Upside Down - Seddie

31 Capitulo 31 - Homecoming parte 1


Notas iniciais
Oi amores primeiro queria me desculpar pela demora, mas tive um mini bloqueio e acabaram rolando umas situações que me deram uma desmotivada, mas graças a Deus superei isso hahah. Segundo preciso agradecer as recomendações maravilhosas que recebi e dedico esse capítulo a vocês: Beatriz e Lara muito obrigada mesmo Espero que gostem! Boa leitura!

Pov geral

— Freddie, precisamos conversar. — Sam disse ofegante. Era sempre assim quando eles estavam juntos, ela não achava que seu corpo fosse capaz de aguentar tanto.

Freddie já sentia seu corpo se entregando a exaustão pós coito, mas era difícil pensar em alguma outra coisa quando estava com Sam as vezes ele já desafivelava o cinto no caminho de casa, e o sexo com ela era realmente incrível pois Sam aprendia bem rápido, naquele diaele havia chegado do trabalho e quando ela pulou em seu colo foi o suficiente para que seu desejo por ela mais uma vez viesse à tona aquele dia, eles trocaram algumas palavras e ele elogiou seu cabelo que havia voltado ao loiro e depois disso foi aquela bagunça desordenada entre eles, beijos e caricias, luta por controle, ali mesmo no sofá da sala, sorte que os empregados não perambulavam pela casa ele só queria tirar uma soneca antes de qualquer outra coisa...

— Depois Sammy... — Ele balbuciou com a cara em uma almofada enquanto recuperava o fôlego.

— Eu preciso ir a Seattle. — Sam disse de uma vez também estava tão cansada quanto ele, talvez Carly tivesse razão ela deveria começar a se exercitar sabe pra não quase morrer depois de transar com Freddie.

— Aconteceu algo com a Melanie? — Freddie perguntou tirando a cara da almofada alarmado.

E mais uma vez gratuitamente ele mostrava o quão incrível ela sentiu seu coração encher-se de ternura com o modo como ele se preocupava com sua irmã, ela ainda se temia que a ligação entre eles fosse apenas carnal desse modo tendo fácil vulnerabilidade, mas a cada dia ele de pequenas formas demonstrava que não.

Sam riu. — Não, ela está bem, mas minha mãe comprou um apartamento e quero ter certeza de que não é uma droga barata para que ela tenha dinheiro para colocar botóx. — Sam respondeu.

— Mas você acabou de chegar baby... — Freddie disse abraçando-a.

—Freddie, eu já to aqui quase um mês... Você nem vai perceber que eu sai.

— Como se isso fosse possível né. — Freddie disse deixando um beijo no topo da cabeça de Sam.

— Nem vai dar tempo de você sentir minha falta vão ser só dois dias, prometo. Além do mais você pode ir também e ir visitar sua mãe.

Freddie riu sem humor com tamanha ingenuidade de Sam, ela não fazia ideia de que sua mãe a odiava. Ele não havia comentado com Sam sobre o desentendimento que ele teve com ela, quando foi atrás dela em Seattle e aproveitou para visita-la.

— Aconteceu alguma coisa baby? — Sam perguntou, já que estranhou a reação dele sobre isso, quando conheceu Marissa foi um pouco conturbado, mas imaginou que fora por causa dela e não por outras razões.

Freddie soltou um longo suspiro.

— É a gente teve uma discussão lá em Seattle quando fui atrás de você lá, aproveitei para passar em casa e confrontei ela, sobre a Missy ter dito que ela que havia falado sobre você. E no momento que vi o sorriso dela ao me ver chegando lá sozinho, soube que a Missy havia dito a verdade.

Sam não deixou transparecer, mas aquilo a machucou de verdade, ela sempre havia ouvido histórias que sua própria mãe contava sobre sogras malvadas que faziam de tudo para separar casais, mas sempre achou que fosse exagero de Pam que não tinha um gênio muito fácil, então não era difícil ter problemas com ela, ela mesma tinha vários e a mulher tinha parido ela. Ela balançou a cabeça, aquilo não era sobre ela, era sobre Freddie e ela sabia que ele precisava de uma palavra de conforto mesmo que não fosse um forte dela.

