, por que eu realmente sou contra em bater em mulheres mais velhas e eu odiaria quebrar essa promessa.

Senhora Benson correu até ela e quase a abraçou, mas Sam recuou,

— Desculpe. — Disse a mãe de Freddie novamente e Sam teve a sensação que não seria a ultima vez.

— Tudo bem, eu vou. Tomar um banho. Pode sentar ai. — Sam disse sem saber muito bem o que dizer e a senhora Benson acenou repetidamente com a cabeça.

Sam se virou e quando ia direto para o banheiro ouviu sua irmã gritar do quarto “EU DISSE PRA VOCÊ TOMAR UM BANHO!’’ que ela não se deu o trabalho de responder, pois só conseguia pensar o que diabos havia acabado de acontecer naquela sala, a mãe de Freddie que claramente a odiava praticamente implorou para almoçar com ela, e enquanto a água quente do chuveiro caia sobre ela e ela passava sabonete lhe ocorreu que ela deveria ligar para Freddie, mas era obvio que ele não sabia de nada e ela havia dito que ele nem sequer atendia suas ligações.

Quando saiu ela entrou no quarto e antes de fechar a porta foi impedida por Melanie.

— Eu ouvi tudo e acho que você fez a coisa certa então trouxe esse vestido para você ir almoçar com sua sogra chique. — Ela disse e Sam analisou o vestido azul estampado, midi com mangas curtas e botões, definitivamente não era algo que ela usaria.

— Ela não é minha sogra. — Sam disse, mas três segundos depois caiu em si. — Ah droga ela é minha sogra.

Sam suspirou. E Melanie sorriu. — Eu sei! Não é emocionante?

— Não Mel na verdade eu estou com medo de ser uma armadilha pra me dar um fim, e eu realmente não gostaria de morrer nesse vestido. — Sam disse indo até sua mala pegando uma calcinha para vestir, sem se incomodar em ficar nua perto da irmã.

— Que exagero Sam, eu vi o remorso no momento em que ela pôs os pés aqui em casa, e esse vestido é lindo, cala boca!

Sam discordava, mas não queria discutir e ela realmente estava arrependida de só ter levado shorts e camisetas para a viagem.

— Por que eu deveria usar isso? Ela disse que só vamos almoçar e não encontrar o papa.

— Sam olha para aquela mulher no nosso sofá só o terninho dela é o preço da nossa cômoda da sala de estar, e eu presumo que vocês vão a algum lugar chique, ela não deve comer frango frito ou chili do chili my bowl. E além do mais você quer dar uma boa impressão já que começaram errado... Só veste essa droga vai, pra ser mais confortável pra vocês duas...

Melanie como sempre tinha razão, mas ela não ia se render tão fácil.

— Por que eu devo me arrumar para sair com uma mulher que me odeia? — Sam perguntou abotoando o sutiã.

— Deus tinha esquecido como você é teimosa, veste essa droga ou eu vou contar pro Brad que você e Freddie fazem sexo virtual! — Ameaçou a outra gêmea.

Sam quis gritar e tomou o vestido da mão da irmã.

— Parece que hoje é o dia de todos me obrigarem a fazer coisas! — Reclamou Sam.

— Isso e não esquece do cinto, usa o cabelo solto mesmo, eu vou lá ver se ela quer uma água sei lá. — Melanie disse saindo como se estivesse dirigindo uma peça.

Sam terminou de se arrumar e saiu do quarto com uma cara de poucos amigos.

— Ai está ela! — Disse Melanie quando Sam apareceu. — Eu estava dizendo a senhora Benson o quão educado o Freddie é.

— Sam não sabia que você tinha uma irmã tão adorável.

Sam queria dizer que ela não lhe deu a chance de dizer nada antes, mas apenas podou o talento natural de Melanie de fazerem todos gostarem dela.

— Melanie corta essa. Podemos ir senhora Benson? Não quero demorar.

— Por favor me chame de Marissa. — Pediu ela. — Podemos sim, adorei te conhecer Melanie. — A mãe de Freddie disse se despedindo de sua irmã.

Sam saiu na frente. Sem se preocupar em esperar a mãe de Freddie, ela parou em frente ao elevador quando a senhora Benson a alcançou.

— Esse vestido ficou bem em você Samantha, talvez se estivesse usando isso e não nua na cama do meu filho não teríamos começado tão mal.

Sam a encarou com um olhar fulminante.

— Ok, desculpe, eu não queria...

— Tanto faz. — Sam disse entrando no elevador.

O caminho até o restaurante foi curto, o Bushwell era localizado em um bairro considerado nobre de Seattle o que Sam agradeceu internamente ela não se sentia a vontade sozinha com a mãe de Freddie ou em qualquer lugar. O motorista parou em frente a um restaurante que Sam certamente nunca havia frequentado e realmente era chique como Melanie havia dito, então no fim não foi tão ruim aceitar o conselho da irmã. Ela já estava meio acostumada com esses ambientes por que era o tipo de local que ela ia com Carly em L.A, então não estranhou quando um maitre se prontificou a disponibilizar uma mesa a elas, e se Sam pudesse dizer parecia a melhor mesa do local. Ela sentou de frente para a mãe de Freddie, que estava agindo mais estranho que o normal, Sam pensou que talvez fosse algo novo para alguém como ela se desculpar. Um garçom trouxe o cardápio e ela se enganou por que os pratos ali eram três vezes mais caros que em L.A, Sam suspirou.