— A sua mãe te ama Freddie. É difícil não amar quando se conhece você melhor, e ninguém vai te conhecer melhor que sua mãe. — Ela arregalou os olhos surpresa com o que havia acabado de dizer e suas bochechas coraram imediatamente e ela desviou o olhar dele. —S-sabe o que eu q-quero dizer é que pelo menos sua mãe não te fazia beber garrafas de café quando você era bebê por que te faziam dançar engraçado. — Sam disse nervosa até gaguejando um pouco.

Primeiro ele ficou estupefado com Sam falando assim, ela possuía um bom coração defendendo sua mãe mesmo que ela a odiasse depois sentiu vontade de rir do que ela havia dito sobre o café, mas então ele percebeu o que ela realmente havia acabado de dizer e franziu a testa.

— E você acha que me conhece melhor? — Ele perguntou sem titubear.

Sam apenas balançou a cabeça afirmando. E então ele estava completamente feliz com o que havia descoberto, ela nem havia dito as palavras exatas “Eu te amo”, mas foi o eu te amo mais sincero que ele já ouviu e o melhor de tudo, ele se sentia da mesma forma. Algo que tão inocentemente escapou de sua boca e ele sentiu seu coração acelerar ao ouvir aquilo na hora. Sam era única em cada parte dela, cada pequena parte, ele não acreditava em destino nem nada disso antes de conhece-la e depois que deu errado com Missy ele até pensou que não seria capaz de amar novamente, se é que realmente a amou, por que tudo que ele sentia com Sam era algo completamente novo e puro.

— Eu também te amo Sam! — Ele finalmente disse e foi como tirar um peso das costas.

Sam olhou para ele nervosa. — Freddie você não precisa falar por que eu falei, sério, eu posso esperar que você sinta o mesmo por mim eu sei que você tem problemas com confiança e teve a vaca da Missy...

— Mas eu quero dizer isso, por que é como eu me sinto, e tem bastante tempo que a gente vem dizendo isso, só que não com palavras. — Ele disse olhando para ela.

E Sam foi obrigada a concordar, toda a trajetória deles até ali houveram demonstrações de amor desde pequenas como ela querendo saber sobre o dia dele até grandes como ele indo até a França atrás dela. Ela também sentia-se como se tivesse tirado um peso das costas, só faltava isso entre eles.

— Eu ainda não consigo dizer a palavra com A, mas eu sinto isso por você de verdade. — Ela disse mordendo os lábios.

Freddie a abraçou beijando sua testa, ele pode sentir que seu coração batia tanto quanto o dele de modo acelerado, realmente palavras não se faziam necessárias.

E foi extremamente natural. Tanto que Sam não sabia o que fariam agora que eles haviam tirado essa coisa do caminho, ela estaria mentindo se dissesse que não estava apreensiva com esse momento, quando imaginou isso, poderia ter dado completamente errado se Freddie não se sentisse da mesma forma, ela jamais o pressionaria, ela poderia lidar com um coração partido, ela se lembrava exatamente da dor que sentiu quando foi humilhada por Missy e pensou que havia o perdido, ela provavelmente já o amava ali também.

— Tudo bem, mas quando você estiver pronta para dizer, quero ser o primeiro a ouvir.— Avisou Freddie e Sam riu. — Sabe o que é mais louco disso tudo Sam? — Freddie disse fazendo carinho no braço dela.

— Não Fredalupe me ilumine. — Ela respondeu mordendo o braço dele.

— Ai!— Freddie arregalou os olhos. —Eu não acho que já tenha me sentido dessa forma antes, com ninguém.

Sam se segurou pra não pular igual uma garotinha e fazer uma dancinha da vitória, mas ele nunca a deixaria em paz se ela fizesse isso e isso foi o suficiente para deixa-la quietinha em seus braços.

— Por que você sempre diz essas coisas quando eu já to pelada e saciada? — Ela perguntou em tom brincalhão. — Qual o ponto de ser romântico e conquistador quando você já me tem?

Freddie ponderou. — Boa pergunta, não tenho resposta para isso, mas é apenas como eu me sinto.

Sam sorriu de forma alta e espontânea, ela estava genuinamente feliz. Quando os risos cessaram e ela achou que ele havia cochilado ela ouviu a voz dele novamente.

— Eu acho que a gente deveria comemorar isso sabe, que a gente tá junto e se ama.

— Não Freddie eu não fico bem de branco. — Sam disse, ela sabia que ele não estava se referindo a casamento, mas não perderia essa piada nunca.

Freddie sorriu alto. — Nem se for um biquíni branco? A gente podia fazer uma festa na piscina depois que você voltar de Seattle, posso chamar meus amigos e sua família e comunicar oficialmente que somos um casal.

— Parece bom Benson, mas vou logo avisando que se minha mãe vier ela vai querer ficar andando pela festa só de biquíni e não é uma coisa bonita de se ver.— Sam fez uma cara de nojo, sua mãe tinha mania de provar biquínis e obrigava ela e sua irmã a verem, era uma verdadeira tortura.

Freddie riu tentando imaginar a situação, mas a verdade é que ele não conseguia parar de pensar que ele finalmente estava sendo feliz em muito tempo e um tipo de felicidade completamente diferente, que o fazia querer proteger seu relacionamento a qualquer custo, ele não sabia ainda que Missy tramava com Patrice para tirar a felicidade dele, mas ele já se sentia preparado para protege-la de qualquer ameaça valia a pena quando ele a tinha daquela forma em seus braços, parecia errado pensar neles de outra formas ou separados, por que com ela todas as suas inseguranças e medos sumiam e ele lutaria for isso, até o fim.

oOo

No dia seguinte de manhã cedo Sam já estava no hangar onde o avião de Freddie ficava, ele fazia questão que ela viajasse em seu próprio avião antes de dormirem ele resolveu tudo com apenas uma ligação, ela vestia seus típicos jeans e camiseta, mas como estava um pouco frio por ser bem cedo ela completou com uma jaqueta e sua bota preta sem salto. Era uma roupa confortável, ela não iria se arrumar toda para viajar sozinha. Foi o que ela pensou até um carro parar ao lado deles, enquanto ela se despedia de Freddie.

— Sério? Demonstração pública de afeto hora da manhã? Vocês me enjoam. — Disse Brad saindo do carro com uma mochila de couro e suas típicas roupas de playboy que consistiam em camisa social rosa bebê, calças cáqui e sapatos de couro marrom.

— Bom dia Brad, por que não começa com: Obrigado Freddie por ser um bom amigo e me dar uma carona de jatinho até Seattle? — Disse Freddie em tom de ironia, noite anterior Brad havia ligado para Freddie para pedir o jatinho emprestado para ir a Seattle e Freddie soltou que Sam iria para a Seattle na manhã seguinte, então por que não dar uma carona? Mas já estava arrependido.

— É sério isso Freddie? Você por acaso tá mandando o Brad me vigiar? — Sam perguntou perplexa cruzando os braços.

— Não loirinha, eu tenho negócios em Seattle e pedi o jatinho dele emprestado, mas você já ia usar então vou pegar uma carona. — Brad explicou. — E por acaso eu tenho cara de babá?

Freddie revirou os olhos. — É isso amor.

Sam aceitou a resposta de Freddie, ele não tinha por que colocar alguém de babá.

— Estamos prontos para partir em quinze minutos senhor Benson.— Avisou o piloto, subindo as escadas para entrar no avião.