— S- Marissa. — Sam disse olhando para o cardápio.

— Sim querida. — Disse a mãe de Freddie analisando o cardápio igualmente, mas diferente de Sam ela não estava espantada com os preços ela estava apenas decidindo o que pedir.

— Você sabe quantos hambúrgueres da para comprar com o valor de uma salada daqui? — Questionou Sam.

— Eu não faço idéia, hambúrgueres são nojentos. — Respondeu a senhora Benson como se não tivesse dito nada demais e acenou para o garçom que foi até elas rapidamente. — Eu vou querer o salmão com a salada de quinoa, por favor e um chá gelado.

— Certo e a senhorita? —Perguntou o garçom parecendo entediado, Sam também ficaria em seguir aquele povinho esnobe.

— Bom eu não entendi metade do que está escrito aqui, então vou de filé mignon, e para beber um vinho que combine. — Sam disse fechando o cardápio.

— De acompanhamento, purê ou salada?

— Purê, bastante por favor.

O garçom ergueu a sobrancelha e saiu.

— Então Samantha? Você come carne vermelha? — Marissa disse provando um pãozinho da mesa.

— Sam, me chame de Sam e sim como bastante. E já que estamos fazendo perguntas eu ainda não sei o que eu to fazendo aqui. — Indagou a loira.

Sam pode ver quando a mãe de Freddie engoliu e suspirou profundamente.

— Eu te chamei para almoçar por que eu realmente queria me desculpar por meu comportamento desprezível quando nós nos conhecemos na casa de Freddie, eu tive muitas duvidas sobre você e eu estou profundamente envergonhada, eu não fazia idéia que Freddie estava em um processo de divorcio, eu sabia que ela não morava mais lá, só que casais jovem tem crises...

Sam a analisou e suas desculpas pareceram sinceras pelo menos.

Como Sam não disse nada ela prosseguiu. — A Missy me enganou, por todos esses anos. Eu acreditei que ela era uma boa moça e fui contra o meu próprio filho, e isso é o que mais me dói, agora Freddie não me atende, não quer me receber e eu não sei o que fazer... — Marissa disse começando a chorar de um modo discretíssimo. O que fez Sam arregalar o olho, aquilo ficou estranho muito rápido, ela não esperava que a mulher chorasse. Sam imediatamente olhou ao redor para ver se alguém estava vendo aquilo, ela odiava estava naquela posição, mas pelo visto as pessoas que iam ali eram muito educadas para não olharem ou simplesmente não davam a mínima.

— Marissa tudo bem. — Sam disse tentando fazê-la parar de chorar. — Ela não enganou só você, o Freddie, a Carly também, ninguém vem com uma placa de cretina falsa e mentirosa não é?

A mãe de Freddie chorou um pouco mais. — Ela veio até mim para pedir ajuda, por que segundo ela ainda amava ele e por isso não assinaria o divórcio. — Ela balançou a cabeça. — Eu só descobri quando o Freddie veio há alguns meses atrás aqui e ele disse que ela tinha um amante e quando eu perguntei a ela a cretina não negou e riu na minha cara?

— Talvez você esteja sendo um pouco dura consigo mesma, Freddie também acreditou que ela fosse uma boa pessoa, ele demorou muito a confiar em mim. — Sam pontuou.

— Você tem razão Sam, mas agora veja como esta meu relacionamento com meu filho, eu admito que tenho o negligenciado desde o falecimento de seu pai, o que foi bem difícil para ele, e eu fui muito dura com ele, mas eu sinto que ela destruiu tudo completamente.

Sam sentiu pena. O pouco que Freddie havia lhe contado deixou claro que ele tinha um relacionamento bem complexo com Marissa ele queria ser mais próximo dela, mas ela sempre foi exigente e cobrava muito dele e Missy destruiu o pouco de afinidade que ainda restava entre eles. Sam desejou que Melanie estivesse ali, ela saberia exatamente o que dizer e Sam só sentia vontade de sair correndo, mas ela tentaria fazer a coisa certa.

—Eu sou meio nova nisso tudo, eu nem sei direito o que dizer, mas você sempre será a mãe dele Marissa, tenho certeza que ele vai ver que você está sendo sincera. E vocês vão voltar a se dar bem novamente.

— Você acha? — Marissa perguntou.

Sam não sabia na verdade, isso ainda poderia dar um problemão pra ela, quando Freddie descobrisse que ela tinha almoçado com Marissa. Mas ela tentaria pelo menos.

— Eu posso conversar com ele. — Sam ofereceu.

— Você faria isso? Ah Sam, no fundo eu sabia que você não era má pessoa.

A mãe de Freddie sorriu e Sam não pode deixar de notar o quão parecido era o sorriso dos dois.