— Então é isso, boa viagem Samantha. — Freddie se despediu abraçando-a e lhe dando um beijo casto por que Brad estava ali, mas que ela aprofundou sem nenhum problema.

Eles continuaram se beijando até que foram interrompidos pela voz de Brad. — Eu tô ficando com tesão aqui gente. — Fazendo com que eles se separassem imediatamente.

— Tchau Freddork, não vou demorar! — Sam disse dando um último selinho em Freddie, antes de passar por Brad dá-lhe um chute e subir as escadas apenas pela força do hábito, seriam apenas 2 horas de vôo tempo suficiente para uma soneca. Na porta do avião ela acenou uma última vez para ele.

— Eu não vou te beijar igual beijei a Sam se é isso que você está esperando. — Freddie avisou a Brad que ainda estava parado ali.

— Ah tem certeza, você que perde.— Brincou Brad fazendo beicinho para beijá-lo, mas Freddie se afastou com nojo.

— Que negócios você disse que tinha para resolver em Seattle mesmo? — Perguntou Freddie como se estivesse se lembrando de algo.

— Ah você sabe os mesmos de sempre... Tenho que ir! Obrigado pela carona, você é um bom amigo Benson. — Brad disse subindo correndo as escadas do avião, Freddie franziu a testa confuso, vendo a porta da aeronave fechar, então ele se afastou, e infelizmente não pode esperar para ver decolar, por que ele teria uma reunião as nove da manhã.

Dentro do avião Sam se sentou de modo mais confortável e completamente diferente do modo que se sentou na primeira vez que entrou ali, ela sempre de como estava aquela noite nervosa e com medo por não saber aonde estava indo, se pudesse ser sincera ela sentiu até medo de Freddie aquela noite, por não saber o que esperar dele, mas felizmente tudo havia dado certo. Com alguns contratempos claro, mas até o momento havia dado certo. O avião decolou e ela pode desafivelar o cinto ficando ainda mais à vontade.

— Ei Sam, quer mimosa? — Brad perguntou a ela e só então ela percebeu a comissária de bordo ao lado dele segurando bandeja que continha uma garrafa da bebida e taças e ele já havia sido servido. A moça era loira e até bem bonita, mas usava muita maquiagem para aquela hora da manhã.

Sam negou com a cabeça ainda era muito cedo para beber de qualquer maneira.

— A senhora deseja que eu sirva o café da manhã senhorita Puckett? — Perguntou a moça em seu uniforme havia uma plaquinha com seu nome: Michelle.

Sam, lembrou que estava com fome. — Sim, pode ser.

Michelle então saiu sumindo da vista deles, Sam notou que Brad não parava de olhá-la e isso realmente estava lhe incomodando.

— Que foi Brad? Perdeu o cu na minha cara? — Ela indagou.

—Uou parece que alguém odeia acordar cedo... — Ele disse dando um gole em sua bebida. — Mas apenas estou percebendo que você não parece tanto assim com a Melanie.

Sam franziu a testa e ele prosseguiu. — Você tem uma pinta perto da boca que ela não tem, e os dela são verdes as vezes e os seus são sempre azuis, e os cabelos dela são mais lisos...

— E você percebeu todas essas diferenças na França?— Sam perguntou intrigada, achava que o “relacionamento” dos dois tivesse se restringido apenas a viagem, mas pelo visto talvez não.

Quando ele ia responder Michelle chegou com um carrinho cheio de comida, bacon, waffles, panquecas, frutas realmente muita comida até para ela, mas ela não ia decepcionar quem havia preparado aquilo tudo para ela.

— Bon appétit. — Disse Michelle se retirando. E Sam não perdeu tempo em começar a comer.

— Você comer tudo isso não é? — Perguntou Brad horrorizado.

— Por que você quer também? — Sam perguntou.

— Sim, mas vou comer pouco, mas é que as pessoas sempre enjoam. — Ele disse.

Sam sorriu. — Eu só tive enjôo uma vez na vida por que tinha comido um chocolate árabe vencido há 6 anos, uma nojentinha lá do colégio apostou comigo 50 pratas que eu comeria a barra toda. Ganhei os 50 pratas e ainda vomitei no sapato dela.

Brad arregalou os olhos chocado e depois riu muito.

—Você é realmente muito diferente da sua irmã. — Ele disse.

Sam ponderou o encarando. — Você continua falando ainda com ela? — Melanie teria lhe falado se ela estivesse com Brad. Bom, Sam pensava que sim.

— Não tanto quanto eu gostaria loirinha, não quer tirar um cochilo antes de pousarmos? — Brad disse.

Sam não estava surpresa pela mudança súbita de assunto, e o que ele queria dizer com aquilo? Ela poderia perguntar e se desgastar, mas Melanie não lhe esconderia nada, ela esperava que não. Então terminou de comer e se reencostou na poltrona a fim de recuperar algum sono. Ela não viu, mas Brad deu um suspiro aliviado.

Algum tempo depois Sam foi acordada pela voz do comandante pedindo que eles colocassem os cintos novamente pois iriam pousar, para Sam parecia que ela havia apenas piscado, Brad encontrava-se do outro lado folheando um jornal, mas logo se arrumou, o avião pousou tranquilamente, apesar do clima úmido da cidade, ela havia se esquecido por um momento que em Seattle chovia muito. Antes de se levantar para sair ela pegou o celular para mandar uma mensagem a Freddie dizendo que havia pousado então se levantou se espreguiçando, Brad a esperava.

— Meu carro está aqui, quer carona? — Brad ofereceu.

— Não, valeu, parece que tem um carro me esperando.

— Ah as vantagens de ter um namorado rico. — Brincou Brad.

Um carro já de fato a esperava e ela pode ver assim que saiu do avião, havia um homem parado ao lado do carro ele sorriu e abriu a porta quando ela se aproximou.

— Senhorita Puckett? — Ele perguntou.

— Só Sam. E o seu nome é? — Sam perguntou e o motorista ficou surpreso.

— É essa é diferente Harold. — Brad disse se direcionando ao motorista que sorriu impressionado. — Tchau Sam, você é uma companheira de viagem, até mais.

Ele acenou entrando em um carro caro, parecido com o que ela iria entrar, mas de cor prata.

Sam acenou de volta, se perguntando o que ele queria dizer com até mais.

Sam pediu ao motorista para que ele a levasse ao Bushwell, que realmente era um lugar bonito, parecia decente para se viver, mas ao chegar a recepção ela se deparou com um porteiro super mal humorado, mas ela imaginou que posse por conta da verruga em sua bochecha, era enorme e parecia uma segunda cabeça, ela ficaria o tempo todo puta também se vivesse com aquilo na cara. Ela esperou um pouco que ele interfonasse, queria fazer surpresa, mas não estava afim de pedir um favor para aquele homem, então quando Lewbert liberou sua entrada ela seguiu até o elevador apertando o número do andar que ele havia dito. Em questão de minutos ela se deparou a porta de sua mãe e irmã e estava morrendo de saudades delas, até de sua mãe. Quando ela saiu do elevador a porta do apartamento já estava aberta e Melanie já a esperava, a outra gêmea saiu correndo quando viu a irmã.

— Você veio! — Melanie gritou a abraçando. — Que saudades! Você voltou pro loiro!! Realmente é mais a sua cara.

Sam parou para dar uma olhada na irmã. Ela poderia dizer que ela ganho um pouco mais de peso, e parecia bem como nunca antes, definitivamente era a mudança de ares pensou.

— E olha para você! Seu cabelo está maior Mel, e é impressão minha ou você engordou? — Sam perguntou abraçando novamente a irmã. Melanie assentiu com a cabeça.