— Sim e eu não sou má e você saberia disso se tivesse me dado alguma oportunidade quando nos conhecemos.

— Por favor Sam eu fico completamente envergonhada pela maneira horrorosa que lhe tratei aquela vez, espero que um dia você possa me perdoar por isso, eu realmente quero fazer parte da vida do Freddie de agora em diante e vocês parecem bem firmes...

Sam sorriu involuntariamente.

Ela não podia negar isso.

O almoço acabou assumindo um tom mais leve, quando a comida chegou, Marissa estava lhe contando sobre a infância de seu namorado e quando começaram a comer, Sam teve que fazer um esforço enorme para não deixar seus verdadeiros modos a mesa transparecerem, o filé estava incrível e o mais importante em nenhum momento nem por um segundo ela duvidou das intenções da mulher a sua frente.

— Você volta quando para Los Angeles?

— Hoje à noite. — Sam respondeu.

— Você acha que seria uma boa idéia se eu fosse com você e surpreendesse ele? — Sugeriu Marissa.

— Não, acho melhor não. Ele vai odiar isso, não me leve a mal Marissa, mas eu e ele precisamos fazer coisas quando eu chegar lá e você arruinaria isso, ele ia ficar com mais raiva, ia ser um desastre.

Marissa assentiu confusa. E Sam agradeceu internamente por ela não ter perguntado que tipo de coisa eles iriam fazer juntos.

— Eu acho melhor, preparar ele sabe, vou conversar com o Freddie e explicar tudo e ai vai ser mais fácil, não quero que ele pense que estamos agindo pelas costas dele.

Sam suspirou aliviada quando a mãe dele pareceu aceitar isso então finalmente o silencio se estabeleceu entre elas e quando Sam achou que aproveitaria sua sobremesa em paz...

— Então Sam me conte como vocês se conheceram. — Marissa pediu enquanto provava a sobremesa. Ela havia pedido um cheesecake e Sam um bolo de chocolate.

Sam engoliu em seco, por que ela não podia falar do leilão felizmente ela tinha habilidades muito boas com a mentira.

— Foi em uma festa, aqui em Seattle. — Sam disse simplesmente.

— E você foi pra Los Angeles com ele nesse mesmo dia? — Perguntou Marissa sem esconder o choque.

— O que? — Sam riu sentindo suas bochechas esquentarem. — Não, eu fui fazer uma sessão de fotos em Los Angeles e nos encontramos lá e bom as coisas fluíram entre a gente. — Sam disse levando uma enorme quantidade de bolo a sua boca.

Marissa pareceu satisfeita com a resposta, no fim ela não era tão ruim quanto Sam achava. A conversa das duas continuou e ela fez muitas perguntas a Sam, querendo realmente conhecê-la de verdade e quando Sam disse que Melanie tinha câncer, ela lamentou e ofereceu qualquer tipo de ajuda a ela, apesar de não ser sua especialidade médica, Sam pôde ver por que para ela era tão fácil amá-lo ele havia sido criado por pessoas boas ela teve certeza disso quando Marissa brevemente falou do homem incrível que o pai dele era, talvez ela estivesse ficando mole demais, sim, mas o amor fazia isso com as pessoas. Ela quase se socou quando percebeu que estava pensando igual as garotas românticas dos filmes, mas para o seu terror talvez ela estivesse se tornando uma delas.

oOo

Freddie havia acordado animado, não tinha como não acordar depois da noite de ontem ele estava no melhor dos humores, e não só por isso, mas também por que Sam chegaria de viagem e ele queria que tudo saísse perfeito aquela noite, ele havia pedido para a chef fazer a comida favorita dela, ele mesmo faria, mas fazia muito tempo que ele não cozinhava e não queria que corresse o risco dela odiar, ele tentou focar em outras coisas trabalhando normalmente, mas ele já conseguia sentir seu cheiro e isso acabou despertando outras partes de seu corpo, ele se sentia como um adolescente com os hormônios a flor da pele o que o tranqüilizava é que aquela noite ele poderia matar a saudade dela, se Sam pudesse vê-lo ela diria que era exagero dele, mas talvez fosse por que ele só conseguia pensar em tê-la em seus braços.

Ele nunca havia se sentido dessa forma antes, Missy tinha o costume de viajar direto e ele jamais criou tanta expectativa assim com sua volta, talvez por que Missy fosse naturalmente frigida, seria perda de tempo ansiar pela volta dela sabendo que ela seria a mesma fria e distante Missy de sempre, mas Sam era completamente o oposto. Ele ficou perdido em seus pensamentos por muito tempo, e estranhou quando a ouviu o barulho da porta abrindo, ele esperava que ela chegasse dali há duas horas, mas talvez ela tivesse se antecipado para fazer uma surpresa.

Ele imediatamente desceu as escadas correndo de dois em dois.

— Como você conseguiu chegar tão cedo? Não aguentou de sauda...— Sua voz sumiu em completo choque, que porra era aquela? Como ela havia conseguido entrar ali? Freddie só conseguia pensar que se fosse uma piada, era uma de muito mal gosto...

Notas finais
Botei o link da roupa da sam espero que tenha funcionado. Bjs