— Vem vou te mostrar o lugar, mamãe foi se arrumar, você sabe que ela não gosta de ser vista sem maquiagem. Eu tenho novidades, mas primeiro vou te mostrar aqui. — Melanie a puxou pelo apartamento, a sala era muito maior e mais aconchegante que a sala de sua casa, tinha grandes janelas e a decoração era bonita, Sam sabia que Mel não deixaria a mãe interferir nisso. Sam não pode deixar de pensar em o quão agradável seria crescer num lugar como aquele. — Como você pode ver aqui é a sala, é linda e bem iluminada e olha essa TV enorme. — Disse Melanie boquiaberta.

— É lindo Mel, to vendo que você decorou.

— Sim a mamãe deixou. — Ela disse animada. — Essa cortina não é chique? Comprei pela internet, ainda sobrou um bom dinheiro da compra do apartamento, mamãe disse que posso comprar o que quiser pra decorar. — Ela disse apontando para uma cortina bege perolada.

— Eu amei Mel, é sua cara. Mais tarde vamos ao shopping comprar algo, quero dar de presente a vocês eu queria ter trago de L.A , mas foi uma viagem de ultima hora. — Explicou Sam.

— Imagina Sam, já fico feliz por você estar aqui, e o Freddie? Não quis vir? Achei que fossem grudados.

Sam revirou os olhos. — Ele está ocupado na empresa.

— Bom aqui é a cozinha. — Ela disse mostrando o cômodo que era um pouco menor que a sala, mas era ampla e estava cheia de utensílios prata, revestida de azuleijos brancos e tinha detalhes azuis, era realmente muito bonita. — O que você acha? Ainda falta algumas coisas ainda não terminamos a mudança, mas aqui quase nada foi mexido só vamos trocar as torneiras por umas mais novas.

— Eu amei você sabe minha parte favorita de uma casa, você só precisa pegar no pé da mamãe para manter limpa. — Disse Sam.

Saindo do quarto elas foram para um pequeno corredor com três portas.

— A porta no final do corredor é um banheiro. E um quarto é meu e o outro da mamãe. — Melanie disse simplesmente.

— Ei, e o meu? — Sam perguntou confusa.

— Você mora com o Freddie agora, desculpe. — Disse Melanie rindo. — Mas o sofá é bem confortável, vem vou te mostrar meu quarto.

— É sério isso?

Melanie sorriu.

— A gente passou por um quarto e você nem percebeu boba. — Disse Melanie voltando e abrindo uma porta o quarto era menor, mas tinha a antiga cama de Sam e todas as suas coisas que ela havia deixado para trás. Sam entrou deu uma boa olhada e jogou sua mochila fechando a porta em seguida.

O quarto de Melanie era cor de rosa claro com cortinas brancas, tinha uma cama de casal no meio bem grande algo que Melanie sempre quis e grandes caixas espalhadas, ela ainda não havia terminado a mudança, mas Sam sabia que na haviam os troféus e medalhas de Melanie que ela havia ganho antes de ficar doente, fotos, bonecas de porcelanas que elas haviam ganho da avó e que Sam odiava e mais coisas que ela não se lembrava mais por passar tempo demais longe de casa. — Bom por enquanto é isso ainda falta algumas coisas, mas é um sonho realizado, e a gente vai ter nossos próprios quartos!!!

Isso sempre fora um sonho delas, mas a outra casa mal tinha dois quartos.

Sam se jogou na cama tirando as botas. — Sabe quem veio comigo? — Sam perguntou olhando atentamente a irmã.

— Não, você disse que o Freddie não veio. — Melanie perguntou confusa.

— Você lembra do Brad né? O amigo do Freddie? — Sam soltou de uma vez e percebeu a irmã corar, mas Melanie disfarçou.

— Sério? Faz tempo que não nos falamos. — Melanie disse como se não fosse nada demais.

— É ele disse que veio a negócios. Ele falou de você no vôo disse que não somos tão parecidas assim.

Melanie deu de ombros. — Ele veio ver um imóvel para sede da empresa de aviação do pai dele.

— E como é que você sabe disso?

— Ora Ora se não é a outra sujinha. — Disse uma loira alta de cabelos curtos, que parecia muito com suas filhas mas já estava velha. Pam Puckett atravessou o quarto e abraçou Sam.

— Oi mãe. — Sam disse com a voz abafada pelos peitos da mãe.

— Cadê ele? Veio? — Pam perguntou animada.

— Não mãe infelizmente você não vai poder extorquir o Freddie hoje, nem nunca. — Avisou Sam, saindo do abraço.

— Veremos. — Pam disse saindo do quarto rindo. — Vou sair para comprar o almoço, não dêem uma festa sem mim.

— Ai, não sei como você aguenta. — Sam disse. — Sam se queixou, sua mãe não havia mudado muito e ela não iria tolerar que Pam visse Freddie como um caixa eletrônico pessoal, ela só não fez a mãe devolver o dinheiro que ela havia arrancado dele quando ela estava na França por que ele havia merecido. Mas não iria acontecer de novo.

— Eu já me acostumei, mas ela está bem melhor faz bastante tempo que ela não agride mais médico nenhum lá do hospital. — Melanie pensativa.

— Não muda de assunto. — Sam disse de repente. — Como você sabe o que o Brad veio fazer aqui?

— Ai Sam. Relaxa, o Brad e eu só estamos nos conhecendo melhor, ele é legal.

— É isso que ele quer que você pense, e a gente tem segredos agora uma da outra? — Sam questionou irritada.

— Não é que queria contar pessoalmente e você é toda irritada, ta vendo por isso não queria contar!

— Mel, me escuta o Brad não é pra você, ele é só um mulherengo narcisista. — Disse Sam.

— Ele era assim...

— Ele nunca vai deixar de ser assim! Mel na sua condição não é bom que você tenha estresses desnecessários...

— Você pode falar câncer Sam, e como você tem coragem de julgar as pessoas assim? Você fugiu no primeiro mal entendido que teve com o Freddie. — Melanie soltou irritada. — Eu to cansada de você a vida toda me tratando como uma invalida, que vai quebrar a qualquer momento.

— Mel eu...

— Não Sam, me escuta! Você foi embora do nada se envolveu com o Freddie e sempre era evasiva e vaga quando falava dele, ai ele fez merda e você fugiu, e eu te apoiei! Agora que eu finalmente conheci um cara que não me trata como uma doente você acha que pode se meter? Desculpa Sam, mas dessa vez não!

— Melanie eu só quero te proteger.

— Você não já fez isso a nossa vida toda? E eu agradeço, mas um coração quebrado não vai me matar! Você é a melhor irmã do mundo, mas eu consigo sozinha, obrigada. — Melanie disse se aproximando para abraça-la.

Sam retribuiu imediatamente. — Tudo bem, mas se ele vacilar e o corpo dele desaparecer não vai achar ruim.

Melanie riu.

— Me conta mais sobre isso? Como aconteceu? Vocês estão namorando? — Sam perguntou tentando parecer animada pela irmã que logo tratou de contar tudo a Sam, ela tinha incertezas sobre Brad afinal o rapaz tinha um histórico ruim, mas apesar de tudo ele parecia ter um bom coração, não era de todo mal que ele tivesse algo com Melanie, ela poderia colocá-lo na linha. Então Sam tentou relaxar ao ouvir sua irmã contar tudo desde o começo lá na França no beijo terno que trocaram, nas conversas até tarde da noite, e em como Brad disse a ela o quão ela era especial e o fazia querer ser uma pessoa melhor. E isso lhe lembrou imediatamente da adolescência das duas, da cumplicidade e quase pareceu com a época em que Melanie não havia sido diagnosticada ainda e por isso Sam agradeceu internamento ao amigo cabeludo de Freddie.

Notas finais
Beijos!! Se quiserem deixar um reviewzinho agradeço!